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Ana Luiza

TV

Crítica: Punho de Ferro

Algumas histórias são tão frequentemente repetidas que se tornam grandes clichês da ficção. Mudam-se os cenários, os personagens, o contexto econômico, político e social em que cada uma delas está inserida, mas a essência continua exatamente a mesma. São, na maioria das vezes, variações da clássica jornada do herói, conceito que o antropólogo Joseph Campbell aborda em seu livro O Herói de Mil Faces, publicado pela primeira vez em 1949 e que desde então vem sendo interpretado, reinterpretado e replicado de forma exaustiva no cinema, na literatura e na televisão.

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TV

Crítica: Emerald City e uma nova jornada pela estrada de tijolos amarelos

“Não estamos mais no Kansas”, diz a jovem Judy Garland na clássica adaptação de O Mágico de Oz, onde dá vida a uma Dorothy ainda criança, com seu característico vestido azul de algodão e fita no cabelo. É a versão da personagem que ficou marcada em nosso imaginário; uma Dorothy doce e absolutamente adorável, que canta e encanta ao longo de sua busca por uma forma de voltar para casa, e que conquistou inúmeros corações desde que surgiu pela primeira vez nas telas do cinema, em 1939.

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MÚSICA

Cabelo de sereia e muito rock’n’roll: quem é Melissa Reese?

Quem é Melissa Reese?, você deve estar se perguntando. Essa também foi a primeira e principal pergunta de muitos fãs do Guns ‘n Roses quando o anúncio sobre a nova integrante da banda ganhou a internet no início do ano passado. Era a primeira vez que uma mulher se tornava um membro fixo da banda – uma novidade que dividiu opiniões. No meu caso, que já não acompanho a banda de perto há algum tempo, contudo, a pergunta só veio após muito tempo, quando vi todo o potencial de Melissa ao vivo, durante a turnê “Not In This Lifetime”, que passou pelo Brasil no final de 2016. Quem é essa mulher incrível de longos cabelos azuis que não para de dançar um minuto sequer?, eu me perguntei o show inteiro. A resposta não demorou para aparecer.

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CINEMA

Muito mais do que vestidos: Hollywood, aparência e o valor da mulher no cinema

Se fôssemos elencar alguns dos problemas mais comuns na indústria do entretenimento, o machismo certamente figuraria entre os top cinco ou três – o que está longe de ser uma surpresa. É, afinal, um reflexo de uma realidade que nunca se preocupou em ser gentil com suas mulheres, e que se torna mais evidente à medida que questionamos regras e padrões impostos por ela. Hollywood não foge à regra: antes mesmo de pisarmos neste mundo, a indústria cinematográfica norte-americana já se estabelecia como uma fábrica de sonhos de homens brancos, feita sob medida para outros homens brancos, um lugar onde mulheres não tinham voz, poder ou autonomia.

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TV

The Last Kingdom e o que suas personagens femininas têm a nos dizer

O ano é 872. Os vikings avançam por pequenos reinos que, atualmente, compõe a Inglaterra, em busca de terras, escravos e riquezas, instaurando o terror por onde passam e transformando as belas paisagens europeias num – literal – campo de batalha. É nesse cenário contraditório, que une, ao mesmo tempo, beleza e tragédia, que se passa The Last Kingdom, série lançada em 2015 e exibida no Brasil pelo canal History.

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CINEMA

Crítica: Manchester à Beira-Mar

Dizem que é preciso perder alguém para compreender inteiramente a dor do luto. Não acredito que essa seja uma verdade absoluta, embora se aplique na maior parte dos casos: se a morte é a única certeza que temos em vida, deparar-se com ela é, ao mesmo tempo, reconhecer sua verdadeira face – menos idealizada; mais triste e feia – e ter seu mundo inteiro virado de cabeça pra baixo, transformado em uma realidade completamente nova, mesmo que de forma sutil. À sua própria maneira, Manchester à Beira-Mar é um retrato bastante particular sobre a morte, a perda e o luto, mas principalmente sobre feridas que nem mesmo o tempo é capaz de curar; um filme que busca construir, a partir da trajetória de seu protagonista, uma história sobre as diferentes nuances e formas de lidar com um trauma inerente à condição humana.

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