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Ana Luiza

CINEMA

A representação feminina no cinema brasileiro: uma breve história

Não é de hoje que a imagem da mulher e a representação da mesma na literatura, no cinema e, posteriormente, na televisão, se tornou objeto de análise nas mais diferentes áreas de estudo. Desde meados do século XX, questionamentos sobre o papel da mulher em sociedade e os clichês que permeavam nossa existência já eram uma realidade, em especial para teóricas feministas, que desde os primórdios do movimento dedicavam seus esforços a compreender como problemas de uma sociedade estruturalmente machista e patriarcal eram refletidos nas mais diferentes mídias, e como o olhar masculino – que sempre fora regra nesses meios, nunca a exceção – contribuía para a construção de estereótipos irrealistas e idealizados, que se equilibravam no limiar entre a sexualização e a representação pouco complexa da nossa realidade enquanto mulheres.

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CINEMA

Crítica: Power Rangers – Uma sessão de nostalgia

Há muito o cinema norte-americano tem voltado sua atenção para grandes sucessos do passado. Remakes e reboots dividem espaço com super-heróis e adaptações de obras literárias, numa tentativa de construir versões atualizadas dos clássicos de outrora, capazes de olhar de perto para o aqui e agora, sem abandonar a essência de um passado que ainda permeia nosso imaginário. São filmes que possuem a nostalgia como um dos pilares de sua estrutura, repletos de um fan service que não pede desculpas por existir, e que são capazes de nos transportar para épocas que acreditávamos estarem esquecidas nas profundezas das nossas memórias infantis. Power Rangers, filme do sul-africano Dean Israelite, surge dentro dessa mesma proposta; uma busca pelo resgate de lembranças que não são mera consequência, mas que ainda possuem uma ou duas coisas para nos dizer.

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TV

Crítica: Punho de Ferro

Algumas histórias são tão frequentemente repetidas que se tornam grandes clichês da ficção. Mudam-se os cenários, os personagens, o contexto econômico, político e social em que cada uma delas está inserida, mas a essência continua exatamente a mesma. São, na maioria das vezes, variações da clássica jornada do herói, conceito que o antropólogo Joseph Campbell aborda em seu livro O Herói de Mil Faces, publicado pela primeira vez em 1949 e que desde então vem sendo interpretado, reinterpretado e replicado de forma exaustiva no cinema, na literatura e na televisão.

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TV

Crítica: Emerald City e uma nova jornada pela estrada de tijolos amarelos

“Não estamos mais no Kansas”, diz a jovem Judy Garland na clássica adaptação de O Mágico de Oz, onde dá vida a uma Dorothy ainda criança, com seu característico vestido azul de algodão e fita no cabelo. É a versão da personagem que ficou marcada em nosso imaginário; uma Dorothy doce e absolutamente adorável, que canta e encanta ao longo de sua busca por uma forma de voltar para casa, e que conquistou inúmeros corações desde que surgiu pela primeira vez nas telas do cinema, em 1939.

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MÚSICA

Cabelo de sereia e muito rock’n’roll: quem é Melissa Reese?

Quem é Melissa Reese?, você deve estar se perguntando. Essa também foi a primeira e principal pergunta de muitos fãs do Guns ‘n Roses quando o anúncio sobre a nova integrante da banda ganhou a internet no início do ano passado. Era a primeira vez que uma mulher se tornava um membro fixo da banda – uma novidade que dividiu opiniões. No meu caso, que já não acompanho a banda de perto há algum tempo, contudo, a pergunta só veio após muito tempo, quando vi todo o potencial de Melissa ao vivo, durante a turnê “Not In This Lifetime”, que passou pelo Brasil no final de 2016. Quem é essa mulher incrível de longos cabelos azuis que não para de dançar um minuto sequer?, eu me perguntei o show inteiro. A resposta não demorou para aparecer.

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CINEMA

Muito mais do que vestidos: Hollywood, aparência e o valor da mulher no cinema

Se fôssemos elencar alguns dos problemas mais comuns na indústria do entretenimento, o machismo certamente figuraria entre os top cinco ou três – o que está longe de ser uma surpresa. É, afinal, um reflexo de uma realidade que nunca se preocupou em ser gentil com suas mulheres, e que se torna mais evidente à medida que questionamos regras e padrões impostos por ela. Hollywood não foge à regra: antes mesmo de pisarmos neste mundo, a indústria cinematográfica norte-americana já se estabelecia como uma fábrica de sonhos de homens brancos, feita sob medida para outros homens brancos, um lugar onde mulheres não tinham voz, poder ou autonomia.

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