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The L Word e a Representação Lésbica na Televisão

Quando falamos em lésbicas na televisão qual sua primeira referência? Acredito que vocês, assim como eu, pensam em Orange Is The New Black, Cosima e Delphine em Orphan Black, Callie e Arizona em Grey’s Anatomy. E quando citamos uma série voltada para o mundo lésbico? Não existiu um seriado tão influente, conhecido e amado como The L Word na televisão. A série, que está em projetos iniciais para um reboot nos próximos anos, foi criada por Ilene Chaiken – ficou no ar de 2004 a 2009 no canal Showtime – e contava a história de um grupo de lésbicas residentes de Los Angeles. A descoberta da sexualidade, a aceitação, relacionamentos e as consequências que gostar do mesmo sexo podem trazer para a vida de uma pessoa, tudo isso fazia parte do enredo da série. Beth (Jennifer Beals), Tina Kennard (Laurel Holloman), Alice Pieszecki (Leisha Hailey), Jenny Schecter (Mia Kirshner), Shane McCutcheon (Katherine Moennig), Dana Fairbanks (Erin Daniels), são o pilar da trama e é pela vida de cada uma delas que seremos apresentadas ao mundo lésbico na maior cidade californiana.

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TV

Representatividade LGBT em Sailor Moon

Sailor Moon é, sem sombra de dúvidas, minha série de anime e mangá favorita. Não apenas por ter sido a primeira produção japonesa com que tive contato, do alto dos meus sete anos de idade, mas por ser uma história que permaneceu comigo daquele momento até hoje. Naoko Takeuchi, a mente por trás de tudo o que Sailor Moon representa, não apenas colocou uma menina chorona e atrapalhada como a guerreira mais poderosa de todas, como também inovou ao apresentar um grupo inteiramente feminino de super-heroínas. Se fosse apenas isso, já estaríamos no lucro — lá nos idos de 1990! –, mas Naoko foi além e representou a sexualidade de suas heroínas de maneira delicada e verdadeira, sem fugir da realidade e diversidade que encontramos por aí, na vida real.

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TV

Do limão à limonada: Teresa e Estela em Babilônia

Nunca vou esquecer daquela noite: minha mãe, eu e minha avó sentadas em frente à televisão, assistindo à estreia de Babilônia. Era um dia como outro qualquer, em que nós três, de gerações tão diferentes, nos reunimos para ver  novela, um hábito que carrego desde a época que me entendo por gente.

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TV

The Handmaid’s Tale e a heterossexualidade compulsória

The Handmaid's Tale - Emily

Nós, mulheres, somos “valorizadas” e escravizadas na medida do nosso potencial reprodutivo. Essa é uma premissa muito importante de The Handmaid’s Tale, e também é uma premissa muito importante da vida real. A maternidade na sociedade humana, para além da função óbvia de perpetuar a espécie, serve a uma função social subjacente de manutenção da opressão. Para cumprir seu “destino biológico”, pelo menos durante a maior parte da história humana, é preciso que mulheres se relacionem sexualmente com homens. E, para nós, “se relacionar” com homens sempre pressupôs uma dinâmica conhecida de dominação masculina e submissão feminina.

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CINEMA LITERATURA

O dito e o não dito: a homossexualidade em The Children’s Hour

O teatro norte-americano do século XX sempre foi minha paixão. Foi através de filmes antigos que tomei conhecimento de nomes como Tennessee Williams e Eugene O’Neill, pois as peças de teatro deles foram largamente adaptadas para o cinema. Williams carrega no currículo oito peças de teatro (!!!) adaptadas para as telas hollywoodianas, sendo Uma Rua Chamada Pecado a mais famosa delas. Comecei a perceber que todos os nomes relevantes para o teatro dessa época eram homens. Cadê as mulheres? Foi aí que, felizmente, descobri Lillian Hellman.

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LITERATURA

O poder do amor feminino: Amora

Amora Natalia Borges Polesso

Em Um Teto Todo Seu, a escritora Virginia Woolf menciona de passagem que a diferença que ela observou entre uma determinada obra escrita por uma mulher (obra fictícia usada para fins didáticos dentro do ensaio) e as obras escritas por homens em geral é que essa obra representava uma relação positiva e complexa entre duas mulheres. Até então, todas as obras retratavam a mulher a partir do referencial masculino, em suas relações com os homens; as poucas relações entre mulheres que podiam ser encontradas eram negativas e de competição.

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