Navegando Pela Tag:

lésbicas

TV

Do limão à limonada: Teresa e Estela em Babilônia

Nunca vou esquecer daquela noite: minha mãe, eu e minha avó sentadas em frente à televisão, assistindo à estreia de Babilônia. Era um dia como outro qualquer, em que nós três, de gerações tão diferentes, nos reunimos para ver  novela, um hábito que carrego desde a época que me entendo por gente.

Continue Lendo

TV

The Handmaid’s Tale e a heterossexualidade compulsória

The Handmaid's Tale - Emily

Nós, mulheres, somos “valorizadas” e escravizadas na medida do nosso potencial reprodutivo. Essa é uma premissa muito importante de The Handmaid’s Tale, e também é uma premissa muito importante da vida real. A maternidade na sociedade humana, para além da função óbvia de perpetuar a espécie, serve a uma função social subjacente de manutenção da opressão. Para cumprir seu “destino biológico”, pelo menos durante a maior parte da história humana, é preciso que mulheres se relacionem sexualmente com homens. E, para nós, “se relacionar” com homens sempre pressupôs uma dinâmica conhecida de dominação masculina e submissão feminina.

Continue Lendo

CINEMA LITERATURA

O dito e o não dito: a homossexualidade em The Children’s Hour

O teatro norte-americano do século XX sempre foi minha paixão. Foi através de filmes antigos que tomei conhecimento de nomes como Tennessee Williams e Eugene O’Neill, pois as peças de teatro deles foram largamente adaptadas para o cinema. Williams carrega no currículo oito peças de teatro (!!!) adaptadas para as telas hollywoodianas, sendo Uma Rua Chamada Pecado a mais famosa delas. Comecei a perceber que todos os nomes relevantes para o teatro dessa época eram homens. Cadê as mulheres? Foi aí que, felizmente, descobri Lillian Hellman.

Continue Lendo

LITERATURA

O poder do amor feminino: Amora

Amora Natalia Borges Polesso

Em Um Teto Todo Seu, a escritora Virginia Woolf menciona de passagem que a diferença que ela observou entre uma determinada obra escrita por uma mulher (obra fictícia usada para fins didáticos dentro do ensaio) e as obras escritas por homens em geral é que essa obra representava uma relação positiva e complexa entre duas mulheres. Até então, todas as obras retratavam a mulher a partir do referencial masculino, em suas relações com os homens; as poucas relações entre mulheres que podiam ser encontradas eram negativas e de competição.

Continue Lendo

LITERATURA

O outro lado de Carol

Carol

Carol, a versão cinematográfica, foi indicado a cinco categorias do Oscar 2016: Melhor Atriz (Cate Blanchett), Melhor Atriz Coadjuvante (Rooney Mara), Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Figurino e, o que chamou especialmente a minha atenção, Melhor Roteiro Adaptado. Sendo esse o meu filme favorito entre os indicados daquela temporada, por óbvio fiquei logo louca para ler o livro e ter uma visão mais completa e profunda da história.

Continue Lendo

CINEMA

Carol: o patriarcado contra-ataca

Na minha maratona para o Oscar 2016, Carol foi o primeiro que eu assisti. É um filme belo, esteticamente falando, e cheio de atuações maravilhosas, mas também é muito mais que isso. É um filme que traz muitas reflexões pertinentes e compatíveis com a nossa realidade atual, ainda que a trama se passe na década de 50.

Continue Lendo