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Existências lésbicas na rede: 6 canais no YouTube para conhecer

Representatividade importa. Parece clichê começar com essa frase, mas a gente sente que precisa bater nessa tecla constantemente, principalmente quando estamos em momentos importantes como agora, agosto, mês da visibilidade lésbica. E sentimos que isso é importante porque tem horas em que a gente se acostuma com a bolha e acaba se perdendo. Essa bolha quentinha na qual a gente vive e que abriga pessoas dispostas ao diálogo e buscando as quebras de paradigmas por vezes nos faz esquecer que ali fora ainda tem muita (mas MUITA) gente deslegitimizando todo e qualquer movimento das minorias. Tem gente que segue dizendo que representatividade é mimimi ou, pior, chamando-a de incentivo.

A representatividade só incentiva as pessoas a terem a coragem de ser quem elas são, por saber que não são as únicas, que não são esquisitas e, principalmente, que não estão sozinhas. A representatividade mostra que todos têm direito de existir e de ocupar seus espaços, e se a internet por vezes nos causa alguns desgostos, ela felizmente nos trouxe a uma era em que temos uma amplitude de conteúdos (e pessoas por trás deles) antes inimaginável.

Para ilustrar a presença lésbica produzindo conteúdo diverso e de qualidade na internet, hoje trazemos hoje uma lista de canais do YouTube comandados por mulheres lésbicas maravilhosas! Já pode ir se inscrevendo em todos porque as dicas são quentes.

Louie Ponto

Começando com um exemplo de ativismo consciente e responsável, Louie é o xodó dessa lista. Tem uma voz tão gostosa que poderíamos passar o dia escutando — e com isso, aprendendo. Ela começou o canal anos atrás postando vídeos de música e acabou migrando para um caminho bastante político. Atualmente, com quase 500 mil inscritos, a youtuber fala com seriedade e cuidado sobre representatividade feminina e lésbica, feminismo, auto-descoberta, opressão, militância e muito mais — com algumas pitadas de gatinhos e xícaras de chá.

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Mi Alves

A trajetória de Michele na internet começou na época dos blogs, com o Cabide Colorido, espaço que dividia com algumas amigas. O tempo foi passando, ela acabou ficando responsável sozinha pelo conteúdo e nunca desistiu. Migrou para o YouTube aos poucos, começando a falar principalmente de suas experiências como au pair, em um intercâmbio nos Estados Unidos. Hoje em dia é parceira de inúmeras empresas de viagens e intercâmbios e produz bastante conteúdo nesse estilo, inclusive alguns que se relacionam com sua sexualidade, como por exemplo quando fala sobre como é viajar em casal, sendo homossexual, para determinados países do mundo. Além disso, ela e sua noiva são veganas, o que faz com que faça parte de seu cotidiano e, consequentemente, do canal, a busca por novas receitas e restaurantes que atendam a essa restrição alimentar.

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Luara França

Luara é um amor antigo que tinha dado uma afastada da internet e, há pouco tempo, felizmente voltou ao BookTube. Isso mesmo: seu nicho são os livros. Ela vive rodeada deles, já que trabalha em uma editora, e é uma leitora crítica das boas. No seu conteúdo ela faz ótimas análises literárias, está sempre recomendando livros interessantes e dando dicas de como se relacionar com a literatura de outras formas, como através de audiobooks. Você ainda vai encontrar poucos vídeos por lá, já que, como dito anteriormente, ela acabou de voltar — mas já podemos esperar muita coisa boa vindo dali. Um dos únicos vídeos de sua “antiga era” que ela não deletou traz, justamente, indicações de livros LGBT+.

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Jéssica Tauane

Mais conhecida pelo seu projeto dos sonhos, o Canal das Bee, do qual anda um pouco afastada por motivos de saúde, Jéssica também toca seu canal pessoal, o Gorda de Boa com toda a sinceridade e o bom humor que são caracteristicamente seus. Nesse espaço ela também fala sobre ativismo lésbico, sobre suas vivências, divide conosco um tanto de sua vida pessoal que obviamente inclui sua noiva, Julia, e foca bastante em assuntos relacionados ao corpo gordo, à gordofobia e à vivência das mulheres gordas na sociedade. Infelizmente baseada nas próprias experiências, Jéssica também produz conteúdo sobre depressão, Síndrome do Pânico e Hidradenite, uma doença de pele bastante agressiva e muito pouco conhecida.

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Debora Baldin

Tendo retornado para o YouTube também recentemente, o canal de Debora tem conteúdo disponível há apenas dois meses. São poucos os vídeos, mas também já deu pra perceber que conteúdo não vai faltar. Com uma veia extremamente politizada, ela já mostrou que vai falar de muitos assuntos e, só como uma palhinha, nesses poucos 60 dias já tivemos pautas como auto-cuidado, religião, criminalização LGBT e até um vídeo de mais de 20 minutos sobre suas visões políticas após ter viajado a trabalho para Cuba. Sua companheira, Joanna, toca o projeto junto com ela e vive dando pontinhas nos vídeos também.

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2 Girls 1 Pug

Tem canal de família? Tem também! Em seu cantinho no YouTube, Camila e Laura já começam subvertendo desde o título ao parafrasear um vídeo pornográfico de péssimo gosto que estourou na internet por volta dos anos 2000. Elas mostram seu cotidiano familiar, que ficou mais animado agora com a chegada da bebê Lavínia, concebida através de inseminação artificial. Você quer saber como é um domingo na vida da família tradicional “lésbica” brasileira? Pois então, spoiler: é igualzinho ao das famílias encabeçadas por um casal heterossexual. Já passou da hora de desmistificar e entender de uma vez por todas que família é onde tem amor.

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** A imagem em destaque é de autoria de editora Paloma

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