Posts de:

Ana Vieira

LITERATURA

Um dia em Londres com Mrs. Dalloway

O primeiro contato que tive com Virginia Woolf foi por meio da sua obra Ao Farol, uma leitura boa, mas que não suprimiu minha curiosidade sobre a famosa autora inglesa, tampouco arrebatou meu coração da forma que eu esperava. Um Teto Todo Seu ainda está na prateleira, aguardando ser lido em 2018. Foi com Mrs. Dalloway, portanto, que eu entendi um pouco mais sobre o encanto de Woolf. Publicado em 1925, a trama de um dos livros mais famosos da autora se desenvolve na Inglaterra pós-Primeira Guerra Mundial e narra um único dia em junho de 1923 – uma quarta-feira -, em que Clarissa Dalloway, uma socialite com mais de cinquenta anos, casada com Richard Dalloway, um político conservador, está preparando uma grande festa. Continue Lendo

LITERATURA

Uma Bolota Molenga e Feliz: Sarah Andersen, mulher e millenial

O nome Sarah Andersen não é desconhecido. Para bom vivente da webesfera, a chance de ter cruzado com algum trabalho da jovem adulta nascida em 1992 é grande. Responsável pela página Sarah Scribble’s, que possui mais de dois milhões de curtidas no Facebook, a artista reúne em cômicas tirinhas e pequenas histórias, realidades fictícias e autobiográficas. De forma divertida, suas tirinhas e quadrinhos representam muito bem o cotidiano de muita gente, em especial se você for uma mulher e mais ainda se for millenial. Continue Lendo

TV

The Bold Type: mulher ajuda mulher

Há mais ou menos quatorze anos Regina George, a icônica personagem de Meninas Malvadas (2004, dirigido por Mark Waters), interpretada por Rachel McAdams, recebia em alto e bom som que “you can’t sit with us” [“você não pode sentar com a gente”, em tradução livre]. Anos mais tarde, a frase serviria para dualizar grupos – geralmente femininos –, em uma tentativa ferrenha de provar que o meu, o seu, e o nosso grupo era melhor do que aquele da pessoa do lado. Ou do que a pessoa do lado. Entre usar rosa nas quartas-feiras e uma campanha que buscou ensinar a garotas que you CAN sit with us [você pode sentar com a gente], anos se passaram e com eles vislumbramos, aos poucos, a queda de uma ferramenta narrativa há muito utilizada nas produções para cinema e TV: a de colocar mulher contra mulher. Entre filmes e séries que, a partir de então, enalteceriam a amizade feminina, foi em 2017, na tímida emissora televisiva Freeform, que teríamos uma das melhores novas produções do gênero: The Bold Type.

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MÚSICA

Melodrama

Falar de Ella Marija Lani Yelich-O’Connor, garota neozelandesa de 20 anos mundialmente conhecida por Lorde, a millenial que deu certo, não é lá tarefa fácil. De garota suburbana à um dos grandes nomes da música internacional, Lorde estabeleceu seu estilo em meio ao mundo artístico. No auge dos seus quinze anos construiu um império peculiar, feito de diamantes, sucos de laranja e realeza, conquistando multidões com sua voz rouca, seu estilo diferente, e uma naturalidade que contava para nós, meros mortais, que ela era gente como a gente. Continue Lendo

MÚSICA

Animado e cruel: After Laughter, Paramore

Não há nada melhor do que uma boa gargalhada, todos eles dizem. Em lugares do país, pessoas chamam o ato de rir, rir muito, de gaitada. É uma expressão divertida para um ato mundano. Nada mais comum, contudo, é o estalo de voltar para realidade que vem após essas risadas. O esvair daquele momento acontece mais hora, menos hora. Às vezes, durante o processo e antes dele, tem gente que chora. Sim, chora de tanto rir. Mas o estalo vem. Você já passou por ele e, em After Laughter – o estalo de voltar para a realidade depois de uma boa gargalhada – o Paramore nos conta um pouco mais sobre isso. Continue Lendo