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O amor está no ar: cenas inocentes de k-dramas que nos tiram o fôlego

Quem ama um bom romance sabe que o ponto alto de assisti/ler esse tipo de produção são os momentos em que prendemos a respiração por conta de algo que o casal está fazendo ou, ainda, quando parece que temos um balão dentro do peito que está fazendo nosso coração flutuar acelerado com as palavras trocadas entre os dois.

Tudo fica ainda melhor se o momento não for propositalmente sexy ou caliente, mas nos faça sentir como se fosse ainda melhor do que uma cena de demonstração de afeto mais explícita. Quem assiste k-dramas sabe muito bem que essa é uma arte que as produções sul-coreanas dominam. Tendo em vista a sociedade ainda conservadora, e também alguns ritos culturais específicos, as relações diferem um pouco do que experimentamos e conhecemos como brasileiros e, por isso, momentos vistos como inocentes e recatados por nós predominam nessas produções. É justamente isso que tornam as histórias de amor feitas por lá tão potentes e encantadoras e, diga-se de passagem, um prato cheio para fangirls, uma vez que os roteiristas conseguem construir uma narrativa em que um simples e terno gesto encapsule a força e o peso de um sentimento tão complexo e cheio de nuances como afeto, carinho, paixão… e amor.

Inspirada em uma lista criada pelo BuzzFeed com momentos inocentes de comédias românticas norte-americanas que nos fazem suspirar e o rosto corar, apresentamos um compilado de cenas de k-dramas que nos deixam no mesmo estado.

Du-sik esfriando a mão no gelo e colocando no rosto da Hye-jin, Hometown Cha Cha Cha

Por Debora

Desgosto à primeira vista, Hye-jin (Shin Min-a) e Hong Du-sik (Kim Seon-ho) parecem não conseguir ficar um longe do outro, mesmo que isso signifique encontros cheios de troca de farpas em Hometown Cha Cha Cha. Uma noite, quando a animosidade entre eles já começa a ceder, mesmo que eles ainda não estejam prontos para admitir isso para si mesmos, Hye-jin vai parar na casa de Du-sik. Ele cozinha para ela, eles acabam bebendo e iniciando uma conversa sobre sentimentos. Em certo ponto, a sincera e direta Hye-jin fala sobre sua falecida mãe e acaba se emocionando; com vergonha, ela começa a corar e diz que seu rosto está quente. Du-sik, sem a menor consideração pelo bem-estar do telespectador, esfria suas mãos no copo de gelo que está à mesa e as leva de forma súbita e terna ao rosto de Hye-jin, causando um abalo sísmico no coração dela — e no nosso.

O olhar chocado e surpreso dela encontra um sorrisinho amigável e um olhar doce, de acolhida e com algo a mais, por parte dele. Este pequeno, mas significativo momento, me faz prender a respiração e suspirar na mesma medida toda vez que passa pela minha cabeça, além de fazer o coração falhar uma batida. Toda a direção da cena, focando nos pequenos detalhes, nas mínimas reações dos personagens faz com que nos sintamos ainda mais imersos na história que se desenrola a frente e naquele sentimento quase frequente que predomina quando assistimos um romance: “gostaria que fosse eu ali”.

Tae-moo colocando o sapato no pé de Ha-ri, Business Proposal

Por Debora

Em um dos melhores usos dos clichês “namoro de mentirinha” e “romance de escritório” que já vi, Business Proposal (ou Pretendente Surpresa, em português) entrega um romance cheio de momentos espetaculares, divertidos (e que nos fazem sofrer por ter nascido romântica) com os relacionamentos dos protagonistas Kang Tae-moo (Ahn Hyo-seop) e Shin Ha-ri (Kim Se-jeong), e dos secundários Jin Young-seo (Seol In-ah) e Cha Sung-hoon (Kim Min Kyu).

Dentre tantas cenas que mostram como ainda é possível escrever comédia romântica de excelência, um que faz meu coração disparar e pensar “é sobre os detalhes” é o momento em que, após um dos encontros de mentirinha dos protagonistas — que neste momento não é mais tão de mentirinha assim, já que há muitos sentimentos envolvidos —, Ha-ri está reclamando do tamanho da roupa que Tae-moo comprou para ela e acaba prendendo seu sapato de salto alto na calçada, perdendo-o. Galã que só, Tae-moo pega o calçado, abaixa-se como só um mocinho elegante de romcom é capaz, e coloca o salto alto de volta no pé dela de maneira graciosa. Se já não bastasse esse gesto que deixa os fãs de Cinderela atentos, por um milissegundoele Tae-moo desliza seus dedos pelo tornozelo dela, quase até a panturrilha. Um gesto que pode passar despercebido, mas que é uma das coisas mais sexy que presenciei em k-dramas a ponto de ficar repetindo a cena de novo e de novo. E ainda dizem que a vida de fangirl é fácil…

Dal-mi dizendo que Do-san tem mãos grandes, Start Up

Por Debora

Podemos concordar que se há algo que os k-dramas usam bem e a seu favor em uma história são mãos e abraços. Os roteiristas parecem ter um dom especial em passar mil e uma emoções usando esses dois elementos na história. Em Start Up (Apostando Alto, disponível na Netflix), não seria diferente. Seo Dal-mi (Suzy) acredita que Nam Do-san (Nam Joo-hyuk) é o garoto que a enviou cartas quando era adolescente e a ajudou a passar por um momento difícil. Acontece que o cara que está ao lado dela, carrega apenas o nome utilizado nas correspondências e foi convencido por Han Ji-pyeong (Kim Seon-ho), o verdadeiro autor das cartas, a desempenhar esse papel. Tímido e atraído por Dal-mi, além de ver a oportunidade de realizar o seu sonho de trabalhar com programação e obter sucesso, Do-san aceita.

Em uma das cenas entre os dois, em que existe mais coisas não ditas do que ditas sobre o que um sentem pelo outro, Do-san corre para pegar um ônibus em que Dal-mi acabou de embarcar para acompanhá-la até em casa — sabe aquele sentimento que floresce em um romance adolescente? São esses dois! Trocando algumas tímidas palavras um com o outro, de repente Dal-mi observa como Do-san tem mãos grandes. Em um impulso, ela coloca sua mão na dele, comparando o tamanho. O pequeno toque entre eles desencadeia uma cena cheia de fofura, misturada com o acanhamento dos protagonistas em demonstrar o seu afeto, mas o fazendo mesmo assim e sentindo todo o alvoroço que como resultado. Como uma fangirl de carteirinha, ver essa cena e não soltar gritinhos e ficar com os olhos brilhando, assistindo tudo se desenrolar a sua frente, é impossível.

Deok Mi vendando Ryan Gold, Her Private Life 

Por Anna Carolina

Em Her Private Life, Deok Mi (Park Min-young) é curadora de uma das galerias de arte mais importantes da Coreia do Sul, e anda às voltas com os maus entendidos com sua antiga chefe — cujo marido acabou envolvido num esquema de corrupção e fez com que tivesse que se afastar de seu cargo decorativo — e o atual. O internacionalmente renomado pintor Ryan Gold (Kim Jae-wook), que veio dos Estados Unidos, onde foi criado, para renovar a galeria depois do escândalo, é um homem aparentemente sério, e por isso, a curadora deve manter sua vida secreta bem escondida para não se prejudicar. Nas horas vagas, Deok Mi administra virtualmente um fã-clube de um cantor de um grupo idol coreano. Para preservar sua imagem profissional, ela faz de tudo para manter em privado seu fanatismo, mas sua casa parece um santuário do artista e a decoração tem pinturas, cartazes, pôsteres e vários produtos do ídolo.

É quando Ryan faz uma visita inesperada à sua casa que ela precisa usar a criatividade para manter seu segredo. Com a desculpa de que a casa está bagunçada e suja, ela pede para que o chefe entre em seu apartamento de olhos fechados, e decide que é uma boa ideia vendá-lo para que não veja o quanto é fã do artista de k-pop. A situação poderia ser estranha suficiente, ainda que Ryan tenha aceitado sem contestar. Mas é aí que as coisas ficam sensuais: privado da visão, ele se atrapalha e os dois acabam nos braços um do outro. O clima de romance que já vinha surgindo entre os dois se torna ainda mais intenso. Os corações deles com certeza se aceleraram tanto quanto os nossos ao assistir a cena!

Jeon Jinho secando o cabelo de Park KaeIn, Personal Taste

Por Anna Carolina

Personal Taste é um drama que pode estar datado, mas é um clássico que ainda pode compensar ser assistido. A relação não é muito saudável, nem o desenvolvimento dos personagens ou do casal, e muito disso se deve também à época em que os episódios foram lançados. Na esperança de conseguir a planta original da casa herdada por Park Kae-in (Son Ye-jin), o arquiteto Jeon Jin-ho (Lee Min-ho) acaba se aproveitando de um mal-entendido que faz a mocinha acreditar que ele é gay. Ela o aceita em casa e os dois começam a morar juntos. Mesmo com o roteiro um pouco problemático, o drama é divertido.

Jin-ho e Kae-in protagonizam várias cenas adoráveis — como as famosas cenas em que o arquiteto compra absorventes para a colega de casa e cuida das cólicas dela — e algumas um pouco mais ousadas, especialmente para os padrões da sociedade e dos dramas sul-coreanos. Uma das maiores fontes de comédia e tensão entre os protagonistas é o fato de dividirem o banheiro da casa — e isso torna a hora do banho sempre animada na casa, para dizer o mínimo. Tudo isso acontece enquanto Kae-in ainda pensa que Jin-ho não se interessaria por ela já que ela é uma mulher, mas, depois que os dois começam a se relacionar, uma das cenas mais sensuais acontece quando essa tensão na hora do banho se desfaz e o protagonista a ajuda a secar os cabelos. Sem resistir ao clima de romance que já vinha surgindo, Jin-ho planta um beijo no ombro dela. Não é um beijo na boca, mas deixa quem está assistindo sem fôlego, e certamente também foi o que Kae-in sentiu com o gesto inesperado, gentil e sexy.

Choi Dal-Po beijando a palma da mão de Choi In-Ha, Pinnochio

Por Julie

Choi In-Ha (Park Shin-Hye) e Choi Dal-Po (Lee Jong-Suk) se conheceram ainda crianças, quando o garoto (que na verdade se chama Ha-Myeong) foi adotado por Gong-Pil (Byun Hee-Bong), avô de In-Ha. É difícil explicar a história de Pinnochio sem dar grandes spoilers, mas vamos lá: Gong-Pil tem problemas na memória e quando resgata o então Ha-Myeong de uma praia, acredita que ele é seu filho primogênito (que na verdade, faleceu há muitos anos). O menino, sem ter mais a quem recorrer e grato a Gong-Pil, embarca nessa história e começa o trata como pai.

Meses depois, o filho mais novo de Gong-Pil, Choi Dal-Pyung se muda para a casa do pai com In-Ha que, é sua filha e tem a mesma idade de Dal-Po. Lá, eles se deparam com essa estranha dinâmica, em que o garoto se torna, respectivamente, irmão mais velho e tio da garota. A partir daí, os quatro convivem juntos como uma família. Por terem a mesma idade, Dal-Po e In-Ha inicialmente se dão bem, até o garoto descobrir que ela é filha da jornalista que arruinou a vida de sua família — motivo, inclusive, dele ter parado naquela ilha distante. Mesmo morando sob o mesmo teto, os dois têm uma relação marcada por discussões, que escondem o carinho que sentem um pelo outro.

Anos mais tarde, a família se muda para Seul. Inspirada pela mãe, In-ha quer se tornar uma jornalista televisa, mas encontra um problema: o fato de que ela não consegue mentir sem soluçar (que no drama, ganha o nome de “Síndrome de Pinóquio”). Dal-Po, em busca de justiça pela sua família de sangue, também decide se tornar repórter. Os dois começam a trabalhar em emissoras concorrentes e enquanto começam a construir suas carreiras no jornalismo, também precisam aprender a encarar os sentimentos que sentem um pelo outro.

Nessa cena em questão, a “Síndrome de Pinóquio” de In-Ha é um ponto importante. Quando In-Ha diz para Dal-po que consegue voltar para o relacionamento que eles tinham antes, sem sentimentos românticos, e logo após soluça, entendemos que ela está mentindo. Por mais que ela negue, vire as costas e saia andando pela rua, ela, Dal-Po e nós, espectadores, sabemos o real significado disso — que para ela, já não é mais possível ignorar a atração que sente por Dal-Po. No fim, o não dito acaba sendo uma confissão por si só. Está óbvio, no olhar de In-ha e Dal-Po, o quanto eles estão apaixonados um pelo outro. Ainda assim, ela, em uma última tentativa, coloca a mão por cima dos lábios para que Dal-Po não a beije — o que, de fato, tornaria impossível eles voltarem a ter a relação de antes.

Esse gesto da mão tem uma inocência porque é instintivo, desesperado — é a única forma que In-Ha encontra de evitar o que entre ela e Dal-Po, já é inevitável. Por isso, para mim, acaba que o beijo de Dal-Po na palma da mão — tão suave, mas tão carregado de sentimento — tem ainda mais impacto que o beijo propriamente dito. Há algo no olhar de Park Shin-Hye e Lee Jong-Suk (ele, que é sempre muito competente em olhares românticos™️) e em toda a atmosfera da cena — com o clima natalino, a primeira neve do inverno e a música Pinnochio”, de Roy Kim, tocando ao fundo — que torna todo o momento tão arrebatador.

Min-Hyuk observando Bong-Soon dançando, Strong Woman Do Bong-Soon

Por Julie

Nada com um homem que admira a mulher amada com o olhar. Ahn Min-hyuk (Park Hyung-Sik) faz isso com maestria em diversas cenas de Strong Woman Do Bong-Soon, mas uma em especial sempre me pega: quando ele está observando ela dançar em uma boate. Do Bong-Soon (Park Bo-Young) e Min-Hyuk começam sua relação de forma pouco comum: ela, devido a sua força sobrehumana, é contratada como guarda-costas dele, um rico CEO de uma empresa de jogos. A sugestão para ir em uma boate vem logo após os dois assistirem o filme Logan com o irmão de Bong-Soon, Do Bong-Ki (Ahn Woo-Yeon), e a amiga dela Kyung-Shim (Park Bo-mi) no cinema. Enquanto todos assistiam atentos às cenas de ação, Bong-Soon morria de chorar — afinal, com sua força extraordinária, ela entende mais do que ninguém as dores da vida de um super-herói. Por isso, ela até pensa: os filmes de super-herói são sempre os mais tristes.

Para melhorar o humor da noite, Kyung-Shim sugere para os quatro irem em uma boate. Ela e Bong-Soon se empolgam com as bebidas e acabam indo dançar em uma parte especial da pista, onde ficam alguns pole dance. Min-hyuk, que seguiu Bong-Soon com o olhar por estar preocupado com o tanto de álcool que ela bebeu, acaba por ficar completamente encantado por ela. Enquanto Bong-Soon ri, se diverte e dança, ele a encara com um leve sorriso nos lábios, que denuncia como ele está se apaixonando por ela, mesmo que ainda não perceba.

Jung-Hoo segurando a mão de Young-Shin no elevador, Healer

Por Julie

K-dramas são excelentes em momentos com mãos e Healer, em especial, tem vários. O meu preferido é quando Jung-hoo (Ji Chang-Wook) e Young-Shin (Park Min-Young) resolvem celebrar o sucesso da última empreitada do jornal Someday News, local em que trabalham. Os dois entram de penetra em uma conferência de imprensa enquanto se disfarçam como um casal rico, que vai prestigiar o casamento que está acontecendo no mesmo empreendimento. No evento, Young-Shin questiona um político sobre a recente investigação que estão fazendo no jornal, sobre um caso de corrupção que envolve empresários poderosos e exploração de mulheres. Com o sucesso da ação (no caso, denunciar o incidente corrupto), Jung-Hoo e Young-Shin resolvem comemorar. Ela inicialmente sugere um bar, mas Jung-Hoo diz que ele quer mostrar um lugar secreto e especial para ela.

Na vida real, a frase levanta mais bandeiras vermelhas do que inspira qualquer outro sentimento, mas pode respirar fundo — em Healer, dá tudo certo. Esse é um momento que demonstra o quanto Young-Shin é importante para Jung-Hoo. Afinal, ele é o Healer, o vigilante da noite, que não tem quase nenhuma relação próxima e sempre está se escondendo com diversas identidades falsas. Inclusive, Young-Shin no momento o conhece como Bong-Soo, o seu colega repórter, mas também já teve contato com ele como Healer. É pelo último que ela é apaixonada, mesmo que ainda não saiba que ele é o mesmo homem que está ao lado dela esse tempo inteiro — e que também a ama e quer ficar com ela, mas que não pode pela vida perigosa que leva.

A visita ia bem até Young-Shin notar que o local secreto — o terraço de um prédio — envolveria um elevador, que ela ainda não se sentia confortável em entrar devido a uma situação recente. Por mais que tente esconder isso de Jung-Hoo, ela não consegue evitar de fechar os olhos e cerrar os punhos. Para acalmá-la, ele encosta a mão levemente na mão dela, que nervosamente a segura até a subida ao 19º andar. O toque inesperado o deixa surpreso, especialmente quando ele percebe que enquanto ela segura a mão dele, ela de fato vai se acalmando. A emoção do momento quase faz ele beijá-la na testa, mas o momento é interrompido, claro, quando a porta do elevador se abre.

Ri Jung Hyuk e Yoon Se-ri vendo a primeira neve juntos, Crash Landing on You

Por Thay

Em matéria de romance de deixar o coração quentinho, Crash Landing on You é o maior. O k-drama conta a história da sul-coreana Yoon Se-ri (Son Ye-jin) e do norte-coreano Ri Jung Hyuk (Hyun Bin) que, contra todas as circunstâncias, acabam se apaixonado. Yoon Se-ri é uma poderosa executiva na Coreia do Sul que cai para lá da fronteira quando uma rajada de vento leva seu parapente em outra direção. Como se não bastasse cair do lado errado da divisão entre norte e sul, Yoon Se-ri aterrissa, literalmente, nos braços do capitão do exército norte-coreano, Ri Jung Hyuk. A partir de então, os dois começam a desenvolver uma relação pautada em confiança e carinho, sempre mostradas nas pequenas coisas. Crash Landing on You é repleta de momentos adoráveis entre os protagonistas, desde a cena de ciúmes de Ri Jung Hyuk quando ele descobre o que significa o gesto de coração com os dedos das mãos — que Yoon Se-ri oferece para um de seus soldados —, até a busca que Yoon Se-ri faz, desesperada, por Ri Jung Hyuk durante uma nevasca.

Um dos meus momentos favoritos, entre tantos, é a primeira vez que Yoon Se-ri e Ri Jung Hyuk assistem a chegada da primeira neve juntos. Dentro da cultura sul-coreana, assistir a chegada da primeira neve com alguém especial significa que você e a pessoa ficarão juntos para sempre se seu amor for declarado na ocasião. Caso o casal ainda não esteja de fato apaixonado (ou simplesmente não tenha se dado conta de seus sentimentos), é certeza de que eventualmente encontrarão o caminho do coração um do outro. Para Yoon Se-ri e Ri Jung Hyuk, a primeira neve vem repleta de sentimentos principalmente pelo fato de que o capitão está ajudando a executiva a retornar para seu país. Yoon Se-ri conta para Ri Jung Hyuk a respeito da lenda sul-coreana da primeira neve, mas logo diz que para eles não deve funcionar e que tudo seria complicado demais. Ah, bobinhos. Mal sabem eles.

Cha-young fica perto demais de Vincenzo, Vincenzo

Por Thay

Vincenzo pode até não ser o típico k-drama cheio de romance e certamente não deve vir à mente de quem pensa em momentos de parar o coração, mas algumas das cenas entre Cha-young (Jeon Yeo-been) e Vincenzo (Song Joong-Ki) podem ser tudo, menos bobinhas. O relacionamento em slow burn é feito de maneira crível e cativante, e a cada ataque da dupla contra Grupo Babel, que quer demolir o Geumga Plazza, os fazem ficar cada vez mais próximos um do outro. Mesmo que tentem resistir, a tensão e a sincronia entre eles faz com que o telespectador saiba que é apenas questão de tempo até que fiquem juntos. Quando, devido a uma aposta, Cha-young se aproxima demais de Vincenzo para lhe dar um peteleco (!) na testa, a tensão vai às alturas.

Enquanto Cha-young se prepara, com alongamentos e grandes expectativas, Vicenzo aceita seu futuro e se coloca parado, de olhos fechados, a espera do peteleco que demora a vir. Enquanto ele está quieto, de olhos fechados, Cha-young se demora observando o rosto de Vincenzo, com dezenas de sentimentos passando por dentro dela. Quando ele percebe a demora e abre os olhos, dá de cara com Cha-young a centímetros de seu rosto que repara, com terror, o que estava fazendo. E como aqui estamos falando de Vincenzo, Cha-young decide quebrar com o clima dando um tapa na testa do mafioso, devolvendo-os de volta a realidade em mais uma situação constrangedora que quem assiste, ama.


** A arte em destaque é de autoria da editora Ana Luíza. Para ver mais, clique aqui!

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