CINEMA

Por trás da incrível história de Adaline

Quando assisti ao trailer de A incrível história de Adaline, fiquei curiosa. Acabei assistindo não muito tempo depois, em um daqueles momentos de tédio de avião em que todas as opções (até as boas) disponíveis parecem terríveis e muito chatas e tudo aquilo que você não quer assistir. Mas pode ser problema meu, porque eu sinto algo muito parecido quando olho a Netflix e vejo tudo que está ali, à disposição — eu me sinto confortada pela programação fixa e limitada da televisão, por mais estranho que isso pareça. No fim, gostei do filme — não sem alguns incômodos, mas em linhas gerais me pareceu clichê e cafona na medida certa. (Sinto que esse texto vai extrapolar os limites do pedantismo, e peço desculpas desde já.)

Então chegamos ao dia de hoje, em que eu fazia tranquilamente meu café da manhã e ouvia uma amiga professora contar sobre as aulas que ela está preparando e os vídeos que ela quer usar. As ideias gerais dos vídeos ficaram rondando a minha mente enquanto eu abria a Netflix em busca de algo bacana para falar com vocês. A carinha de Blake Lively me encarando junto com uma dessas ideias acabou acionando um gatilho e aqui chegamos nós. Só que em um texto diferente do inicialmente planejado (a ideia original foi devidamente aproveitada em um texto que sairá em breve na Revista Polén), porque minha cabeça acabou se fixando em coisas que não eram meu foco inicial e eu senti a necessidade de desenvolver essa ideia que tem se tornado mais e mais fixa na minha mente com o passar do tempo: precisamos desconstruir o amor romântico.

A falsa apropriação do discurso feminista

É possível que algumas de vocês possam achar que, ainda que pedante, eu sou um pouco inteligente. Eu sei interpretar esse papel, interpretei a vida inteira, mas a maioria das ideias não vem de mim, eu só rumino e me aproprio delas até que todas nós acreditemos que elas são. Nesse caso, foram algumas fontes: Anna Vitória, que escreveu um Trabalho de Conclusão de Curso sobre a apropriação do discurso feminista pela mídia, e a amiga professora do começo do texto, que de uns tempos para cá vem refletido sobre a apropriação desse mesmo discurso pela publicidade. Enquanto eu assistia, eu refletia também um pouco sobre isso.

A verdade é que feminismo está na moda, e todo mundo quer tirar uma casquinha. Não precisa ter nenhuma relação necessária — inclusive, na maior parte do tempo, o conteúdo da coisa é 100% não (ou, nos piores casos, anti) feminista. Mas basta ter uma mulher em posição de super herói na capa, duas frases relacionadas a não precisar de homens e/ou uma “vitória” aleatória em uma situação completamente irrelevante e voilá, uma enxurrada de “vejam só como esse filme é feminista tem até uma mulher que lembra vagamente a vida real ali”.

Essa é meio que a questão de A incrível história de Adaline. Apesar de Adaline ter nascido em 1908, o filme segue basicamente esse mesmo roteiro para tentar criar uma identificação com a Mulher Moderna, mas só de forma muito superficial. Adaline é, teoricamente, uma Mulher Forte e Independente que viveu sozinha (com um cachorro) por quase oitenta anos, não apenas se bastando, como arranjando subterfúgios e recursos para se manter viva e livre.

Em todos os sentidos, ela é uma mulher autossuficiente. O filme deixa claro que ela tem dinheiro porque em uma sacada genial investiu na empresa Xerox quando ela ainda estava se lançando no mercado, e vive uma vida modesta para não chamar a atenção, incluindo um apartamento mais simples e um emprego agradável porém provavelmente não muito bem remunerado. As pessoas gostam dela (quem não gostaria? Ela é dentro dos padrões, gentil, inteligente e fala manso), ela parece se bastar. Até a página dois. Porque sempre tem algo faltando.

Desconstruindo a incrível história de Adaline

A suposta incompletude do ser humano

O que poderia faltar na vida perfeitamente normal e sem privações que Adaline leva? Pessoas. Até esse ponto eu estou longe de problematizar. Eu entendo que o ser humano é um ser social e que formar laços é tão essencial quanto qualquer outra necessidade básica que temos. Ela tem a filha e uma amiga que é cega (e por isso as duas puderam manter a amizade mesmo com o “problema” de Adaline), e as pessoas com quem trabalha, mas o problema essencial de ter que se esconder o tempo todo é que qualquer relação que se tenha é superficial — eu não questiono isso.

O meu problema é pegar essa necessidade básica do ser humano de se relacionar de forma significativa com outros seres humanos e colocar isso sempre na caixinha do amor romântico, como se não pudéssemos nos sentir completas sem isso. Combinando com a ideia da heterossexualidade compulsória, é basicamente dizer que não somos seres humanos completos e não vamos viver uma vida plena sem um homem do nosso lado. E quem padece com essa questão 90% das vezes somos, claro, nós mulheres; nos “filmes de homem” o amor é quase sempre um plot lateral, “nos nossos” é a própria essência de tudo. Mesmo quando não devia ser, como no caso de Adaline.

A mulher é incrível, tem uma ótima vida, poderia fazer de tudo e se dedicar a mil coisas. Mas o ponto central da história vai ser — adivinhem? — um homem. E eu estou particularmente cheia desse discurso atualmente, acho que chegamos em um ponto da história em que podemos seguir em frente e deixar mulheres viverem coisas incríveis que não precisem girar em torno de algo tão questionável quanto o amor romântico. Nós, como seres humanos completos e multifacetados, merecemos histórias que não sigam SEMPRE o mesmo roteiro.

Será que alguém ainda se questiona o porquê de histórias como Comer, Rezar, AmarLivre fazerem tanto sucesso?

O mito do amor romântico mascarando abusos

E assim chegamos ao centro de toda a questão (e do meu incômodo). Basicamente, chegamos finalmente ao começo do texto, e perdão por toda a introdução necessária. Meu ponto no dia de hoje é mostrar para vocês o quanto o relacionamento entre a Adaline e o Ellis é abusivo. E nós não percebemos porque estávamos ocupadas recorrendo a toda a bagagem do grande depósito “amor romântico” dos nossos cérebros e suspirando para perceber.

É abusivo. Desde o começo. Sem poréns. E eu vou elencar todas as partes em que isso aparece nas nossas caras (o que vai terminar sendo apenas um resumão de todas as cenas do filme).

Vocês lembram como eles se conhecem? Ele segue ela para fora de uma festa da qual ela está saindo sozinha. Literalmente corre atrás dela e enfia a mão na porta do elevador para ela não conseguir escapar. Força uma situação em que ela é obrigada a ficar sozinha com um homem completamente desconhecido. Então eles chegam ao térreo e ele acha ruim que ela não dê o endereço dela para o motorista de táxi na frente dele. E tudo parece lindíssimo. Eu, no lugar dela, já estaria apavorada. Romantização.

Ele aparece no lugar de trabalho dela, como chefe dela. Até aí, acaso poderia explicar. Então ele saca da bolsa uma pilha de livros com nome de flores que ele levou para ela e confessa que sabia que ia encontrar ela ali, porque já tinha visto ela lá antes — inclusive, antes de eles se conhecerem na festa. Romantização.

Ele, como chefe dela, literalmente coage ela a ir em um encontro com ele. Primeiro, ele exige que ela faça algo que ela não quer fazer, mesmo que ela diga claramente que não se sente confortável em tirar fotos. Depois ele diz que, então, só vai doar os livros se ela aceitar ir a um encontro com ele. Qual a diferença entre isso e o conceito de assédio do dicionário de vocês? Romantização.

Em outras situações ele confessa que já tinha gasto um bom tempo observando ela ler. Se ele fosse uma mulher, estaria automaticamente inclusa no estereótipo de perseguidora louca. Mas é homem, então mais romantização.

Mais uma vez ela some, não atende as ligações dele, e tenta encerrar o romance. A cereja no topo do bolo. Ele aparece na casa dela. Sem que ela tenha convidado ou nem dado o endereço dela para ele. Onde ele conseguiu? Nas informações confidenciais dela, no trabalho. Romantização. Ela, com toda razão, manda ele pastar e vai para casa. E ele ainda tem a audácia de parecer chocado e perguntar se ela está falando sério. Meu filho, VOCÊ está falando sério?

Ele ignora absolutamente todas as vezes que ela diz não para ele. “Eu não sabia o que mais fazer”, ele argumenta, porque aceitar um não parece apenas impensável. Romantização.

Logo depois, o que acontece? Ela chega à conclusão de que ele o tempo inteiro só tentou ser gentil com ela, e ela “foi horrível e cruel” mandando ele embora daquele jeito. Então ela vai atrás dele. O resumo do resto da história é que eles tiveram dois encontros, ele convidou ela para passar um final de semana em um lugar remoto com a família dele, diz que está irremediavelmente apaixonado e não pode mais viver sem ela, e ainda vai atrás dela quando ela decide ir embora, mesmo que ela tenha deixado claro que foi com as próprias pernas e não queria que ele a seguisse.

Qual parte dessa lista parece normal e aceitável?

Esse é o centro da questão. Todo mundo com quem eu falei que iria escrever esse texto falou sobre como amava esse filme. Nenhuma das pessoas anteriormente mencionadas é burra e/ou ignorante e/ou reprodutora assídua de machismo. E, ainda assim, nós estamos tão cegas por essa construção social bizarra que é o amor romântico que não conseguimos identificar de cara como todas as situações do filme são só um grande compilado de momentos abusivos cobertos com uma camada de açúcar — como é o conceito de cavalheirismo como um todo.

Não é fácil ficar imune a esse tipo de filme quando você foi criada com a influência de princesas Disney, novela e similares. Melhor ainda: é impossível. Todas nós vamos cair nesse conto, não importa o quão “empoderadas” ou “desconstruídas” nós achemos que somos. É por isso relacionamentos abusivos são tão difíceis de se livrar. E é por isso que você pode estar hoje em um relacionamento abusivo e nem se dar conta disso.

Reflitamos.

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8 Comentários

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    Monique Químbely
    29 de junho de 2016 at 15:51

    Eu assisti esse filme faz pouco tempo e, apesar de ter gostado muito dele, mais pela Blake Lively como Adaline, consegui identificar várias desses momentos que você citou. Acho que o radar da gente com o tempo fica mais preciso, shuahsua. É ótimo porque me sinto muito mal quando leio texto problematizando algo que eu gosto e no qual não havia identificado os problemas. Porém, como você disse, não é sempre que a gente consegue.
    Li uns livros esse ano com o mesmo tipo de problema, são histórias com uma mulher protagonizando e que tinham potencial pra ser histórias empoderadoras, mas que o tiro saiu pela culatra. Foi Sob a Luz da Lua e os dois últimos da série A Seleção. Apesar de que é sempre bom ler história com mulher no comando, o que fizeram com a Eadlyn me incomodou porque mesmo com as tentativas de parecer algo de boas na história no final foi mais um enredo que confirma a ideia de que mulher tem que ser poderosa, mas com limites, sem apagar todo o estereótipo de feminilidade. “Mas você pode ser rainha e ainda ser feminina”. Colocaram isso como se fosse um real problema pra garota não ser o ideal de moça. E se ela não quisesse ser? E se ela simplesmente não gostasse de flores e realmente, e não por capricho ou revoltinha ou por não saber o que está dizendo, não quisesse casar nem compartilhar seu poder com outra pessoa? E nossa, o irmão dela dando essa lição de moral vista como pura sabedoria inclusive pela Eadlyn. Pareceu que a posição de poder dela estava dando-lhe a ideia de que não podia expressar seu lado “mulher” e que quando ela finalmente deixasse isso de lado poderia ser feliz. Não vou nem comentar sobre Sob a Luz da Lua, mas tem triângulo amoroso e uma comunidade de lobisomens totalmente patriarcal, então imagine (mas fiz esta resenha caso se interesse: https://semfloreio.blogspot.com.br/2016/03/lido-e-folheado-sob-luz-da-lua.html)
    Enfim, amei o post, esse tipo de filme é justamente desses que se a gente falar umas verdades já nos taxam de chatas, porque os problemas estão muito bem encobertos/romanceados.

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      Paloma
      3 de julho de 2016 at 16:37

      Sim, Monique! Acho que enxergar esse tipo de coisa é um processo, à medida que a gente vai desconstruindo alguns conceitos que aprendeu ao longo da vida, né?

      “Sob a luz da lua” eu nunca li. Também ainda não li “A coroa” e acho uma pena que tenham dado esse rumo para a história. Poxa, era uma oportunidade tão grande de passar uma mensagem bacana para meninas mais novas! Uma pena que tenham perdido essa chance e ainda feito um desserviço.

      Vou dar uma olhada na sua resenha depois, obrigada!

      E muito obrigada pelo elogio 🙂

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    yasnaya
    30 de junho de 2016 at 14:48

    Achei o tema bastante importante de ser abordado pra gente ficar ligada mesmo, só queeee lendo de primeira eu achei tudo exagerado, fui lendo e fazendo careta de tipo aff é muiiiita desconstrução sem sentido, eu hein, essa menina meu Deus afff… Daí eu pensei: por que ela escreveu sobre isso né mesmo?? Então li de novo e olha que engraçado meu cérebro, eu concordei aloka sim. Que coisa né mermo?!

    Romance realmente não precisa ser assim.

    Eu particularmente quero amar alguém sim, sinto falta, mas, mais por causa do sexo, da emoção inicial que traz, do contato de pele que atrai e etc., se não fosse isso nem rolaria intenção, afinal o que uniria seres tão opostos como homem e mulher (no caso hétero)? Sinceramente se fosse pra viver com alguém a vida inteira seria com minha mãe ohhh sem problemas ALWAYS ♥… Isso realmente não é um objetivo de vida.

    Agora danosse, porque já assisti a esse filme 10 vezes – sim – cabousse a mágica e não vou conseguir assistir sem pensar em tudo isso, se eu voltar a assistir.

    Miga vai pensando aí que eu vou aprendendo aqui.
    xero

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      Paloma
      3 de julho de 2016 at 16:41

      Menina, fiquei apreensiva com o começo do seu comentário hahaha Não porque eu queira que todo mundo concordo comigo, mas porque achei que você fosse me escorraçar.

      Desculpa ter estragado o filme para você. Pode ter certeza que estraguei pra mim mesma também.

      Beijinhos.

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    Gabriela
    2 de julho de 2016 at 14:18

    Então que eu fui ver o filme (já estava na minha lista, mas provavelmente não veria tão cedo). Achei – como te disse – uma história toda amarradinha, cheia de clichês e lindinha. Em determinado momento eu achei que o final seria triste e fiquei aflita pensando “não, eu só quero um romance clichê com um final feliz, please” e meu desejo (assim como meu roteiro imaginário) se cumpriram. Amém.

    Não deixei de perceber essas coisas, não. Percebi o elevador, o táxi, a perseguição no trabalho e a descoberta do endereço dela e ficava pensando bem isso: que romantização de comportamento abusivo. Inclusive colocar a mulher no papel do ser humano cruel por não se entregar a todo esse amor.

    MAS (e esse é o ponto onde eu e seu texto ficamos aqui nos encarando) mesmo reconhecendo esses aspectos, e os identificando enquanto eu assistia ao filme, eu cheguei ao final da história emocionada e suspirando. O que significa que algumas construções sociais/culturais estão pra além do nosso consciente. Quero dizer que mesmo que conscientemente a gente rompa com valores machistas, uma vez que a gente nasceu nessa sociedade, esses valores estarão lá, mesmo que não mais na superfície. É um suspiro ao final de um filme e – pimba! – olha só toda essa socialização* aqui na minha cara.

    Um ponto é o fato do personagem ser o homem perfeito. Percebeu os dois encontros? Tanto o encontro pensado por ele como depois o encontro pensado por ela são coisas só de filme mesmo, ideais e, portanto, não reais. Depois, as riquezas que também já colocam os dois num patamar de sofisticação, cenários e diálogos que eu não nunca conseguiria reproduzir com um ser humano real. Mas, por fim, o fato de que ele é educadinho/gentil/romântico/já estou te amando/o homem sensível. Quando eu vi Harry & Sally, foi mais fácil cagar na cabeça de Harry, porque ele é um machistão descarado, grosseiro e feio. Ellis vem num pacote todo bonitinho, né? Isso tem a ver com o gênero do filme, por não ser comédia, mas também com a época (acho difícil um filme em 2014 (?) para o público feminino tentar nos empurrar um Harry nesse boom de discurso feminista).

    Mas preciso dizer que duas coisas foram as que mais mexeram comigo:
    – a cena de Adaline no carro, indo embora mais uma vez, e relembrando todas as vezes em que já partiu, porque por aqui no reino de gabriela temos dificuldades com esse tema.
    AND
    – o cachorro.

    Migan, já pensou em mim vendo um filme todinho sobre despedidas?
    Deus me livre de ser imortal.

    *migan, juro que usei socialização aqui totalmente despretensiosa de teoria feminista.

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      Paloma
      3 de julho de 2016 at 16:47

      Miga maravilhosa, você usou socialização EXATAMENTE da forma certa. Quem dera a socialização atuasse só no nosso consciente. Mas esse é justamente o ponto: mesmo que a gente consiga ver e tente ativamente desconstruir, existem muitas coisas que se se incorporaram na nossa personalidade e no nosso ser de formas que a gente vai levar com a gente até a morte e/ou lutar o resto da vida para conter.

      E nossa: SIM, ainda bem que a gente morre no final (#spoiler da vida).

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    Juliane
    10 de dezembro de 2016 at 17:41

    Menina, ainda bem que esbarrei nesse texto!

    Assisti A Incrível História de Adaline por acaso, enquanto estava largada no sofá gripada zapeando os canais. O filme é muito bonito, a equipe de produção e figurino capricharam para deixar cada época visualmente identificável e com um aspecto saudosista (já que estamos acompanhando pela visão da própria Adaline).

    Mas o romance… realmente, me deixou com uma pulga atrás da orelha. O filme terminou e fiquei pensando no Ellis, nas atitudes dele e caramba!!! Concordo totalmente com você. [SPOILER] E ainda por cima o cara é filho do cara que ela abandonou nos anos 60, achei desnecessário unir as narrativas dos dois dessa forma. [/SPOILER]

    Outra coisa que me incomodou foi ver o quanto o mesmo tema é discutido de maneiras diferentes de acordo com o gênero do protagonista. Temos vários filmes onde homens são imortais e a narrativa recorrente usada envolve alguma situação heroica e etc. No caso da Adaline, ela só queria se conectar com alguém, não havia muita ambição na jornada da protagonista. Embora ela parecesse uma MULHER FORTE, dá pra perceber que não trabalharam muito a personalidade dela.

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      Paloma
      15 de dezembro de 2016 at 10:32

      Nossa, com certeza! E o pior é que a gente está tão acostumado com essa forma de tratar as coisas que quase passa despercebido, né? Mas acredito que estamos ficando mais atentas a esse tipo de coisa, o que é muito bom.

      Obrigada pelo comentário <3

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