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Dicas valkíricas: o que fazer nas férias?

Mês de junho chegando ao fim, primeiro semestre do ano dando um adeusinho maroto na distância e o mês de férias começando logo mais. Claro que nem todo mundo terá o prazer de ficar de pernas para cima, curtindo a preguiça de julho, mas isso não te impede de aproveitar nossas preciosas dicas de férias! Nós aqui do site fizemos uma seleção variada de filmes, séries, livros e quadrinhos para você aproveitar os próximos dias da melhor maneira possível. Quer saber o que tem na nossa lista? Então é só vir com a gente!

LER: Na Estrada Jellicoe, Melina Marchetta – por Paloma

valkirias_ferias-jellicoe (1)No final de abril a editora Seguinte finalmente lançou a versão brasileira do livro Na Estrada Jellicoe, da escritora Melina Marchetta, originalmente lançado na Austrália 10 anos atrás (em 2006). Quando li o livro, em inglês, no ano passado, me senti incrivelmente triste que ele nunca tivesse chegado em terras brasileiras — mas não esperava que isso acontecesse depois de tanto tempo, ainda mais em um mercado tão movido a novidades quando o de YAs e sem nenhum grande sucesso revolucionário da autora lançado por aqui. Felizmente, aconteceu.

A história de Na Estrada Jellicoe é complexa, misteriosa, multifacetada e, sinceramente, bem confusa a princípio. Deliberadamente confusa. É como entrar em uma floresta pela primeira vez, sem nenhuma trilha, cercada de árvores estranhas por todos os lados e fisicamente consciente de que você pode ser atacada por qualquer lado a qualquer momento. É bem angustiante e hostil. Até que as coisas vão acontecendo e começam de fato a assumir algum sentido. Um sentido que vai se tornando mais e mais claro e emocional a cada passo.

No fim da história, não tem como não estar emocionalmente envolvido com cada um dos personagens. Com suas vidas, suas histórias, seus sentimentos e em como cada um desses elementos se encaixa no grande quebra-cabeças que é essa coisa chamada personalidade. Acredito que possa ser um daqueles livros que divide opiniões, mas se você cair no mesmo time que eu, tem minha promessa: você vai terminar essa cruzada sentindo muito. Eu já falei mais sobre esse livro nesse texto.

Na Estrada Jellicoe foi publicado no Brasil pela editora Seguinte e pode ser comprado aqui.


LER: Viúva-Negra #1,  Nathan Edmonson e Phil Noto – por Thay

valkirias-viuvanegraSe você é apaixonado pela Viúva-Negra de Scarlett Johansson mas não tem ideia sobre como a personagem é além dos filmes, vai adorar essa leitura. Lançada pela Editora Panini em abril deste ano, Viúva-Negra #1, do selo Nova Marvel, é um compilado com os seis primeiros volumes da revista Black Widow do selo All New Marvel Now!, todas lançadas em 2015 nos Estados Unidos. Com roteiro de Nathan Edmondson e ilustrações de Phil Noto, esses primeiros volumes abordam os trabalhos de Natasha Romanoff enquanto não está reunida salvando o mundo com os Vingadores ou realizando missões para a S.H.I.E.L.D.

Sentindo-se culpada pelos anos em que trabalhou como espiã da KGB articulando massacres e assassinatos, Natasha utiliza seu tempo livre envolvendo-se em diferentes casos como forma de conseguir dinheiro para garantir um pouco de bem-estar para as vítimas sobreviventes de suas antigas missões. Ela não se poupa e, para chegar aos seus objetivos, é capaz de arriscar a própria vida. Nessas histórias acompanhamos  Natasha, uma assassina letal e profissional, fria e calculista, mas que não está isenta de cometer erros e cair em armadilhas. Ela falha, se sente sozinha e se questiona, mas não hesita diante de uma ameaça. O que eu mais gostei de acompanhar nesses quadrinhos, além do desenvolvimento da personalidade da Viúva-Negra, foi a arte impecável — os desenhos, belíssimos, parecem até mesmo terem sido pintados a mão, e as cores escolhidas sempre casam perfeitamente com a cena que se desenrola.

O encadernado número 1 está à venda em lojas especializadas e o preço de capa é R$22,90, com 148 páginas. Você pode aproveitar e comprar tambémViúva-Negra #2, lançado agora em junho, também pela Panini.


ASSISTIR: Coherence, 2013, 89min, de James Ward Byrkutpor Ana Vieira

coherenceO segundo filme dirigido pelo quase novato James Ward Byrkut, diretor de Rango (2011), Coherence faz parte daquele ótimo grupo de obras classificadas como brainexplode ou mindfuck — estilo louco que dá um nó no cérebro.

Numa mistura de ficção científica e suspense, acompanhamos um grupo de amigos em um jantar sem grandes pretensões — bem daquele jeito que nós fazemos com os nossos amigos. Durante o encontro o grupo ri, bebe, e, é claro, bate alguns papinhos existenciais e estudados sobre o cometa que está, naquela noite, a passar pela região em que vivem. Tudo vai conforme o esperado até que, bem, deixa de ir.

As coisas começam a ficar estranhas de uma forma lenta que esquenta rapidamente até entrar em ebulição. Esse estranho, no entanto, não é aquele estranho bom, do melhor jeitinho tive-uma-epifania-e-agora-as-coisas-fazem-sentido. Mas sim um estranho desesperador, que te deixa vidrado, interessado, sem conseguir tirar os olhos da telinha esperando o que, meu Deus!, vai acontecer dessa vez.

Sem nomes muito conhecidos no elenco, o diretor consegue sem muitas firulas — a trama ocorre quase toda dentro de uma única casa — criar uma história interessante e envolvente. O filme, com maestria, faz com que quem quer que esteja assistindo desligue-se do mundo por uma hora e meia e foque, única e somente, nos pobres coitados daquele grupo de amigos.

Se você estiver sem nada pra fazer, ou com coisa pra fazer mas querendo dar uma desacelerada, fica aí a dica: assista Coherence. Só não garanto que a sua cabeça vai estar no mesmo lugar depois da experiência.


ASSISTIR: The Paradise, 2012-2013, de Bill Gallagher – por Ana Luíza

The ParadisePara quem gosta de histórias de época, The Paradise é um prato cheio. Baseada no livro de Émile ZolaAu Bonheur des Dames, a série se passa em 1870 e conta a história de Denise Lovett (Joanna Vanderham), uma jovem do interior que vai morar com o tio numa cidade no noroeste da Inglaterra na esperança de que ele lhe dê um emprego em sua loja. Ao chegar, no entanto, Denise descobre que os negócios do tio vão de mal a pior graças a uma enorme loja de departamentos chamada The Paradise, que fica do outro lado da rua e basicamente arruinou a vida de todos os pequenos empresários presentes ali.

Mais por necessidade do que qualquer outra coisa, Denise começa a trabalhar na The Paradise, mais especificamente no departamento feminino, e é lá que ela inicia sua jornada, conhece pessoas, faz amigos e mostra, principalmente, a empreendedora espetacular que é. Aos poucos, vemos Denise crescer e garantir seu espaço dentro da loja, ao mesmo tempo que conhecemos tantas outras personagens com histórias complexas, ambições, sonhos e realidades completamente diferentes. São mulheres incríveis, que erram, não são perfeitas, às vezes metem os pés pelas mãos, mas que também são extremamente corajosas e que não medem esforços para ajudar umas às outras.

Embora seja uma trama de época, que entrega muito daquilo que promete (personagens adoráveis, figurinos maravilhosos e romancinhos que fazem o coração doer de tão bons), a série acerta ao construir seu enredo primordialmente em torno das mulheres de seu elenco de personagens, abordando questões que vão da maternidade a ambição feminina de maneira maravilhosa e emocionante.

The Paradise tem apenas duas temporadas, com oito episódios cada, e está disponível na Netflix.

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2 comentários

  1. O primeiro livro indicado “Na Estrada Jellicoe”, parece ser incrível – colocando na lista para ler! Já essa edição da Viúva, achei bem ruim hahahaha Senti que a Marvel fez esse título, só para vender… Quem sabe o volume 2 não transforma minha opinião.
    AGORA para tudo, The Paradise <3 Uma amiga me indicou esse seriado, é tão fofo, bem construido, a fotografia linda, a primeira temporada é bem melhor, mas, essas coisas fazem parte hahaha. Eu viciei tanto que me levou a gostar de séries de época – e emendei em Downtown Abbey, que sempre tive curiosidade mais nunca coragem de assistir. Queridinhas do ano <3
    Beijoss

    1. Acho que a Marvel aproveitou o hype da Viúva Negra nos filmes sim, mas eu gostei do material. As histórias são legais e a arte tá lindíssima, fiquei apaixonada. Aqueles desenhos parecem quase uma aquarela (e sou a louca das aquarelas, me apaixono fácil, hehe). The Paradise e Downton Abbey são amor eterno, amor verdadeiro! <3