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Lilac: IU e o sabor agridoce dos vinte anos

Começar uma nova década na nossa vida é sempre um momento simbólico. Mas os vintes anos, esse é um período especial. Deixamos de ser adolescentes e agora somos jovens adultos, um termo para dizer que estamos crescidos, mas nem tanto — no mundo real e na vida da gente grande, somos meros aprendizes.

É difícil crescer sem grandes expectativas para os vintes anos. O nosso imaginário coletivo, tão moldado pela cultura pop, vende o período como uma década dourada da nossa juventude, cheia de possibilidades e experiências excitantes, mas também com todas as dores e dúvidas que envolvem a vida adulta. É uma experiência agridoce, que une os prazeres da liberdade e da independência com o amargo do crescimento.

Assim foram os vintes anos da cantora IU, que se despede deles em grande estilo com Lilac, seu quinto álbum de estúdio. Nomeado a partir do lilás, planta com flores que simbolizam as memórias da juventude e o primeiro amor, o trabalho traz o conceito de “insa” (인사) — palavra coreana que possui o significado de saudação e despedida — como uma forma de IU dizer adeus aos seus vintes anos enquanto cumprimenta a chegada dos trinta.

IU e seus vinte anos

Lilac

O conceito do Lilac não é estranho para quem tem acompanhado IU nos últimos anos. Na discografia de IU, as menções aos vinte anos não apenas marcam diferentes fases de sua carreira como cantora, mas também são uma forma dela compartilhar histórias mais pessoais, que representam as mudanças no modo como ela se vê e encara o mundo ao seu redor.

Em 2012, IU lançou Spring of a Twenty Year-Old, seu primeiro álbum após completar vinte anos. A primavera que dá nome ao EP ganha forma com três canções: “Every End of the Day”, “Peach” e “Don’t Like Her”. São músicas meigas, que falam sobre amor de um jeito inocente como em seus trabalhos anteriores, mas com a maturidade de uma jovem que começa a entender melhor seus sentimentos.

A idade volta a ter destaque no trabalho de IU com “Twenty-Three”, do álbum Chatshire. A cantora define sua versão de 23 como um enigma, tanto para si como para os outros: será ela a garota inocente, a mulher astuta ou ambas versões existem dentro dela? É uma música em que IU brinca com a imagem que a mídia e o público criaram dela, ao mesmo tempo em que questiona o que é ser uma mulher adulta.

Se em “Twenty-Three” IU é debochada e ironiza suas diferentes personas, a versão de 25 anos da cantora entende mais a si mesma. “Palette”, single do álbum de mesmo nome e que tem participação de G-Dragon, do Bigbang, apresenta uma IU que celebra e se aceita como ela é. Na canção, ela se volta para o passado e pensa no quanto mudou, mas ainda mantendo gostos, opiniões e partes de seu eu de antigamente. Já em “eight”, IU canta sobre a juventude de forma mais distante. O número oito, que dá nome ao single, é uma referência ao último dígito da idade da cantora e de Suga, do BTS (ele participou, produziu e ajudou a compor a letra) na época — ambos estavam com 28 na idade coreana. É uma canção nostálgica, sobre lembranças cheias de vivacidade em que ela se sente “eternamente jovem”, inalcançável à tristeza.

Lilac

“Lilac”

Para os 29, o último dos seus vinte anos, IU opta por uma despedida, nas próprias palavras dela, “brilhante e sem arrependimentos”. Não à toa, “Lilac” é a música que abre e dá nome ao álbum. Com uma sonoridade que remete a um pop oitentista, a letra da canção, diz IU para o Melon, narra a separação de um casal após 10 anos apaixonados. O adeus, no entanto, não é triste ou com remorsos, mas amistoso por todos os momentos que eles viveram juntos.

Essa, inclusive, é uma perspectiva que chama atenção, em especial quando pensamos que as músicas primaveris no k-pop costumam falar sobre o início de um amor, não despedidas. Com o “me ame apenas até essa primavera” do refrão, IU canta em “Lilac” sobre um relacionamento que mesmo com o término, ainda é um final feliz. Outro destaque de “Lilac” é o clipe, uma atração à parte. Repleto de referências à carreira da cantora, o vídeo transforma os vinte anos de IU em uma viagem de trem, na qual ela embarca como uma passageira um pouco tímida, mas animada com a jornada. Enquanto caminha pelo vagão, maravilhada e distraída com as novidades, ela esbarra nos passageiros; quando eles começam subitamente a dançar, ela parece confusa e surpresa, mas os imita e logo aprende os movimentos — ou seja, nada muito diferente do que é se tornar adulto.

Da coreografia ensaiada e passageiros com roupas retrô, seguimos viagem pelo trem até conhecer uma outra IU. De vestido e luvas pretas, ela festeja com os passageiros em um vagão escuro, iluminado apenas por um globo de luz. É como se víssemos a mulher madura e elegante que ela descreve querer ser em “Twenty-Three” ganhar forma, vivendo alegre seus vinte anos.

Nossa viagem continua até uma cabine retrô, onde encontramos IU sozinha, com machucados no rosto, mão enfaixada e roupas e cabelos desalinhados. Em mais um dos easter eggs da carreira de IU no clipe, a porta do vagão abre com a entrada do comissário de trem, interpretado pelo músico Jung Jae-hyung, que aparece no clipe de “Good Day”. Atrás dele, diversos homens de preto entram, prontos para atacar a cantora. Ela os encara sem medo e revida todos os golpes, em uma luta inspirada na famosa cena de Oldboy, filme de Park Chan-Wook.

Essa é uma cena que intencionalmente destoa de outros momentos do clipe, como um lembrete de que IU também enfrentou momentos difíceis para chegar onde está. Podemos estender essa interpretação até à própria presença de Jung Jae-hyung — afinal, o sucesso de “Good Day” foi um ponto de virada na carreira de IU, transformando-a em queridinha do grande público. O trecho “Como o céu e o vento podem estar tão perfeitos? / Eu sobretudo gosto de como estou hoje”, que IU canta no início dessa passagem, é inclusive uma referência a letra de “Good Day”.

A própria escolha da viagem de trem como uma forma de narrar esse período, por si só, é simbólica — trens são um elemento presente em outros clipes de IU, como “You&I”, “The Red Shoes” e “above the time”. Até mesmo os momentos em que vemos a cantora pela janela do trem também remetem a “You&I”. Outro destaque é a parte com animação do clipe de “Lilac”. IU tira seus óculos de lente lilás e o coloca em uma caixa, que funciona como uma cápsula do tempo. Sem o acessório, ela começa a enxergar o mundo sob novas perspectivas, pronta para começar um novo capítulo de sua vida.

A viagem de trem se encerra quando a IU do começo do clipe desembarca em uma estação escura, com roupas desgrenhadas e o cabelo solto, repleto de pequenas pétalas. A cantora parece confusa e perdida, como se o peso da despedida enfim caísse sobre ela. Uma forte luz então a ilumina, indicando que o próximo trem — o dos 30 anos — está chegando. Ela respira fundo repetidas vezes, apreensiva com a chegada, mas olha para câmera e sorri. Enfim, chegou a hora de começar sua nova jornada.

“Flu”

Em “Flu”, IU decide falar sobre o amor a partir do sentimento mais recorrente que tem quando escreve sobre o tema: agonia. A cantora descreve esse desconforto em uma música sobre a luta desesperada — e em vão — contra o vírus do amor, comparando os sintomas da gripe (febre, tontura, dor, suor frio) às sensações que uma paixão inesperada provoca.

O vídeo teaser da música, utilizado na divulgação do álbum, traduz essa angústia com uma IU visivelmente doente. Vemos ela dormindo, com as roupas manchadas de sangue, e uma pequena estrela em seu pescoço, igual a utilizada na fonte de “Celebrity”, outra canção do álbum. Nessa mesma região, temos o vislumbre de um inchaço, que se assemelha a uma ferida de filmes zumbis. É um detalhe que invoca a ideia de que após ser infectada pelo vírus do amor, a IU de “Flu” inicia uma transformação. Ela se levanta e anda cambaleando. As olheiras de seu rosto são fundas e seus lábios estão secos e sem cor. Os fios de cabelo próximos ao rosto estão molhados, como se ela tivesse suado de febre. As evidências são claras: ela olha para a câmera e canta “Espere um segundo, droga, estou com uma gripe forte”.

IU e as dançarinas incorporam os sintomas da gripe em uma curta coreografia, na qual exageram os movimentos para reproduzir toda a fraqueza física e a languidez do corpo durante o período. Doente de amor, ela entra em colapso e cai, incapaz de resistir ao vírus do amor. Pena que para curar a doença, ela só conhece um tratamento: “sofrer por você durante um tempo”.

“Não estou acreditando
Estou me sentindo tão idiota
Eu me apaixonei de novo
Quando eu te observo, fico tão envergonhada
Este vírus está se espalhando pelo meu corpo todo
Minha respiração continua quente
Até que eu finalmente desmaio”

“Coin”

Em que você apostaria todas as suas fichas? “Coin”, um dos singles de Lilac, nos apresenta IU como uma exímia jogadora de jogos de azar. O ritmo inspirado no funk americano e o rap, rápido e implacável como uma cartada decisiva, destacam a versatilidade da cantora, sempre pronta para arriscar como seu alter ego de apostadora No clipe, vemos a ascensão da IU jogadora, que conquista dinheiro, fama e sucesso com suas habilidades e ousadia. Para ela, não há espaço para ponderação ou arrependimentos — o único caminho é seguir em frente.

Mas não existe uma jornada apenas com vitórias. A invencibilidade da jogadora é tão instável quanto uma alta torre de fichas, que pode ser destruída com um simples esbarrão. No caso de “Coin”, a queda vem com o ator Kim Yoon-Seok, que participa do clipe com uma referência ao seu personagem no filme Tazza: The High Rollers. Somente quando perde o jogo e todas as suas fichas que vemos, pela primeira vez no clipe, uma IU desconcertada, sem o olhar confiante. Neste momento, o refrão ganha mais uma linha: “É a última vez, sem jogo, acabou, acabou”. Afinal, depois da derrota, o que lhe resta?

O que parecia ser o fim de uma jogadora talentosa muda quando o Kim Yoon-Seok de “Coin” presenteia IU com uma moeda. É o sinal de que ela deve — e está pronta — para tentar outra vez.

“Hi Spring Bye”

Um dos maiores destaques dos álbuns de IU são as colaborações com artistas de diferentes gêneros musicais. A primeira parceria de Lilac é “Hi Spring Bye”, com composição e vocal de apoio de Naul, do Brown Eyed Soul. Os ares retrôs da canção dão o tom melancólico ideal para a letra de IU, que fala sobre um término que enfim, começa a cicatrizar.

Em “Hi Spring Bye”, IU compara o antigo amor a primavera: caloroso “como a voz que costumava dizer o seu nome”, “confortável como um sorriso com as bochechas cheias”. A chegada da estação a faz revisitar essas memórias, mas sem a dor e o arrependimento de antes. É uma letra doce, que no uso da palavra “annyeong” como um cumprimento e despedida (por isso o “hi” e o “bye” no nome da canção) e na sutileza da interpretação de IU, traduz o afeto que ainda permanece após o fim de uma relação.

“Celebrity”

Quando pesquisamos pela palavra celebridade no Google, encontramos definições como “qualidade do que é célebre”, “pessoa célebre, afamada, ilustre” e, também, aquilo “que é incomum ou extravagante.” IU abraça esses significados na letra de “Celebrity”, uma música que enaltece tudo aquilo que nos faz únicos.

Para o Melon, IU explica que apesar da inspiração inicial de “Celebrity” ter sido um amigo próximo que era visto como uma pessoa excêntrica, o single também é uma alusão a própria história da cantora. Os mesmos holofotes que a transformaram em estrela também a enclausuraram no centro do julgamento alheio. IU, no entanto, se desvencilha dessas expectativas quando escolhe viver sob seus próprios termos. “Celebrity” é uma ode aos deslocados, mas também é uma das maiores expressões do amor que IU sente por ela mesma.

O clipe da música retrata bem esse sentimento. Somente quando ela enxerga a si mesma e se aceita pelo que é, com o bom e o ruim, a IU celebridade — aparentemente perfeita, mas insegura e desconfortável do local que ocupa — encontra a felicidade de habitar sua própria pele.

“Troll”

Da despedida feliz de “Lilac” à superação de um término doloroso em “Hi Spring Bye”, IU agora nos convida a conhecer o fim de um relacionamento sob outro ângulo. A divertida “Troll”, parceria com o cantor Dean, um dos principais nomes do R&B sul-coreano, mistura o reggae com o bossa nova em uma música que fala sobre o vai e vem de uma relação.

O título literal de “Troll” em coreano (“música circular”) representa como funciona a dinâmica dos ex-namorados: oficialmente eles não estão mais juntos, mas continuam um atrás do outro, dando voltas como em um círculo. Mesmo que IU o deixe ligar tarde da noite e visitá-la sem aviso, bagunçando seu dia, ela se nega a chamar essa dinâmica de amor; já Dean diz que ela é sua favorita, mas ele é seu ex. Porém, quando eles estão juntos, ele se pergunta: será que ela sente o mesmo de antes?

Por mais que eles reconheçam que sim, ainda existe algo a mais ali, nenhum dos dois têm intenção de elaborar esse sentimento. Enquanto essa relação “circular” livre de obrigações funcionar, eles mantêm esse ciclo, tão viciante quanto ouvir a própria música (pode-se preparar: o fator repeat de “Troll” é irresistível).

“Empty Cup”

O apelo despretensioso de “Troll” dá lugar a “Empty Cup”, um desabafo sobre uma relação fadada ao fim. Colaboração de IU com Woogie e Penomeco, artistas conhecidos na cena de hip-hop sul-coreana, “Empty Cup” é direta ao ponto — não por acaso, também é a música mais curta do álbum, com pouco mais de dois minutos.

A letra de “Empty Cup” revela uma relação em que não existe mais interesse, amor e afeto um pelo outro. IU interpreta esses sentimentos com uma voz mais distante e fria, que reflete o cansaço de adiar um término inevitável. Repetidamente, ela reafirma: “estou cansada do seu amor”.

“My Sea”

A sonoridade mais suave de “Empty Cup” nos prepara para a chegada de “My Sea”, um dos destaques de Lilac. Em um primeiro momento, a música pode parecer uma balada com a mesma fórmula de outras da carreira de IU: uma letra mais introspectiva musicada no piano, que abre espaço para os vocais e a interpretação da cantora brilharem. No entanto, como as ondas de um mar calmo que ganham força com o vento, “My Sea” cresce e exibe toda sua grandiosidade. É uma música rica, que exige a atenção do ouvinte para si.

Comparar “My Sea” a um espetáculo não é exagero, mas quase uma constatação óbvia. A forma como a música é construída, com seus clímax e arranjos teatrais, exalta as nuances e emoções da letra mais pessoal de IU no álbum, que revela os altos e baixos da cantora em relação a si mesma. É uma canção simbólica para o conceito do Lilac e que alude à jornada de IU até mesmo nos pequenos detalhes — a duração da música (5min e 16s) é uma referência ao aniversário da cantora, celebrado em 16 de maio.

Em “My Sea”, IU revisita a ela mesma quando mais nova. O mar de dúvidas e medos, que a afogava e a tomava por completo, agora existe apenas em fragmentos, como resquícios da criança que ainda não havia sabia como se amar. Se antes ela queria ser uma onda para fugir e ser levada pelas águas, hoje IU faz o movimento contrário e se move de encontro a elas, em direção àquilo que ela desejava escapar: a si mesma.

“Eu caminho contra o fluxo para voltar
Ao lugar onde o mar dentro de mim nasceu

Mesmo quando sou arrastada e me perco, eu sou livre
Não fecharei meus olhos para a escuridão, que já não me prende mais
Não fingirei de novo que eu não me conheço

E ainda assim, eventualmente
Posso perder para a vida de novo
Mas mesmo se eu ficar perdida novamente, sei o caminho de volta”

“Ah Puh”

A atmosfera orquestral de “My Sea” se transforma na alegre “Ah Puh”, colaboração com Lee Chan-hyuk, do AKMU. Com uma melodia cativante e uma letra cheia de brincadeiras com onomatopeia, a música é a combinação perfeita entre a sonoridade mais bubblegum pop dos singles da cantora no início da carreira, como “Marshmallow” e “Boo”, com o pop da dupla de irmãos mais querida da Coreia do Sul.

“Ah Puh” é um dia ensolarado na praia, feliz e despreocupado, em forma de música. Não à toa, o nome da canção é uma referência ao som que fazemos quando, depois de nadar, cuspimos água pela boca (pense no barulho de “pfui”). Com uma IU que se afirma “tão boa surfista” a ponto de não precisar mais de colete salva-vidas, “Ah Puh” ressignifica a imagem que o mar tem em “My Sea” para um espaço que não lhe é mais uma ameaça. Ondas grandes, como ela canta, não a assustam mais. Se elas a derrubarem, a IU de hoje é experiente o bastante para logo subir de volta para a prancha, pronta para continuar surfando.

“Epilogue”

Para finalizar o álbum, nada melhor do que “Epilogue”. A última música de Lilac tem, entre seus compositores, a cantora e produtora Sumin, outro nome de destaque do R&B sul-coreano, e Shim Eun-ji, mesmo compositor de “Don’t Like Her” (última música de Spring of a Twenty Year Old) — este, mais um detalhe que pode passar despercebido, mas que é cheio de significado.

“Epilogue” é uma música que nos convida a desacelerar com uma leve guitarra, próxima do lo-fi. Ouvir a faixa é como respirar fundo, inspirando o ar até encher os pulmões e depois, o expirando lentamente: uma sensação de paz e alívio que percorre e relaxa todo o seu corpo, livrando-o da tensão. Em “Epilogue”, temos todo o tempo do mundo. Na letra da faixa, IU se delonga em conversas imaginárias, nas quais ela questiona: “Você foi feliz em me conhecer? Você foi feliz ao me amar?” Ouvir o sim como resposta para essas e outras perguntas, ela confessa, é tudo o que precisa em sua vida — esse era o final que ela sempre desejou.

A atmosfera à la Wong Kar Wai do clipe de “Epilogue” traduz o ar nostálgico da música. No vídeo, voltamos ao cenário da cabine de trem antiga de “Lilac”. IU expira fumaça pela boca, que lentamente se transforma na flor lilás. No ar, ela a toca com delicadeza e começa a se mover lentamente, em uma valsa solitária e sem pressa. Seus movimentos são livres e ela sorri, satisfeita, iluminada pelo sol do entardecer.

O clipe traz uma versão mais breve de “Epilogue”. É uma decisão intencional e perspicaz, que finaliza a música no refrão final e ao invés de encerrar o epílogo, deixa-o em aberto:

“Sem dúvidas em meu coração
Eu sigo em frente desse jeito
À medida que continuamos com nossas vidas, nós voltaremos a nos encontrar
Eu acredito que vamos”

IU então olha para a câmera, faz uma referência e sai da cabine. Pela cortina de contas, a vemos acenar timidamente e depois, virar as costas e abrir os braços, como se espreguiçasse depois de um longo dia. É a sensação de exclamar um “Ahhh!”, que IU define na W Korea como sua expressão de mais genuína alegria e a qual ela espera sentir novamente quando completar seus trinta anos.

Lilac é uma despedida grandiosa, em que IU traz faixas que falam não só sobre sua história, mas também ressoam com nossas próprias experiências durante esse período. Entre erros e acertos, crescemos e vivenciamos a juventude aprendendo mais sobre nós mesmos a cada nova experiência. Ao futuro, misterioso e incerto, nossas saudações — mal esperamos para descobrir o que ele reserva para nosso próximo encontro com IU.

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