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De Uma Nova Esperança aos Últimos Jedi: a representação feminina em Star Wars

Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante havia um jovem fazendeiro que se viu envolvido em uma Guerra Civil ao lado de um contrabandista e uma princesa que não levava desaforo para casa. O ano era 1977 e chegava aos cinemas o primeiro filme da saga escrita e dirigida por George Lucas, Star Wars, que mais tarde seria relançado como Star Wars: Episódio IV –Uma Nova Esperança.

O filme épico de ficção científica registrou uma das maiores bilheterias da época e arrecadou mais de 775 milhões de dólares em um momento em que blockbusters não eram o que são hoje, com divulgação em massa e estreia simultânea em diversos países. Star Wars quebrou recordes de bilheteria, entrou para a história como um dos melhores filmes do gênero além de ter conquistado uma dezena de indicações ao Oscar daquele ano, marcando a indústria do cinema para sempre. Daquele momento em diante, novos filmes se voltariam com força total para a utilização de efeitos especiais e as ações de marketing e vendas de merchandising nunca mais seriam as mesmas.

A história de Luke Skywalker (Mark Hamill), Han Solo (Harrison Ford) e Leia Organa (Carrie Fisher) viveu — e ainda vive — no imaginário popular, angariando uma legião de fãs que se dividem entre torcer pela vitória da Aliança Rebelde ou o triunfo do Império Galáctico. Naquele final da década de 1970, a cultura pop ainda não movia multidões da mesma maneira que o faz hoje em dia, assim como ainda não se preocupava tão seriamente com a questão da representação feminina em suas tramas. Em Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança, por exemplo, temos apenas duas personagens femininas com falas durante as duas horas de filme e são elas a Princesa Leia e a tia Beru (Shelagh Fraser). Algumas pessoas podem usar da carta de que o filme é de 1977, outros tempos, mas a falta de diversidade e representação feminina é algo recorrente na trama até, pelo menos, o prequel que tem início com Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma, de 1999.

Star Wars

Os três filmes que compõem o prequel — além de A Ameaça Fantasma, há também Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones, de 2002, e Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith, de 2005 — não fazem nada para melhorar a representação de mulheres na saga, e enquanto definitivamente há mais personagens femininas com falas nos Episódios I e II, isso cai totalmente por terra no Episódio III, quando apenas Natalie Portman, com sua Padmé Amidala, tem algo a dizer — apenas para morrer de coração partido logo depois. Ainda que possamos reconhecer a importância das mulheres dentro da saga como um todo, Star Wars é, ao final do dia, a história de homens brancos e seus sabres de luz. Pelo menos até Star Wars: Episódio VII — O Despertar da Força chegar aos cinemas, em 2015.

Se na trilogia clássica de Star Wars, Billy Dee Williams e James Earl Jones eram as únicas duas pessoas não-brancas do elenco com falas substanciais, e Jones, enquanto isso, nunca apareceu em cena, visto que fazia apenas a voz de Darth Vader, em O Despertar da Força já temos um elenco diverso que ocupa papéis importantes para a trama e dos dois lados da balança: Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Lupita Nyong’o e Gwendoline Christie surgiram como as novas faces dessa nova era da saga, ladeados por caras brancos como Adam Driver (Keylo Ren), Domhnall Gleeson (General Hux) e Andy Serkis (Supremo Líder Snoke), em CGI. Rey (Ridley) é a protagonista que sempre desejamos, enquanto Finn (Boyega) e Poe Dameron (Isaac) atuam como peças importantes da Aliança Rebelde — ainda que Finn só entre nessa por causa de Rey. Maz Kanata (Nyong’o) é uma espécie de pirata espacial e totalmente feita por computação gráfica e a Capitã Phasma está sempre usando seu capacete enquanto liderada suas tropas pela Primeira Ordem, mas, são personagens femininas de qualquer maneira. E isso é um avanço que não podemos desconsiderar.

De acordo com dados de pesquisa realizada a pedido do Fandango, site norte-americano especializado em vendas de ingresso, ação é o gênero favorito de 22% das mulheres que vão ao cinema nos Estados Unidos, então nada mais justo do que elas se verem representadas na tela grande. Diferente do que os grandes estúdios parecem pensar, mulheres indicaram como gênero favorito, após ação, comédias (18%), ficção científica (13%) e drama (12%). Os gêneros tidos como preferidos das mulheres, romance e comédia romântica, foram citados cinco vezes menos do que os demais, com apenas 9% das indicações. A pesquisa ainda concluiu que 82% das entrevistadas se sentem mais interessadas em assistir filmes que tenham personagens femininas dinâmicas, ou seja, que fujam dos velhos estereótipos de gênero que estamos tão acostumadas a ver; outros 75% das entrevistadas também dizem preferir assistir a filmes que possuam elenco diverso, enquanto outras 57% preferem assistir filmes que sejam escritos, dirigidos e/ou protagonizados por mulheres.

Star Wars

Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força deu início a essa nova era de representação feminina no universo criado por George Lucas, mas isso não significa dizer que todos os problemas da saga foram resolvidos milagrosamente. A diversidade e a representação feminina presentes em O Despertar da Força possuem um peso considerável e que nos faz crer que é possível que Hollywood esteja, aos poucos, mudando para melhor e que as pessoas por trás das grandes corporações do cinema percebam que bilheterias podem ser conquistadas sem que filmes precisem ter um homem branco como o protagonista — e Rey está aí para provar que ela é necessária, ainda que não tenha sido a primeira personagem feminina de força e destaque em Star Wars.

Leia Organa é a personagem feminina poderosa em Uma Nova Esperança: a jovem e impetuosa princesa líder da Aliança Rebelde foi capaz de se infiltrar na Estrela da Morte, a responsável pelo plano para destruí-la, não sentiu medo quando ficou cara a cara com Darth Vader e sabia bem como manejar armas, tomando parte no combate que se seguiu. Para um filme de ficção científica do final dos anos 1970, Leia era a epítome do que uma heroína poderia ser, mas, infelizmente, seu protagonismo foi perdendo espaço quando a personagem passou a ser contextualizada com base nos relacionamentos que desenvolveu com Luke e Han. Após Uma Nova Esperança, Leia foi colocada como interesse romântico em um possível triângulo amoroso, culminando na derradeira cena da personagem atuando como escrava usando um biquíni dourado e acorrentada por Jabba, The Hutt (Larry Ward). É verdade que, mais tarde, Leia viria a se livrar de seu captor usando as próprias correntes que a aprisionavam, mas o fato não apaga a sexualização desnecessária que a personagem sofreu.

Assistir a trilogia original hoje em dia deixa evidente que existe algo, ou alguém, que impede Leia de atingir todo o seu potencial como personagem. O foco está em Luke Skywalker, obviamente, e não pudemos sequer ter ideia de como seria Leia explorando a Força na trilogia clássica — é dito no livro From a Certain Point of View, uma antologia com 40 contos de Star Wars, que Yoda queria, na verdade, treinar Leia e não Luke em Star Wars: Episódio V – O Império Contra-Ataca. No conto intitulado “There is Another”, o fantasma de Obi-Wan diz para Yoda treinar “um jovem Skywalker”, e o Mestre aceita sem titubear até que lhe dizem que o aprendiz será Luke. Yoda reluta em treinar Luke pois sente que há nele a mesma raiva presente em Anakin e que Leia, enquanto isso, possui todas as melhores características para ser uma grande Jedi. É por insistência de Obi-Wan que Yoda consente em treinar Luke e, por isso, nunca vimos Leia explorar sua habilidade com a Força — pelo menos até Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi.

Star Wars

A nave em que Leia, agora General, e o que restou das forças da Aliança Rebelde está, é atacada por Kylo Ren, e enquanto parte dos tripulantes é arremessado para a morte no espaço, Leia usa a Força para retornar ao que restou da nave, sobrevivendo. A façanha exige muito da General, mas seu poder não deixa de encantar: ainda que não tenha sido apropriadamente treinada por um Mestre Jedi, Leia consegue, quase que por reflexo, usar, em um momento de grande necessidade, a Força que esteve sempre dentro dela. Ainda que o episódio com o biquíni dourado permaneça ecoando em nossa memória, é fato dizer que a Leia foi permitido envelhecer dignamente em uma franquia de ação e ficção científica, algo raro para personagens femininas: seus cabelos acinzentados não foram coloridos artificialmente, suas rugas e linhas de expressão estão todas lá (mas não vamos esquecer tão cedo o fato de que Carrie Fisher foi pressionada à perder peso para estrelar em O Despertar da Força da mesma forma que em Uma Nova Esperança). Outro ponto importante a se destacar a respeito de Leia na nova trilogia é que ela exerce um papel de líder que poucas mulheres de sua idade puderam exercer em outras franquias similares: General Organa é muito mais do que a mãe de Kylo ou a ex-esposa de Han Solo; ela é o símbolo e a liga que une toda a Aliança Rebelde, uma mentora para a Rebelião e que não precisa de nenhum homem ao seu lado para se fazer impor. A transformação de Leia de Uma Nova Esperança ao Os Últimos Jedi é exemplar.

O mesmo, infelizmente, não pode ser dito sobre Padmé Amidala. Apresentada a nós como uma jovem rainha e senadora em Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma, Padmé luta por liberdade e não tem medo de se impor frente a uma plateia lotada, da mesma maneira que não receia entrar em ação com um arma. Mas toda a personalidade de Padmé é aos poucos consumida quando a rainha de Naboo e integrante do Senado Galáctico se envolve em um relacionamento com Anakin Skywalker (Hayden Christensen). Padmé é reduzida à esposa desprotegida e sofredora de um Anakin mal humorado e irritadiço e a forte rainha já não existe mais, sucumbindo após dar a luz aos seus gêmeos, Luke e Leia, enquanto seu marido se transforma completamente em Darth Vader. A importância de Padmé em Star Wars não pode ser negada, mas é desolador ver uma personagem com tanto potencial ser reduzida à esposa trágica, levada pela megalomania de seu parceiro. Em determinado momento da narrativa, ela precisa ser apagada para que a tragédia de Anakin possa ser completa e o icônico vilão, revelado.

E são esses os pontos que diferem Rey tanto de Leia quanto de Padmé: ela é a heroína de sua própria história e não o interesse amoroso de alguém (ainda que shipps aconteçam). Quando conhecemos Rey em O Despertar da Força, ela é uma Jedi em potencial, uma piloto habilidosa e uma lutadora de garra e coragem. Muito se falou a respeito de Rey ser, na verdade, uma “Mary Sue”, termo que se refere a personagens femininas capazes de fazer absolutamente tudo certo enquanto é amada e admirada pelos outros personagens da história da qual faz parte mas, diferente do que possam pensar, Rey não faz parte desse estereótipo. Ainda que falem que é impossível que Rey, sem treinamento algum, seja tão poderosa quanto Luke ou Kylo, nunca foi dito no cânone que é imprescindível passar por um treinamento para usar Força — e aí, basta lembrar de Leia em Os Últimos Jedi, como citado anteriormente. Nesse mesmo filme, inclusive, Luke diz que a única outra pessoa a possuir tanto poder quanto Rey é Kylo Ren e isso significa, basicamente, marcar como certo que a nova geração de Star Wars é muito mais poderosa do que a anterior.

Enquanto Ben Solo foi seduzido pelo lado negro da Força, Rey se mantém firme e com convicção ao lado da Aliança Rebelde. Treinamento nunca significou muita coisa em Star Wars, principalmente se nos lembrarmos de que o jovem Luke foi capaz de explodir a Estrela da Morte e quebrou o Império sem treinar muito mais do que aquilo que o vimos fazer em companhia de Yoda. A menina que coletava ferro-velho em Jakku, abandonada pelos pais e subestimada por seus oponentes, é a reunião do que há de melhor em Luke, Leia e Han, uma protagonista feminina que é incrível ao mesmo tempo em que é extremamente real. Ainda que Rey seja fabulosa e capaz de fazer de tudo um pouco, ela é uma personagem profundamente humana e que erra, é um pouco arrogante e mete os pés pelas mãos, mas tudo o que faz é tentando acertar e descobrir quem ela verdadeiramente é.

Rey não é perfeita e poderia ter sido morta por Snoke em Os Últimos Jedi se Kylo Ren não tivesse o traído no instante final — e é a teimosia de Rey e a crença quase cega de que conseguiria trazer Kylo para o lado da luz que a fez entrar na armadilha do Supremo Líder. Rey pode ser o equivalente a Luke na nova trilogia, mas enquanto ele sempre foi colocado em um pedestal como o escolhido que traria equilíbrio para a Força, assim como Anakin, ela é apenas Rey. Não tem pais famosos ou importantes, e só está tentando encontrar seu lugar no mundo enquanto tenta compreender a Força que sempre esteve com ela. A construção de Rey enquanto personagem feminina e protagonista da nova trilogia demonstra que há uma nova preocupação por parte dos roteiristas em criar mulheres fortes e destemidas, mas que são igualmente reais e críveis. O que não se resume à Rey, ainda que ela seja, sem dúvida, a personagem mais desenvolvida da trama. Enquanto, como já citado, a trilogia clássica só teve Leia Organa para nos representar e o prequel falhe em construir Padmé, a nova trilogia vem abrindo possibilidades para personagens diversas e singulares além de Rey.

Embora a Capitã Phasma tenha saído de cena em Os Últimos Jedi sem muito a acrescentar além do que já havíamos visto em O Despertar da Força, é sempre interessante ter uma personagem feminina como líder das tropas da Primeira Ordem. E o mesmo vale para a Vice Almirante Amilyn Holdo (Laura Dern), a responsável por assumir o lugar deixado por Leia após o ataque de Kylo Ren, e que se sacrifica pela sobrevivência da Resistência. São duas mulheres com histórias e motivações completamente diferentes uma da outra, mas importantes e incríveis a sua maneira — Phasma, enquanto lidera centenas de stormtroopers e age com perfeccionismo e dedicação à sua causa, e Holdo, que ordena a evacuação dos sobreviventes da resistência e se mantém na ponte do cruzador, pilotando-o sozinha. A cena final de Holdo, entrando no hiperespaço e atravessando o destróier, destruindo-o no processo, é triste e incrível na mesma medida. Não podemos deixar de falar também sobre Rose Tico (Kelly Marie Tran), que surge em cena timidamente, mas logo está correndo ao lado de Finn em busca do decodificador. A personagem, que sequer estava no roteiro original, surge como contraponto a Finn e mantém a bravura que marca sua família — da mesma forma que sua irmã, Paige Tico (Ngô Thanh Vân), que se sacrifica em prol da causa rebelde, Rose não pensa duas vezes em se arriscar pelo mesmo objetivo, vencer o conflito contra a Primeira Ordem. Vale apontar que a atriz Kelly Marie Tran sofreu ataques on-line por conta de sua personagem pois, ao que parece, Star Wars não pode ser inclusivo demais para alguns “fãs”. A resposta de John Boyega quando sofreu ataques racistas por ser um “stormtrooper negro” em O Despertar da Força funciona aqui também: “Get used to it”.

Além da série principal, há também os derivados Rogue One: Uma História Star Wars e Han Solo: Uma História Star Wars. Parte de uma antologia, os filmes estão no universo da série maior e contam histórias paralelas à principal, nos mostrando outro lado do cânone já conhecido. Em Rogue One, acompanhamos um grupo de pilotos de caça unidos para roubar os projetos da Estrela da Morte com o intuito de impedir que o Império Galáctico tenha em mãos uma arma capaz de destruir planetas inteiros. Rogue One se passa entre os Episódios III e IV e nos mostra Jyn Erso (Felicity Jones), uma mulher que ainda criança teve sua mãe assassinada e foi afastada de seu pai, levado à força pelas tropas do Império para construir a Estrela da Morte. Jyn consegue escapar com vida desse embate, mas cresce marcada pelos traumas presenciados naquele dia, o que, em uma série de acontecimentos, a colocaria na mesma rota que a Aliança Rebelde. No início de Rogue One, Jyn não é parte da Aliança Rebelde e está bem longe de ser uma revolucionária como Leia, mas decide se aliar a Resistência quando descobre que seu pai ainda está vivo e prisioneiro do Império.

As motivações de Jyn podem não ser as mais nobres no princípio, afinal ela só deseja reencontrar o que restou de sua família, mas aos poucos percebe que não há como viver passivamente quando uma guerra está em curso. Quando Jyn se envolve emocionalmente com a rebelião, ela toma a frente de algo que, a princípio, jurava não se importar e torna-se líder de um grupo de pessoas muito castigadas pela guerra; ela não cede ao discurso da revolução logo de cara, e isso diz muito sobre que tipo de personagem ela é, tão diferente — e ainda assim, tão próxima — das outras mulheres de Star Wars. Jyn é reticente e demora a encontrar uma razão forte o suficiente para fazê-la lutar mas, quando o faz, se doa por completo, visto que suas ações se tornam essenciais e determinantes para que os eventos de Uma Nova Esperança possam tomar forma. Ao viver na pele o medo e o desamparo causado por um governo opressor, Jyn aceita que é fundamental acreditar que tempos melhores virão e ainda que não possua a Força ou o sobrenome Skywalker, faz o que é necessário no momento certo.

Outro spin-off de Star Wars, Han Solo, pretende contar um pouco mais da juventude de Han antes de Uma Nova Esperança e ainda que o protagonista seja um homem, temos no elenco Emilia Clarke interpretando Qi’ra, com quem Han cresceu nas ruas de Corellia. Não é possível dizer ainda o que a trama do filme reserva para Qi’ra ou mesmo Lando Calrissian, personagem de Donald Glover, mas é importante que uma franquia do porte de Star Wars esteja se reinventando um filme por vez. Não há realmente novidade em colocar um homem como protagonista de mais uma trama no espaço, mas o trabalho que tem sido feito com a nova trilogia precisa ser reconhecido e considerado. Ainda há pontos determinantes a serem repensados ma saga — onde estão as mulheres negras além de Lupita Nyong’o (e que não seja feita por computação gráfica?) —, mas Star Wars entrou em uma nova era com O Despertar da Força e que daqui em diante, que seja ao infinito e além.


** A arte do topo do texto é de autoria da nossa colaboradora Carol Nazatto. Para conhecer melhor seu trabalho, clique aqui!

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2 comentários

  1. Eu adoro A Ameaça Fantasma e lembro de ter vibrado muito quando vi que Padmé é que era a verdadeira rainha. Mas a trajetória da depois Senadora quase me partiram a cara de vergonha. Ela começa forte no segundo livro pra depois virar uma desvairada grávida no terceiro filme que morre de… tristeza.

    Tristeza quase morreu eu quando ela teve aquele final.