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Anne With an E, terceira temporada: um antídoto para tempos confusos

A terceira temporada de Anne With an E introduziu muitas tramas importantes, que serviram, principalmente, como catalisadores para que o público pudesse descobrir um pouco mais sobre a protagonista, sobre os moradores de Avonlea e até mesmo sobre as lutas que minorias tinham que enfrentar todos os dias para conseguir apenas existir, em uma época onde a intolerância e o medo do desconhecido eram regra e não exceção. Assim como nas duas primeiras temporadas, a série abordou os mesmos debates com delicadeza e graça, dando voz para pessoas marginalizadas, sem perder sua essência otimista — que bate diretamente com a personalidade da protagonista Anne (Amybeth McNulty). 

Não só foram introduzidas novas tramas, como também existia a necessidade de continuar e explorar com mais afinco aquelas que começaram na segunda temporada. É óbvio que não existia espaço para que todos os personagens se sobressaíssem e tivessem suas tramas desenvolvidas com a mesma profundidade, mas é impressionante ver como cada um deles tiveram o seu espaço, mesmo que para reforçar suas ligações com outros personagens, ou apenas para reforçar que eles estão ali.

Atenção: este texto contém spoilers

Apesar de contar com narrativas secundárias que são muito satisfatórias e bem conduzidas, Anne ainda é a força da série e a conexão entre todas as tramas. E esse ano foi um muito importante para a protagonista. Não só porque o romance com Gilbert (Lucas Jade Zumann) finalmente começou a ser explorado com mais profundidade, como também porque ela embarca em uma jornada para descobrir sua origem, a história dos seus pais e sua cultura. Esse aspecto não só causou grandes mudanças em Anne, como na dinâmica com seus pais adotivos, Matthew (R.H Thomson) e Marilla (Geraldine James). É impressionante como, três anos depois, os três continuam criando uma relação de cumplicidade e amor que faz com que eles se tornem pessoas melhores e mais completas.

Grande parte da jornada de Anne sempre foi baseada em sua necessidade de ser aceita, pelos outros e por ela mesma, e pertencer a algum lugar. É por isso que, quando é obrigada a olhar para trás para tentar entender sua ascendência, o sentimento de abandono e medo é algo que ressurge com todas as forças. Ela tem uma necessidade urgente de achar traços da sua personalidade em outros — como sua caligrafia ou suas sardas ou até mesmo nos detalhes mais banais, como em trejeitos pequenos. No final dessa trajetória, ela descobre que é Escocesa, que seus pais eram professores e que, na verdade, sua aparência foi herdada da mãe. De repente, o cabelo vermelho que a incomodou a vida inteira não parece mais ser um grande problema. Pelo contrário, ele é um sinal de que seus pais existiram e que eles foram separados por circunstâncias infelizes e trágicas, não porque não a amaram. É também um sinal de que sua imaginação, seu amor pela literatura e até mesmo sua predisposição para escrever está enraizado na sua essência e na história de sua família biológica.

Ainda que tenham resistido no começo, Marilla e Matthew têm um papel fundamental na hora de ajudar Anne nessa jornada. E, por isso, a relação entre eles só tende a crescer. Assim como o amor de Anne e sua visão incrível de um mundo que nem sempre foi tão gentil com ela salvou Matthew e Marilla, os irmãos retribuíram dando apoio incondicional da menina, crescendo junto com a trama durante cada episódio.

Tragic romance and all? Remains to be seen

Já o departamento do romance é tão satisfatório quanto. Enquanto Anne vê suas colegas apaixonadas e interessadas por meninos, ela não consegue se enxergar tendo um caso tão cedo. Como sempre apontou, sua vontade era sempre de ser “a noite da aventura”, dona de seu próprio nariz. A química entre Anne e Gilbert sempre esteve presente, mas foi só quando eles ganharam maturidade e estabeleceram uma relação pautada em cumplicidade, igualdade e amizade, que eles perceberam que podia existir algo mais ali. Narrativamente, o relacionamento dos dois é muito satisfatório de acompanhar não só porque eles são muito bons juntos, mas também porque existe uma troca genuína de sentimentos positivos entre eles. A admiração de Gilbert por Anne, e o fato de que o menino provou mais de uma vez estar lá por ela, dando apoio quando ela mais precisa, é algo realmente incrível de acompanhar.

Shirbert (uma mistura de Shirley + Gilbert) é um dos casais clássicos da TV. A trajetória deles na adaptação clássica com Megan Follows e nos livros de Lucy Maud Montgomery é longa, dolorosa e cheia de desencontros, mas na nova versão a criadora Moira Walley-Becket optou por um caminho diferente. É claro que existe uma certa dose de drama envolvida (até porque Anne é uma das pessoas mais intensas que já pisou na Terra), mas também a construção da relação entre eles passou por amizade e companheirismo, para finalmente chegar ao romance, deixando primeiro eles serem crianças e não forçando um romance bizarro. De quebra, o roteiro ainda fala um pouco sobre amor romântico e o conceito de amor à primeira vista, dedicar sua vida inteira a alguém e como esse sentimento pode chegar de formas completamente diferentes.

Diana (Dalila Bela) e Jerry (Aymeric Jett Montaz) formam outro casal de destaque na trama, e uma bela surpresa. Diana é o que Anne chama de kindred spirit, mas sua situação familiar não permite que ela explore todo o seu potencial. Seus pais acreditam que seu trabalho na vida é casar e ter filhos, já que eles não têm um herdeiro homem. Enquanto isso, Jerry é um imigrantes francês, com uma grande e pobre família. O romance entre os dois surgiu principalmente para explorar o fato de que Diana não consegue se manter fiel a sua essência, e por causa disso acaba negligenciando sua felicidade. Ela e Jerry são tão diferentes entre si, mas existe uma dinâmica fofa criada ali, uma paixão inocente, que é quebrada por causa de um padrão social preconceituoso e expectativas irreais da mulher na sociedade.

Liberdade de expressão 

Uma das tramas mais importantes da temporada aborda dois assuntos fundamentais: consentimento e liberdade de expressão. Josie (Miranda McKeon), uma das colegas de Anne da escola, é abusada por um menino que rouba um beijo sem sua permissão. E, como sempre, a culpa acaba recaindo sobre ela e não ao contrário. Anne, revoltada com a situação, escreve um artigo falando sobre os direitos das mulheres para o jornal comandado por sua turma e acaba criando uma verdadeira revolta nos homens brancos que comandam Avonlea. Isso faz com que eles queimem a casa onde as crianças estudam, e os alunos criam uma espécie de protesto para combater a censura da imprensa. O episódio onde essa narrativa atinge o clímax chama “A Strong Effort of the Spirit of Good” (um forte esforço no espírito do bem, em tradução literal), onde o mais impressionante é essa união para ajudar Josie, lutar pelos seus direitos e dizer: nós somos a juventude, então leve seu fascismo para outro lugar. E eles levam. Pelo menos uma vez, o lado certo venceu e foi incrivelmente satisfatório.

Outra surpresa positiva é o fato de que Bash (Dalmar Abuzeid) continuou a ser parte fundamental da série. Sua história começou na segunda temporada, quando ele evoluiu de muitas maneiras, passando de minerador para fazendeiro ao lado de Gilbert, com quem criou um laço importante e essencial para o enredo da série — que nunca fugiu de debates importantes ou de explorar assuntos complicados. Anne With an E acontece no final do século XIX, e apesar da escravidão já ter sido abolida na época, pessoas negras ainda eram excluídas e marginalizada pela sociedade. E é justamente por isso que a trajetória de Bash é tão necessária. Homem negro, ambicioso e consciente do peso que a escravidão deixou em sua vida, ele constrói aos poucos uma vida melhor para si ao lado de Mary (Cara Ricketts) e sua filha recém-nascida, Delphine. A terceira temporada, no entanto, não foi fácil para ele. Entre perdas e uma necessidade urgente de se encaixar em Avonlea, Bash precisa reavaliar a relação com sua mãe, uma mulher dura e rígida que, na verdade, teve uma experiência completamente diferente na vida do que ele.

Sua posição é sempre distante com o filho, porque ela vê muito do seu marido em Bash. Isso seria ótimo, se ele não tivesse sido enforcado por ser ambicioso e querer uma vida melhor para sua família. Sua mãe diz que os homens brancos não querem que pessoas negras tenham qualquer coisa boa e, ao ver que seu primogênito tinha as mesmas características que mataram o pai, ela tenta dar uma educação diferente para ele, algo que nem sempre funciona e termina por afastar os dois. Quando ela precisa morar com Bash, que perde Mary para uma doença irreversível, um debate é inevitável e as consequências do racismo são tão palpáveis ali como sempre foram na vida Bash. A única diferença é que ambos carregam sua dor de formas diferentes, criando um debate que é pontual e necessário.

As consequências da escravidão ainda estão presentes na nossa sociedade. Naquela época, era ainda pior. É por isso que, ao abordar um período histórico como o final do século XIX, não basta apenas fazer um ou dois episódios falando sobre isso e depois esquecer qualquer discussão. Por sorte, Anne With an E entende isso e não tem preguiça de ir cada vez mais fundo no assunto.

Anne With an E

Como contraponto, a trajetória de Bash não foi apenas tragédia e discussões sérias. Além de ser um personagem incrível em si, com uma personalidade maravilhosa, os momentos que ele tem com Gilbert e até mesmo o nascimento de uma possível relação (cujo a natureza ainda precisa ser definida) com a professora Miss Stacey (Joanna Douglas) são cheios de energia e revitalizam a série sempre que tem a oportunidade. Lembrando que, uma possível relação com Miss Stacey deveria ser feita com calma e de forma gradual. Mary, a única personagem mulher negra da série, morreu, e apesar de o episódio de sua despedida ser lindo e delicado, ter matado a mesma para possivelmente dar início a uma relação entre Bash e Stacey, uma mulher branca, com certeza não é uma boa ideia. Na verdade, é o oposto disso.

Ka’kwet

Não é nenhuma novidade que a série atual explorou territórios que vão muito além dos livros de Lucy Maud Montgomery. O que o roteiro da série faz é praticamente um milagre: não só eles mantiveram a essência dos personagens e adaptaram os eventos com fidelidade impressionante, como também acrescentaram novas histórias, abrindo espaço para uma narrativa mais inclusiva. Afinal, a diversidade sempre existiu, mas, ao mesmo tempo, sempre foi excluída de obras de época. Essa característica não só foi uma ótima ideia, como também rendeu algumas das melhores tramas exploradas nas três temporadas no seriado. Sem isso, a história de Bash e Cole (Cory Gruter-Andrew) não teriam existido. Discussões sobre o lugar da mulher na sociedade, liberdade de expressão e abuso não teriam entrado na pauta.

A terceira temporada vai além. Se na versão de Megan Follows, que começou a ser exibida na década de 1980, os acontecimentos eram corridos e atropelados, por causa do formato de filme para a TV, a nova versão se sobressai completamente nesse aspecto. Durante o final do século XIX, o Canadá começou a criar as chamadas “Escolas Residenciais”, que diziam querer “reeducar” as crianças indígenas, com principal objetivo de apagar e matar a cultura dos mesmos. Período sombrio na história do país, a terceira temporada de Anne With an E se propôs a abordar o assunto pelo ponto de vista de Ka’kwet (vivida por Kiawenti:io Tarbell, que é Mohawk), que se torna imediatamente amiga de Anne, justamente porque elas compartilham uma visão resiliente e doce sobre o mundo em que vivem. Quando ela vai para tal estabelecimento, eles cortam seu cabelo, tiram suas roupas e acessórios associados a sua cultura e mudam seu nome para Hanna, além de forçarem sua estadia, não abrindo possibilidade para que ela possa ir embora.

Essa é uma narrativa complicada de ver porque a dor dos pais de Ka’kwet em relação ao que acontece com ela é de quebrar o coração e a atuação reforça muito bem esse aspecto. Como seres humanos, eles foram negados escolha e dignidade, uma mãe perdeu uma filha e o mundo ficou pior por isso.

Essas estabelecimentos existiram até o começo da década de 1990, e existem até hoje campanhas para lembrar a população do que aconteceu durante todos aqueles anos. Por isso, falar sobre esse período é fundamental em Anne With an E. A série, afinal, ficou conhecida por sua capacidade de conversar e falar sobre mudanças positivas na atitude das pessoas. No total, mais de 150 mil crianças foram tiradas a força de seus pais. Genocídio cultural e brutal, esse é um período que não deve e não pode ser esquecido. A mensagem de Anne With an E aqui é clara: vamos lembrar e falar sobre isso, para que ninguém cometa o mesmo erro.

E no entanto, com todos os seus pontos positivos, Anne With an E foi cancelada. Segundo a Netflix, a terceira temporada, que chega em janeiro no streaming, será a última. Nas postagens no Instagram, a criadora deu a entender que essa não foi sua escolha, mas sim algo que veio de cima. De qualquer forma, a história de Ka’kwet foi uma das que ficou sem um final definitivo e completamente em aberto. O esforço para falar sobre um assunto tão delicado foi válido da parte dos roteiristas, mas porque o seriado sofreu com as circunstâncias, um final para esse núcleo nunca será possível. É um desserviço. No seu Instagram, Moira Walley-Becket falou sobre o final aberto e disse que quando se trata de escolas residenciais, não existem finais felizes. E a história, claro, prova que ela está certa. O que era necessário era algo que fechasse o ciclo para Ka’kwet, explorar a situação mais a fundo — algo que com certeza eram os planos iniciais.

Apesar de existir essa necessidade de abordar com mais calma a história dos indígenas no Canadá e os problemas da colonização, o romance de Anne e Gilbert, suas origens e até mesmo saber um pouco mais sobre outros personagens (como o Cole e a própria Miss Stacy), o último episódio da terceira temporada de Anne With an E foi quase perfeito como despedida. Os acontecimentos foram meio corridos, mas de certa forma fica a sensação de que uma fase tinha se encerrado na vida de Anne. A menina de cabelos ruivos, sardas e dentes tortos foi embora, e no seu lugar nasceu uma mulher dona de si, amada com intensidade pelas pessoas ao seu redor e com um futuro brilhante à sua frente.

O que faz a série ser um sucesso absoluto nas suas críticas e ter criado um público tão fiel, é uma mistura de duas coisas: uma delicadeza ao tratar dos temas que se propõe, e um amor incondicional aos personagens que cresceram tanto ao longo dos três anos. Anne With an E é um antídoto aos tempos barulhentos, confusos e difíceis que estamos vivendo. Cada episódio da obra dá uma sensação de cura e fé de que talvez a humanidade ainda tenha salvação — e que ela está nas mãos de pessoas que erram, mas que não têm medo de admitir seus equívocos e seguir em frente, de se tornarem pessoas melhores. Ela está na mão de pessoas humanas. Esse sentimento é algo também expresso em séries como Brooklyn Nine-NineOne Day at a Time que não por acaso, também acabaram sendo canceladas por suas emissoras originais (e deram sorte e foram salvas, mais tarde). Enquanto todos procuram pelo próximo Game of Thrones e streamings investem em grandes obras ambiciosas, com orçamentos gigantescos e que eventualmente acabam se tornando genéricas, eu estarei procurando pela próxima Anne With an E, com uma mistura de alma e história que coloque seus personagens em primeiro lugar, deixando a trama expandir a partir deste ponto.

Em um universo sem Anne With an E, todo mundo perde.

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20 comentários

  1. Esta é uma das séries que mais amo no mundo e acho fantástico a mão de delicadeza que a diretora consegue colocar na trama e isto é algo que me fascina. Mesmo quando é para tratar de assuntos pesados (mas necessários) ela faz isto com maestria, uma fotografia maravilhosa e uma atuação incrível dos atores. Comecei a terceira temporada e já senti um gosto amargo pela série ter sido cancelada, quando ainda se tinha tanta coisa para abordar nela. Se ao menos houvesse mais uma, acredito que finalizaria bem. Esta série é um antídoto, como você diz, a cada episódio parece curar feridas amargas e espero que futuramente ela possa voltar, como aconteceu com Brooklyn 99.

  2. Você conseguiu colocar em palavras o que eu só consigo sentir! Desde a primeira temporada, cada episódio foi como uma aula para mim, aprendi tanto com essa série, sobre tantas coisas! Se tornou a série do meu coração, e eu nunca vou superar esse cancelamento.

    1. Uma perda irreparável a serie não ter continuidade, nos tempos de hoje muito aprendizado sobre temas atuais para pessoas de mente fechada…queria muito que os fãs da serie se juntassem para nao acabasse…

  3. Amei a Série indico pra todos meus amigos, é fascinante essa história, que venham outras temporadas logo logo, por favor na cancelem isso é um clássico para nossa época e só prova que nada mudou ainda existem muitas mentes pequenas.

  4. Por favor nao tirem a série do ar nao ppde acabar agora …precisamos aprender muito com essa história magnífica
    Realmente tenho que concordar q chegou na hora e no momento certo atuação da protagonista é maravilhosa ela conseguiu espelhar o real e encantador ao mesmo tempo
    É a melhor série q já vi na minha vida muito didática não sei como expressar tudo que sinto quando vejo ..só sei que quero mais episódios e sei q vcs tb …uhuuuulll

    1. Eu, minhas filhas e um monte de gente amou esta série. Alguém sabe dizer porque não vai continuar? Não entendo, tem tanta série porcaria, lixo, com trossentas temporadas e capítulos intermináveis… E Anne com E ficou inacabada. Decepcionante!!!! .

  5. A netflix cancela series sem finalizações ou com finalizações apressadas.

    Eu cancelo a Netflix pq ela é reincidente neste crime e pq sou radicalmente contra desrespeito ao consumidor e streamings caça níqueis.
    Se não vai bancar,que nao aposte.

  6. A história inacabada da família indígena me doeu na alma. Foi uma falha lamentável. Esperei até o último segundo para que a carta que Anne disse que escreveria ao jornal aparecer. Fiquei decepcionada.

  7. Depois dessa decepção acho que não tenho mais condições de acompanhar séreis da Netflix. A história inacabada de Ka’kwet sem dúvida foi a que mais abalou ao público de maneira geral. Me sinto desrespeitada.

  8. Texto perfeito, fruto de observações sensíveis e precisas. Já li algumas diferentes versões sobre o fim prematura da temporada, uma delas redimia a Netflix e responsabilizava a CBC, enfim…
    Estou na torcida e na esperança de continuidade da série com este mesmo elenco que tem a química certa.

  9. Anne é uma série que precisa ter continuidade… Uma temporada 4 seria de grande valia… Tem material para isso e público de todas as idades…Nessa fase em que estão seria muito interessante para o público adulto, a luta das mulheres por seus direitos…
    Netflix , faça a 4 temporada De Anne whit an e

  10. Anne é uma série que precisa ter continuidade… Uma temporada 4 seria de grande valia… Tem material para isso e público de todas as idades…Nessa fase em que estão seria muito interessante para o público adulto, a luta das mulheres por seus direitos…
    Netflix , faça a 4 temporada De Anne whit an e… Química certa do elenco realmente…

  11. Esqueci de citar o caso dos índios que fora simplesmente ignorado… Anne não chegou a publicar nada …. Também fiquei esperando… A Netflix está realmente desrespeitando seu público….

  12. Anne tem que voltar…. Não acabem dessa forma com algo tão especial…. Tantas séries chatas ainda mantidas…Umas com 15 temporadas e pq não Anne??? Agora que o caminho dela começou , que está iniciando sua luta… Gilbert também… Um amor tão lindo, que se mantem a distância e cada qual em seus caminhos…. Seria maravilhoso ver o crescimento individual e juntos dos dois….
    Complicado assistir as séries…. Acabam antes do tempo…. Anne não deveria acabar nesse momento……

  13. Não me conformo com o fim da série. Nesse momento bruto que vivemos, onde está difícil se encaixar nessa caixinha (mundo louco) a série me proporcionava delicadeza e superação. O mundo precisa ter conhecimento dessa série. Precisamos da sua continuidade.

  14. Essa série e maravilhosa! Uma viagem.fantastica. Abordando temas importantes da história e nos divertindo com a trajetória da Anne!
    Não pode parar assim.

  15. NÃO ACREDITO ATÉ AGORA QUE CANCELARAM A SÉRIE.
    É UMA HISTÓRIA FANTÁSTICA E CATIVANTE, ESTOU LENDO OS LIVROS, MAS QUERIA MUITO VÊ A SÉRIE.
    ´POR FAVOR FAÇA, OUTRA TEMPORADAS, TEM MUITO A SE MOSTRAR.

  16. Texto perfeito e muito esclarecedor. E concordo, sem Anne o mundo perde… Torço para deem continuidade, para que a doçura e a verdade daquele tempo possa sempre nos ensinar. Continuando a série eles nos darão a oportunidade de aprendermos mais e claro, continuarmos admirando aquela menina ruiva esperta, inteligente, amável, decidida e que fez e faz um bem enorme a todos.