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Simbologia e identidade em A Viagem de Chihiro

Em 2002, o aclamado crítico norte-americano Roger Ebert escreveu que um certo homem japonês, quieto e de cabelos cinzas, poderia ser o melhor cineasta da animação da história. Esse senhor de 60 anos se tornaria, naquele mesmo ano, o maior representante da animação japonesa. Seu nome? Hayao Miyazaki — o diretor que, junto com Isao Takahata e Toshio Suzuki, fundou o Studio Ghibli, estúdio de animação por trás dos filmes que são um dos maiores símbolos do imaginário e da cultura pop japonesa das últimas décadas, inclusive, A Viagem de Chihiro.

O argumento de Ebert se baseava no último filme lançado pela Ghibli na época, A Viagem de Chihiro, de 2001. Sucesso de público e de crítica, o longa foi a primeira animação japonesa a ganhar um Oscar e a maior bilheteria da história do país até 2016, quando perdeu o título para a animação Your Name, de Makoto Shinkai.

Atenção: o texto contém spoilers!

O filme conta a história de Chihiro, uma garota de 10 anos que está, relutantemente, de mudança para outra cidade. Na estrada, durante o caminho para a nova casa, ela e os pais se deparam com uma espécie de parque temático abandonado. Curiosos, pai e mãe decidem explorar o lugar e Chihiro, mesmo vacilante, os segue. No local sem ninguém, os pais encontram diversas comidas deliciosas e resolvem experimentá-las. A garota se nega a fazer o mesmo e vai explorar o espaço — no entanto, quando volta, se depara com seus pais transformados em porcos. Logo, misteriosos seres aparecem e Chihiro se vê em outro mundo, onde bruxas, espíritos, deuses e outras criaturas existem e no qual ela precisa descobrir como pode salvar seus pais.

Hoje, quase 18 anos após sua estreia, A Viagem de Chihiro continua sendo a incontestável obra prima de Miyazaki e, também, da animação japonesa em si. Complexo e sensível, o filme une realidade e fantasia, o divino e o humano, o velho e o novo, em uma história cheia de simbologia que discute, por meio dessa dualidade, a questão da identidade.

O sociólogo Stuart Hall, em sua obra mais famosa, A Identidade Cultural na Pós-Modernidade, discute essa questão. No livro, ele define que uma crise de identidade é “parte de um processo amplo de mudanças que abala os quadros de referência que davam aos indivíduos uma ancoragem estável no mundo social”. Chihiro, logo no começo do filme, vivencia isso: a garota tem 10 anos, idade que marca a transição da infância para adolescência e, além de tudo, está se mudando para uma nova cidade. Tanto na esfera da idade como na do espaço, a protagonista está em um estado de liminaridade — ou seja, em um estado de transição, entre um e outro.

Essa ideia de rito de passagem é o cerne dos filmes coming of age, que retratam histórias de amadurecimento. São longas que retratam períodos de transição, baseados em uma série de mudanças que, consequentemente, também trabalham com a questão da identidade. A Viagem de Chihiro se encaixa no gênero e busca aproximar o público da forma como Chihiro experiencia este momento por meio da construção da personagem. Ao criar uma protagonista comum, tanto pelo background como pela aparência e trejeitos, Miyazaki explica que seu objetivo era fazer com que qualquer garota de 10 anos pudesse se identificar e se reconhecer em Chihiro. Isso, no entanto, não a torna simples ou plana.

No filme, a discussão sobre a dualidade da identidade vai além do período de transição que a protagonista vivencia. Miyazaki, agora, faz isso por meio de um trocadilho com o nome Chihiro. Em japonês, os ideogramas (kanji), um dos três sistemas de escrita do idioma, podem ser lidos de diferentes formas — tudo depende dos outros caracteres que os acompanham. Para formar Chihiro, utiliza-se os kanji das palavras “mil” e “procurar”. Quando a bruxa Yubaba aceita que a garota trabalhe na casa de banho, ela declara que o nome de Chihiro a pertence e diz que a garota passará a se chamar Sen (“mil”, em japonês) — ou seja, ela retira o kanji de “procurar” e deixa apenas o que representa um número.

Esta mudança possui um forte significado no filme. No outro mundo, Chihiro passa a ser conhecida como Sen. Os dois nomes representam duas identidades de uma só pessoa. Dessa dualidade, vem o nome em japonês do filme — Sen to Chihiro no Kamikakushi, que literalmente, teria uma tradução próxima à Sen e Chihiro escondidas pelos deuses.

Crítica ao capitalismo

A questão do nome de Chihiro ter um kanji retirado e ser transformado em Sen, uma palavra que denomina um valor, simboliza outra questão bastante forte no filme: a perda de identidade em decorrência da ganância e do consumo exagerado. Essa ideia, trabalhada pelo psicólogo Philip Cushman e apontada por Margarita do canal Is This Just a Fantasy, é exposta inicialmente pela gula dos pais de Chihiro em relação à comida e pela arrogância com que agem em relação ao dinheiro, que acaba por os transformar em porcos — animais que eram e ainda são utilizados em referência aos capitalistas, vide vídeo do Wisecrak.

Ganância, consumo e luxo também podem ser vistos no filme como frutos das influências externas ocidentais no Japão. Aqui, entra a discussão sobre cultura nacional, conceito de Stuart Hall que diz respeito à identidade cultural de uma nação, ou seja, aos elementos que se tornam símbolos de uma determinada cultura e são fortemente ligados às memórias do passado. O sentimento de nostalgia, gerado com essa ideia, fica claro no cenário do mundo real: pela estrada na qual Chihiro e os pais passam de carro, se veem estátuas de pedra e outros elementos ligados aos templos xintoístas, típicos da cultura japonesa, escondidos ou abandonados dentre a vegetação.

No entanto, Miyazaki, mesmo com esse sentimento de nostalgia em relação ao passado, não coloca a cultura nacional como algo puro, livre do que há de ruim. Muito pelo contrário: nas cenas da casa de banho — local tradicional da cultura japonesa e que, no filme, os deuses vão para descansar —, ele também mostra que existe preconceito, soberba e egoísmo. Isso fica evidente com o personagem Sem Rosto. Ele é desprovido de qualquer identidade — não tem voz, membros do corpo, expressão, personalidade e sequer um nome, já que Sem Rosto é o apelido dado pelos trabalhadores da casa de banho a ele justamente por conta de sua face inexistente. Ele apenas vaga por aí, despercebido ou ignorado, até que Chihiro o nota e é gentil com ele.

É aí que conhecemos a principal característica de Sem Rosto — ele se comporta de acordo com a maneira como é tratado. Como Chihiro é gentil, assim ele também o é. Como os trabalhadores da casa de banho se aproximam dele apenas interessados no ouro que ele produz, Sem Rosto também se torna ganancioso, arrogante e viciado em consumir cada vez mais. Nesse consumo desenfreado e no comportamento que reflete o outro, fica escancarada a falta de identidade de Sem Rosto, no sentido mais absoluto. Apenas ao engolir um trabalhador que ele consegue ter voz e assim, falar. Depois, quando engole mais duas pessoas, ele adquire características mais humanas — aparecem cabelo, pernas e braços. Somente ao vomitar o que consumiu e ir para longe da casa de banho, distante desses sentimentos ruins, é que ele se purifica.

O amor evidenciado pelos detalhes

Além de Chihiro e Sem Rosto, o outro personagem que também mais trabalha com essa ideia de perda da identidade é Haku, o garoto que trabalha para Yubaba. O primeiro amigo de Chihiro no novo mundo a alerta desde o início que ela nunca pode esquecer seu nome de verdade, como aconteceu com ele próprio: “Se você esquecê-lo [o nome] completamente, jamais vai achar seu caminho de volta”.

Esquecer o nome é perder sua identidade, seu passado. Fica apenas a saudade de algo que se deixou de ter — a nostalgia, que novamente aparece e se solidifica com um dos pontos chaves do filme. A letra de uma das músicas da trilha sonora do filme, a canção “Inochi no Namae” [“O Nome da Vida”], versão letrada da instrumental “One Summer’s Day” [“Um Dia de Verão”], também presente no longa, evidencia ainda mais esse sentimento. Em todos os dois momentos que “One Summer’s Day” toca no filme, Chihiro está com Haku, o garoto que trabalha para a Yubaba. Existe uma razão para que isso aconteça — a letra nos dá a pista e mais tarde, ao final do filme, compreendemos o porquê. A relação dos dois possui uma conexão muito forte, um sentimento de amor, mas não necessariamente romântico. Não é como herói ou par de Chihiro que Miyazaki introduz Haku na história. Como o próprio cineasta diz:

“Tornei-me cético em relação à regra não escrita de que apenas porque um menino e uma menina aparecem na mesma cena, um romance deve acontecer. Em vez disso, quero retratar um relacionamento um pouco diferente, em que os dois se inspiram mutuamente um no outro para viver — se eu conseguir fazê-lo, então talvez eu esteja mais perto de retratar uma verdadeira expressão de amor.”

Esse tipo de relacionamento é um reflexo da forma como as animações do Studio Ghibli trabalham e enxergam suas protagonistas femininas. Sobre elas, Miyazaki explica:

“Muitos dos meus filmes têm fortes lideranças femininas — garotas valentes e autossuficientes que não pensam duas vezes em lutar pelo que acreditam com todo seu coração. Elas precisarão de um amigo, ou de um apoio, mas nunca um salvador. Qualquer mulher é tão capaz de ser um herói como um homem.”

Se A Viagem de Chihiro encanta por sua complexidade e pela riqueza de detalhes e símbolos, é importante notar que o filme não é somente uma sequência de planos de ação ininterrupta — muito pelo contrário. Miyazaki valoriza o silêncio, os momentos de contemplação e quietude de seus personagens, característica típica dos filmes da Ghibli, e que dizem tanto quanto uma cena mais agitada. É o jeito do estudo nos lembrar que as emoções subjacentes importam e também têm seu significado.

Em uma crítica feita por Ebert após rever A Viagem de Chihiro pela terceira vez, ele se diz abismado em como a generosidade e amor estão presentes no cuidado e dedicação do estúdio com todos os detalhes da animação. De fato, é inegável que a estética dos longas da Ghibli é um dos seus principais pontos. No entanto, me permito estender esses sentimentos para a trama do filme em si. Ao longo da narrativa de A Viagem de Chihiro, amor e generosidade estão presentes nas relações que a garota estabelece com os personagens que ela se relaciona no novo mundo. Ambos os sentimentos são frutos de laços sinceros, que surgem mesmo após desavenças e possibilitam com que a garota descubra a força dentro de si para se tornar sua própria heroína.

Assim, Miyazaki, como nenhum outro, captura a nostalgia, as perdas e o amadurecimento que existem em um período de transição — de Chihiro e do próprio Japão. Por meio de uma mensagem sensível e agridoce, que reflete sobre identidade, A Viagem de Chihiro prova porquê, tantos anos depois, continua sendo um filme extraordinário e único dentro do gênero coming of age e na animação mundial.

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52 comentários

  1. eu amo A Viagem de Chihiro e seu texto abriu meus olhos para certas camadas que eu jamais teria percebido e que estão realmente presentes na obra. Confesso que chorei um pouquinho lia, revisitando a obra com um novo olhar, mas foi com uma emoção muito bem vinda. Obrigada e parabéns pelo texto incrível!

      1. Nossa, esse filme é muito emocionante. Miyazaki é um verdadeiro genio da animação, e essa abordagem sutil e gentil do filmes são uma coisa linda de ver. O texto é otimo tambem, muito bem escrito! Obrigada por compartilhar conosco.

    1. Que leitura brilhante acerca dos personagens e adorei ver o reforço com embasamento em Stuart Hall. Os pontos trabalhados no texto foram certeiros! Amo o filme e fico feliz que alguém tenha discorrido de forma tão pontual! Parabéns!!!

  2. Acabei de assistir, literalmente, e vim aqui tentar entender um pouco da complexidade do filme, que é maravilhoso.
    E nossa, você brilhantemente relatou, com uma riqueza de detalhes e conhecimento, de um jeito que me fez repensar nas análises que eu própria escrevo.
    Parabéns viu, me fez me reapaixonar pelo filme, me dando vontade de rever mais pra frente. 🙂

    1. Muito obrigada pelo comentário, Sabrina! Fico muito grata <3 Eu amo rever Chihiro de tempos em tempos porque parece que em cada momento da minha vida, o filme tem um novo significado pra mim, noto detalhes diferentes… é incrível como ele nunca deixa de me ensinar algo novo. E que bom que gostou do texto, ficou muito feliz <3 Abraço!

  3. Olá,
    Adorei esta resenha sobre o filme.
    Finalmente consigo entender um pouco mais da dualidade que este filme representa no mundo contemporâneo.

    Sucessos!

  4. A Viagem de Chihiro sempre me tocou a alma. Revi-a mais uma vez neste fim de semana que passou. É magistral a forma como o estúdio consegue criar um mundo de regras não ditas, implantando no espectador a curiosidade sobre a cultura japonesa, tão desconhecida. Obrigada pelo texto maravilhoso! A análise das camadas, do significado do kanji e das músicas estão fora do alcance de quem, como eu, não fala ou entende japonês. Arigatou, Julie!

    1. Pois é, Wellen! Sempre que penso em toda a riqueza que a Ghibli trouxe em A Viagem de Chihiro, volto a ficar impressionada. O cuidado e sensibilidade que eles têm com as animações é muito tocante. Obrigada pelo carinho! Fico feliz que tenha gostado do texto <3

  5. Oi julie, só queria dar os parabéns pelo texto, explicação e ponto de vista maravilhoso acima. Abriu meus olhos pra diversas coisas do filme que tinham até mesmo passado despercebidas por mim. É sempre bom saber e entender mais de um filme que assistismos do que deixar de lado detalhes incriveis passados pelo criador do filme como em a viagem de chihiro.
    Mais uma vez, parabéns e obrigado.

  6. top! Eu realmente queria ser capaz de entender certas coisas mais profundamente. Após de assistir ao filme fiquei literalmente com uma sensação agridoce como de quem perdeu algo importante que teria sido passado na trama. Fico feliz de encontrar sua análise. Bem sensível e sua forma de expor bastante acessível! Obrigada por trazer um pouco a luz

    1. Oi, Aline! Eu sinto que A Viagem de Chihiro é um filme que vai sempre revelando mais detalhes, conforme vamos revendo. Acho que é parte da mágica dele! hahaha Fico feliz que tenha gostado do texto <3 Um abraço!

  7. Julie, que texto incrível! Eu fico tão genuinamente feliz em ver textos como este, em um site como este, tão poderoso porque é feminino. Esse filme me tocou de um jeito que não sei explicar, e o texto me abriu pra outros detalhes muito importantes tam´bém.

    1. Oi, Júlia! Eu confesso que só conseguiria ver este meu texto no Valkirias, em mais nenhum lugar <3 É inspirador estar publicando aqui junto com outras mulheres tão incríveis. Fico feliz que tenha gostado da minha análise! Um abraço.

      1. Que análise sensível e verdadeira. Me senti assim ao ver o filme, mas jamais poderia escolher palavras melhores que vc para expressa-las. Obrigada

  8. Assisti a viagem de Chihiro no lançamento e depois inúmeras vezes com minha filha mais velha que hoje tem 19 anos e com minha mais nova com 8 anos. Nos três amamos essa animação e outras do Ghibli. Coloco ao lado de filmes como Ben Hur e Os Dez Mandamentos com Charlton Heston e O Senhor dos Anéis. Outro filme da Ghibli muito bom é a Colina Kukorico, igualmente rico em detalhes de um país tão culturalmente rico como o Japão.
    Por fim, depois de animações e filmes desse nível, a gente deixa de se conformar com mediocridades.

    1. Hahaha mas que bom o texto te ajudou nisso, Galefine! Talvez você goste mais de outras animações da Ghibli — o melhor do estúdio é que ele dá espaço a histórias de todos os tipos. Um abraço <3

  9. Acabei de assistir o filme pela primeira vez e logo de cara percebi como o filme é detalhado, no agir dos personagens, na construção da narrativa e no (lindo) desenvolvimento da Chihiro. É bonito, singelo, simples e ao mesmo tempo complexo e este texto me ajudou a entender muitos outros detalhes que passaram despercebidos aos olhos. Parabéns!

  10. Eu assisti esse filme pela 3 vez,eu acho e foi maravilhoso,é muito envolvente,da vontade até de chorar,pra mim o autor dessa história é o melhor escritor do mundo,parabéns pelo texto simplesmente amei,agr consegui compreender melhor a história,parabéns!!!!

  11. O filme é incrível e o seu texto igualmente, coisa de aquecer o coração! Fico abismada como o filme consegue transmitir anta sensibilidade. O assisti tempos atrás sem ao menos saber da “fama” do mesmo e foi aquele encanto e nostalgia gigantescos. Realmente é genial!

  12. Boa Tarde !
    Vi a Viagem de Chihiro com muito desprendimento e acabei com uma grata surpresa! Fiquei simplesmente chocada com o nível de detalhes, explicação e comunicação entre os personagens é muita coisa acontecendo e tudo faz sentido, tudo é explicado, tudo tem o seu tempo certo! Chorei com o final muito perfeito e descobri que a maior parte de todos os animes que gosto são do Miyazaki, que gênio, quanto cuidado, quanta delicadeza e quanta bravura em abordar tantos temas ! Com certeza são filmes de criança com um conteúdo enorme adulto ! É para a família, fiquei e estou encantada!

  13. Incrível a forma como você relatou tudo e ainda descreveu cada detalhe do filme, eu realmente fiquei surpreendido com essa explicação do começo ao final ! De fato um dos melhores filmes de animação japonês e um dos meus favoritos !!
    Meu parabéns pela matéria ótima !!

  14. Talvez eu não esteja tão evoluído a contemplar o filme assim como a maioria dos que aqui comentaram, quem sabe um dia eu chegue lá assistindo novamente e com a mente mais livre de julgamentos 😉
    No meu humilde entendimento, minha percepção é de um filme com uma história sem muitas conexões ou ainda com conexões desconexas( sim isso mesmo, confuso, distante e cinza), fico com a sensação que o filme começa muito bem mas vai diminuindo a intensidade no decorrer da história, o que ao meu ponto de vista deixa o filme abaixo do potencial criativo que eu esperava. Talvez eu tenha sido o culpado por ter adicionado muita expectativa antes de assisitir…
    Neste momento gostei muito mais do teu texto que do filme. A riqueza em detalhes apenas com tuas palavras me disseram muito mais que o filme com cenas, musicas, falas…
    Enfim, parabéns pelo teu texto, espero ter o prazer de novamente encontrar um texto tão agradável de ler como foi este seu.

  15. Assisti o filme pela primeira vez ontem, e esse texto clareou minhas ideias a respeito de vários detalhes que passaram em branco para mim. Parabéns pelo conteúdo! A Viagem de Chihiro se tornou aquela obra que pretendo revisitar de vez em quando.

  16. Isso foi magnífico, me ajudou ver o filme por outras perspectivas e ir num profundo sentimento e cuidado que o autor quer nos passar. Você foi totalmente feliz em cada palavra, gratidão por compartilhar essa bela análise e parabéns pelo lindo dom. ❤️

  17. É incrível o tamanho respeito com os personagens, e o cuidado com cada mínimo detalhe. É tão bem feito que não parece ter protagonista, todos são igualmente importantes e únicos.