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“Hush”: um episódio essencial de Buffy sobre lendas urbanas e romance

No decorrer das suas sete temporadas, que foram ao ar de 1997 até 2003, Buffy, A Caça Vampiros (ou The Vampire Slayer, no original) teve alguns dos melhores e mais bem escritos episódios de TV. Clássicos do gênero, esses capítulos redefiniram não só o que esperar de uma “série adolescente” (apesar dos protagonistas terem amadurecido com a sua audiência no decorrer do seriado), mas também de uma série exibida por uma emissora aberta, na época chamada de The WB, hoje The CW. De qualquer forma, no seu auge, Buffy revolucionou. Sempre de forma tímida, mas indo em frente sem vergonha de ficar esquisito demais, ou pesar nos sentimentos humanos quando era necessário. Esse é o principal motivo pelo qual a série conversou comigo quando eu tinha 16 anos e procurava meu lugar no mundo, e principalmente o que eu queria dizer, mas também fala agora, sete anos depois.

Quando se fala nos melhores episódios da série, é impossível não pensar imediatamente em “Hush”. Ou, pelo menos, colocá-lo na lista. Lançado em 14 de dezembro de 1999 e escrito e dirigido pelo próprio criador da série, Joss Whedon, a história pegou a clássica dinâmica de “um demônio por episódio” para os Scoobies (como o grupo de Buffy se auto intitulavam) e elevou isso a outro patamar. Focado nas figuras chamadas de The Gentleman, “Hush” começa com um sonho atípico de Buffy (Sarah Michelle Gellar). Dormindo durante uma das suas aulas na faculdade, sua professora (no sonho) pede para ela deitar na mesa, onde ela acaba tendo um momento super íntimo com seu futuro namorado, e atual quedinha, Riley (Marc Blucas). Em certo momento, ele diz para ela “se eu te beijar aqui, o sol vai se pôr”. Como se essa fala já não fosse bizarra o suficiente, a cena corta para ela andando sozinha por um corredor, com uma música tocando de fundo “can’t even shout, can’t even cry, the gentleman are coming by” [“não dá para gritar, nem para chorar, os cavaleiros estão vindo”].

Sempre que penso no começo dos episódios de Buffy, esse me vem na cabeça como um dos melhores, simplesmente porque é tão esquisito quanto enigmático. Ele só perde, talvez, para o começo de “The Body”, da quinta temporada. Afinal, o que quer dizer “se eu te beijar o sol vai se pôr?” A cena toda é absurda e dita um pouco sobre a montanha russa de sentimentos que o episódio seria e como ele iria afetar a forma como a série seria vista por, bem… praticamente todo mundo. Um exemplo bem evidente disso é que “Hush” foi o único episódio de Buffy indicado ao Emmy, por Melhor Roteiro. Considerando sua estrutura comum (45 minutos) e a existência de quase nenhum diálogo, já que todas as interações são ditadas por gestos simples e afetivos, isso é ainda mais impressionante.

As criaturas que são os principais antagonistas de “Hush”, e como já dito antes aqui, são chamadas de The Gentleman. Figuras que foram inspiradas em lendas urbanas (ou conto de fadas), eles chegaram em uma noite aleatória, e tiram a voz de todos os habitantes de Sunnydale, Califórnia (também conhecida como a Boca do Inferno, literalmente). Com isso, ninguém era capaz de gritar e eles podiam seguir com seu objetivo sem mais empecilhos: arrancar sete corações (um para cada um deles, sendo que existiam duas figuras que podiam ser consideradas os líderes, quatro que andavam mais atrás e dois que eram uma espécie de criaturas que faziam todo o trabalho sujo, e andavam com algo que lembrava uma camisa de força), e completar sua profecia.

Pode parecer um clichê, ou até mesmo uma metáfora simples demais, mas o jeito com que eles executam “Hush” é tão fantástico que tudo fica mais profundo. O fato de que os Gentleman estavam arrancando os corações dos moradores de Sunnydale não era uma mera coincidência, pelo contrário. A trama, que passa mais de 80% em completo silêncio, tem muito a dizer, principalmente sobre amor, sentimentos e o que a falta de comunicação entre alguns personagens, que não conseguem chegar no lugar que eles querem chegar no mundo convencional. Ou seja, conversando. No comentário do diretor, Joss Whedon diz que uma vez que as pessoas falam sobre o que elas querem, resta pouco espaço para comentar qualquer outra coisa, acrescentar sentimentos ou novas camadas. O que, se pensar bem, faz completo sentido.

Durante o episódio fica claro também que existiu muito mais esforço embutido ali do que no resto da temporada, e talvez até mesmo no resto da série. Isso é perceptível por meio de pequenos detalhes, como o próprio cenário em si, claramente mais bem feito e rico em detalhes que geralmente não estavam lá. Na época, Buffy tinha um orçamento mínimo e a maioria das ruas de Sunnydale eram inexistentes. Com isso, quero dizer que o seriado mostrava apenas uma ou outra viela, ou talvez o cemitério em que Buffy estava caçando naquela noite. “Hush”, no entanto, acrescenta espaços não vistos antes: a igreja, por exemplo, que contém um relógio na parte da sua frente e um sino gigante. Ou até mesmo cenários da cidade em si, quando eles mostram o caos que toma a população nos eventos seguidos ao desaparecimento de suas vozes.

Hush

O roteiro é o melhor aspecto do capítulo, mas a direção de Joss Whedon também é algo que vale a pena mencionar. Sem se apoiar no diálogo dos personagens, ele tinha que criar uma dinâmica que prendesse o público do começo ao fim, mesmo que “Hush” seja completamente silencioso. Ele se apoia na música, que dá o tom dramático ou romântico que ele precisa na hora, mas o jeito que ele transita entre momentos aterrorizantes e sensíveis na direção também é primoroso. Uma das sequências mais importantes do episódio, vemos os Gentleman passeando por Sunnydale, flutuando um pouco acima do chão. É mais ou menos nesse momento que Olivia (Phina Oruche), a companheira de Giles (Anthony Head) no episódio, sai da cama para tomar um ar quando percebe que alguma coisa está errada. Ela para na frente da janela e quando olha para o lado por um instante, percebe que tem um dos monstros andando do outro lado da rua. Um instante depois, eles aparecem bem na sua frente. O corte é muito bem feito e toda essa parte é realmente assustadora, e a forma como é mostrada ressalta o que poderia ter sido algo… besta, um jump scare nada memorável. Mas o efeito é justamente o oposto.

Nos momentos seguintes, os Scoobies se reúnem na casa de Giles para falar sobre o que está acontecendo e a cena completa é cheia de pequenos momentos entre eles, que são ótimas. Primeiro, Willow (Alyson Hannigan) tira um momento para escrever “Hi, Giles” na plaquinha que está usando para se comunicar. Parece algo bobo, ou até mesmo pequeno, mas representa exatamente o que lhes foi tirado: a habilidade simples de dar “oi” para uma pessoa que você ama. Depois, Giles coloca a mão no ombro da Buffy, e eles simplesmente se olham, com cumplicidade e ternura, algo que sempre foi um dos grandes pilares da relação entre eles. Esse também pode ser tirado como um momento bem trivial, mas naquela troca de afeto silencioso, eles falaram tudo sobre seus sentimentos. Ou sobre o que eles teriam que enfrentar no episódio.

Momentos engraçados também não faltam. A própria reação dos personagens ao descobrir que suas vozes não estavam “funcionando” é simplesmente hilária, e cheia de interpretações equivocadas, e a melhor cena do episódio inteiro é quando eles se reúnem para finalmente destrinchar o que são os Gentleman, o que eles querem e, claro, como eles podem pará-los. Uma obra-prima, do começo ao fim.

Mas “Hush” não é um mero episódio de terror sobre falta de comunicação, caos e contos de fada. Ele também é sobre romance, colocando os relacionamentos principais da série como foco: Riley e Buffy, Xander (Nicholas Brendon) e Anya (Emma Caulfield), Willow (Alyson Hannigan) e Tara (Amber Benson), Olivia e Giles e até mesmo Spike (James Marsters) e sua relação com o Sangue.

Riley x Buffy 

No centro da narrativa que mistura romance e terror, Buffy se encontra com dificuldade de expressar seus sentimentos para Riley: enquanto ela é A Escolhida, ele trabalha para uma organização que tem como principal objetivo caçar os monstros, demônios e vampiros que a protagonista também tem como missão parar. É claro que um não sabe da condição do outro, e isso cria um espaço gigante entre eles. Um espaço que não permite que eles concretizem e explorem a clara tensão sexual que existe ali. No começo do episódio, antes de subir a abertura maravilhosa da série (com a melhor sequência já criada, não adianta tentar me convencer ao contrário) eles quase se beijam duas vezes. Mas, assim como todas as outras narrativas presentes aqui, eles só conseguem se abrir quando suas vozes literalmente desaparecem.

Quando eles perdem a voz, os dois finalmente encontram um jeito de comunicar. Sem tempo para falar sobre o que estava parando os dois, eles se encontram no meio de caos de Sunnydale e tem seu primeiro beijo — momento que também toca o tema musical de ambos. Toda relação amorosa de Buffy (que importa) tem um. Mais tarde, no mesmo episódio, eles se encontram tentando parar os Gentleman. A surpresa que existe ao descobrirem que ambos lutam contra a Boca do Inferno mais uma vez impede que eles sigam se comunicando sobre seus sentimentos, como fica claro no final do episódio, quando suas vozes já estão de volta.

É interessante perceber que o casal nunca parece estar na mesma página, e o começo da narrativa presente em “Hush” se estende até a quinta temporada, quando eles finalmente terminam. Dos três relacionamentos que Buffy teve ao longo das sete temporadas, todos tiveram os seus problemas. Riley, no entanto, parece ser o pior.

Hush

A primeira vista ele é apenas um cara legal, mas na medida em que a relação vai se desenvolvendo, fica claro que ele tem sérios problemas com o fato de Buffy ser a parte mais “poderosa” no relacionamento, já que ela é a Slayer — A Escolhida. Eles nunca conseguem se acertar, sendo que Buffy nunca consegue realmente transmitir seus sentimentos e ele nunca deixa sua insegurança para trás. Fora a falta de química aparente entre os dois atores.

Quando ele fica sabendo do seu antigo relacionamento com Angel (David Boreanaz), por exemplo, começa a pagar vampiras para sugar o seu sangue. Essa narrativa inteira é vergonhosa e muito desnecessária, mas acaba levando a um desfecho satisfatório, onde é impossível não se pegar pensando: finalmente! Ele vai embora em um helicóptero e finalmente a dinâmica entre eles chega ao fim. Analisando “Hush” do começo, e tantos anos depois, seu início não é muito diferente do desfecho e era possível ver a tragédia e o relacionamento condenado desde o começo.

Willow x Tara 

Outra parte interessante de “Hush” é o começo entre uma das melhores relações da série: Willow e Tara.

Essa é a primeira vez que a personagem de Amber Benson, Tara, aparece na série. Uma peça fundamental em todos os momentos futuros de Willow (com seu auge triste e apático na sexta temporada), o episódio e Joss Whedon estudam com calma qual vai ser natureza desse relacionamento, mas uma coisa fica clara desde o início: elas têm uma conexão, e ela é forte. Durante algumas entrevistas que deu ao longo da sua carreira sobre o assunto, Whedon disse que Tara surgiu na série, originalmente, para preencher o lugar da antiga Willow — que era mais frágil, insegura e agora tinha evoluído e se tornado alguém mais confiante, uma bruxa que viria a ser muito poderosa (algo no qual Tara também tem influência).

Neste episódio, no entanto, elas estão apenas se conhecendo durante uma sessão esquisita do grupo Wicca que Willow começa a frequentar. Segundo ela, seu desejo é que um dia ela consiga flutuar algo mais que um lápis. As meninas presentes ali, no entanto, não podiam ter menos ideia do que ela estava falando. Um aviso: elas não eram nem de perto bruxas. E ainda por cima, eram condescendentes e péssimas colegas com Tara.

Tara é também protagonista de um dos momentos mais aterrorizantes do episódio em si, junto com aquele de Olivia, citado anteriormente. Durante os minutos finais, ela é completamente perseguida pelos Gentleman, e sem capacidade para gritar ou pedir ajuda, ela fica à deriva na faculdade, batendo nas portas sem resposta alguma. É assim que ela e Willow acabam se trombando e acabam trancadas em uma sala. Com medo de serem atacadas, elas juntam seus poderes, dão as mãos e conseguem criar um reforço na porta com uma máquina de doces que estava parada ali perto.

Na década de 1990, existiam poucos relacionamentos homoafetivos sendo representados na TV. Quando “Hush” foi ao ar, Will and Grace já estava sendo transmitida e tinha causado uma pequena revolução nas obras da época, mas mesmo assim o número era insignificante — principalmente em séries adolescentes. O único personagem em que consigo pensar de cabeça é Jack (Kerr Smith), de Dawson’s Creek. Apesar do desfecho trágico do casal Willow e Tara, elas tiveram um bom desenvolvimento: calmo, gradual e cheio de cumplicidade e afeto. Fora que elas tinham algo que Buffy e Riley não conseguiam manter: química. Ver que essa relação começou a ser construída em um episódio tão icônico é muito satisfatório, sendo desde o primeiro momento um conexão que é literalmente mágica (e um pouco explosiva).

Xander x Anya 

Para começar falando sobre os problemas deste relacionamento em “Hush”, é preciso entender que Anya era, até pouco tempo atrás na série, um demônio com mais mil anos de idade. Antes presa em uma maldição, ela finalmente consegue se livrar do seu problema e acaba virando uma garota comum. Ou quase comum. De certa forma, ela representa exatamente o poder de um seriado bem feito: pegar uma personagem que era para fazer apenas uma aparição, mas transformar em algo mais, alguém com quem o público realmente consegue se importar e até mesmo se identificar. Afinal, quem nunca se sentiu completamente descolado ou como se não pertencesse ao mundo em que está inserido?

Justamente porque passou séculos alheia às etiquetas da sociedade, Anya tem a capacidade de ser tão honesta quanto consegue. Na trama, isso é usado para causar desconforto ou simplesmente usado como alívio cômico, mas é algo impressionante na personagem e que uma vez ou outra ganha momentos incríveis. Aqui, por exemplo, seu maior dilema é que ela quer discutir para onde seu romance com Xander está se encaminhando, querendo saber como ele se sente. A resposta do seu companheiro não poderia ter sido mais escrota: “você realmente é uma garota agora”. O comentário leva os dois a uma briga gigante onde Anya sugere que ele só importa com os orgasmos que ela dá para ele.

O drama se estende até o finalzinho do episódio, quando ele acha que Spike está se alimentando da sua amada, e dá um soco no vampiro. Logo ele percebe que não é nada disso, mas sua resposta ao que ele achou que estava acontecendo foi o suficiente: Anya e Xander fazem as pazes, porque o que ele não estava conseguindo falar para ela usando palavras, conseguiu apenas com um gesto. Afinal, ele a amava. Essa trama secundária acaba com um gesto obsceno de Anya, que sugere sexo.

Hush

Aliás, isso é algo que acontece muito durante o episódio. Vários gestos silenciosos dos personagens indicam algo obsceno, que tem a ver com sexo. Whedon contou que às vezes isso era proposital, às vezes improvisado. O que ele afirma é que em todos os casos a emissora não ficou tão feliz assim, mas acabou deixando passar.

De qualquer forma, eles finalmente conseguem se entender. Eles se amam. Mas muito como Buffy e Riley, o casal sempre teve uma grande dificuldade em se entender. Não por causa de Anya, que sempre foi muito segura nos sentimentos, apesar de ser uma pessoa alheia aos padrões monogâmicos da sociedade, mas por causa de Xander, que, por sua vez, se tornou praticamente inútil na série em si, com um péssimo desenvolvimento, egoísta e completamente inferior as outras personagens. Se em Angel, spin-off da série, os personagens masculinos eram feitos e inspiradores, Buffy era o oposto completo. Uma pena, porque de vez em quando Xander realmente acertava em seus discursos. Mas no geral, Anya sempre mereceu algo melhor. Alguém que não tivesse medo de falar sobre o amor que sentia por ela, alguém que não se expressasse apenas quando ela estivesse em perigo iminente.

Oliva x Giles 

Olivia, que está visitando a cidade, é uma espécie de amizade colorida para Giles. Os dois se encontram eventualmente, mas têm um relacionamento maduro que claramente é baseado em tesão e muito respeito mútuo. É bem verdade que eu adoraria ter visto mais de Olivia, simplesmente porque ela parecia ser incrível demais, mas uma coisa chamou minha atenção quando revendo o episódio alguns dias atrás: a solidão de Giles.

Quando eles recuperam sua voz, os dois estão conversando deitados no sofá sobre o trabalho de Giles em Sunnydale. Durante esse bate-papo nada animador, Olivia conta que sempre achou que quando ele falava que ele “caçava monstros” era uma espécie de metáfora, e não algo que era literal. Em seguida, Giles pergunta se isso importa para ela, se isso atrapalha o relacionamento dos dois. E ela simplesmente responde que não sabe. Assim como todo o resto dos momentos desse episódio, isso parece tão trivial, mas acaba mostrando que a vida que Giles leva, de certa forma ajudando Buffy, é tão solitária quanto a da própria protagonista, que tem uma trajetória onde ela comenta várias vezes exatamente sobre esse aspecto. Só que, até essa pequena cena, eu não tinha percebido o quanto isso afetava as pessoas ao seu redor, aquelas que a ajudam e estão sempre dispostas a lutar com ela. É comovente, mas ao mesmo tempo triste. Giles sempre foi um ótimo personagem.

“Hush” é um dos melhores episódios de Buffy justamente porque mistura tudo o que a série faz de melhor. É uma história de monstros e demônios, com uma mitologia incrível e interessante, mas ao mesmo tempo o que a move é sempre a relação e a dinâmica entre os personagens. Ou seja, no final do capítulo, todos eles foram para algum lugar diferente, cresceram como pessoas e aprenderam um pouco sobre seus sentimentos. É evidente que toda obra de terror bem feita é um estudo profundo sobre a condição humana, com pitadas divertidas que só algo de gênero pode acrescentar na mistura. E se for assim, Buffy foi uma das melhores do gênero, com certeza.

Para escrever este texto, voltei à minha adolescência, resgatei meus sentimentos daquela época e comparei com os de agora após rever o episódio. Passei muito tempo pensamento nisso e fazendo anotações. Além disso, eu também li e reli vários artigos, vi os comentários de Joss Whedon e os realizadores sobre “Hush” e, principalmente, ouvi o podcast Buffering The Vampire Slayer, onde as apresentadoras estão revendo todos os episódios de Buffy e vão comentando sobre eles (e o melhor, fazendo música sobre o que elas viram naquela semana). A conversa que é dedicada a “Hush” é longa, divida em duas partes. Os comentários que elas oferecem são muito pessoais, mas também divertidos e pertinentes, uma visão de quem realmente ama Buffy, apesar das suas falhas e problemas. Mas o que existe no podcast que realmente chamou minha atenção são as entrevistas com os dois Gentleman principais, Camden Toy e ninguém menos do que Doug Jones — conhecido eternamente como o monstro dos cinemas, fazendo papéis em longas como Hellboy, A Forma da Água, O Labirinto do Fauno, Abracadabra, e recentemente na série Star Trek Discovery como Saru, entre muitos (muitos) outros. Se você ama Buffy tanto quanto eu, ou vai ver a série pela primeira vez, fica a indicação para ouvir esse podcast e explorar ainda mais o Buffyverse — que tem quadrinhos, spin-offs e muitos outros produtos que vão fundo na série — e relembrar episódios que, como “Hush”, fizeram história na TV norte-americana.

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