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The Lizzie Bennet Diaries: Orgulho e Preconceito para millennials

É uma verdade universalmente conhecida que um livro clássico, possuidor das qualidades certas, é sempre atual. Atualidade essa que desperta sentimentos de identificação em pleno século XXI, mesmo que a história seja contada com linguagem rebuscada, cheia de floreios e pontuada pela rigidez característica das regras sociais de outrora, que nos parecem tão estranhas atualmente. Clássicos são, sobretudo, sobre sentir profunda e desesperadamente (ou sobre reprimir esse turbilhão de emoções). E sentir é algo universal e atemporal, não fazendo diferença a época em que se vive. Continue Lendo

LITERATURA

Cinco filhas solteiras sem grandes fortunas: entendendo a Sra. Bennet

É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro em posse de uma grande fortuna deve estar à procura de uma esposa – ou ao menos é isso que a Sra. Bennet quer nos fazer acreditar do começo ao fim de Orgulho e Preconceito. Ironicamente, são as moças solteiras, especialmente aquelas sem posse de grandes fortunas, que estão à procura de um marido. Algumas o fazem de maneira mais espalhafatosa, como Lydia e Kitty Bennet, outras com aspirações românticas, como Elizabeth e Jane Bennet, outras ainda de maneira quieta e contida, como Charlotte Lucas. Nenhuma dessas jovens moças solteiras, no entanto, é mais dedicada à saga matrimonial do que a matriarca Bennet, cujo primeiro diálogo no romance é justamente sobre a chegada de Bingley a Netherfield – “um homem solteiro com grande fortuna; quatro ou cinco mil por ano. Que coisa boa para nossas meninas!

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LITERATURA

Por que Orgulho e Preconceito é a melhor história de amor de todos os tempos e a desconstrução do amor à primeira vista

Todo mundo já ouviu falar, já leu, já assistiu a uma história de amor à primeira vista. É um clichê que sempre dá certo nos filmes. A moça meio desajeitada, apressada para algum compromisso esbarra num moço meio mal-humorado no meio da rua e derruba todas as suas coisas. Os dois se abaixam para recolher o que caiu no chão e seus olhares se encontram e, por um instante, apenas por um instante, a moça não tem mais pressa e o humor do moço é o melhor do mundo. Pronto, a paixão nasceu. É simples, fácil e quase sempre dá certo.

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LITERATURA

Jane Austen: muito além do romance

Quando menciono algum livro de Jane Austen para uma pessoa que não está muito por dentro do assunto, geralmente a primeira reação dela é pensar que estou falando a respeito de romances açucarados, ou, como adoram frisar, de livros que deram origem a “filmes de mulherzinha” (nota: detesto esse tom pejorativo a respeito dos “filmes de mulherzinha”, mas isso é assunto para outro post). O que eles não sabem, bobinhos, é que os livros de Miss Austen vão muito além do simples romance.

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