MÚSICA

Pitty – not a delicate flower

Em um mundo masculino, repleto de músicas com letras machistas e, em grande parcela, internacional, Pitty se destaca fazendo o diferente: sendo uma mulher brasileira que canta rock e fala de feminismo. “Tá, mas e daí?”, você pode se perguntar visto que tantas artistas já são a maioria feminina, e feminista, em gêneros musicais como o pop e o axé. E aí que o rock sempre foi masculino. Fechado. Clube do Bolinha. Para que uma mulher fizesse sucesso no mundo do rock’n’roll, ela teria de se esforçar o dobro, aceitar a hiperssexualização de seu corpo e ficar bem caladinha a respeito de questões de gênero.

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LITERATURA

8 livros para ler mulheres brasileiras

No último dia 18 de julho comemorou-se o bicentenário da morte da escritora inglesa Jane Austen. Difícil pensar que alguém possa não conhecer seu nome, já que ela é uma mulher extremamente importante para a literatura e criou seu legado em uma época onde as mulheres não eram muito bem vindas por ali. Achamos que ela se remexeria no túmulo se soubesse como ainda é difícil, mesmo que de forma não tão explícita. Também por esses tempos, uma livraria norte-americana se propôs o desafio de virar ao contrário nas prateleiras os livros escritos por autores homens. Resultado? Ficou quase tudo branco.

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MÚSICA

Rita Lee: são coisas da vida

Rita Lee é o tipo de pessoa que não veio à Terra a passeio. Desde criança já era algo como a ovelha negra da família, que aprontava sem parar todo tipo de peripécia infantil enquanto crescia em um casarão na Vila Mariana, na São Paulo de 1940 e poucos. Filha de uma descendente de italianos com um imigrante norte-americano, Rita era a caçula de duas irmãs, a pequena transgressora de limites desde que se lembra. Com o título de rainha do rock brasileiro, a carreira de Rita começou quase por acaso visto que, em sua família, música era apenas uma distração e seu pai sempre dizia que um diploma de ensino superior era essencial para crescer na vida.

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TV

Younger, os millenials e o humor como ferramenta de crítica

Preciso confessar que recentemente entrei em abstinência de coisas relacionadas a Gilmore Girls. Depois de rever pela trigésima vez as sete temporadas e chorar até ficar desidratada vendo o revival, eu fui atrás de algo que pudesse satisfazer meu apetite por programas relacionados. Como eu já tinha visto Bunheads, e a nova série da Amy Sherman-Palladino ainda não terminou de ser produzida, fui atrás de algo que pudesse satisfazer minha vontade de coisas relacionadas a Gilmore Girls.

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CINEMA

Por que a decisão de Nicole Kidman importa (mas é só o começo)

(Ou Cannes, representatividade, indústria cinematográfica e micropolítica)

“Eu faço [um esforço consciente de trabalhar com mulheres]. Eu acho que é necessário e vou continuar fazendo. Parte da minha contribuição é poder dizer: a cada 18 meses farei um filme com uma diretora, porque esse é o único jeito de as estatísticas mudarem. Quando outras mulheres começarem a dizer: ‘Não, eu vou ESCOLHER uma mulher agora’.”

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