LITERATURA

O Livro do Juízo Final: ficção científica e viagem no tempo

O Livro do Juízo Final, primeiro da série Oxford Time Travel, escrito por Connie Willis e publicado no Brasil pela Suma de Letras, é um livro que mistura ficção científica, viagens no tempo e um relato cru e sem fantasias da Idade Média. No imaginário popular, a Idade Média normalmente aparece como um universo à parte, repleto de príncipes galantes e princesas à espera, mas a realidade era outra – e bem diferente. O livro de Connie, que mescla passagens do ano de 2054 e 1320, na Inglaterra, retrata com maestria como o século XIV foi perigoso, principalmente para moças viajando desacompanhadas – o que, se pararmos pra pensar, não mudou tanto assim no século XXI.

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COLABORAÇÃO TV

Queen Sugar: desconstruindo estereótipos

É notório que a representação de pessoas negras no cinema e na TV norte-americana vem passando por mudanças gradativas. Se aos personagens negros homens se reservava a representação de forma marginalizada, imersos em ambientes de violência e vícios, como o alívio cômico contrastando com a imagem badass do protagonista, o homem sexualizado ou, ainda, aqueles que serviam como trampolim para o desenvolvimento e sucesso do mocinho branco; a poucos e lentos passos, a realidade tem mudado. Quando falamos sobre mulheres negras, no entanto, essa representação soa ainda mais injusta: muitas delas são as “mães guerreiras” que têm seus filhos envolvidos em crimes; mães negligentes – drogadas, em sua maioria; mulheres extremamente sexys que acabam, mais hora, menos hora, sendo abusadas.  Continue Lendo

LITERATURA

Quantas obras escritas por mulheres negras você já leu?

A pergunta lançada no título parece simples, mas torna-se preocupante quando percorremos os olhos pelas nossas prateleiras de livros lidos. Indo além: denuncia a extensão da problemática que, infelizmente, transita pelas nossas estantes. A visibilidade da produção literária de mulheres negras é ainda baixa, mesmo hoje, com uma recente mudança de perspectiva do mercado editorial quanto à publicação dessas autoras e também do público leitor quanto a sua recepção. Contudo, muito antes deste movimento de reconhecimento, escritoras negras já faziam história sendo precursoras em seus caminhos pela literatura; elas enfrentaram a opressão da sociedade, foram contra o discurso vigente e, no processo, ganharam prêmios nunca antes dados a elas. Historicamente, as mulheres negras vêm produzindo literatura, apesar das barreiras estruturais. Pensando nisso, preparamos uma lista com exemplos de livros de escritoras negras que, de algum modo, foram pioneiras em suas trajetórias.

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COLABORAÇÃO TV

Stranger Things: desconstruindo estereótipos desconstruídos de gênero

Stranger Things 2 nos entregou o mesmo tipo de entretenimento aquece-coração que a primeira temporada, tendo como um de seus maiores méritos o louvável desenvolvimento de personagens ao longo dos novos nove capítulos lançados no fim de outubro pela Netflix. Além da idade do elenco principal, que agora adentra a pré-adolescência, outra coisa foi diferente nesta segunda rodada: a recepção veio acompanhada por uma certa polêmica.
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CINEMA

Crítica: Liga da Justiça

Um filme em live-action de A Liga da Justiça tem vivido no imaginário dos fãs de animações e quadrinhos há muitos anos. Desde que os primeiros seriados de Batman e Mulher-Maravilha fizeram suas estreias na televisão, desde que o Superman voou pela primeira vez na tela grande do cinema, os fãs esperam por um momento em que todos os seus super-heróis favoritos se reunissem e fossem interpretados por pessoas de carne e osso. Se Liga da Justiça, o filme que estreou no Brasil dia 15 de novembro, se sai tão bem nessa missão de reunir alguns dos heróis mais queridos dos fãs, muito é por conta da nostalgia e sentimentalismo de quem assiste à produção.

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LITERATURA

A Corrida de Escorpião: Puck Conolly e o protagonismo feminino

“Hoje é o primeiro dia de novembro, portanto alguém vai morrer”. São essas palavras que recebem o leitor que decide abrir as primeiras páginas do livro A Corrida de Escorpião, da escritora norte-americana Maggie Stiefvater. Lançado em 2011 e traduzido para o Brasil no ano seguinte, com casa na Verus Editora, o livro é o primeiro trabalho standalone (livro único) da autora, que assina as séries Os Lobos de Mercy Falls e A Saga dos Corvos.

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