Categorias: TV

Uma lição de girl power com as mulheres de Suits

Nadando contra a corrente, eu nunca fui muito de séries ambientadas em mundos advocatícios. É irônico não só porque hoje em dia duas das minhas séries favoritas são ambientadas nesses mundos, mas também porque eu estou a alguns passos de me formar e, quem sabe, me tornar uma advogada do mundo real. Compreendo todo o apelo por trás de séries como CSI e seus derivados, até já assisti alguns episódios esporádicos, afinal, como pessoa privilegiada com acesso à TV por assinatura, CSI e (de novo) seus derivados são uma constante nas telinhas. Porém, apesar de entender o apelo, o coração nunca aqueceu diante delas.

Não sei como, então, em 2011 eu cruzei caminho com o piloto de Suits e me propus a assistir a mais uma série ambientada em mundos advocatícios. E das não muito decisões certeiras que já fiz na vida, começar a assistir Suits foi definitivamente uma delas. Com tiradas inteligentes e um generoso punhado de referências pop, em Suits somos apresentados a Mike Ross (Patrick J. Adams), um ex-estudante de Harvard que tem memória fotográfica e um talento natural pro mundo da lei. Exceto que Mike é meio fora da lei, uma vez que faz testes do LSAT (um tipo de vestibular dos Estados Unidos) em troco de dinheiro para manter sua avó em uma clínica de cuidados médicos. Os trocados que conseguia com o LSAT deixam de ser suficientes, fazendo com que Mike aceite a proposta de um amigo para fazer a entrega de muita maconha. A coisa, é claro, dá errado. Enquanto tenta, em um hotel, escapar da polícia, Mike acaba entrando no quarto onde ocorrem entrevistas para Pearson Hardman, um grande escritório de advocacia de Manhattan.

Mike, pra tentar livrar sua pele, age na entrevista como se estivesse ali para isso, e impressiona Harvey Specter (Gabriel Macht) (que rostinho lindo viu?), que o acaba contratando mesmo sabendo que Mike nunca se formou em Harvard (requisito essencial para ser contratado na Pearson Hardman). A partir daí, a trama gira em torno dos casos que a empresa lida, as puxadas de tapetes e lutas de ego dentro da Pearson Hardman, e, é claro, Mike Ross e Harvey Specter – um dos melhores bromance da TV atual – se esgueirando pra não deixar a verdade vir à tona. O que não sabemos de início é que apesar dos rostinhos que estampam a intro e a maioria das promos da série serem dos dois protagonistas, existem mulheres complexas e maravilhosas não atrás, mas ao lado e acima deles em Suits. E é delas que eu quero falar.

Comandando a coisa toda

Jessica Pearson é talvez a principal razão do porquê você deveria assistir Suits. Interpretada por Gina Torres, Jessica vai além do marcador de “strong black woman” (mulher negra forte), apesar de ser, de fato, uma mulher negra e forte. Jessica é uma das chefes da Pearson Hardman, dando seu nome ao escritório, e subverte os papéis comumente reservados a ambos gênero e raça: ela é a personagem mais poderosa de toda a série, e é negra.

Jessica é inteligente – é claro –, e coloca quem quer que seja no seu devido lugar. É também multifacetada e bem escrita, dois atributos dificilmente vistos em personagens mulheres na TV. Sagaz e cheia de classe (vocês não tem noção do desfile que é ver essa mulher andando) Jessica pisa em seus oponentes e não baixa a cabeça para homem algum, muito pelo contrário, ela os enfrenta de igual para igual, exceto que ela sabe que é melhor. Jéssica é basicamente a rainha de tudoGina, quando indagada sobre sua personagem, inclusive, rebate: “Jessica Person não é um unicórnio. Ela não é uma criatura mitológica. Ela é um exemplo de muitas mulheres por aí a fora que estão comandando sua parte no mundo e fazendo um trabalho incrível enquanto o fazem”. Ou seja, não acho que exista uma atriz melhor pra dar vida a Jessica Pearson.

Infelizmente, para a tristeza da nação, no último episódio de Suits que foi ao ar, a mid-season finale, a personagem teve o fechamento de sua trama. Seus colegas de elenco não perderam tempo em ir às redes para agradecer e lamentar a grande perda que é ambas personagens e atriz. Do lado de cá, ficamos triste com a saída da personagem, mas felizes por termos acompanhado sua jornada grandiosa.

Ela sabe de tudo

Sarah Rafferty é a face de Donna Paulsen, a assistente executiva/secretária mais cobiçada do mercado da lei. Para além do cabelo mais belo da série, Donna sabe de tudo, e não porque ela tem um ego enorme, mas porque ela realmente sabe de tudo. Não há pepino que Donna não descasque e não há alguém que não simpatize com ela. Acredite quando digo, todo mundo ama a Donna. 

Adorável e temida, é muitas vezes a responsável por manter a ordem na Pearson Hardman (e suas sucessoras), sendo a sua presença mandatória. É uma das únicas mulheres que consegue uma aproximação maior com o muito fechado Harvey, contudo ela não faz muito caso disso. Donna está longe de estar na trama para servir de muleta pro desenvolvimento de um personagem homem: os dois (ela e Harvey) formam juntos um time muito ganhador, e assim o é há anos. 

Não fosse isso o bastante, ainda é ela uma ótima amiga, uma profissional dedicada que não titubeia em dizer o que tem que ser dito, mesmo que isso envolva colocar sua posição em risco. Suas tiradas sarcásticas ou a forma como escolhe dizer algumas verdades adiciona uma pitada de comicidade em Suits, sendo esta muito bem-vinda em um mundo que poderia ser muito mais quadrado do que é.

Controvérsia e necessária

Rachel Zane (Meghan Markle) é o terceiro rosto da nossa trindade profana. Filha de um dos maiores advogados da cidade, Rachel Zane não aceita a sombra do pai: quis trilhar seu próprio caminho e encontrou na Pearson Hardman uma casa para fazer carreira. É a assistente jurídica mais requisitada e necessária dentro da empresa, sendo um exemplo aos associados e a peça chave dos advogados do escritório.

Zane é, das três mulheres, a que recebe mais ódio não requisitado dos telespectadores da série. Sua assertividade incomoda, não apenas quando ela não aceita não como resposta, mas também por se envolver com o fora da lei do Mike Ross. Dos erros de Rachel, o mais gritante é ser uma mulher apaixonada: que a deusa perdoe as mulheres apaixonadas, há um batalhão de gente aí fora as condenando por isso.

Rachel sofre pitadas de insegurança, mas aprende, aos poucos, a lidar com elas. O fato de não ter, no início da série, um diploma acadêmico ou a perspectiva de um – o nervosismo sempre levou a melhor nos exames de admissão – poderia atrapalhar, não fosse sua confiança em relação ao seu trabalho impecável. Rachel é estimulada e provocada pela chefe da empresa, Jessica Pearson, o que faz com que ela cresça tanto ao lado e sob os olhos da mentora.

Menção honrosa

mulheres-de-suits

Além das três gigantes personagens de Suits, uma outra lista de personagens mulheres consegue se destacar, mesmo não sendo recorrentes do elenco. Dentre elas podemos citar Sheila Sazs (Rachael Harris), responsável pela admissão dos alunos em Harvard, uma personagem que também renega a ideia de maternidade compulsória, custando dela um relacionamento. Ou Dana Scott (Abigail Spencer), uma amiga de longa data e ex-namorada de Harvey Specter, que graduou em Harvard como melhor da turma, e, apesar da relação com o advogado, mais de uma vez já esteve como sua oponente na corte.

Katrina Bennett (Amanda Schull) adiciona mais um nome ao de grandes mulheres em Suits, fazendo ela o papel de associada voraz, sendo para Louis Litt (Rick Hoffman) o que Mike Ross é para Harvey Specter, possuindo uma dedicação quase cruel, e capaz de quase tudo para ganhar. E também Anita Gibbs (Leslie Hope), a procuradora federal responsável pela investigação que mais incomodou os protagonistas, e fez isso com unhas e dentes, porque, afinal, alguém tinha de o fazer.

Separadas e apensadas

Mesmo com a diferença de personalidade das mulheres de Suits, em especial as três principais, algumas semelhanças as unem e as enaltecem, seja avaliando-as de forma particular ou em conjunto. Jessica, Donna e Rachel levam seu trabalho muito a sério, sendo necessárias naquele meio específico. Não baixam a voz, não se calam. Sabem muito bem o que querem e ao que vieram. As três quebram paradigmas pois em momento algum são apenas acessórios em uma trama protagonizadas por homens brancos.

Seus relacionamentos também divergem do comum. Rachel é condenada por ser apaixonada, mesmo que o mundo inteiro espere isso de nós. Donna e Jessica não possuem relacionamentos fixos (bem, mais ou menos), nem têm filhos, e ao menos no caso de Jessica, maternidade não parece ser uma opção. E que monstra somos nós que não queremos filhos.

Elas ocupam lugares e posições em que o machismo e patriarcado geralmente leva a melhor – e isso é retratado na série -, mas com pulso bem firme elas não permitem que isso aconteça. Em um mar de personagens mal escritas e mal representadas, Suits mostra que há muito espaço para personagens mulheres serem nada menos do que deveriam. E nesse caso em questão, serem maravilhosas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

16 comentários

  1. Talvez eu não tenha compreendido o teste Bechdel, mas tenho quase certeza de que este não é um seriado que passaria na avaliação. Se for pra salvar uma personagem, esta seria Jessica Pearson, mas Donna Paulsen e Rachel Zane passam todas as temporadas falando sobre… homens! Elas supostamente são “pau pra toda obra”, trabalham em escritório de advocacia relevante e que tá sempre envolvido em polêmicas, era de se esperar que as conversas fossem mais profissionais, independente da amizade, mas aparentemente nada é mais importante que os dramas do imbecil Mike Ross (Ross Geller foi destronado do posto de pior personagem de todos os tempos) e Rachel Zane. Não estou questionando o romance, mas a Rachel faz exatamente o papel que o mundo masculino da televisão (e do cinema, e da literatura, e da VIDA REAL) esperam de uma mulher: não faça mais sucesso que seu companheiro, faça jornada dupla como a esposinha perfeita, e SEMPRE aceite os conselho do hubby, afinal ele sabe o que é melhor pra você. Não importa quão foda seja Donna Paulsen, ela vive em função do Harvey Spector, e isto não tem nada a ver com ser profissional, é só mais uma artimanha masculina de por a mulher “no lugar que ela pertence”. Gosto muito de seriados sobre drama legal, mas este foi um dos que me sentir mais raiva do que prazer.

    1. Nossa, Luciana, palmas!! Concordo com você. Até deixei de ver Suits porque não aguentava mais ver os dramas bobos do romance entre Rachel e Mike, e a Donna, tão maravilhosa, resumida a ser a fiel escudeira do Harvey.

      Não sabia que os telespectadores odeiam a Rachel. Eu nunca gostei da personagem, sempre me pareceu sonsa demais. Ficava naquele flerte patético com o Mike, um ciúmes quando eles nem estavam juntos e… tanta coisa que tenho preguiça de falar.

    2. Ah, um adendo. E a Dana Scott? Eu adorava a personagem, até que ela largou seu emprego na Inglaterra para ficar com o Harvey e a relação não durou nem meio mês. Mais uma trouxa que coloca o namorado na frente da carreira e quebra a cara. Fiquei muito triste por ela. E ela sim ganhou ódio gratuito dos fãs da série porque atrapalhou o “casal” Harvey e Donna. As duas merecem mais do que isso

  2. Eu não sou mulher, mas sério que a Rachel representa o poder feminino?
    Não é questão de ser uma pessoa apaixonada, mas “sem temperos”.

  3. Luciana não consigo entender essa raiva da Rachel (ou se vc tem tanta raiva de homem que acha que o amor enfraquece) a Rachel só tomou a decisão de tentar ir p Harvard pq Mike a incentivou mto, não consigo ter essa visão dela e da Donna, ela é apaixonada pelo que faz e o Harvey a trata como insubstituível 🙂 é reconhecida! Essa raiva q vc sentiu ao assistir deve ser pq vc tem traumas, deve ter passado por alguma situação, que se lembra ou n (já q nosso subconsciente é um porão e MTA coisa nem lembramos)

  4. A não ser pela raiva, eu concordo com a Luciana, das 3 principais só a Jessica é realmente valorizada, pelo menos no decorrer da série. Nas primeiras temporadas a Donna e a Rachel pareciam bem mais bem sucedidas e independentes. Depois chega o Mike e a vida da Rachel é em função dele, e sim, eles retratam a imagem de que a mulher deve estar abaixo do homem na relação. Tudo bem que o Mike é bem foda, mas eles fazem com que a Rachel não chegue nem perto da habilidade dele – retratam bem isso quando o Mike é preso e a Rachel substitui ele -. Eles não investem muito no romance da Donna e do Harvey, mas pelo amor galera, se vcs assistiram todas as temporadas perceberam que em varios momentos a Donna se mete em encrenca e quem salva ela é o Harvey, se vcs não conseguem enxergar a relação Herói-Princesa indefesa eu não sei mais o que dizer. E até a Jessica eles conseguiram cagar, ela arrumou um namorado e abriu mão da empresa que ela tanto amava pra ficar com ele, condeno ela por isso? Não, condeno os produtores da série, pq vc não vê homem nenhum abandonando sua carreira para ficar com a mulher.

    1. Até onde assisti a série, a Jessica saiu pra trabalhar com algo que ela realmente queria, que ela percebeu depois de trabalhar no caso com a Rachel.
      A Donna bate de frente com todos os personagens masculinos da série e ela, inclusive, foi a responsável por ajudar e “salvar” a pele deles. Não muito princesa da parte dela.
      E no mais, o papel da Rachel e do Mike dentro da empresa nunca nem foi o mesmo, a série gira em torno do Mike ter uma memória além da conta, é ingênuo achar que a Rachel se igualaria a ele nesse viés. Nem o Harvey consegue, sejamos sinceros.

  5. Suits para mim não é um exemplo de boa representação feminina. Me incomoda que Donna e Rachel sempre conversam sobre o relacionamento de Rachel e Mike, só me lembro de uma vez que Donna tentou consolar Rachel por não conseguir entrar m Harvard. Claro, ainda estou indo para a sexta temporada, mas aí já é mais da metade da série desse jeito, e não sei se mudou isso depois. Não sei exatamente como está hoje, mas eu sempre espero mais de Donna. Assim como a maioria eu amo ela, mas sempre que alguma coisa dá errado para cima dela, ela fica vulnerável e Harvey está lá para salva-la. E apesar de não ser sempre assim, lembro de um episódio que ela claramente disse a Rachel que Harvey era aos importante para ela. Eu amo Jéssica, não tenho muito o que críticar nela, não cheguei na parte que ela sai da série.

  6. Suits tlvz seja uma das séries que melhor exemplifica o machismo sutil.
    O bizarro é que o roteiro coloca as mulheres com toda a potência que mulheres têm. Palmas pra isso. Mas contanto que elas continuem vivendo em função dos homens que no fim do episódio são sempre os mais espertos, ou salvadores.
    http://nodeoito.com/representacao-feminina-suits/
    Vou copiar os comentários de outra blogueira aqui, pq concordei em TUDO com ela:
    Sobre a Jessica: ” (…) Harvey ainda passa constantemente por cima de sua autoridade, desobedecendo a ordens diretas. O pior é que as ideias geniais de Harvey sempre funcionam no final e terminamos o episódio com a sensação de que ele estava certo em desconsiderar sua autoridade. A inteligência dele e sua eficácia ao lidar com os casos difíceis o coloca em um pedestal ao mesmo tempo em que a figura de líder da Jessica é invalidada.”
    (Eu diria “diminuída”, em relação a ele)

    Sobre Rachel: “(…)Rachel também assume o papel de mocinha a ser salva. Precisa constantemente da ajuda de Mike: que ele prove sua inocência quando é acusada injustamente, recupere seu emprego, a incentive a voltar a estudar e a se inscrever no SAT e ainda precisa de um sermão do lindo para entender que seria errado colar na prova – coisa que ele vem fazendo a vida inteira, mas agora quer ser o exemplo da moral.
    Rachel ajuda Mike também, mas na maioria das vezes em coisas que não exigem tanto da sua inteligência ou de suas habilidades. Ela o auxilia fingindo ser sua esposa para visitar apartamentos, ajuda a escolher o melhor restaurante para sua festa, se oferece para digitar por ele para que não precise diminuir o ritmo de seus pensamentos.”

    (Essa que ela foi DIGITAR pra ele, me deixou com queixo caído)

    Sobre Donna: “Mas mesmo sendo a versão mulher do personagem principal, aparentemente com habilidades e capacidades semelhantes, escolhe ficar à sombra dele, nunca desvinculada da sua imagem, e sempre disposta a satisfazê-lo.”

    Fora a Dana Scott que é brilhante e tá sempre disposta a se anular profissionalmente pra ficar com o Harvey e ele não demonstra nenhuma intenção de sacrificar nada dele.

    Enfim, não dava pra esperar grandes coisa com dois personagens principais homens, brancos, héteros, loiros e um deles com habilidades paranormais de inteligência, em uma série que começa em 2011. Mas o que me assusta é isso não ter melhorado ainda. Enfim… Fica aí a reflexão do machismo sutil, mais difícil de identificar.

  7. Amei! bom, claro que faltou a Samantha Wheeler, mas pela data, a personagem ainda não havia entrado na série. Eu terminei Suits mês passado, é minha série favorita, chorei horrores no fim. Samantha é a personagem que mais me identifico, forte como todas elas, mas com um “que”, de lutar literalmente, eu também faço uma luta, então, super compreendo ela nesse sentido, me vejo mais na nela, em outras coisas também. Mesmo me identificando mais com ela, eu a detestava no início, e ela não é a preferida, o melhor exemplo de (com o perdão da palavra) MULHERÃO DA PORRA, é a Jessica, a Gina Torres é uma atriz e tanto. A personagem é forte, enfrentou o pai pelo sonho dela, aguentou o preconceito por ser mulher e negra no mundo dos negócios, ela não é uma florzinha que precisa ser cuidada, ela é o próprio furacão! Ela não precisa falar, a presença dela diz “Car*lho! me respeita.” Ela assumiu a culpa por todo o escritório, ela é inteligente, e mesmo não parecendo uma vez ou outra, ela tem um coração lindo, teve coragem de viver um amor com o Jeff e se entregar de verdade, em um mundo onde as pessoas verdadeiras são “tolas/bobas/trouxas” e as que simplesmente usam são “espertas”, ela teve a sorte de um amor e não deixou ir embora, empoderamento não é se livrar dos homens, é poder dizer “Eu não preciso de você. Mas eu te quero!” e ter coragem pra isso, não viver na sombra nem a frente, é viver do lado. Pra quem criticou dizendo que elas só falam de homens, não! Elas são leais, a série é sobre lealdade do início ao fim se vocês não compreenderam, assim como elas fizeram o que fizeram por eles, eles também fizeram o que fizeram por elas. Ela voltou para ajudar a a tia, ela é F*da SIM! A Donna, vocês nunca amaram alguém??? A Donna é a melhor funcionária que qualquer lugar no universo poderia querer, ela dá uns vacilos durante a série? Sim! o que seria da série sem ela? Ela faz o dia de todos melhor, ela é aluz daquele escritório, ela resolve os problemas, vocês vão criticá-la por amar? Que mundo é esse que não se pode amar? onde vocês vivem? ela sonha, ela torna real, ela valoriza o ser, muitas empresas vão a falência porque não têm uma Donna. Senhorita Zane, que saudade dessa princesa! Ela é a melhor paralegal da melhor empresa de advocacia da cidade e vão criticá-la por aceitar o Mike? Ela brilha sim, vocês que não conseguem ver! Ela construiu quem ela é. O sucesso que se tornou, virou advogada por conta própria e valorizou o amor quando bateu na porta dela, foram muitas idas e vindas, mas eles venceram, relacionamentos fazem parte da vida, só pra saberem. A Scott eu detesto, mas admito que é uma mulher forte. Sheila, ela me fez chorar tanto pelo Louis, sempre quis abraçá-lo e dizer que ia ficar tudo bem, ela erra como todo humano? é óbvio! mas ela veio para abrilhantar a série e a vida do Louis, sim, dele, porque a série é da perspectiva do lugar onde ele trabalha e não ela, só por isso, assim como ele mudou a vida da Sheila, chorei no parto dela, ela é louca, divertida, rígida, mas é sincera, é amável (se se permitir conhecê-la) e incrivelmente corajosa, ela veio dar sentido a vida do Louis (não porque ele é homem) mas porque ele é uma pessoa frágil, encantadora, que sofreu muito, não acha que merece ser feliz e que precisa desesperadamente ser amado, ela resolve os problemas dele, não é sobre isso, é sobre como ele é capaz de suportar a vida com todos os seus problemas se ela estiver perto. Katrina Bennett tem caráter! eu poderia alongar muito mais o texto, mas é simples, linda, inteligente, um pouco insegura e cheia de problemas, ela tem minha admiração e respeito, porque acima de tudo, ela é leal e tem caráter. Mereceu ter seu nome na parede, de todos ali, ela é a que mais mereceu.

  8. 1. O Harvey passa por cima da autoridade de qualquer um, não só da Jessica e não porque ela é mulher.
    2. Rachel não se anula pelo Mike, ela ajuda! assim como ela também a ajuda. (Relacionamento é parceria)
    3. A Donna escolhe o Harvey e se assistirem a nona temporada, perceberão que ele também a escolhe e que ele se entregaria por ela.
    4. Assim como a Sheila ajuda o Louis.

    Sabe, eu sou mulher, feminista mas esses comentários, nada haver!
    1. Se o Harvey salva o dia para a Donna ou para a Jessica (Machismo, a série quer dizer que o homem está sempre certo e deve ser o herói)
    2. Mas se a Sheila salva o dia para o Louis (Machismo, a série que passar que uma mulher tem que salvar um homem. Ele não pode se salvar sozinho?)
    3. Se a Rachel ajuda o Mike (Machismo, a série quer dizer que ela tem que ficar abaixo dele)
    4. Se o Mike ajuda a Rachel (Machismo, a série quer dizer que ela não pode sozinha, precisa de um homem pra ajudar sempre)

    Tirando esses comentários, o resto, adorei.
    Ana Vieira, não conhecia seu trabalho, na verdade só entrei no site porque vi a foto da série, quando vi o título resolvi entrar. Parabéns! Vou ler mais vezes.