Categorias: MÚSICA

A catarse musical de Florence and the Machine

Quem conhece, concorda: ouvir às músicas de Florence and the Machine não é uma experiência como as outras. Florence Welch, a força e a voz por trás da banda, foi descoberta em um pub em Londres, mas, diferente do que se imagina, Florence não estava lá se apresentando, e sim se divertindo com amigos. Em uma ida ao banheiro, e um pouco bêbada, Florence cantou para Mairead Nash a música “Something’s Got a Hold on Me”, um clássico do soul na voz de Etta James. Encantada com a explosão de sentimentos e a potência vocal de Florence, Nash não perdeu tempo e a convidou para abrir um show que faria mais tarde com seu duo, Queens of Noize. O resto é história.

Nascida e criada em uma família de escritores e acadêmicos, Florence abraçou a música em torno de sua segunda década de vida quando criou, ao lado da amiga Isabella Summer (“Isa Machine”), a banda cujo nome conhecemos tão bem hoje em dia. Florence and the Machine começou a conquistar o público em 2006 e desfrutou do sucesso advindo de seu primeiro álbum de estúdio, Lungs, em 2009. Com “Dog Days Are Over”, Florence e sua banda conquistaram uma legião de fãs que se entregavam aos diferentes sons produzidos pela cantora, em uma mistura de música de orquestra, rock, folk e indie. É um pouco difícil definir o estilo dos sons produzidos por Florence, mas uma coisa é certa: as letras e melodias te transportam para um plano etéreo onde ninfas habitam florestas, seres estranhos uivam no meio da noite e seu espírito é purificado por meio de paixões, causando um efeito, no mínimo, libertador.

Antes de instituir a carreira musical como seu objetivo de vida, no entanto, Florence estudou na Camberwell College of Arts, o que contribuiu com boa parte de suas inspirações para a estética de suas músicas, e, claro, de seus belos vídeos e apresentações ao vivo. A outra parcela de suas inspirações artísticas veio, muito provavelmente, de seus próprios pais. Florence cresceu em uma família que prezava a música, tendo seu próprio pai, Nick Welch, sido músico na juventude. Enquanto ele contribuiu com o lado musical, sua mãe, Evelyn Welch, professora de estudos renascentistas na Universidade Queen Mary, em Londres, trouxe outro tipo de influência para a vida da filha: uma de suas palestras causou tanta impressão em Florence, que naquele momento, ela decidiu que faria sua música a respeito de grandes temas como sexo, morte, amor e violência; temas que ainda seriam parte da história da humanidade daqui a 200 anos.

Florence and the Machine
Foto: Phil Fisk para o The Observer

A primeira impressão é que a temática escolhida por ela para ser representada artisticamente é um pouco mórbida, e certamente muito intensa, mas, apesar disso, as músicas de Florence nos fazem crer que é preciso sentir nossas emoções ao máximo, independente de quais sejam, a fim de alcançar alguma forma de purificação espiritual. Por isso nos referimos ao seu som e à experiência de ouvir um álbum de Florence and the Machine como catártica: nunca é aquilo que você espera. É sempre mais.

Talvez por conta disso seu público seja um tanto específico. Desde o início da carreira, suas inspirações bem definidas e em sintonia com sua singularidade vocal trouxeram para Florence uma base de fãs tão sólida quanto a própria banda. Ter assegurado que seu estilo ficasse dentro de um gênero independente protegeu Florence and the Machine de se tornar um hit comercial, e assim ela pode desfrutar de plena liberdade para continuar a compôr músicas que falam sobre a dualidade dos dilemas humanos, fazendo alegorias por meio de figuras míticas, conduzindo por meio de notas musicais os sentimentos que muitas vezes não conseguimos expressar, exorcizando outros sentimentos com figuras elementares que se personificam em nosso imaginário, despertando a nossa força inerente, trazendo a epifania e a libertação que muitas vezes precisamos.

Entre os quatro álbuns lançados ao longo de pouco mais de uma década, precisamos apenas de alguns exemplos em meio a dezenas para explicar o que é Florence and the Machine. A banda chega à fama trazendo a libertação que muito precisamos em nossos dias. Ao anunciar que os dias de cão acabaram, ela não chega simplesmente com uma música que acalma de forma modesta e temporária com a suavidade de um carinho. Não, ao começar a música com o verso “happiness hit her like a train on the track” [“a felicidade a atingiu como um trem nos trilhos”], Florence chega com os pés descalços na porta, com a força avassaladora do que a imagem representa: uma felicidade súbita e tão impactante que pode quebrar cada osso do nosso corpo como um trem vindo em nossa direção.

O primeiro álbum de Florence e sua banda, Lungs, contém tantas preciosidades que fica até mesmo um pouco difícil mensurar. Seguindo a épica “Dog Days Are Over”, continuamos a viagem pelo íntimo de Florence com a mágica “Rabbit Heart (Rise It Up)” apenas para chegar, na sequência, na impactante “Howl” que mostra através de sua imagética uma trama completa para quem presta atenção aos versos cantados sobre um desejo tão forte e intenso que a conexão entre os corpos não é capaz de supri-lo. Cada música de Lungs é capaz de criar cenários e personagens inteiros em nossas mentes, da menina que se encanta com o espelho novo e brilhante à mulher que precisa uivar para a lua — duas faces diferentes de uma mesma moeda, partes intrínsecas à Florence Welch. Por meio de seus vocais poderosos e intensos, Florence toca nossas vidas com seus sentimentos e um rico imaginário capaz de nos levar para outro lugar, outra dimensão, assim que clicamos o play em seu álbum.

“If you could only see the beast you’ve made of me
I held it in but now it seems you’ve set it running free
Screaming in the dark, I howl when we’re apart
Drag my teeth across your chest to taste your beating heart”

“Se você pudesse ver a fera que você fez de mim
Eu a segurei, mas agora parece que você a fez correr livre
Gritando no escuro, eu uivo quando nos separamos
Arrasto meus dentes pelo seu peito para sentir o gosto da batida do seu coração”

A viagem por Lungs é permeada de sonhos e desejos enquanto Florence canta sobre o amor, o universo e tudo o mais. Em “Cosmic Love” os versos anunciam a grandiosidade do sentir — “The stars, the moon/ they have all been blown out/ you left me in the dark/ no dawn, no day/ I’m always in this twilight/ in the shadow of your heart” [“As estrelas, a lua/ todas elas foram explodidas/ você me deixou no escuro/ sem amanhecer, sem luz/ eu estou sempre neste crepúsculo/ na sombra do seu coração”] – enquanto em “Girl With One Eye” podemos ver um lado bizarro e sinistro de todo esse mundo criado pela cantora. Mundo esse, vale notar, que ela verbaliza em “Blinding” ao cantar que “Seems that I have been held, in some dreaming state/ a tourist in the waking world, never quite awake” [“Parece que eu fui mantida em algum estado de sonho/ a turista no mundo desperto, nunca completamente acordada”], quase nos avisando que é isso o que ouvir ao seu trabalho faz conosco: nos transportar para um universo paralelo em que sonho e realidade são separados por uma linha pouco definida, evocando o quimérico e o surreal enquanto faz com que tudo soe extremamente crível.

Da mesma forma, quando Ceremonials chega, três anos depois, o single carro-chefe “Shake It Out” tem um efeito similar ao de uma lavagem de alma. Durante nossa reles vida humana, é certo que acumulamos toda sorte de bagagem emocional — arrependimentos, rancores, mágoas — e ao longo da jornada cada peso acrescentado acaba se acomodando em nossas costas de forma que depois de percorrer certa distância já estamos anestesiados, incapazes de distinguir o que é excesso ou não. São os tais “regrets collected like old friends/ here to release your darkest moments” [“remorsos se acumulam como velhos amigos/ estão aqui para reviver seus momentos mais sombrios”]. Claro que depois de um tempo reconhecemos os monstros, sabemos os efeitos negativos que eles nos causam e percebemos que temos de nos livrar deles não importa como. É sobre esse processo de acordar e despejar todo esse peso que a música se trata — Florence a escreveu enquanto estava de ressaca, e apesar de a inspiração inicial ter sido resultado dessa imprudência corriqueira, ela acabou tendo uma aplicação mais profunda. A escolha de adjetivos acaba sendo tão poderosa — “and I’m done with my graceless heart” [“Já cansei desse meu coração sem graça”] (já repararam o quão forte fica esse verso com o emprego de “graceless” como adjetivo?) — que somada aos acordes e a voz poderosa de Florence, cada batida do coração acaba ficando mais leve. Não basta reconhecer os demônios, é preciso abraçá-los como parte do processo de exorcismo.

A quarta faixa do mesmo álbum, “Never Let Me Go”, tem um efeito similar. Sua melodia não é tão impactante quanto “Shake It Out”, mas de uma maneira mais rendida é tão sincera quanto. A música conduz um estado de vulnerabilidade e purificação de seu espírito, qualquer que seja a sensação de pecado que ela sinta. É um pedido singelo para que quem quer que esteja ouvindo do outro lado não a deixe ir. Não nos deixe ir. Porque, sim, pegamos seus versos emprestados quando sentimos a mesma pequenez e queremos outra chance, e mais outra, e mais outra. “Never Let Me Go” ainda utiliza da imagem do oceano como elemento que vai proporcionar essa limpeza espiritual, que pode se basear numa metáfora de que momentos assim vêm em ondas. São grandes e fortes, capazes de arrastar uma pessoa e até mesmo barcos inteiros, mas até as maiores ondas quebram e a sensação de chegar à praia traz o alívio tão necessário. Ouvir sentimentos assim descritos com tamanha intensidade traz uma sensação de acolhimento indescritível. Colocar uma faixa como essa em momentos dolorosos de solidão faz nossos abraços ao próprio corpo ter valor, porque pelo menos aquela dor está sendo reconhecida e em vias de ser curada, deixando apenas a sensação de paz como lembrança até a próxima onda.

“And the arms of the ocean are carrying me
And all this devotion was rushing out of me
And the crushes are heaven for a sinner like me
But the arms of the ocean delivered me”

“E os braços do oceano estão me carregando
E toda esta devoção estava derramando de mim
E as quebras são o paraíso para uma pecadora como eu
Mas os braços do oceano me libertaram”

“Seven Devils”, por sua vez, segue a linha de “Shake It Out” e também traz o sentido de exorcizar demônios pessoais, evocando-os pelo nome e descrevendo imagens poderosas e até mesmo encobertas por um tabu, mas nem por isso indignas de serem nomeadas. Há quem acredite que exista uma referência séria à mitologia na música, ou que os tais sete demônios representam os sete pecados capitais, como também há quem prefira deixar a interpretação aberta para a identificação pessoal de cada um. A inspiração original para a música, ela comenta numa entrevista, foi uma passagem do livro If He Hollers Let Him Go, de Chester Himes, em que o protagonista acorda um dia e declara: “Acordei com sete demônios em mim…”. Sobre o que há de ser exorcizado, Florence disse à Q Magazine: “Dúvida. Culpa. Dor. E o constante questionamento de quem eu sou e onde minhas morais se encontram. Qual é a minha atitude quanto ao amor e estou feliz?, estou triste?, e Deus, Jesus Cristo, me ajudem! Tem muito a ver com estar tanto longe de casa e a diferença entre ser uma artista e tentar manter um relacionamento. É uma batalha constante entre bem e mal, caos e controle.”

“All This and Heaven Too”, de forma mais básica, fala sobre o amor e a dificuldade de traduzi-lo por se manifestar em uma língua própria, em que educação alguma consegue compreender e tratar, pois não se trata de algo a ser racionalmente analisado, mas sim sentido. É um sentimento que pode ser desconfortável, especialmente para quem não está muito aberta a senti-lo, pois não se pode prever seus próximos passos ou a maneira como vai brotar e crescer. Mas ainda é uma experiência se jogar nesse sentimento e se deleitar ou sofrer com tudo que se deriva dele. O amor é um pulo no escuro e, como qualquer ação que tomamos nesse cenário, traz uma onda de medo e ansiedade, mas que ainda traz a adrenalina que pode nos fazer sentir prazer, e de repente, estamos gritando numa língua que não sabíamos que existia antes — “So I was screaming out a language/ that I never knew existed before” [“Então, eu estava gritando um idioma/ que eu nunca soube que existia antes”].

How Big How Blue How Beautiful chega mais tarde com a proposta de ser um álbum conceito. Florence fez um clipe para cada música lançada como single integrando-as como partes de um minifilme. Com o auxílio visual, fica mais fácil captar a mensagem que ela quis transmitir com o álbum, mas como toda manifestação artística, eles ainda deixam sua margem para subjetividade; não está escrito em pedra como uma determinada peça vai atingir cada pessoa. Muito provavelmente, How Big How Blue How Beautiful é um álbum que fala sobre relacionamentos, e uma das músicas que mais se destacam no álbum é a que leva o mesmo título dele. Tanto as paisagens naturais quanto os monumentos criados pelo homem são cenários para dois corações que se perderam no mundo.

“And every city was a gift/ and every skyline was like a kiss upon a lips” [“E cada cidade foi um presente/ e cada horizonte foi como um beijo nos lábios”] são os versos mais repetidos na música, um indicativo de que essa trajetória pessoal pode ser comparada a algo grandioso e que pode ser descrita de uma maneira transcendental. O que pode trazer uma sensação de infinito como o horizonte? A ciência da grandiosidade do lugar em que a gente vive de repente nos faz lembrar o quão pequenos nós somos, mas de uma maneira que não desperta nossa insignificância como indivíduos, e sim fascínio por sermos grãos de areia vivendo nele. De outra forma, a música de Florence and the Machine é uma onda de alívio que transporta a nossa perspectiva por alguns minutos que sejam, e ainda se torna uma ode à companhia que está, ou esteve, ao nosso lado.

“Delilah” com seu ritmo dançante é carregada da alusão à parábola bíblica de Sansão, herói concebido por um milagre, que tinha como destino defender seu povo do povo inimigo utilizando-se de sua força imensurável, cujo segredo estava em seus cabelos. Dalila foi a jovem por quem Sansão se apaixonou e desposou, mas por fazer parte do povo inimigo, o objetivo dela era traí-lo descobrindo a fonte de sua força para poder podá-la. Nos versos da música, Florence canta: “never knew I was a dancer/‘ till Delilah showed me how” [“nunca soube que era uma dançarina/ até que Dalila me ensinou”] possivelmente uma metáfora com o desfecho da história. Fraco, Sansão foi capturado pelos filisteus e teve seus olhos furados, e na festa de comemoração da vitória, o povo aproveitou para zombar dele fazendo-o dançar. No entanto, numa súplica a Deus, e com seus cabelos crescendo novamente, Sansão recuperou sua força momentaneamente e derrubou as pilastras principais que sustentavam o salão, matando a todos os presentes — “and I’m calling for my mother/ as I pull the pillars down” [“e estou chamando pela minha mãe/ enquanto empurro os pilares”].

“Hiding”, faixa bônus, transmite com mais objetividade o sentimento de tentar alcançar uma pessoa que se esconde, no sentido de ela precisar de ajuda, mas não aceitá-la. É a descrição perfeita para quem sente empatia por alguém que ama e gostaria de fazer alguma coisa para tirá-la do sentimento de agonia, mas na prática é muito mais difícil porque não depende de nós; às vezes, algumas dores devem ser sentidas, e os obstáculos, vencidos, sozinhos, e à nós cabe apenas torcer pelo melhor. “I think you hide/ when all the world’s asleep and tired/ you cry a little, so do I, so do I/ I think you hide/ and you don’t have to tell me why/ you cry a little, so do I, so do I” [“Acho que você se esconde/ quando o mundo todo está adormecido e cansado/ você chora um pouco, eu também, eu também/ acho que você se esconde/ e você não tem que me contar por que/ você chora um pouco, eu também, eu também”].

O álbum recém-chegado, intitulado High As Hope, traz mais dez faixas para acrescentar à biblioteca musical de Florence and the Machine. Florence aparece um pouco menos deusa, louca e feiticeira e aposta em suas experiências pessoais para compor suas músicas e versos — nada que desabone o álbum, visto que as dez faixas de High As Hope continuam com um crescendo de sons e sentimentos como qualquer outras canções escritas por Florence. O lado pessoal se destaca em músicas como “South London Forever”, onde a cantora fala sobre o lugar onde nasceu e cresceu, Camberwell, no sul de Londres, e sobre seus problemas com a bebida alcoólica, e “Grace”, um pedido de desculpas à sua irmã mais nova, que dá nome à canção, e fala sobre aniversários arruinados e o fato de que não foi uma irmã mais velha muito presente — “I’m sorry I ruined your birthday/ I guess I could go back to university/ try and make my mother proud” [“Me desculpe por ter arruinado seu aniversário/ Acho que poderia voltar para a universidade/ Tentar e deixar minha mãe orgulhosa”].

Florence and the Machine
Foto: Phil Fisk para o The Observer

Os versos de High As Hope, como um todo, falam de problemas pelos quais Florence passou, desde bebedeiras e drogas às questões pessoais e de família. A já citada “Grace”, inclusive, marca bem essa questão familiar dos Welch e em entrevista à rádio BBC 1 Florence admite que negligenciou a família durante muito tempo, preferindo suas festas regadas à muita bebida a eles. Esse comportamento refletiu diretamente na irmã, Grace, que era quem tinha que tomar as rédeas de vez em quando, tentando manter a família sob controle. Em outra entrevista, dessa vez à Universal Music, Florence fala do processo de criação de High As Hope como algo livre em que os acordes e estruturas não foram necessariamente pensados até a música ter, de fato, nascido, algo que a artista recorda ter feito durante a composição de “Between Two Lungs” e “Dog Days Are Over”. Revisitar esse processo, de acordo com Florence, foi como voltar ao que era antes, às suas origens. E isso era o que parecia certo para High As Hope.

Florence deixa um pouco de lado o misticismo épico a que nos acostumamos, mas retoma outro tipo de mística: a de que somos humanos, passíveis de erros, e que a esperança ainda deve ser aquilo que nos move em novas direções — e vem daí, justamente, o nome do álbum. Nas palavras de Florence, High As Hope ainda é um álbum sobre amor, mas algo maior do que o amor romântico de que estamos acostumados a ouvir falar. Ao colocar questões tão pessoais em suas músicas, Florence nos diz que tudo bem não saber como respondê-las se você puder, ao menos, dançar — o que talvez seja, no final das contas, a resposta de que precisamos.

Texto escrito em parceria por Thay e Yuu

** A arte em destaque é de autoria da editora Thayrine.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

5 comentários

  1. São textos como esse que me fazem lembrar de porquê eu gosto de escrever e como isso é importante pra mim. Florence é uma artista que eu admiro demais e, ainda assim, não tinha um conhecimento tão aprofundado da história dela e como isso se conecta com a arte dela.

    Obrigada por esse post, de verdade! <3

  2. Me apaixonei pela banda através do seu texto, muito intensa a maneira como você escreve, e além disso não deixou nem um pouco a desejar a clareza em suas palavras, realmente muito bom. Parabéns!

  3. Estou admirada com o texto, desde a primeira à última palavra. Funciona como a mais empática das mediações sobre a expressão tão excelente de Florence. Meus parabéns, estou cativada.

  4. Esse post é muito muito bom! Obrigada! Como uma ouvinte superficial de Florence, fiquei com um desejo de mergulhar na obra dela e me aventurar por todas essas emoções descritas. Parabéns!