Categorias: TV

Entre erros e acertos: a trajetória de Izzie Stevens

No episódio piloto de Grey’s Anatomy, Meredith (Ellen Pompeo) chama a atenção para o fato de que, dentre os vários internos selecionados para o programa de residência do então Seattle Grace Hospital, apenas seis eram mulheres. Cristina (Sandra Oh), sendo Cristina, não apenas havia se atentado ao fato previamente, como também sabia, antes mesmo de conhecê-la, que uma daquelas internas havia trabalhado como modelo. “Como isso vai ajudar com a coisa do respeito?”, ela pergunta, sem esperar por uma resposta — pergunta esta que vai, por algum tempo, nortear a trajetória de Isobel Stevens (Katherine Heigl), ou apenas Izzie, a ex-modelo-agora-médica em questão.

Atenção: este texto contém spoilers

Muito da trajetória de Izzie centraliza sua dificuldade em estabelecer a si mesma como uma cirurgiã tão competente e comprometida quanto seus colegas de residência, em um ambiente que não necessariamente a discrimina por ser mulher (muito embora isso também aconteça), mas que rejeita muitas de suas características mais básicas, como o fato de ser uma médica bastante sensível e envolver-se em um nível emocional com seus pacientes. Ainda no episódio piloto, prestes a iniciar seu primeiro dia de trabalho, ela é designada para realizar exames de próstata, e essa é sua primeira atribuição como cirurgiã. Ao contrário dos colegas, responsáveis por casos cirúrgicos desde o princípio, Izzie precisa se contentar com uma tarefa que muito pouco tem a ver com sua especialização e que dificilmente poderia ser considerada agradável, mas que realiza com competência, quase como uma afirmação de que aquele também é o seu lugar.

Ao longo de seis temporadas, ela precisa forjar um espaço para si mesma, em um processo que evidencia tanto suas qualidades quanto defeitos, muitos dos quais existem para além do âmbito profissional. Mesmo que esses detalhes não fiquem óbvios de imediato, são eles que a tornam uma mulher tão brilhante quanto complicada, e particularmente interessante do ponto de vista dramático. O passado como modelo é o que inicialmente dá margem para a maior parte de seus conflitos, mas não demora para que ela comprove ter questões mais relevantes com as quais lidar. Durante a primeira temporada, no entanto, é seu desafio particular subverter a própria imagem diante da equipe do hospital — e às vezes, dos próprios pacientes — o que faz com uma desenvoltura muitas vezes impressionante.

Em “No Man’s Land”, por exemplo, um homem prestes a fazer uma cirurgia para retirada de um tumor na próstata se recusa a ser atendido por ela depois de reconhecê-la como sendo a mesma garota de lingerie da sua revista. A história eventualmente se espalha até chegar aos ouvidos de Alex Karev (Justin Chambers), que distribui fotos da médica de calcinha e sutiã por todo o Seattle Grace. Inicialmente, Izzie tenta se justificar, dizendo aos amigos que as fotos haviam sido tiradas há muito tempo, mas mais tarde ela mesma percebe que não há razão para desculpar-se, tampouco se envergonhar. Como depois diz ao próprio Karev, o trabalho como modelo foi o que a possibilitou pagar pelos estudos integralmente, lembrando, por fim, que se ele estava atolado em dívidas de créditos estudantis, esse era um problema com a qual ela nunca teria de se preocupar.

Em tempo, Izzie também confronta o paciente, a quem acredita rejeitá-la por não achar que ela possa ser uma boa médica tanto quanto é bonita. Seus motivos, contudo, existem em um nível pessoal, e não estão diretamente relacionados à pessoa Izzie Stevens e sua capacidade no exercício da medicina, mas com o fato de que, com a retirada do tumor, ele também perderia sua capacidade sexual. Ele a dispensa porque lhe parece terrível que a modelo de sua revista o visse em uma posição tão vulnerável, que ela fosse a mesma a participar da cirurgia que iria castrá-lo. Ao saber disso, Izzie recorre a Dra. Bailey (Chandra Wilson), sua mentora, na tentativa de encontrar uma forma de ajudá-lo, o que ela revela não ser possível, uma vez que já havia conversado previamente com o médico responsável e ele mantivera sua decisão de não salvar os nervos do paciente — ainda que não houvesse nenhum motivo real para não fazê-lo. Isso não impede que, durante a cirurgia, Izzie invada a sala de operação, colocando em risco a própria carreira para beneficiar o paciente que outrora a rejeitara. A coragem, contudo, é o que faz com que seu desejo prevaleça, ao mesmo tempo em que a estabelece como uma grande médica aos olhos de Bailey.

Izzie Stevens

Conforme avança, Grey’s Anatomy encontra novos aspectos sobre as quais projetar seu foco, e se aprofunda em conflitos e incômodos mais íntimos da personagem, desde o passado conturbado com a mãe até o fato de ter engravidado na adolescência, ou como foi crescer em um trailer, como foi não ter amigos durante o período escolar, quando todos os pais diziam aos seus filhos que não andassem com ela. Diferente de muitos internos, Izzie também não se formara em uma universidade de renome, tendo se graduado em uma faculdade pública que pagava sozinha, como também vivia, uma vez que sua mãe estava mais interessada em trazer falsos médiuns para casa. Somente após atender Mr. Duff (Kevin Rahm), um suposto médium com um tumor na cabeça, é que ela tem a chance de revisitar o próprio passado sob uma perspectiva mais gentil, o que enfim a leva a telefonar para a mãe com o intuito de restabelecer o contato há muito interrompido.

É verdade que, eventualmente, Izzie constrói uma carreira sólida e essa carreira é o que possibilita que ela tenha uma vida emocional e financeira relativamente mais segura. Mas é desnecessário dizer que, até chegar a esse ponto, muitos são os desafios que enfrenta, seja no âmbito profissional, pessoal ou em ambos. Grande parte das histórias que protagoniza têm início em casos que poderiam ser apenas o trabalho da semana, mas que ganham um significado mais profundo à medida que se desenvolvem. Nenhum deles, no entanto, é tão memorável quanto o de Denny Duquette (Jeffrey Dean Morgan), paciente que espera por um transplante de coração e com quem ela vive um breve romance. Parte da segunda temporada dedica-se a construir o relacionamento entre eles até que estejam indiscutivelmente apaixonados. Quando percebem o que está acontecendo, os outros internos tentam alertá-la para o fato de que envolver-se com um paciente poderia colocar sua carreira em risco, enquanto Bailey tenta afastá-los de maneira mais efetiva, designando-a para outros casos. Mas nada é suficiente e Izzie continua a se encontrar com Denny mesmo quando já não é a responsável pelo seu caso em específico.

Izzie não parece particularmente preocupada com sua carreira tanto quanto está preocupada com Denny, e isso fica claro não apenas em sua postura dentro do hospital, mas também quando a oportunidade de um novo transplante surge no horizonte. Ao contrário do que se imaginava, Denny não era o único na fila a aguardar por um coração e a existência de um novo paciente torna necessária a confirmação sobre qual deles tinha prioridade na lista de transplantes e, portanto, deveria ser operado primeiro. Denny não era o primeiro, mas em uma sucessão cabeluda de fatos, Izzie forja uma piora em seu quadro que imediatamente o tornaria o dono do órgão. Embora o plano seja descoberto tardiamente, ele ao menos funciona e Denny tanto recebe o coração quanto nenhum dos internos é inicialmente responsabilizado pelo ocorrido, apesar das tentativas de Dr. Webber (James Pickens Jr.), o chefe da cirurgia, de desmascará-los. Após a operação, Denny pede Izzie em casamento, e ela aceita, certa de que os dois finalmente poderiam ser felizes e viver plenamente o seu romance. Mas a felicidade dura muito pouco e, devido a um coágulo, Denny tem um derrame poucas horas após a operação e falece, o que Izzie só vem a descobrir quando chega em seu quarto para mostrar o vestido de baile que usaria na formatura da sobrinha doente de Dr. Webber, que aconteceria naquela mesma noite no hospital. É Karev quem primeiro a encontra, deitada ao lado de Denny na cama, e é ele quem por fim a leva para casa, de onde não vai sair por algum tempo.

A essa altura, Izzie considera que não há mais nada a perder e abandona momentaneamente a carreira: ela confessa a Dr. Webber que havia sido a responsável por cortar o fio do LVAD e é afastada do Seattle Grace, embora não de maneira definitiva. O período subsequente à morte de Denny marca um declínio da própria personagem, que perde a si mesma em meio a depressão e ao luto, e passa a dedicar seu tempo a atividades que a desviam de seu real objetivo, como a obsessão por muffins que cozinha sem parar até que ninguém mais aguente comê-los. Eventualmente, ela é convidada a retornar ao programa de residência, mas demora até que consiga estabelecer-se novamente dentro do hospital. De início, ela é designada apenas para tarefas simples, é proibida de realizar cirurgias e atender sozinha novos pacientes, tudo para que não cometa o mesmo erro outra vez. Mais tarde, no entanto, Izzie consegue reconstruir a própria segurança e passa a se envolver em casos mais complexos e conquistar maior autonomia. Com a herança deixada por Denny, ela abre uma clínica gratuita no hospital e paga anonimamente pela cirurgia de uma adolescente com um grave problema na coluna. A doação é o que a faz ser posteriormente confrontada por Bailey, que teme que ela esteja mais uma vez ultrapassando a linha entre médico e paciente. Izzie, então, admite que havia sido a responsável pela doação, reafirmando em seguida que, embora estivesse determinada a não cometer o mesmo erro novamente, ela não deixaria de ser emotiva, sensível e humana, e isso não a impediria de se tornar uma excelente cirurgiã.

Izzie Stevens

Além de marcar um novo momento em sua trajetória, a terceira temporada da série é também quando Izzie recebe maior destaque, de modo a evidenciar tanto sua resiliência quanto talento, e sua capacidade em lidar com situações de extrema pressão. Em “Walk On Water”, um grande acidente envolvendo uma balsa mobiliza os médicos do Seattle Grace, e é Izzie quem ajuda um homem preso embaixo de um carro a manter-se vivo em condições precárias e, sem qualquer alternativa, alivia a pressão de seu crânio utilizando uma furadeira, que era o que tinha ao alcance das mãos — o que salva a vida do homem. O procedimento é realizado com a orientação de Dr. Webber e Dr. Sloan (Eric Dane), que lhe passam instruções pelo telefone, mas é ela quem o realiza sozinha e sem qualquer supervisão.

O episódio é apenas a primeira parte de um especial, cuja história continua a desenvolver-se ao longo de dois episódios subsequentes, “Drowning On Dry Land” e “Some Kind Of Miracle”. O segundo deles, sobretudo, tornou-se mais conhecido por ser o fatídico episódio em que Meredith se afoga, depois de ser empurrada na água por um paciente, ficando entre a vida e a morte. Durante a maior parte do tempo, a trama gira em torno da sobrevivência de Meredith, sua vontade de viver e a relação com a mãe, mas Grey’s Anatomy vai mais longe ao destrinchar também as reações e sentimentos das pessoas que estão ao seu redor. Diante do ocorrido, é Izzie quem consegue manter viva a esperança de que a amiga pode, e vai, sobreviver.

“— Ela vai sair dessa.
— Você não sabe. As pessoas morrem.
— Claro que as pessoas morrem. Morrem pessoas na nossa frente todos os dias. Mas eu acredito que Meredith vai sobreviver. Eu acredito… Eu acredito no bem. Acredito que esse foi um ano dos infernos e acredito que, apesar da esmagadora evidência contra, todos ficaremos bem. Acredito em uma porção de coisas. Acredito que Denny está sempre comigo. E acredito que, se eu comer um tablete de manteiga sem que ninguém me veja, as calorias não contam. Acredito que cirurgiões que preferem grampos a pontos são preguiçosos. Acredito que você é um homem que cometeu um erro terrível casando-se com Callie. E acredito que, justamente por ser sua melhor amiga, posso lhe dizer isso e continuaremos bem. Acredito que, embora você tenha cometido esse erro, vai ficar bem. Acredito que sobrevivemos, George. Acredito que acreditar que sobrevivemos é o que nos faz sobreviver.”

Shonda Rhimes, criadora e principal roteirista da série, permite que Izzie seja inúmeras pessoas — da mulher feminina com um estetoscópio cor-de-rosa sempre pendurado no pescoço, até a médica inteligente e corajosa em busca de aprovação e credibilidade, ou a pessoa otimista e iluminada, e uma amiga sempre tão carinhosa. Contudo, suas qualidades não são suficientes para mascarar os seus defeitos, e eles são muitos, de modo que, com alguma frequência, é possível percebê-la como uma pessoa tão adorável quanto mesquinha, grosseira e rancorosa. A série abre espaço para explorar esse outro lado principalmente após o casamento de George (T.R. Knight), seu melhor amigo, com Callie Torres (Sara Ramírez), a cirurgiã ortopédica residente do hospital com quem mantém uma dinâmica bastante péssima. É verdade que o casamento fora um equívoco e que tanto George quanto a própria Callie são levados a reconhecê-lo como tal, mas até a separação definitiva do casal, muitos são os conflitos gerados pelo ciúme e incapacidade de Izzie em apoiar o amigo na nova fase de sua vida. Esse comportamento por vezes a coloca em situações bastante desconfortáveis, como quando Callie sugere que as duas conversem após descobrir que George a havia traído, o que Izzie interpreta como um chamado para uma briga física. A suposição não poderia estar mais distante da realidade e por fim serve apenas para que Callie se sinta ainda mais humilhada diante de todo o hospital.

Não demora muito para que os dois decidam se divorciar, e o divórcio é que permite que Izzie e George assumam seu relacionamento. Mas é evidente que não existe qualquer química entre os dois. Por um breve período, eles tentam, de novo e de novo, se conectarem a um nível sexual, até que enfim trilhem caminhos distintos. Ao longo de toda a trama, porém, a série jamais a reduz a ser apenas a vilã na vida de outra pessoa, preferindo uma abordagem mais humana e vulnerável. Em determinado momento, Izzie diz a um paciente que “só porque pessoas fazem coisas horríveis não significa que elas sejam pessoas horríveis”, o que, naquele momento, diz tanto sobre ele quanto a ela própria.

Izzie Stevens

Nos bastidores, entretanto, a quarta temporada viria a marcar os conflitos de interesse que ocasionaram a saída de Katherine Heigl da série. Depois de ganhar o Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante em Série Dramática pelo seu trabalho, Heigl viria a rejeitar uma nova indicação no ano seguinte, visto que não acreditava que o quarto ano de Grey’s Anatomy havia lhe dado material suficiente para explorar a personagem como gostaria. O fato de Izzie estar cada vez mais distante de quem fora um dia não tornava as coisas mais fáceis, como o seu relacionamento com George também não o fazia, considerado duvidoso até mesmo pela atriz. É difícil saber se o desenrolar de sua trama foi resultado de desentendimentos (muitos viriam a dizer que Heigl não era a mais fácil das atrizes com quem se trabalhar) ou se a saída da atriz fora a única razão para que seu arco fosse finalizado de forma tão confusa, mas o fato é que, a partir de então, Izzie transformou-se em uma mulher cada vez mais difícil, e por vezes insuportável, que muito pouco lembrava a jovem fascinante das temporadas anteriores.

Muito ainda acontece em sua vida. Ao longo da quinta temporada, sua penúltima na série, ela volta a viver um romance com Karev, com quem já havia se relacionado anteriormente, e os dois eventualmente se casam — no que deveria ser o casamento de Meredith e Derek (Patrick Dempsey), mas não realmente. É ele quem lhe dá suporte e permanece ao seu lado quando é diagnosticada com um melanoma em estágio bastante avançado, e na posterior descoberta de um segundo tumor, o que adiciona uma imensa carga dramática a uma narrativa já tão complicada. Antes disso, porém, Izzie tem alucinações com o ex-noivo falecido, que lhe chamam a atenção para o fato de estar doente. Embora leve algum tempo para perceber que as alucinações são, na realidade, sintomas de uma doença, por algum tempo Izzie vive uma fantasia com Denny, a mesma que não pudera experienciar quando ele ainda estava vivo, e essa experiência é o que vai gerar alguns dos momentos mais polêmicos da série, como sua questionável cena de sexo.

No decorrer do tratamento, ela também precisa lidar com a breve perda da memória, a crise no casamento e a morte inesperada de seu melhor amigo, que acontece paralelamente à sua própria experiência de vida e morte. Ao passo que George não sobrevive, Izzie recebe uma nova chance, mas sua readaptação não acontece conforme o esperado. Ela perde a graça e o brilho, em uma narrativa que, paradoxalmente, reafirma que aquele não era — e talvez nunca tenha sido — o seu lugar. O que aconteceria se não houvesse partido, deixando apenas uma carta, continua a ser uma incógnita; especulações são possíveis, mas elas dificilmente poderiam ser consideradas uma resposta. Não há dúvidas de que Izzie Stevens poderia ter sido uma excelente personagem, muito maior e melhor desenvolvida do que realmente foi. Contudo, nos momentos mais difíceis, ela sempre esteve disposta a ensinar a importância de ter esperança, ser gentil e acreditar — e essa é a parcela de sua jornada que devemos continuar a celebrar.


** A arte do texto é de autoria da editora Ana Vieira

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

5 comentários

  1. Maravilhoso texto! Chorei em relembrar a história da Izzie com o Denny! Amo por completo a Dr. Stevens, e a atriz Katherine Heigl. Tenho um FC pra ela no Instagram. O nome é sweetheigl. Vou compartilhar trechos do seu lindo texto lá, e darei os créditos, claro!

  2. Eu amo a izzie stevens sempre defenderei! Quis até tatuar o nome dela em mim kkk ela me tocou profundamente, não importa as qualidades ou defeitos, o importante é ver tudo o que ela fez por todos ali! Grey’s é pura resiliência…

    1. Amei a Izzie, pra mim a série acabou com a saída dela. A personagem dela foi quem mais chamou minha atenção e me emocionou…. chorei horrores na morte do denny e do george e quando ela descobriu a sua doença. Ela mereceu ser premiada pela série e também acho que poderia ter tido mais destaque, pois ela é uma excelente atriz. Gostei de saber que o Karev fica com ela shippo muito os dois… e apesar de alucinante também shippei ela com o george mesmo sabendo que era loucura pois eram grandes amigos. Na verdade a Katherine arrasa no que faz e a Izzie é shippavel com Karev, george e como esquecer do Denny? Das cenas lindas deles dois… Não tem como. Seria um sonho se ela e o Alex voltassem e fizesse esse final presencialmente. Pra mim as primeiras temporadas são as melhores e os médicos também. Meredith, Cristina, Izzie, George, Alex.