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má feminista

MÚSICA

Madonna: você sabe como se sente uma garota nesse mundo?

Em 1990, logo após o lançamento do polêmico clipe Justify My Love, Camille Paglia escreveu um artigo no jornal The New York Times intitulado Madonna – finally, a real feminist. Através de uma crítica ao clipe, “O vídeo é bad word ográfico. É decadente. E é fabuloso.”, Paglia desenvolve uma argumentação de que o ataque aos homens, como categoria/classe, é um erro de alguns dos feminismos e que o trunfo de Madonna estava em reconhecer o masculino. Reconhecer e entender que as ambiguidades e profundidades presentes em relacionamentos heteronormativos, conhecer sobre sexo, sexualidade e desejo, prazer e corpo, a colocaria na vanguarda do feminismo.

“O Feminismo diz: Chega de máscaras!
Madonna diz que não somos nada, senão máscaras.”

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LITERATURA

Let’s get information: 9 livros sobre feminismo para iniciantes

Por muito tempo hesitei ao me declarar feminista porque não tinha estudado o suficiente e acreditava que isso me separava do movimento. “Me identifico com o feminismo, mas não sinto que sou feminista porque ainda não li a teoria”, era o que eu dizia e já ouvi muita gente dizer. É verdade que o feminismo, principalmente uma considerável parcela do movimento brasileiro, se desenvolveu de forma bastante encastelada nas universidades, ganhando até o nome de feminismo acadêmico, mas não podemos limitá-lo a essas discussões construídas no ambiente fechado e excludente das universidades. Estudar, ainda mais estudar relações de gênero, continua sendo um privilégio para poucas, e ainda que seja muito enriquecedor e esclarecedor estar em contato com esse tipo de conhecimento, entendendo de forma contextualizada como surgiram ideias e conceitos que buscamos e lutamos na prática, o domínio teórico não pode ser uma barreira que nos separa, muito menos que se coloca numa posição superior àquela da experiência vivida todos os dias, por todas as mulheres — que está longe de ser única ou igual.

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