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Dana Scully e a solidão de uma geração de personagens

Dana Scully, uma das protagonistas da série Arquivo X (1993-2018), foi uma personagem que teve um grande impacto na TV. Cética, leal, com uma relação complicada com Deus e uma cientista de primeira — que abandonou a carreira como médica para servir o FBI —, Scully foi tão resiliente na busca pela verdade quanto Fox Mulder (talvez até mais). Até hoje o impacto que ela teve nas meninas da sua geração, que resolveram seguir as mais diversas carreiras dentro dos ramos da ciência, é algo considerável e vários textos da cultura pop tem como principal objetivo discutir exatamente isso. Esse, no entanto, não é um deles.

Dana é uma das minhas personagens preferidas de todos os tempos, assim como Arquivo X é uma das minhas séries mais amadas. Revejo os episódios e até hoje sofro com os problemas que a produção enfrentou quando o criador Chris Carter resolveu fazer um revival e dar continuidade e encerrar a mitologia (coisa que, devo acrescer, ele não conseguiu fazer). Como toda obra cult e muito popular, ela tinha problemas, alguns que são facilmente superados e outros que nem tanto assim. A solidão de Dana Scully (Gillian Anderson) com certeza é um aspecto que ainda merece ser mencionado e discutido.

Atenção: este texto contém spoilers!

Quando Scully foi até o porão questionar Mulder (David Duchovny) sobre o que ele estava fazendo naquelas investigações isoladas do FBI, ela encontrou um novo propósito. Não que ela estivesse perdida antes, mas a oportunidade de explorar fenômenos que não podiam ser estudados pela ciência era algo que lhe dava a oportunidade de entender sua essência curiosa e criativa. No processo, ela cria uma amizade (ou seria um romance?) com Fox que vai além do comum e, sem fugir da sua natureza leal, ela faz de tudo para conseguir ajudá-lo e encontrar a sua verdade, bem como a sua. Ela não está disposta a abrir mão de sua vida pessoal ou até mesmo dos pequenos detalhes que constituem sua personalidade, mas a narrativa faz isso por ela, sem pensar duas vezes.

Dana Scully

Durante as primeiras nove temporadas de Arquivo X, Dana perde seu pai e depois sua irmã, ambos na busca pela verdade de Mulder. Algumas temporadas mais tarde, ela também fica com câncer após ser colocada em uma série de experimentos pelo governo — algo que nem mesmo ela se lembra. Durante o episódio “Memento Mori” ela explora as suas possibilidades, escrevendo um diário para seu companheiro e explicando os sentimentos que ela deixou de forma não verbal antes. No final, no entanto, ela resolve lutar. “Eu não vou deixar essa doença me derrubar. Eu entrei no hospital conseguindo trabalhar, e vou continuar fazendo isso”, ela diz.

Mulder responde dizendo que a verdade vai salvá-la. Talvez, ela vá salvar os dois. Mais de 20 anos depois, essa mesma verdade só causou uma série infinita de problemas que, de certa forma, parecem afetar muito mais ela do que o próprio Mulder.

Na oitava temporada da série original, Scully aparece grávida mesmo que antes tivesse certeza que conceber uma criança era algo impossível, por causa da sua doença. O mistério da origem do bebê é algo que permanece durante todos aqueles episódios, onde ela está sozinha, já que nessa altura do campeonato Duchovny já havia deixado a série pela primeira vez. O resultado não poderia ser mais triste: ela dá William para adoção, com objetivo de protegê-lo. Mas o problema estava longe de acabar.

O revival de Arquivo X tinha como principal objetivo dar um final definitivo a série, fechando as pontas soltas deixadas pela mitologia e oferecer algumas respostas para o espectador, que acompanhou a produção durante todos esses anos. Alguns episódios definitivamente foram divertidos, outros se aprofundaram no relacionamento ainda conturbado entre os dois protagonistas. O que acontece aqui é que, seu filho William, que supostamente era de Mulder, acabou sendo implantado por meio de uma inseminação artificial, sem o consentimento de Scully. Pior: a criança era apenas um experimento, algo parecido com um “mutante”.

Dana Scully

Para entender o problema aqui, é preciso ir para o começo da série outra vez. Quando Mulder e Scully começaram a resolver alguns mistérios juntos, a química era evidente. As pessoas começaram a discutir e torcer para que ambos ficassem juntos, algo que Chris Carter rejeitou até o final, dizendo que a relação deles era mais platônica do que qualquer outra coisa. Só que, antes, ele tinha deixado mais ou menos claro que William era, sim, filho de Mulder, algo que só mudou no revival com o surgimento da narrativa de inseminação artificial — uma maneira de reforçar a imagem maquiavélica do vilão Canceroso (William B. Davis), um homem que supostamente matou John F. Kennedy e forjou a viagem do homem até a Lua; tramas que pareciam tão fortes na década de 1990, mas fracas no cenário atual da TV.

O problema de inserir uma narrativa como o estupro de Scully — porque o que fizeram com ela foi estupro — é que Carter parece preferir que Scully sofra uma violão como essa ao invés de estudar a possibilidade de que, talvez, os dois protagonistas de fato se amem, tenham feito sexø e eventualmente gerado William, como sugerido anteriormente.

A trama parece preguiçosa, feita apenas para chocar, isolando Scully mais uma vez depois de anos de sofrimento e perdas. O que ela achava que antes era fruto de seu amor com Mulder, virou uma experiência desagradável, que não faz jus a personagem e praticamente jogou fora o legado de uma produção que, quando foi boa, era excelente, sagaz, e que subvertia as questões do gênero dentro do contexto em que se inseria. Isso é um desrespeito não só a personagem em si, mas também para Gillian Anderson, que interpretou Scully durante anos a fio, amando, cuidando do seu legado e dando o seu melhor.

Dana Scully

O sofrimento é uma linguagem universal; todo mundo já passou por alguma situação que deixou marcas profundas em seus sentimentos ou que até mesmo altera a forma como enxergamos determinadas situações. Isso é comum, é ser humano. Mas o que Arquivo X faz é isolar Scully a partir de uma experiência traumática, fazer com que ela perca todas as pessoas ao seu redor, sendo privada de coisas básicas como estabilidade e amor. Chris Carter fez isso aos poucos, durante anos e, nas últimas temporadas tudo o que ela tem é o seu trabalho e uma relação mal elaborada com Mulder.

Anos observando a trajetória de Scully me fizeram perceber que a solidão era algo muito comum entre personagens femininas, especialmente quando estão associadas com a palavra “forte”. É comum que vários showrunners (homens) coloquem suas personagens em situações cruéis, isolando-as cada vez mais com o único objetivo de reforçar quão fortes elas são, como se a força, para uma mulher, estivesse sempre associada ao sofrimento, sendo que, para um homem, isso nem sempre significa o mesmo.

Entre alguns exemplos recentes, consigo pensar em Clarke Griffin (Eliza Taylor), de The 100, e em Veronica Mars (Kristen Bell), da série de mesmo nome.

Muito como Arquivo X, The 100 é uma série que prioriza a trama ao invés de seus personagens, ou seja, é uma história que faz o caminho contrário e não desenvolve seus personagens antes de deixar que o seu universo possa expandir a partir daí. O resultado é desastroso e a série sofreu muito com isso. A morte de Lexa (Alycia Debnam-Carey) é um ótimo exemplo, já que não só liquidou a representatividade LGBTQ+ da obra como também foi uma trama fraca que desonrou a personagem em si.

No caso de Clarke, à medida que é desenvolvida, ela fica cada vez mais isolada. Na última temporada, ela não apenas perdeu sua mãe, como também o controle de seu próprio corpo. Antes disso, Clarke já havia perdido amigos (que foram para o espaço enquanto ela ficou mais de seis anos sozinha em uma Terra destruída), matou seu ex-namorado quando foi necessário (para evitar o seu sofrimento), e teve que tomar decisões importantes sem a ajuda e o suporte de quase ninguém. “Eu aguento para que eles não precisem”, ela diz, e não mente. Durante anos em The 100 os outros personagens exigem que ela haja como uma líder, só para depois criticar suas ações e escolhas — não que ela esteja além da crítica, mas essa exclusão a torna cada vez mais distante da família, dos amigos e de qualquer possibilidade de uma relação amorosa saudável.

Não importa o que aconteça, Clarke continua sendo colocada à prova. Ainda assim, ela tem algo essencial: o seu amor próprio. É por isso que, quando está perdida no espaço-tempo na cabeça da vilã Josephine, que raptou seu corpo para usá-lo como receptor para sua mente durante a sexta temporada, Clarke se recusa a desistir, mesmo que lhe reste tão pouco nada na vida real. Ela luta por si, defende suas ações (ainda que essas não sejam perfeitas) e, com a ajuda de Bellamy (Bob Morley), a única pessoa que realmente não a julga e não desiste dela, ela consegue vencer. Contudo, para evitar o clichê e não cair no tropo do romance entre os dois protagonistas, a série evita colocá-los juntos como casal, mesmo quando os próprios personagens parecem querer o contrário, e, com isso, apenas conseguem isolar Clarke mais profundamente.

No revival de Veronica Mars, algo parecido acontece com a personagem-título.

Representatividade é importante e retratar mulheres que escolhem não se envolver romanticamente ou que escolhem abdicar de um lado mais social da vida é algo necessário. Mas quando elas deixam claro que gostariam de ter tudo isso e são privadas apenas porque o criador homem da série acha que “ninguém gostaria de ver uma detetive badass casada” é algo frustrante, para dizer o mínimo.

É o que acontece na quarta temporada de Veronica Mars, disponível no serviço de streaming Hulu depois de, literalmente, décadas de desenvolvimento. Nos novos episódios, Veronica decide se casar com seu par romântico, Logan Echolls (Jason Dohring) apenas para vê-lo ser morto em uma explosão nos minutos finais do último episódio. A justificativa do criador, Rob Thomas, foi exatamente a citada anteriormente: ninguém quer ver Veronica casada, como se, de alguma forma, o casamento pudesse diminuí-la. o invés de explorar a nova fase da relação, Thomas prefere excluir Logan da história, avançando alguns meses na narrativa em seguida porque, de acordo com ele, ninguém quer ver a protagonista trabalhar o luto — uma abordagem machista que tira toda a complexidade trabalhada por Bell durante anos, fazendo com que ela tenha que excluir partes importantes da vida da personagem para continuar trabalhando como detetive particular.

Recentemente, em entrevista para o IndieWire, a produtora Linda Woolverton, que fez longas como Malévola e a nova versão de A Bela e a Fera, disse que definir uma personagem como “forte” é um termo muito fácil. “O que isso significa realmente? Existem tantas formas de descrever uma mulher além do adjetivo ‘forte’, mesmo que ela seja chamada apenas de ‘obstinada’’, explicou seu ponto de vista.

“Não vamos repetir o passado, pegar um personagem masculino e colocar suas características em uma mulher e falar que isso é bom. O sentimento agora é ‘wow, nós podemos ter uma mulher voando por aí, e jogando raio nas coisas, e explodindo as coisas, como os homens sempre fizeram — isso é ótimo, mas acho que vai ficar entediante muito rápido, a não ser que nós realmente contemos a verdade sobre as mulheres.”

O estereótipo da personagem feminina forte é algo que precisa acabar. É preciso investir em personagens cheias de nuances e verdadeiras, não necessariamente reforçadas por um sofrimento infinito e cruel. Mas infelizmente, enquanto assistimos TV em geral, o que mais se vê é esse padrão ser repetido em séries, onde chamar uma mulher de forte é exatamente isso: um estereótipo. E, também, sinônimo de dor para as mesmas. Nesse sentido, também é possível pensar em Taystee (Danielle Brooks), de Orange is the New Black, que, após começar uma revolução na cadeia por causa da morte de sua amiga, Poussey (Samira Wiley), é jogada em um inferno emocional sem volta e muito difícil de assistir.

Mesmo que esse tipo de narrativa seja comum na TV, é possível ver um ou outro caso em que a solidão natural da mulher devido ao que lhe é imposto socialmente é mostrada de uma forma consistente e não como uma maneira de isolá-la ainda mais na narrativa. É o caso de Beth (Susan Kelechi Watson), por exemplo, de This is Us. Na terceira temporada, os roteiristas inseriram uma trama onde eles exploraram durante vários episódios como Randall (Sterling K. Brown) acabou praticando gaslighting em sua mulher por anos, colocando suas necessidades acima das dela, priorizando a sua carreira, etc. A solidão que Beth carregava por causa disso foi algo trabalhado com uma delicadeza incrível e mostrou que mesmo um homem bom e que te ame pode acabar te negligenciando. Essa trama foi fundamental na hora de desenvolver mais a personagem em si.

Outro exemplo é a trajetória de Donna em Halt and Catch Fire. Entre o seu desenvolvimento e o de Cameron (Mackenzie Davies), a série é praticamente perfeita quando se trata de escrever mulheres. Isso não quer dizer que Donna não sofra com a própria solidão. A personagem, que começou como uma programadora aposentada e mulher do protagonista, foi aos poucos achando seu espaço no mundo tecnológico e acabou se tornando não só uma das figuras fundamentais da série em si, como uma profissional de primeira. Ela cresceu de forma absurda, lutou pelo seu espaço e, por causa disso, acabou afastada do seu ex-marido, das suas filhas e principalmente na sua amizade com Cameron — que sempre foi uma das melhores coisas da série.

Durante a quarta temporada, Donna entra em contanto com seu lado solitário. Ela entende seus sentimentos durante uma conversa com Joe (Lee Pace), que anteriormente já esteve na mesma posição: em um cargo que dá poder e dinheiro, mas ao mesmo tempo isola. Ele diz que ninguém entende as decisões que eles têm que fazer, ou porque eles a fazem. Ali, naquele momento, dois dos melhores e mais bem desenvolvidos da série se entendem profundamente. É uma cena perfeita, comovente e, no final, compreender Donna é fácil e essencial. Apesar de Cameron também ser uma pessoa que tem um lado solitário, essa característica em Donna me marcou muito porque lembra o peso jogado nas costas de uma mulher, como foi com Clarke e tantas outras personagens por aí.

Séries de comédia também tem começado a explorar esse outro lado, com um escopo mais conciso e dentro do seu formato de 20 a 30 minutos. Lexi (Anne Hathaway), da antológica Modern Love, é um bom exemplo. Embora não seja a maior fã da série, no terceiro capítulo, “Take Me as I AM, Whoever I Am”, Lexi é uma mulher que sofre de transtorno bipolar e, sem saber lidar com a doença, acaba ficando completamente isolada na própria cabeça: sem amor romântico, amizades e até mesmo um emprego fixo.

Durante 20 minutos, o roteiro mostra Lexi tentando engajar em um relacionamento ao mesmo tempo em que sofre com seus altos e baixos. A performance de Hathaway é incrível e dá força a um episódio que fala sobre amor próprio, aceitação, autocuidado e até mesmo sobre amizade, já que no desfecho ela finalmente encontra alguém que pode gostar dela pelo o que ela é, ainda que não seja da forma convencional que ela esperou a vida inteira.

De certa forma, sua trajetória me lembrou um pouco a de Gretchen Cutler (Aya Cash), de You’re the Worst, que teve sua depressão desenvolvida ao longo das cinco temporadas da série e foi completamente negligenciada pelo seu parceiro, Jimmy (Chris Geere). O que foi realmente satisfatório foi ver que, ao contrário de muitas produções, a doença da personagem permaneceu até o fim como um fator determinante da narrativa e nunca foi ignorada, pontuada por uma atuação incrível de Cash.

Por fim, um exemplo recente: Dickinson, uma das séries da nova plataforma de streaming da Apple TV+, dá uma repaginada na estrutura convencional de uma obra de época. Ao mostrar a vida da poeta progressista Emily Dickinson (Hailee Steinfeld), a narrativa mistura trap e música pop, com uma narrativa repleta de termos atuais (como spoiler, woke, etc) e sacadas inteligentes sobre a vida da protagonista. Mas tudo isso é, na verdade, uma forma de falar sobre a solidão da mesma.

Não é novidade para ninguém que a poeta passou grande parte da sua vida isolada na casa do pai, sendo que nos dias que antecederam sua morte, ela nem sequer saía para o resto dos cômodos. A maioria das suas amizades eram mantidas por meio de cartas e, limitada pelas condições impostas a mulheres naquela época, Emily sofreu com uma solidão avassaladora.

A obra foca em alguns pontos importantes, sendo o primeiro deles sua relação com Sue (Ella Hunt). Apaixonadas, elas não podem ficar juntas por causa dos estigmas da época. Além disso, sua amada acaba noiva do seu irmão — algo que, com certeza, influencia muito a poesia como seu maior refúgio para a vida. Mais tarde, quando ela se apaixona por Ben (Matt Lauria), ele acaba morrendo de tuberculose, não ajudando na sua natureza solitária.

Outro ponto fundamental para entender a personagem é a forma como sua família vê os seus poemas. Seu pai é abertamente contra mulheres buscando aprovação literária, e vários momentos de conflito na série surgem a partir deste ponto; enquanto isso, sua mãe é completamente voltada para criar mulheres como donas de casa e contra o comportamento considerado “rebelde” da protagonista; e, por fim, seu irmão é razoável, quando não está completamente tomado pelo ego masculino frágil e machucado pela genialidade de sua irmã e seu romance com Sue. No final, Dickinson é uma boa série sobre solidão e como uma mulher extraordinária buscou se fortalecer por meio da arte e da poesia. Afinal, a sinceridade de Emily e sua visão feroz e única é o que fez ela ser considerada uma das melhores poetas que já existiu.

É possível falar de muitas outras personagens que sofreram durante suas jornadas: Wynonna Earp (Melanie Scrofano), da série homônima; a própria Buffy (Sarah Michelle Gellar), de Buffy, A Caça Vampiros; Emma Swan (Jennifer Morrison) de Once Upon a Time, e muitas, muitas outras. A lista é enorme e começa muito antes da trajetória de Dana Scully ter início, e continua mesmo após o seu fim. Porque a solidão é um assunto universal, retratá-lo nas telas é inevitável, mas é preciso estar atento a maneira correta de fazê-lo se afastando do clichê das protagonistas fortes cuja única característica é o sofrimento, principalmente quando, na sociedade, a solidão pode vir de lugares e motivos inesperados, não apenas do sofrimento e da crueldade do homem.

Ser mulher pode sim ser sinônimo de solidão, mas ao mesmo tempo é sinônimo amizade, amor, respeito e luta. É um processo, e ele é complexo e cheio de nuances.

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4 comentários

  1. Que texto! Estou no chão. Nunca vi alguem falando tão abertamente sobre a solidão da Scully, e como isso impactou em todo uma geração que assistia Arquivo X. Parabens pelo texto.

  2. Arrasou muito! Escrita deliciosa, que expões tópicos subliminares, mas importantes.
    Que texto perfeito. Todos que são fascinados por Dana Scully deveriam ler.

    Além disso, sempre ficou explícito que ela possui uma personalidade mais introspectiva.

    Lendo o seu texto, me veio em mente um episódio, ainda na primeira temporada, onde Dana perde o pai e começa a ”acreditar” em Boggs (que podia se conectar com o espiritual e estava fadado à cadeira elétrica). Ela passou por dúvidas e o luto ainda era frequente. Scully expôs certas partes de seus receios sobre acreditar ou não nele, no entanto, o tão sábio e aberto Mulder, fez de tudo para contradizê-la, só porque era um caso pessoal, onde havia uma questão MulderxBoggs.
    Mulder muitas vezes não estava ali para Dana como ela estava para ele. E nem digo amorosamente e sim, de modo amigável e um apoio nos momentos de necessidade… O efeito colateral, como vc colocou, sempre caia mais em Scully…