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13 Reasons Why: lado B

13 Reasons Why

O dia 7 de abril foi escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para marcar o Dia Internacional da Saúde, definida pela própria organização como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”. A cada ano a OMS escolhe um tema central para a campanha, e em 2017 o tema escolhido foi depressão, abraçando como lema a frase “let’s talk” (vamos conversar).

A frase “vamos conversar” é um lema especialmente interessante porque ela assume múltiplas facetas quando relacionada à depressão. Precisamos todos, enquanto sociedade, conversar sobre a questão não só para que saibamos reconhecer os sinais e estender a mão do jeito certo, como também para reduzir os fortes tabus e preconceitos que ainda giram em torno das doenças da mente. Por um outro ângulo, é preciso também criar uma cultura de maior abertura, maior senso coletivo e receptibilidade para que as pessoas que estejam passando por essa situação possam se sentir um pouco mais confortáveis para se abrir e procurar a ajuda que é tão essencial nesses casos.

A série 13 Reasons Why, baseada no livro de Jay Asher sobre o qual já falamos aqui, lançada pela Netflix em 31 de março e que está dando muito o que falar, se encaixa especialmente bem na proposta da campanha, por trazer o assunto à tona e gerar diálogo sobre a questão tanto dentro quanto fora das telas. Para quem não tomou conhecimento do fenômeno, a série gira em torno do suicídio de Hannah Baker (Katherine Langford), uma adolescente de 17 anos vítima de bullying e da nossa sociedade patriarcal. Antes de morrer, a menina deixa uma série de fitas cassete narrando e explicando detalhadamente as 13 razões do seu suicídios, representadas por 13 pessoas diferentes. Se a premissa é a mesma da obra original, a série 13 Reasons Why vai além do livro em diversos pontos, tanto em pontos positivos quanto em alguns que consideramos negativos.

Ainda essa semana publicamos um texto sobre o “Lado A” dessa história, o livro, e você pode conferi-lo. Agora, no “Lado B”, comentaremos mais especificamente sobre a série e as principais diferenças entre as duas obras, que são muito expressivas.

Atenção: esse texto contém spoiler.

13 Reasons Why

De antemão, é preciso chamar atenção para a grande fonte de frustração de todos os amantes de obras específicas que são adaptadas para outras formas de mídia, porque algumas coisas simplesmente não são traduzíveis entre essas plataformas. Em obras de literatura em geral, a abertura para a expressão dos sentimentos e pensamentos dos personagens é absoluta, enquanto em obras visuais tudo o que temos acesso é aquilo que podemos ver e ouvir, seja em ações, falas, narração ou expressões faciais, o que deixa fora do nosso alcance grande parte dos elementos determinantes de qualquer história.

Isto posto, podemos falar da “principal” diferença de abordagem que é: no livro, o foco absoluto da história são as narrações das fitas e os pensamentos de Clay Jensen (interpretado na série por Dylan Minnette). Isso é tudo a que temos acesso na obra literária. Na série isso foi completamente modificado, o foco passou a ser as consequências dessas fitas na vida dos personagens envolvidos nelas. O tom ficou muito mais abrangente, passou de primeira pessoa para terceira pessoa e na verdade é como se as gravações fossem o narrador, que está ali para guiar e contextualizar os acontecimentos presentes. Outra diferença muito importante, que foi necessária para esse novo desenvolvimento, foi a temporalidade. No livro, Clay faz o que qualquer pessoa normal (e curiosa) faria e escuta todas as fitas numa tacada só. Na série ele demora tanto tempo que isso virou motivo de piada.

Essa demora, ao mesmo tempo que assume função estratégica de ditar o tempo da série e desenvolver os 13 episódios, também introduziu rapidamente a questão de respeitar os próprios limites e praticar o autocuidado. Clay chega a dizer a seu amigo que está demorando mais que os outros porque está tendo crises de ansiedade enquanto escuta e que precisava se preservar.

É importante ressaltar que, no livro, o personagem Clay não é o mesmo do mostrado na série, o que faz com que entremos num outro ponto diferente do seriado, a profundidade dos personagens. O Clay da série lida também com seus próprios problemas psicológicos, controlados inclusive com a ajuda de remédios, enquanto o Clay construído no livro tem muito mais semelhanças com o personagem Marcus Cooley (Steven Silver) da série do que com o próprio Clay — um garoto inteligente, focado na própria carreira acadêmica e, ainda que voluntariamente não participe de muitas das “atividades sociais” adolescentes, não é o alvo típico de bullying. Outra mudança na personalidade do Clay que define muito do tom da história é que no livro, em português claro, ele “passa pano pra macho” praticamente o tempo inteiro. Defende, em pensamento, os amigos que fizeram cagadas, pensando que “eles são caras legais” que cometeram um errinho que Hannah acabou por exagerar ao reagir. Já na série, ele aparece mais como “o justiceiro”. Fica indignado com cada uma das histórias e sai pela escola dando de dedo na cara de todo mundo, promovendo uma caça às bruxas.

13 Reasons Why

Outra personagem que sofre uma reformulação drástica na adaptação é Courtney Crimsen (Michele Selene Ang), mais uma vez com o objetivo claro de fazer gancho com outras questões sociais. Na Courtney do livro, o que vemos é uma personagem popular nos moldes tradicionais das obras adolescentes, e que busca a aprovação geral para manter a popularidade, sem outros objetivos que não sejam esse. A Courtney da série, por sua vez, aparece em um contexto completamente diferente — não é mais a menina popular, e sim a menina certinha e inteligente que não está preparada para assumir a própria sexualidade em todas as suas consequências. Isso, de certa forma, traz um senso de propósito maior para as ações dela em relação à Hannah — não são só atos de maldade puros e simples, mas formas de “se defender”, ainda que de forma distorcida e errada.

É interessante observar esse medo de assumir a própria sexualidade vindo justamente de uma personagem que tem pais gays. O ponto causa estranheza, a princípio, mas a explicação posterior de que ela já sofre com preconceito desde a infância por causa dos pais e, ainda, crescer vendo o preconceito que os pais sofrem traz a tona a reflexão de que os preconceitos e as opressões são fenômenos sociais e não individuais. A Courtney pessoa sabe melhor do que qualquer um que não existe nada errado em fugir à heteronormatividade, mas ela também sabe que a sociedade como um todo não enxerga as coisas dessa forma — e é totalmente humano que queira fugir disso.

Acreditamos que, até agora, essas mudanças foram justificáveis e contribuíram com um melhor desenvolvimento da história, mas precisamos citar também algumas alterações desnecessárias e que foram conduzidas de forma completamente arbitrária, sem fazer sentido nenhum. Algumas menos expressivas, como a mudança de nome de uma das personagens (Jenny, do livro, que virou Sheri, na série, representada por Ajiona Alexus), outras mais impactantes, como o fato de Tony Padilla (Christian Navarro) pertencer a uma gangue. Com “impactantes” definitivamente não estamos querendo dizer “bem abordadas”, já que isso foi completamente jogado na trama, sem ser desenvolvido ou sequer explicado.

Outro efeito que a mudança do ponto de vista (da primeira pessoa, no livro, para a terceira pessoa representada pela câmera) é que as imagens na série se tornam muito mais violentas e explícitas. Na cena do estupro da Jessica Davis (Alisha Boe), por exemplo, no livro nós acompanhamos a Hannah, trancada dentro do armário, consciente do que está acontecendo do lado de fora por meio dos sons e da lógica, mas não de fato vendo o que está acontecendo. Na série, temos uma cena explícita de estupro que, como se não fosse suficiente, é repetida mais adiante com a própria Hannah.

13 Reasons Why

Além disso, enquanto no livro as circunstâncias do suicídio são apenas descritas de passagem, na série nós vemos a cena em todos os seus detalhes chocantes. Muito além de apenas mostrar, eles mudaram a forma de suicídio — de ingerir comprimidos, para cortar os pulsos — que tinha sido escolhida e explicada pela personagem do livro, sem nenhum objetivo aparente que não obter uma cena mais sensacionalista e chocante.

Se é verdade que antes de alguns poucos episódios é mostrado um aviso de gatilho, muitas cenas explícitas e chocantes, como flashes do estupro da Jessica e imagens de Hannah morta com os pulsos cortados, são mostradas em outros episódios sem nenhum cuidado. Ademais, ao incorporar essas cenas explícitas, a série nega acesso de parte do público ao debate, forçando com que o espectador ignore os próprios gatilhos para ter acesso à obra completa ou simplesmente seja excluído do debate. Não estamos falando aqui de censura ou de pudores desnecessários, mas sim de mais cuidado ao jogar assuntos tão sérios e pesados de forma tão clara na cara do espectador, que pode não estar minimamente preparado para isso.

A inclusão de cenas explícitas de violência em geral, estupro, drogas e suicídio, chega a ser contraditória. O livro é originalmente voltado para o público adolescente, que é excluído da audiência da série com a inclusão desses tópicos na forma como foi feita. Pelo sistema de classificação etária brasileira, por exemplo, a obra seria classificada no mínimo para o público maior de 16 anos, quando a série poderia ser gancho para um debate fundamental para o público muito antes dessa idade. Pela classificação norte-americana, nem mesmo jovens da idade dos personagens da série poderiam ter acesso a esse tipo de conteúdo. Não existe nenhum sentido em se produzir uma série com vistas a um público para o qual ela é contra indicada.

Apesar de tudo isso, se a série foi em algum nível bem sucedida em fomentar um diálogo nos meios de comunicação sobre a questão da depressão, suicídio e sua inter-relação, o que observamos é que em muitas ocasiões uma questão importantíssima foi, mais uma vez, suprimida do debate: a misoginia. Porque as vozes femininas ainda são tímidas em muitos campos, inclusive na produção de críticas e conteúdos considerados “sérios”, o debate muitas vezes foi direcionado e conduzido no sentido em que os homens conseguem se identificar — a depressão.

13 Reasons Why

Sem nenhuma intenção de afastar o debate desse ponto que é, sim, fundamental de ser discutido, não podemos esquecer que o ponto central da história de 13 Reasons Why e de grande parte das violências sofridas pela Hannah é a questão de gênero e todos os problemas que uma sociedade machista e patriarcal acarretam na vida das mulheres. Repetindo o que já foi deixado claro no texto sobre o “Lado A”, é inevitável levar em consideração que DEZ das trezes pessoas-motivo de Hannah são homens — e, em geral, homens fazendo homices. Começamos com boatos, listas de objetificação, fotos tiradas sem autorização e assédio até que chegamos ao “ápice” da cultura do estupro com sua consolidação. Duas vezes.

Com tudo isso, não é como se a gente pudesse reclamar que a história não quis demonstrar que isso acontece — o problema é a forma como isso foi trabalhado depois de ser abordado, o que, inclusive, é um problema nítido na série e que não acontece somente com esse assunto. Cá em cima, ao falar do Clay, dissemos que sua preocupação com seu próprio estado mental foi abordado de forma muito rápida e não desenvolvida. Pois bem, dessa mesma forma foram citados assuntos como misoginia, homofobia, negligência parental, abuso/dependência de drogas e fetichização das relações lésbicas tudo muito rapidamente e sem o desenvolvimento necessário.

Quando a gente pede que esses assuntos sejam mais explorados na mídia, o que a gente quer é que eles sejam aprofundados e bem discutidos. Jogar várias questões importantes num liquidificador, misturar tudo e não falar direito de nada não é, nem de longe, responder a esses anseios, e aí entramos na questão de responsabilidade social. Retratar situações problemáticas sem apontar especificamente os motivos de elas serem problemáticas não é abrir o diálogo, não é nem trazer à tona, porque dessa forma elas só serão realmente observadas/percebidas por quem já tem consciência da existência desses problemas.

Entretanto, se há um ponto realmente positivo trazido pela série, é a noção de responsabilização social coletiva em situações que envolvem depressão e suicídio. Por desconforto, tabu ou o que seja, o debate em questão é frequentemente abafado e o problema é confinado à pessoa diretamente envolvida — nesse caso, Hannah. Em diversos momentos, vários personagens fazem questão de enfatizar que a responsabilidade na situação é toda da Hannah, que ela tirou a própria vida, quando o objetivo da obra é justamente apontar que, ainda que fosse a mão dela própria segurando a lâmina, todos nós fizemos aquilo com ela. Para que se tenha algum sucesso na busca pela cura/prevenção, depressão e suicídio precisam parar de ser tratados como questões individuais e começar a ser tratados com a abrangência social que realmente têm. É preciso recriar conexões e ampliar o debate para que a sociedade como um todo esteja equipada para reconhecer os sinais e não ser um porquê. Foi a Hannah que cometeu o suicídio, mas também foram todas as pessoas que compõem a nossa sociedade doente. A mensagem melhor transmitida da obra foi o lembrete de que tudo o que fazemos tem consequências, que a gente nunca vai ser capaz de adivinhar que reações os outros terão ao que fazemos e que por isso precisamos exercitar diariamente a empatia e a gentileza. Parece clichê, parece piegas, mas é simplesmente a realidade. Você não sabe que batalhas o outro está lutando. Seja gentil. O ponto não é se doer e ficar na defensiva com discursos como “mas era só uma brincadeira”, e sim aceitar de uma vez por todas que não, para aquela pessoa pode não ter sido só uma brincadeira, pode ter sido a gota que faltava para um balde transbordar.

13 Reasons Why

É possível que a série tenha sido bem intencionada ao tentar humanizar todos os personagens, levar a mensagem de que todos são agressores e vítimas simultaneamente — como Tyler Down (Devin Druid), que é a maior vítima de bullying, comete um dos atos mais problemáticos entre os narrados nas fitas, e começa um novo ciclo ao ser mostrado comprando uma arma, o que sugere uma relação com os atentados tão frequentes em escolas norte-americanas realizados muitas vezes por homens que anteriormente sofreram violência eles mesmos nesses ambientes — mas definitivamente erra a mão ao querer, dessa forma, justificar ou até minimizar comportamentos completamente nocivos. Não, Justin, você não deveria aceitar que seu amigo estuprasse sua namorada só porque ele já te fez favores importantes quando você precisou. Quando você vê alguém detonando a vida de outra pessoa, não existe justificativa, não existe passar o pano pro amiguinho, não existe amiguinho.

Finalmente, se existe um outro ponto no qual a série merece ser elogiada é o elenco. Considerando que, na nossa sociedade, o padrão é o branco, homem hétero e nós somos constantemente lembrados dos nossos próprios preconceitos a recorrer a esses padrões sempre que a descrição não é explícita no contrário, 13 Reasons Why dá uma bola dentro ao dividir em partes surpreendentemente equivalentes os papéis entre brancos, negros, asiáticos e latinos, tanto no elenco principal quanto entre os figurantes. Mesmo onde não há descrição expressa no original, a série traz uma diversidade étnica e sexual (nenhum dos personagens é descrito como gay ou lésbica no livro) que deveria ser o padrão, mas acaba chamando a atenção por ser a exceção.

Não é uma surpresa que uma série com uma proposta tão ousada (e perigosa) quando 13 Reasons Why chame a atenção, mas o cuidado em produções do tipo precisa ser tão grande quanto a ousadia. Se a série acerta em trazer à luz uma discussão que até o momento esteve nas sombras, sempre no canto escuro do quarto, ela não faz isso sem incorrer em erros de diversas proporções. Que a iniciativa tenha sido observada e que possamos ter esperança em próximas produções aumentando, assim, o diálogo — e sendo conduzidas de formas mais responsáveis. Por hora, o importante é que não deixemos o debate morrer e nos esforcemos ao máximo para não ser um dos porquês.

Crítica escrita em parceria por Analu e Paloma.

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4 Comentários

  • Responda
    RAQUEL MORITZ
    10 de abril de 2017 at 12:34

    Parabéns pela resenha! Eu gostei muito da série, mas só depois de terminá-la que fui vendo alguns dos seus problemas (sendo o mais contraditório deles, a inclusão de cenas chocantes que excluem a audiência a que foi direcionada). Obrigada pelo cuidado e pelo tempo dedicado 🙂

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    Lucas
    11 de abril de 2017 at 22:49

    Porque que os homens nunca prestam?
    Essa série é absurda e feminista!
    Tudo num tom dramático e megalomaníaco fazendo a sociedade adoecer ainda mais!
    Eu sou homem e nunca estupraria nem seria um retardado como os os homens são retratados nessa série!

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      Mel
      12 de abril de 2017 at 09:58

      Concordo q caras legais existem, mas a maior parte da minha adolescencia só conheci gente idiota como na série. É questão de maturidade

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    Ana Julia
    14 de abril de 2017 at 07:42

    Quando terminei a série tinha várias coisas na mente, vários sentimentos e pensei, também, no que vocês diriam sobre o assunto. Eu notei todos os pontos mencionados, exceto o de que pessoa que nao tem uma “base” de toda as questões apontadas na série provavelmente nao vao entender a dimensão disso. Talvez ontem, em conversa com uma colega, eu tenha tido um vislumbre disso quando a mesma disse que nao queria spoiler porque achava que talvez hannah nao tivesse se matado e sim sido assassinada e pensei: sério que é isso que a série ta provocando em vc? Com um primo, o mesmo disse que Hannah tinha sido babaca em alguns momentos e foi dificil convencê-lo do contrário. Achei as cenas absurdamente fortes e só pude pensaf que algumas pessoas nao poderiam assistir, especialmente as que tem alguma tendência(?) Suicida. Mas ao mesmo tempo entendo que o objetivo foi causar mesmo, jogar na cara das pessoas o quao triste e lamentável isso é. Tem gente que banaliza demais temas como estupro e suicidio. Lembra quando Bryce fala algo como “se isso for estupro, todas as garotas querem/foram estupradas na escola”, e essa mentalidade é muito real. O colega acima disse que jamais faria o que fizeram com Hannah e realmente torço por isso. Mas, veja, mesmo Clay sendo “o justiceiro”, ele comete deslizes durante a série com comentários machistas – tao introjetado que ele nem nota – e insensíveis. Eu sei que de certa forma é difícil para todo mundo e nem sempre conseguimos captar como outro ta se sentindo, mas a gente pode tentar ter mais empatia. Não é piegas, é assunto sério. Ano passado uma menina da escola que eu estudava se suicidou e logo depois duas pessoas próximas dela também tentaram. Foi pesado e nao faço ideia do que elas estavam passando.
    Enfim, ainda to absorvendo tudo que a série demonstra e espero organizar melhor minhas ideias.
    Apesar de terem sido abordados de forma superficial, achei que na verdade eles conseguiram distribuir bem o tempo em apenas 13 episódios p colocar tanta coisa em discussao. Alem disso abre espaço para um temporada seguinte que poderia desenvovê-los melhor. Meu medo é que o lucro fique acima disso e estraguem a série.

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