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LITERATURA

Força literária em tempos patriarcais: uma ode às escritoras clássicas

Feche os olhos por um momento e pense num clássico literário. Se o livro em que você pensou não tiver sido escrito por uma mulher, mas sim por um homem velho ou morto, branco e possivelmente europeu, não se sinta mal: não é culpa sua, é da nossa educação. Nós somos ensinadas a acreditar que os grandes clássicos da literatura foram produzidos por eles e que às mulheres só interessava fazer bordados e cuidar da família.

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LITERATURA

Let’s get information: 9 livros sobre feminismo para iniciantes

Por muito tempo hesitei ao me declarar feminista porque não tinha estudado o suficiente e acreditava que isso me separava do movimento. “Me identifico com o feminismo, mas não sinto que sou feminista porque ainda não li a teoria”, era o que eu dizia e já ouvi muita gente dizer. É verdade que o feminismo, principalmente uma considerável parcela do movimento brasileiro, se desenvolveu de forma bastante encastelada nas universidades, ganhando até o nome de feminismo acadêmico, mas não podemos limitá-lo a essas discussões construídas no ambiente fechado e excludente das universidades. Estudar, ainda mais estudar relações de gênero, continua sendo um privilégio para poucas, e ainda que seja muito enriquecedor e esclarecedor estar em contato com esse tipo de conhecimento, entendendo de forma contextualizada como surgiram ideias e conceitos que buscamos e lutamos na prática, o domínio teórico não pode ser uma barreira que nos separa, muito menos que se coloca numa posição superior àquela da experiência vivida todos os dias, por todas as mulheres — que está longe de ser única ou igual.

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LITERATURA

Sociedade Secreta e os lugares de mulher

Em Um Teto Todo Seu, Virginia Woolf dá voz a uma tal de “Mary Beton, Mary Seton, Mary Carmichael, ou qualquer nome que lhe agrade — não é uma questão de importância alguma”, a quem é dada a missão de escrever sobre o tema “mulheres e ficção”. Mary é impedida de caminhar pelo gramado da universidade de “Oxbridge” — seu lugar, como mulher (e, portanto, definitivamente não uma estudante da instituição), é o cascalho.

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