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MÚSICA

Troféu Valkirias de Melhores do Ano: Música

2017 foi um ano de muitos ótimos lançamentos na área musical. Se é que algum fio condutor comum pode ser encontrado entre esses trabalhos tão diversos, ou pelo menos a maior parte deles, é a ênfase corajosa nos sentimentos, se permitir ser vulnerável diante do olhar público. Em certo sentido pode não parecer tanta coisa, músicos escrevem sobre seus sentimentos e suas vidas pessoais desde que o mundo é mundo, mas em algum nível parece que esse ano isso foi feito de uma forma ligeiramente diferente. Como cantado pelo queridinho do público Harry Styles — que não está nessa lista exclusivamente feminina, mas também lançou esse ano um álbum que se encaixa nesse mesmo padrão — em uma das músicas de seu novo álbum, “we are not who we used to be” [nós não somos quem costumávamos ser]. E de fato talvez não sejamos mesmo.

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MÚSICA

Reputation: Taylor Swift em curto-circuito

“Aqui jaz a reputação de Taylor Swift”, é o que aparece escrito numa lápide na abertura de “Look What You Made Me Do”, primeiro clipe da era reputation. A música é talvez a pior do novo álbum – alguns vão longe o bastante para declará-la a pior de sua carreira –, mas tem em si a chave para sua nova era, sendo a escolha perfeita para marcar o retorno da artista à vida pública depois do escândalo envolvendo o casal Kardashian-West e a onda de ataques na internet, que tiveram como consequência um ano em que Taylor Swift basicamente sumiu. Com letra caricata e sonoridade estranha, “Look What You Made Me Do”, tanto música quanto clipe, carrega duas mensagens importantes.

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COLABORAÇÃO INTERNET

O poder de um nome: treta não é discurso de ódio

Eu faço de um tudo pra evitar o Facebook. O algoritmo não é perfeito e toda vez que caio no feed de notícias acabo vendo algum post que me faz querer bater cabeças em quinas e desistir da civilização ocidental. Há umas semanas, o responsável pela minha vontade de colocar cianureto na água da cidade foi uma coluna opinativa (e obviamente caça-clique) da edição brasileira de uma renomada revista estadunidense. Enquanto enaltece a música “1-800-273-8255″, do Logic, e a série 13 Reasons Why como iniciativas anti-suicídio, o jornalista Marcos Lauro lamenta a participação de dois nomes de peso do mundo pop no último VMA: De acordo com ele, o clipe de “Look What You Made Me Do”, da inimiga-oficial da geração millennial Taylor Swift, que estreou no evento; e a apresentação da girlband Fifth Harmony, fazem um desserviço graças ao uso do, err, discurso de ódio.

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LITERATURA MÚSICA

Blank Space, Garota Exemplar e a tradição literária

Ao longo do tempo, na tradição de contar histórias, muitos temas se repetiram e ainda se repetem. Histórias como a de Jesus, Frodo Bolseiro, Anakin Skywalker e Harry Potter, por exemplo, possuem muitas semelhanças entre si, pois todas as três se encaixam dentro do conceito de Jornada do Herói (ou Monomito), que segundo o antropólogo e criador do conceito, Joseph Campbell, possui três estágios principais: a separação, quando o herói é chamado à sua missão; a iniciação, quando ele se prepara para a aventura; e o retorno, quando o herói enfrenta a crise e a morte e volta de sua aventura. Mesmo desenvolvidas em torno do mesmo tema, o Novo Testamento, O Hobbit, Star Wars e Harry Potter não são obras iguais, tampouco cópias uma das outras. Apesar das quatro histórias encaixarem na mesma estrutura da Jornada do Herói, cada uma foi construída de certa maneira e segundo a estilística de seus autores.

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MÚSICA

Entre lobos e cordeiros: Taylor Swift e o que significa ser uma mulher sob os holofotes do mundo

Da escolha de seu nome, passando por mudanças de sonoridade até o uso das redes sociais: nada a respeito de Taylor Swift é por acaso. A escolha da capitalização das letras no encarte dos seus discos é a chave para mensagens secretas, seus clipes são carregados de simbolismos, 13 é o número de sua vida e ele está em todos os lugares, mas não é só isso. Seus pais escolheram lhe dar um nome sem gênero definido porque imaginaram que, caso ela resolvesse seguir carreira no mundo dos negócios, as pessoas não saberiam se Taylor fazia referência a um homem ou a uma mulher ao ver seu nome num cartão, lhe poupando, pelo menos no início, de ser subestimada apenas por ser mulher. 

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