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semana do amor 2016

LITERATURA

Lock & Key de Sarah Dessen: sentimentos, camadas e intersecções

Passei anos conhecendo Sarah Dessen apenas pelo nome, até me deparar com uma pilha de obras dela na seção de livros em outros idiomas da livraria. Os livros estavam ali, à disposição, e eu estava ali, na ânsia de adquirir algo novo. O único título que eu conhecia, Just Listen, estava em falta, então pedi para minha amiga escolher qualquer um daquela pilha e me entregar. Saí de lá com um livro chamado Lock & Key, sem ideia alguma do que eu poderia esperar dessa experiência literária. E que bom eu fiz isso. Não sou uma pessoa de encontro às cegas, mas dessa vez me surpreendi, pela profundidade que a história alcança como um livro do gênero jovem adulto.

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CINEMA

Encontros e Desencontros

Em um passado não tão distante e num futuro não tão inimaginável, uma mesma sensação de estar perdido entre milhões. Esses são os principais pontos de Encontros e Desencontros e Ela, dois filmes que se parecem muito com a vida. Os dois longas foram premiados com o Oscar de Melhor Roteiro Original em 2003 e 2014, respectivamente, e merecem todos os aplausos que ganharam.

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TV

Jessica Jones: nós não estamos sozinhas

Jessica Jones não é uma série qualquer. Lançada no final do ano passado, a série chegou para reforçar um movimento ainda recente (mas extremamente necessário) que busca trazer protagonistas femininas para o centro de um universo predominantemente masculino: o dos super-heróis. A série, no entanto, vai além. Se, enquanto super-heroína, Jessica (Krysten Ritter) é uma personagem completa e muito bem desenvolvida em toda sua complexidade, enquanto mulher, ela se torna figura fundamental na representação de um problema que, infelizmente, ainda é muito romantizado na ficção: os relacionamentos abusivos.

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LITERATURA

Jane Austen: muito além do romance

Quando menciono algum livro de Jane Austen para uma pessoa que não está muito por dentro do assunto, geralmente a primeira reação dela é pensar que estou falando a respeito de romances açucarados, ou, como adoram frisar, de livros que deram origem a “filmes de mulherzinha” (nota: detesto esse tom pejorativo a respeito dos “filmes de mulherzinha”, mas isso é assunto para outro post). O que eles não sabem, bobinhos, é que os livros de Miss Austen vão muito além do simples romance.

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TV

A evolução amorosa de Callie Torres em Grey’s Anatomy

Callie Torres

Quando a Callie Torres (personagem interpretada por Sara Ramirez)  surgiu em Grey’s Anatomy, ela era quase nada. Sua entrada aconteceu, aparentemente, porque outro personagem, George O’Malley, precisava de um par romântico. Mas usar personagens femininas como meios para atingir fins pontuais obviamente não é uma característica da Shonda Rhimes (produtora e criadora da série), e com muita alegria pudemos assistir Callie crescer vertiginosamente em relevância e em tempo de tela, até se tornar uma das personagens mais importantes da série.

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CINEMA

Uma defesa apaixonada das comédias românticas

Ou: Ode à Nora Ephron

Uma coisa que digo constantemente é que eu queria que minha vida fosse uma comédia romântica, e acho que já chegou a hora de admitir que esse é meu gênero cinematográfico favorito. Sempre que ensaio dizer isso, sinto logo um impulso ridículo de emendar que também sei apreciar filmes sérios e que meu amor por comédias românticas é seguido bem de perto pelo meu amor por filmes de terror — o que inicialmente pode parecer um contraste, mas se a gente pensar bem existem muito mais coisas em comum entre A Bruxa e Sleepless In Seattle (o título em português é Sintonia do Amor e eu me reservo o direito de terminantemente me recusar a utilizá-lo) do que a gente imagina.

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