Navegando Pela Tag:

representatividade

CINEMA

Por que a decisão de Nicole Kidman importa (mas é só o começo)

(Ou Cannes, representatividade, indústria cinematográfica e micropolítica)

“Eu faço [um esforço consciente de trabalhar com mulheres]. Eu acho que é necessário e vou continuar fazendo. Parte da minha contribuição é poder dizer: a cada 18 meses farei um filme com uma diretora, porque esse é o único jeito de as estatísticas mudarem. Quando outras mulheres começarem a dizer: ‘Não, eu vou ESCOLHER uma mulher agora’.”

Continue Lendo

MÚSICA

Mitski não é a típica garota americana, mas a rockstar do nosso futuro

No início do ano, o New York Times lançou um especial que buscava apontar, através de 25 músicas, aonde o cenário musical estava indo. Entre nomes com propostas tão distintas como Missy Elliot, Mitski, Lady Gaga, Solange, Kanye West e Leonard Cohen, o denominador comum que unia os 25 artistas era que, cada um à sua maneira, todos estavam construindo trabalhos profundamente voltados para a ideia de identidade. Faz sentido. Vivemos um zeitgeist mundial em que esse tipo de questionamento – Quem somos? De onde viemos? – parece pautar toda a nossa produção artística: minorias sociais estão em destaque e seus membros estão descobrindo o que significa ser mulher, ser negra, ser imigrante, ser homossexual, em uma sociedade estruturalmente machista, racista e homofóbica, que sempre suprimiu e apagou essas identidades; a internet permitiu uma autonomia maior para criar, produzir e colocar nossas vozes no mundo, desafiando os meios já estabelecidos e restritos, permitindo que pessoas tenham a chance de dizer a que vieram sem a intervenção enviesada de intermediários. Um exemplo é este site que você está lendo agora.

Continue Lendo

TV

Master of None: Aziz Ansari I love you

Master of None

Quando a gente escreve sobre filmes ou televisão, existe esse maneirismo recorrente que é definir obras em que a cidade cenário faz uma participação importante como uma carta de amor àquele lugar – provavelmente Nova York. Outra forma de dizer isso é escrever que a cidade – muito provavelmente Nova York – se transformou em um personagem daquele filme ou série. É um jeito preguiçoso (pois repetitivo), porém preciso de se falar sobre um aspecto significativo de determinadas obras que realmente inserem a cidade onde ela está localizada como um personagem daquela história – e, dependendo do tom, o resultado no fim das contas pode ser uma carta de amor àquele lugar. Não tem como pensar Gilmore Girls sem Stars Hollow, Twin Peaks sem Twin Peaks, e Sex & The City ou Gossip Girl sem Nova York; isso porque a cidade é um contexto importante que vai nos dizer um pouco sobre quem são aquelas pessoas, o que elas procuram, suas limitações e frustrações, como e por que elas chegaram ali e para onde elas querem ir.

Continue Lendo

TV

Crítica: Orange is the New Black

Algumas coisas nunca mudam, e se esses últimos quatro anos servem de alguma prova é que é impossível negar que Orange is the New Black é muito mais do que apenas hype. A quarta temporada da série estreou na Netflix no último dia 17 de junho, e, por óbvio, a internet implodiu, os fóruns seriadores também, e nós, aqui do Valkirias, não poderíamos deixar a ocasião passar sem nota.

Continue Lendo

MÚSICA

Como a Pitty contribuiu para minha formação como mulher

A Pitty não foi minha primeira grande ídola mulher. Lá pelos dois anos de idade eu fui muito fã da Daniela Mercury (se eu fizer uma lista das coisas que eu curtia com dois anos vocês não acreditariam que eu era uma criança de dois anos), e depois vieram várias outras meninas e mulheres que podem ser consideradas mais apropriadas à faixa etária. Mas uma hora a infância passou, eu comecei a entrar naquela fase de autoafirmação em que precisamos escolher e construir nossa personalidade e gostos, e foi nesse momento crucial que nossos caminhos se cruzaram e ela entrou na minha vida, trazendo uma perspectiva e uma sensatez que ninguém mais poderia ter fornecido à minha formação.

Continue Lendo

TV

Arrow: Em defesa de Laurel Lance

Arrow é uma das séries mais problemáticas da minha grade no momento. Depois de uma primeira temporada bem acima da média e uma segunda que conseguiu manter as expectativas elevadas, a terceira e a quarta vieram para provar que nem só de tramas bem amarradas e vilões poderosos se faz a história do Arqueiro Verde. Entre problemas de roteiro, personagens que sumiram de forma abrupta e plots que não fazem o menor sentido, a série sofre ainda com um problema recorrente na ficção, de um modo geral, mas que aqui surge com uma força assustadora: a péssima representação feminina.

Continue Lendo