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representação feminina

CINEMA TV

Os estereótipos da mulher latina nas produções hollywoodianas

No cinema e TV norte-americanos, as mulheres latinas são vistas sob duas óticas opostas: uma mulher jovem de corpo curvilíneo, bronzeado e incrivelmente sexy, ou uma mulher “madura”, pouco atraente e frequentemente no papel estereotipado de Empregada Latina. O segundo estereótipo costuma passar tão despercebido que os nomes das atrizes que o interpretam são pouco fixados em nossas memórias. Já o primeiro perfil desdobra-se em dois estereótipos amplamente utilizados nas telas: a Mulher Latina Sexy, como a personagem de Penélope Cruz no filme Zoolander 2, dirigido por Ben Stiller, de 2016, e a Mulher Cabeça-Quente, que é tão extravagante quanto bonita, como a ruidosa personagem de Sofia Vergara na série televisiva Modern Family, no ar desde 2009. Citar uma atriz consagrada em Hollywood, como Penélope Cruz (de origem espanhola), e a atriz Sofia Vergara (de origem colombiana), atualmente a mais bem paga da TV norte-americana, é importante para demonstrar que nem mesmo elas conseguem se descolar do perfil “mulher latina” e que esses não são estereótipos antigos que já caíram em desuso pela produção hollywoodiana. Os estereótipos da mulher latina nessas produções persistem como uma equivocada representação. Continue Lendo

CINEMA

Em Ritmo de Fuga e o papel das coadjuvantes femininas

“I rarely meet men in real life as extraordinary as ones on film, and rarely see women on film as extraordinary as ones I know in real life.” (Jen Richards, criadora do Her Story Show)

(Tradução livre: “Eu raramente conheço homens na vida real tão extraordinários quanto os dos filmes, e raramente vejo mulheres nos filmes tão extraordinárias quanto as que conheço na vida real.”)

Em uma determinada cena de Em Ritmo de Fuga (originalmente Baby Driver, 2017), Debora (Lily James), a garçonete, conversa com o protagonista e seu par romântico, e admite, tristonha, que não há muitas músicas com o seu nome por aí. Ao perguntar a alcunha do personagem interpretado por Ansel Elgort e receber “Baby” como resposta, a garota afirma que os dois poderiam viajar de carro por bastante tempo sem esgotar as inúmeras canções existentes que citam o seu apelido.

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TV

Mary Winchester não é uma donzela em perigo

Dois de novembro de 1986. Algum tempo após colocar os filhos para dormir, uma mãe acorda com o barulho da babá eletrônica, posicionada estrategicamente ao lado da própria cama. “John?”, ela chama, ainda sonolenta, pelo marido; ele, contudo, não se encontra ao seu lado. Assim, ela levanta e se dirige até o quarto do bebê, cansada após mais um dia dedicado ao cuidado dos filhos, do marido e do lar; mas ao chegar no quarto, encontra um homem debruçado sobre o berço do bebê. No escuro e de costas para ela, sua silhueta lhe parece com a do marido, e sendo ele o único homem adulto na casa, não há nada com o que se preocupar – exceto que há algo muito errado acontecendo naquela casa. Era para ser uma noite qualquer na casa dos Winchester; até não ser mais.

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CINEMA

A representação feminina no cinema brasileiro: uma breve história

Não é de hoje que a imagem da mulher e a representação da mesma na literatura, no cinema e, posteriormente, na televisão, se tornou objeto de análise nas mais diferentes áreas de estudo. Desde meados do século XX, questionamentos sobre o papel da mulher em sociedade e os clichês que permeavam nossa existência já eram uma realidade, em especial para teóricas feministas, que desde os primórdios do movimento dedicavam seus esforços a compreender como problemas de uma sociedade estruturalmente machista e patriarcal eram refletidos nas mais diferentes mídias, e como o olhar masculino – que sempre fora regra nesses meios, nunca a exceção – contribuía para a construção de estereótipos irrealistas e idealizados, que se equilibravam no limiar entre a sexualização e a representação pouco complexa da nossa realidade enquanto mulheres.

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LITERATURA

Os 13 Porquês: lado A

os 13 porquês

Olá, meninos e meninas. Quem fala aqui é Hannah Baker. Ao vivo e em estéreo. Espero que vocês estejam prontos, porque vou contar aqui a história da minha vida. Mais especificamente, por que ela chegou ao fim. E, se estiver escutando estas fitas, você é um dos motivos.” É com essas palavras que Hannah Baker ressurge do mundo dos mortos para não deixar que sua história seja distorcida pelas vozes alheias.

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TV

The Last Kingdom e o que suas personagens femininas têm a nos dizer

O ano é 872. Os vikings avançam por pequenos reinos que, atualmente, compõe a Inglaterra, em busca de terras, escravos e riquezas, instaurando o terror por onde passam e transformando as belas paisagens europeias num – literal – campo de batalha. É nesse cenário contraditório, que une, ao mesmo tempo, beleza e tragédia, que se passa The Last Kingdom, série lançada em 2015 e exibida no Brasil pelo canal History.

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