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CINEMA

Crítica: Três Anúncios Para um Crime, muito aquém do esperado

Três Anúncios Para Um Crime

Após longos meses de espera infrutífera pela solução do caso envolvendo o estupro e assassinato de sua filha Angela (Kathryn Newton) em uma estrada deserta próxima à cidade fictícia de Ebbing, Missouri, Mildred Hayes (Frances McDormand) finalmente perde a paciência e resolve tomar medidas “drásticas”. A mulher contrata a empresa de publicidade responsável por três outdoors abandonados na mesma estrada em que aconteceu o crime e – com fontes garrafais sobre um fundo vermelho – lança ao mundo a pergunta que não quer calar: Como pode, chefe Willoughby?

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CINEMA

Crítica: Eu, Tonya

Uma das primeiras cenas de Eu, Tonya mostra a protagonista, com então quatro anos de idade, de mãos dadas com sua mãe, de pé em um ringue de patinação. A menina usa um capuz de pelúcia e sua mãe fuma no meio do ringue enquanto tenta chamar atenção da treinadora. A música que acompanha a cena dá todo o tom da produção pelos próximos 120 minutos: enquanto a câmera passeia do rosto da pequena Tonya para o de sua mãe, e então para o ringue de patinação, ouvimos a canção Devil Woman, de Cliff Richard, e seus primeiros versos. “Não tive nada além de má sorte, desde o dia em que vi o gato em minha porta”.

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CINEMA

Crítica: Me Chame Pelo Seu Nome, um elogio ao desejo

Dizem que um grande amor é aquele que não é eterno na prática, mas na memória, enquanto o amor da sua vida, esse sim, é para sempre. Li isso em num texto sobre relacionamentos que afirmava esse fatos com base em ciência nenhuma, e embora acredite cada vez menos na determinação universal de um único e eterno amor para toda vida (que é tão longa!), acredito no poder que alguns encontros podem ter de ser eternos, ainda que não durem. Desde que foi lançado, Me Chame Pelo Seu Nome foi definido muitas vezes como a história de um Primeiro Amor ou a história de um Amor de Verão, mas sinto que estarei lhe fazendo mais justiça se escolher olhar para o filme de Luca Guadagnino como a história de um Grande Amor.

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CINEMA LITERATURA

Extraordinário: porque todos nós vencemos o mundo

“Todo mundo deveria ser aplaudido de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo”. Quem disse isso foi Auggie Pullman (Jacob Tremblay), protagonista de Extraordinário, primeiro livro e best-seller infanto-juvenil da escritora norte-americana R.J. Palacio, que ganhou adaptação para o cinema no fim de 2017, com direção de Stephen Chbosky (de As Vantagens de Ser Invisível). Auggie certamente sabe algumas coisas sobre vencer o mundo: ele nasceu com uma síndrome genética cuja principal sequela é uma severa deformidade facial, que lhe rendeu uma extensa coleção de intervenções cirúrgicas no seu currículo de garoto de 11 anos. O que faltava nesse currículo, curiosamente, era algo muito comum na vida da maioria das crianças: a vida escolar. Por causa de seus problemas, os pais de Auggie, Isabel (Julia Roberts) e Nate Pullman (Owen Wilson), optaram por educá-lo em casa e foi assim que ele cresceu, tendo sua mãe como professora e nenhum colega na carteira ao lado. A história começa quando a mãe decide que já está na hora de ele criar asas e enfrentar essa nova fase, e então matricula o garoto em uma escola pela primeira vez, para começar o ensino fundamental II.

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CINEMA

Em Ritmo de Fuga e o papel das coadjuvantes femininas

“I rarely meet men in real life as extraordinary as ones on film, and rarely see women on film as extraordinary as ones I know in real life.” (Jen Richards, criadora do Her Story Show)

(Tradução livre: “Eu raramente conheço homens na vida real tão extraordinários quanto os dos filmes, e raramente vejo mulheres nos filmes tão extraordinárias quanto as que conheço na vida real.”)

Em uma determinada cena de Em Ritmo de Fuga (originalmente Baby Driver, 2017), Debora (Lily James), a garçonete, conversa com o protagonista e seu par romântico, e admite, tristonha, que não há muitas músicas com o seu nome por aí. Ao perguntar a alcunha do personagem interpretado por Ansel Elgort e receber “Baby” como resposta, a garota afirma que os dois poderiam viajar de carro por bastante tempo sem esgotar as inúmeras canções existentes que citam o seu apelido.

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CINEMA

A Bela e a Fera: quando a redenção não é possível

A versão live-action de A Bela e a Fera é muito parecida com a animação, o que já era possível observar nos trailers. Acompanhei muita gente falando mal disso, mas não achei nenhum grande problema. Aliás, a semelhança foi o elemento mais explorado na divulgação do filme;  todas as cenas liberadas, falas e músicas eram quase – se não totalmente – iguais às da animação. A semelhança não incomoda (pelo menos não aos fãs da história como eu) porque o filme conta uma boa história, e boas histórias valem sempre a pena serem contadas. Contudo, a nova versão apresenta algumas diferenças que, apesar de serem sutis, conseguem diferenciar o filme da animação.

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