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Rock Story: uma novela moderninha, mas nem tanto

Com narrativa consistente e interessante durante todos os seus 179 capítulos, Rock Story terminou sua jornada no início da semana como uma das melhores novelas das 19h dos últimos tempos. Arcos de narrativa bem fechados, contados em ritmo próprio e diferente do que estamos acostumados, contribuíram para que a novela prendesse a atenção dos telespectadores. O formato parece pronto para exportação e a narrativa gostosa de acompanhar faz com que poucos duvidem da capacidade da novela fazer sucesso em terras estrangeiras, como já o caso de outros produtos da Globo, como Verdades Secretas e Avenida Brasil.

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Do limão à limonada: Teresa e Estela em Babilônia

Nunca vou esquecer daquela noite: minha mãe, eu e minha avó sentadas em frente à televisão, assistindo à estreia de Babilônia. Era um dia como outro qualquer, em que nós três, de gerações tão diferentes, nos reunimos para ver  novela, um hábito que carrego desde a época que me entendo por gente.

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Maria Leopoldina: a arquiteta da independência brasileira

Embora eu não seja a maior entusiasta das novelas — o comprometimento diário de estar sempre a postos, no mesmo horário, para acompanhar os capítulos não funciona pra mim (e sim, eu sei que hoje em dia tem uma coisinha incrível chamada internet) –, quando vi as primeiras propagandas de Novo Mundo, trama das 18hs da Globo, fiquei interessada. Gosto de História e sempre fico empolgada quando personagens reais aparecem em produções pop — com exatidão histórica ou não, é sempre um meio para despertar as primeiras fagulhas de curiosidade que nos fazem correr atrás de fatos. E foi exatamente isso o que aconteceu quando parei para prestar atenção em Maria Leopoldina, interpretada na novela pela ótima Letícia Colin.

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Nazaré Tedesco: sentir-se bonita é sinônimo de vilania?

O ano era 2004. Você provavelmente nem tinha completado 15 anos. Renata Sorrah tinha 57. Conhecemos Nazaré Tedesco, a maior vilã de telenovelas do século XXI. Ladra de crianças, assassina, falsa enfermeira, ex-prostituta e exímia estelionatária, Naza infernizou quase todos os personagens da novela Senhora do Destino utilizando suas armas preferidas: a tesoura, a escada, o espelho e o batom.

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Cheias de Charme: vida de empreguete e 500 anos de história do Brasil

Quando Cheias de Charme estreou na Globo em 2012, vivíamos num Brasil com uma classe C que ascendia economicamente, se transformando na nova vedete do mercado, o público alvo que todo mundo queria atingir. Foi isso que trouxe, entre plumas e paetês, três empregadas domésticas – as Empreguetes – ao posto de protagonistas de novela, rompendo os âmbitos da área de serviço para o papel de heroínas do proletariado que se tornam estrelas da música. Apesar de lembrar com carinho da história de Penha (Taís Araújo), Rosário (Leandra Leal) e Cida (Isabelle Drummond), que assisti pela primeira vez aos 18 anos, caloura no curso de jornalismo, tive minhas dúvidas se a novela era mesmo tão boa assim quando a reprise foi anunciada no Vale a Pena Ver Novo. Estamos falando, afinal, de uma novela das sete de tom humorístico e satírico, que mistura crítica social, tecnobrega, um pouco de humor absurdo e alfinetadas na indústria do entretenimento – uma combinação que possui uma linha finíssima para se equilibrar se não quiser cair na caricatura grotesca ou simplesmente na falta de graça total e completa.

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Mesa Redonda: A gente não consegue parar de falar sobre Justiça

Mês passado a Rede Globo lançou a minissérie Justiça. Criada por Manuela Dias, a série aposta num formato inovador para o canal, onde a cada dia da semana é focado na história de um personagem diferente, num microcosmo baseado numa Recife em que todos estão mais ou menos interligados. Numa mesma noite, quatro crimes são cometidos e quatro pessoas são presas. Se a prisão foi justa, se o crime se justifica e como cada protagonista vai correr atrás da própria justiça, isso fica por conta do desenrolar da trama.

Já falamos aqui sobre como o conceito de male gaze pode ser observado na trama de Isabela, personagem de Marina Ruy Barbosa, assassinada no primeiro capítulo. Hoje, nos reunimos para conversar sobre impressões gerais da série até agora: o que ela promete, o que ela já entregou, o que gostamos, o que não gostamos, e o que esperamos do desfecho, agora que a série se encaminha para o final.

Observação: a conversa aconteceu no dia 8 de setembro, de modo que nossos comentários se limitam aos acontecimentos até essa data. E, claro, o texto contém spoilers. Continue Lendo