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música pop

MÚSICA

Madonna: você sabe como se sente uma garota nesse mundo?

Em 1990, logo após o lançamento do polêmico clipe Justify My Love, Camille Paglia escreveu um artigo no jornal The New York Times intitulado Madonna – finally, a real feminist. Através de uma crítica ao clipe, “O vídeo é bad word ográfico. É decadente. E é fabuloso.”, Paglia desenvolve uma argumentação de que o ataque aos homens, como categoria/classe, é um erro de alguns dos feminismos e que o trunfo de Madonna estava em reconhecer o masculino. Reconhecer e entender que as ambiguidades e profundidades presentes em relacionamentos heteronormativos, conhecer sobre sexo, sexualidade e desejo, prazer e corpo, a colocaria na vanguarda do feminismo.

“O Feminismo diz: Chega de máscaras!
Madonna diz que não somos nada, senão máscaras.”

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CINEMA MÚSICA

Stefani Coração de Diamante: a vulnerabilidade de Lady Gaga

“I might not be flawless but you know I got a diamond heart” [Eu posso não ser perfeita, mas você sabe, eu tenho um coração de diamante] diz o refrão da primeira faixa de Joanne, álbum mais recente de Lady Gaga, lançado ano passado. Embora pareça uma declaração simples – afinal, poucas pessoas além de Beyoncé podem se dizer infalíveis sem gaguejar – essa confissão de humanidade surpreende quando olhamos para quem é que está falando. Minha sequência favorita de Five Foot Two, mais recente documentário sobre a cantora, é uma montagem de vários momentos que mostram Gaga tentando entrar ou sair do carro rodeada por uma horda de fãs, usando seus figurinos marcantes, óculos escuros, perucas absurdas – lembro que, quando ela surgiu, em 2009, sua figura era tão imponente, impenetrável e desconcertante que eu tinha dificuldades até de assimilar como era seu rosto de verdade – intercalada com a filmagem de Gaga encontrando fãs ano passado, pouco antes do lançamento do disco: de short jeans, camiseta branca e delineador borrado, a cantora dá autógrafos e tira fotos com todos, mas seu olhar é vazio. Dá pra ver bem o seu rosto, e ele mostra que ela está perto de ter um ataque de pânico.

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MÚSICA

Carly Rae Jepsen: Quando os sentimentos são os únicos fatos

Meu primeiro contato com a Carly Rae Jepsen aconteceu em 2012: eu tinha 19 anos, “Call Me Maybe” estava no auge e, assim como quase todo mundo na época, me perguntava quem era aquela garota que conseguia transformar uma música aparentemente tão simples, em algo tão viciante e digno de nota, que fazia até os mais céticos em relação à música pop deixarem suas convicções de lado e encararem uma pista de dança.

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MÚSICA

Meiga, porém perigosa: A evolução de Ariana Grande

Não faz muito tempo desde que Ariana Grande se tornou uma referência na música pop atual. Seu álbum de estreia foi lançado há apenas três anos, mas seu trabalho foi reconhecido o suficiente para que ela se tornasse rapidamente uma das artistas que vendem como água. O resto poderia ser história, mas por que não uma história que não merece ser repassada?

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MÚSICA

Fifth Harmony: give it to them, they’re worth it

No quesito música, meu gosto é bem instável. No sentido de quando não estou ouvindo bandas indies que ninguém conhece (ou, se conhecem, as pessoas acham mais ou menos ou nem curtem), estou por aí cantando os pops virais (e só porque todo mundo conhece, não haveria de eu escapar). Sorte minha ter contatos antenados nas novidades musicais, que acompanham tudo em primeira mão, compartilham com o mundo suas descobertas e elas chegam até mim. Foi por meio dessa conexão maravilhosa que eu conheci Fifth Harmony, girl group formado por cinco integrantes – Ally, Camila, Dinah, Lauren e Normani – saído fresquinho da segunda temporada do X Factor.

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