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LITERATURA

Quantas obras escritas por mulheres negras você já leu?

A pergunta lançada no título parece simples, mas torna-se preocupante quando percorremos os olhos pelas nossas prateleiras de livros lidos. Indo além: denuncia a extensão da problemática que, infelizmente, transita pelas nossas estantes. A visibilidade da produção literária de mulheres negras é ainda baixa, mesmo hoje, com uma recente mudança de perspectiva do mercado editorial quanto à publicação dessas autoras e também do público leitor quanto a sua recepção. Contudo, muito antes deste movimento de reconhecimento, escritoras negras já faziam história sendo precursoras em seus caminhos pela literatura; elas enfrentaram a opressão da sociedade, foram contra o discurso vigente e, no processo, ganharam prêmios nunca antes dados a elas. Historicamente, as mulheres negras vêm produzindo literatura, apesar das barreiras estruturais. Pensando nisso, preparamos uma lista com exemplos de livros de escritoras negras que, de algum modo, foram pioneiras em suas trajetórias.

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COLABORAÇÃO TV

Lena Waithe: mais uma voz para as mulheres negras na televisão

“Todos os dias, quando você passar pela sua porta, coloque sua capa imaginária, vá e conquiste o mundo — porque o mundo não seria tão bonito quanto é se nós não existíssemos nele”. O conselho foi de Lena Waithe para a comunidade LGBTQIA, a qual ela agradeceu em seu discurso após receber o Emmy de Melhor Roteiro em Comédia ao lado de Aziz Ansari por Master of None. A escritora e atriz foi a primeira mulher negra (e lésbica) a receber o prêmio.

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TV

Cheias de Charme: vida de empreguete e 500 anos de história do Brasil

Quando Cheias de Charme estreou na Globo em 2012, vivíamos num Brasil com uma classe C que ascendia economicamente, se transformando na nova vedete do mercado, o público alvo que todo mundo queria atingir. Foi isso que trouxe, entre plumas e paetês, três empregadas domésticas – as Empreguetes – ao posto de protagonistas de novela, rompendo os âmbitos da área de serviço para o papel de heroínas do proletariado que se tornam estrelas da música. Apesar de lembrar com carinho da história de Penha (Taís Araújo), Rosário (Leandra Leal) e Cida (Isabelle Drummond), que assisti pela primeira vez aos 18 anos, caloura no curso de jornalismo, tive minhas dúvidas se a novela era mesmo tão boa assim quando a reprise foi anunciada no Vale a Pena Ver Novo. Estamos falando, afinal, de uma novela das sete de tom humorístico e satírico, que mistura crítica social, tecnobrega, um pouco de humor absurdo e alfinetadas na indústria do entretenimento – uma combinação que possui uma linha finíssima para se equilibrar se não quiser cair na caricatura grotesca ou simplesmente na falta de graça total e completa.

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