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TV

Os Defensores: o que poderia ter sido

Em 2013, quando a parceria entre Marvel e Netflix foi anunciada, a principal pergunta que estava sendo feita não dizia respeito à união dos gigantes, mas para onde o Universo Cinematográfico Marvel estava indo. Séries de televisão cujo foco se voltava para as trajetórias e conflitos de super-heróis, via de regra, já não eram mais uma novidade, e com o sucesso dessas adaptações para o cinema e o novo momento que vivia a televisão, sobretudo a norte-americana, parecia uma questão de tempo até que essas histórias passassem a ganhar espaço na tela pequena – algo que, de fato, aconteceu. De heróis com poderes especiais a vigilantes, passando por alienígenas, mutantes e histórias de origem e vilões, todos ganharam espaço para construir narrativas tão diferentes entre si que o único fator que as unia era o fato de serem baseadas no universo dos quadrinhos e seus heróis.

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CINEMA TV

As mulheres de Agents of Shield e o que o MCU pode aprender com elas

O inegável e estrondoso sucesso de Mulher-Maravilha nas bilheterias – são mais de R$ 387 bilhões contabilizados desde a estreia – e nas críticas – o filme possui 92% de aprovação no Rottan Tomatoes – confirmou aquilo que, nós, mulheres já sabíamos: filmes, séries, livros e qualquer produto de cultura pop que sejam centrados na figura feminina vendem SIM, e muito. Os números do filme da amazona trazem um significado ainda maior do que apenas a rentabilidade: mostram para as empresas que o argumento, utilizado de forma recorrente, de que super-heroínas não vendem não é mais válido.

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CINEMA

Crítica: Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Antes de iniciar essa crítica, preciso fazer uma confissão: quando anunciaram que fariam uma terceira encarnação para o Homem-Aranha nos cinemas, pensei comigo mesma (e, provavelmente, compartilhei no Twitter tal pensamento) (pois claro) que não havia necessidade de ser feito mais um filme para o Cabeça de Teia. Já tínhamos passado pelo Peter Parker adorkable de Tobey Maguire e pelo hipster de Andrew Garfield; do que mais a gente precisa? Ainda que exista o apelo do personagem, que é favorito de muitos (inclusive, meu), e que a Marvel precisasse inseri-lo em seu universo cinematográfico, não parecia justo contarmos com mais um reboot de um herói masculino, quando tantas heroínas ansiavam para ganhar vida nas telonas – e o público, para ver isso acontecer.

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CINEMA

Crítica: Guardiões da Galáxia – Vol. 2

Em 2014, quando o primeiro Guardiões da Galáxia chegou aos cinemas, blockbusters de super-heróis já eram um negócio mais do que consolidado: quase seis anos haviam se passado desde que a Marvel, essa imensa e ambiciosa Casa de Ideias, apostara na fórmula que catapultou seus heróis ao estrelato – mais de dez se pensarmos em seu primeiro filme, lançado quando a ideia de um universo expandido ainda parecia um plano muito distante –; uma fórmula ousada e igualmente ambiciosa que, na contramão daquilo que vinha sendo feito até então, se apoiava numa adaptação que não era nem uma versão do realismo sombrio e de cores escuras incorporado à época com louvor pela DC, nem uma fantasia colorida e completamente deslocada da realidade, como os clássicos filmes de super-heróis da década de 80.

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TV

Crítica: Punho de Ferro

Algumas histórias são tão frequentemente repetidas que se tornam grandes clichês da ficção. Mudam-se os cenários, os personagens, o contexto econômico, político e social em que cada uma delas está inserida, mas a essência continua exatamente a mesma. São, na maioria das vezes, variações da clássica jornada do herói, conceito que o antropólogo Joseph Campbell aborda em seu livro O Herói de Mil Faces, publicado pela primeira vez em 1949 e que desde então vem sendo interpretado, reinterpretado e replicado de forma exaustiva no cinema, na literatura e na televisão.

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CINEMA

Crítica: Doutor Estranho

Quando Doutor Estranho surgiu, na década de 70, o mundo experimentava um período único em sua história. Fora o momento político e econômico bastante conturbado, a década marcou o surgimento e acensão de inúmeros artistas na música, nas artes plásticas e no cinema, e estimulou a busca por liberdade e desmistificação de tabus. Não é uma surpresa, portanto, que a história criada por Stan Lee e Steve Dikto brinque com tantas referências da época e experimente conceitos até então inexplorados dentro do Universo Marvel.

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