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feminismo

LITERATURA

Lições de Chimamanda Ngozi Adichie para educar pessoas feministas

O livreto Para Educar Crianças Feministas surgiu como uma carta que a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie escreveu para uma amiga de infância que acabara de ser mãe de uma menina. Essa amiga, Ijeawele, recorreu à Chimamanda em busca de conselhos que ajudassem na criação de Chizalum Adaora não só como uma criança feliz e saudável, mas também como uma criança feminista. De acordo com a definição estabelecida por Chimamanda em outro livreto, Sejamos Todos Feministas, feminista é a pessoa que acredita na igualdade econômica, política e social entre os sexos, uma definição que é simples, mas cuja práxis se torna complexa uma vez que a desigualdade está em todo lugar.

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TV

Supergirl: As palavras têm poder

Um dos argumentos mais comuns usados por fanboys machistas, racistas e homofóbicos de quadrinhos para defender sua posição é o de fidelidade à fonte e coerência dentro do universo. Thor mulher? Fãs machistas de quadrinhos vêm gritar que o Thor sempre foi homem e por isso precisa continuar sendo. Homem-Aranha negro? Fãs racistas de quadrinhos vêm gritar que o Homem-Aranha sempre foi branco e por isso precisa continuar sendo. E, apesar do universo de adaptações de quadrinhos estar se tornando mais diverso em seus personagens e diretores – Mulher-Maravilha (dirigido por Patty Jenkins e lançado em 2017), Pantera Negra (dirigido por Ryan Coogler, com lançamento previsto para 2018), Thor: Ragnarok (dirigido por Taika Waititi e também lançado em 2017) são exemplos marcantes –, não é sempre possível contar com isso: a Sony, por exemplo, tem até um documento garantindo que o personagem Homem-Aranha será sempre branco e heterossexual nas adaptações cinematográficas, enquanto a adaptação do Hulu dos quadrinhos The Runaways colocou uma atriz magra para fazer o papel da personagem gorda Gert (mostrando que negar o cânone do texto-fonte é considerado irrelevante se é para encaixar uma personagem nos padrões estéticos da televisão).

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MÚSICA

Madonna: você sabe como se sente uma garota nesse mundo?

Em 1990, logo após o lançamento do polêmico clipe Justify My Love, Camille Paglia escreveu um artigo no jornal The New York Times intitulado Madonna – finally, a real feminist. Através de uma crítica ao clipe, “O vídeo é bad word ográfico. É decadente. E é fabuloso.”, Paglia desenvolve uma argumentação de que o ataque aos homens, como categoria/classe, é um erro de alguns dos feminismos e que o trunfo de Madonna estava em reconhecer o masculino. Reconhecer e entender que as ambiguidades e profundidades presentes em relacionamentos heteronormativos, conhecer sobre sexo, sexualidade e desejo, prazer e corpo, a colocaria na vanguarda do feminismo.

“O Feminismo diz: Chega de máscaras!
Madonna diz que não somos nada, senão máscaras.”

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ESPORTE

Seleção Brasileira Feminina: o que está acontecendo?

É “um passo pra frente e três para trás” que fala, né? Com esse tipo de dinâmica que o futebol feminino já está acostumado, especialmente o brasileiro que segue recebendo migalhas cada vez menores da CBF, da CONMEBOL, da FIFA, da torcida. Em setembro desse ano, com a demissão de Emily Lima, algumas jogadoras decidiram que já aguentaram o suficiente e o que se viu foi uma confusão generalizada que já estava mais do que na hora de acontecer.

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TV

The Handmaid’s Tale: Nolite te bastardes carborundorum

The Handmaid's Tale

Quando a plataforma de streaming americana Hulu anunciou que tinha uma adaptação do livro de Margaret Atwood, O Conto da Aia, em andamento, foi dada a largada para os leitores e seriadores mais ávidos se situarem do enredo da história e contarem os dias para conferir o que a série poderia oferecer.  Com Elisabeth Moss e Alexis Bledel no elenco, entre outros grandes nomes, a premissa parecia ser fiel ao livro que a originou: num futuro distópico, os Estados Unidos haviam caído e em seu lugar foi criada a nação de Gilead – um lugar onde a adoração religiosa parecia ser a base da salvação do mundo. Para isso, homens e mulheres teriam de se posicionar e assumir seus deveres, mas apenas uma parte fez isso voluntariamente. Consegue adivinhar qual? É, você acertou.

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VALKIRIAS

O feminismo que estampa novas coleções

Esses dias eu estava em uma loja de departamentos comprando umas brusinhas quando me deparei com a seguinte estampa em uma delas: “Respeita as mana, as mina, as mona”. Fiquei meio surpresa. Não que antes eu não tivesse visto um monte de patches de “Girl Power” ou “Girl Gang”, essa coisa meio Taylor Swift e feminismo de #squad. Só que foi a primeira vez que eu vi algo em português nesse sentido. Na verdade, a estampa dessa blusa nada mais era do que palavras de ordem de alguns dos movimentos feministas brasileiros e ver isso totalmente descontextualizado em uma loja de departamentos me deixou meio pensativa sobre até que ponto isso é algo positivo para os movimentos feministas.

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