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feminismo

MÚSICA

Madonna: você sabe como se sente uma garota nesse mundo?

Em 1990, logo após o lançamento do polêmico clipe Justify My Love, Camille Paglia escreveu um artigo no jornal The New York Times intitulado Madonna – finally, a real feminist. Através de uma crítica ao clipe, “O vídeo é bad word ográfico. É decadente. E é fabuloso.”, Paglia desenvolve uma argumentação de que o ataque aos homens, como categoria/classe, é um erro de alguns dos feminismos e que o trunfo de Madonna estava em reconhecer o masculino. Reconhecer e entender que as ambiguidades e profundidades presentes em relacionamentos heteronormativos, conhecer sobre sexo, sexualidade e desejo, prazer e corpo, a colocaria na vanguarda do feminismo.

“O Feminismo diz: Chega de máscaras!
Madonna diz que não somos nada, senão máscaras.”

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ESPORTE

Seleção Brasileira Feminina: o que está acontecendo?

É “um passo pra frente e três para trás” que fala, né? Com esse tipo de dinâmica que o futebol feminino já está acostumado, especialmente o brasileiro que segue recebendo migalhas cada vez menores da CBF, da CONMEBOL, da FIFA, da torcida. Em setembro desse ano, com a demissão de Emily Lima, algumas jogadoras decidiram que já aguentaram o suficiente e o que se viu foi uma confusão generalizada que já estava mais do que na hora de acontecer.

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TV

The Handmaid’s Tale: Nolite te bastardes carborundorum

The Handmaid's Tale

Quando a plataforma de streaming americana Hulu anunciou que tinha uma adaptação do livro de Margaret Atwood, O Conto da Aia, em andamento, foi dada a largada para os leitores e seriadores mais ávidos se situarem do enredo da história e contarem os dias para conferir o que a série poderia oferecer.  Com Elisabeth Moss e Alexis Bledel no elenco, entre outros grandes nomes, a premissa parecia ser fiel ao livro que a originou: num futuro distópico, os Estados Unidos haviam caído e em seu lugar foi criada a nação de Gilead – um lugar onde a adoração religiosa parecia ser a base da salvação do mundo. Para isso, homens e mulheres teriam de se posicionar e assumir seus deveres, mas apenas uma parte fez isso voluntariamente. Consegue adivinhar qual? É, você acertou.

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VALKIRIAS

O feminismo que estampa novas coleções

Esses dias eu estava em uma loja de departamentos comprando umas brusinhas quando me deparei com a seguinte estampa em uma delas: “Respeita as mana, as mina, as mona”. Fiquei meio surpresa. Não que antes eu não tivesse visto um monte de patches de “Girl Power” ou “Girl Gang”, essa coisa meio Taylor Swift e feminismo de #squad. Só que foi a primeira vez que eu vi algo em português nesse sentido. Na verdade, a estampa dessa blusa nada mais era do que palavras de ordem de alguns dos movimentos feministas brasileiros e ver isso totalmente descontextualizado em uma loja de departamentos me deixou meio pensativa sobre até que ponto isso é algo positivo para os movimentos feministas.

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VALKIRIAS

Mulheres Brasileiras: um histórico de lutas

Mulheres sempre estiveram na luta por seus direitos. Mesmo quando estes eram praticamente inexistentes, mesmo quando a vitória parecia distante, mulheres estavam lá. Se hoje podemos ter um site como o Valkirias – e todas as nossas parceiras nesta Ação Nerd Feminista – é porque tivemos muitas mulheres que derrubaram os muros e pavimentaram os caminhos antes de nós.

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LITERATURA

Uma mulher no meio do mundo: as constelações de Helena Zelic

Nunca enxerguei desenhos nas estrelas do céu. Constelações é nome deles, como aprendi na quinta série, naquelas viagens de campo que fazíamos justamente pra olhar as estrelas longe das luzes da cidade. Escorpião, áries, câncer, peixes (meu signo!), andrômeda, hydra, cassiopeia (minha favorita, só porque o nome é engraçado), apontava o professor. “Vocês estão vendo?”, e todo mundo dizia que sim, e eu também, mas nem a pau que eu estava realmente enxergando alguma coisa ali além de estrelas, muitas delas. Acho mais fácil acreditar em astrologia do que em desenhos no céu. Mas que eles existem, existem.

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