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dia do rock 2017

MÚSICA

Pitty – not a delicate flower

Em um mundo masculino, repleto de músicas com letras machistas e, em grande parcela, internacional, Pitty se destaca fazendo o diferente: sendo uma mulher brasileira que canta rock e fala de feminismo. “Tá, mas e daí?”, você pode se perguntar visto que tantas artistas já são a maioria feminina, e feminista, em gêneros musicais como o pop e o axé. E aí que o rock sempre foi masculino. Fechado. Clube do Bolinha. Para que uma mulher fizesse sucesso no mundo do rock’n’roll, ela teria de se esforçar o dobro, aceitar a hiperssexualização de seu corpo e ficar bem caladinha a respeito de questões de gênero.

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MÚSICA

Mitski não é a típica garota americana, mas a rockstar do nosso futuro

No início do ano, o New York Times lançou um especial que buscava apontar, através de 25 músicas, aonde o cenário musical estava indo. Entre nomes com propostas tão distintas como Missy Elliot, Mitski, Lady Gaga, Solange, Kanye West e Leonard Cohen, o denominador comum que unia os 25 artistas era que, cada um à sua maneira, todos estavam construindo trabalhos profundamente voltados para a ideia de identidade. Faz sentido. Vivemos um zeitgeist mundial em que esse tipo de questionamento – Quem somos? De onde viemos? – parece pautar toda a nossa produção artística: minorias sociais estão em destaque e seus membros estão descobrindo o que significa ser mulher, ser negra, ser imigrante, ser homossexual, em uma sociedade estruturalmente machista, racista e homofóbica, que sempre suprimiu e apagou essas identidades; a internet permitiu uma autonomia maior para criar, produzir e colocar nossas vozes no mundo, desafiando os meios já estabelecidos e restritos, permitindo que pessoas tenham a chance de dizer a que vieram sem a intervenção enviesada de intermediários. Um exemplo é este site que você está lendo agora.

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