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cultura do estupro

CINEMA LITERATURA TV

Stephen King e a mulher-vítima 

Correndo o risco de se tornar um dos autores mais adaptados de 2017 e já sendo um dos mais prolíficos do mundo, recentemente tem sido desafiador não esbarrar em alguma obra cujas raízes tiveram origem na obscura mente de Stephen King. O escritor está em toda parte, até mesmo nas influências em séries de sucesso, como Stranger Things, que voltou para sua segunda temporada no último dia 27 de outubro.

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LITERATURA

A (R)evolução das Mulheres e a cultura do estupro

Publicado no Brasil pelo selo Plataforma 21, parte da V&R Editoras, A (R)evolução das Mulheres foi escrito por Mindy McGinnis e não é um young adult comum. Embora tenha todos os elementos que consagraram outros títulos do mesmo nicho – uma protagonista interessante, romance adolescente e personagens cativantes –, qualquer similaridade com outros livros para por aí. O que poderia ser apenas mais uma história para adolescentes com uma trama sobre ensino médio, namoros e bailes de formatura, adquire um peso muito maior quando a autora insere em sua narrativa temas como a cultura do estupro e a violência contra a mulher.

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CINEMA

It – a Coisa: Bev e a cultura do estupro

“It – A Coisa” estreou nessa semana. A história, que já é um clássico do terror, é uma adaptação da obra homônima de Stephen King e conta a história de um grupo de crianças que enfrenta uma criatura assustadora, que se alimenta de pessoas e seus medos e que é capaz de se transformar naquilo que mais apavora suas vítimas.

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TV

Mexeu com uma, mexeu com todas: uma reflexão sobre assédio, cultura do estupro e cultura pop

Quando li pela primeira vez a carta aberta publicada pela figurinista Susllem Tonani para denunciar o assédio sexual sofrido por ela pelo ator José Mayer, aquilo me doeu profundamente. Não só pela violência do que ela sofreu, mas porque lá estava uma mulher denunciando publicamente o assédio vivido por ela, usando seu nome e sobrenome para dar nome e sobrenome ao seu assediador no maior jornal do país. Um ato imenso de coragem tendo em vista o tipo de tratamento que mulheres vítimas de violência recebem no Brasil e também no resto do mundo, que é o pior possível. Mulheres são silenciadas, hostilizadas, desamparadas por mecanismos que deveriam protegê-las, e culpadas por crimes feitos contra elas, numa escalada bizarra de violência física, psicológica e simbólica. A agressão não acaba depois do ato, mas continua quando duvidam de sua palavra, quando relativizam sua história — “É brincadeira!”, “Não houve intimidação!”, eles dizem –, quando ela não tem a quem recorrer, quando o agressor sai impune, quando o agressor é celebrado, quando ela nem sequer tem noção de que foi vítima de uma violência, não sabe nomear aquilo que sofreu — o que ainda é o caso de tantas mulheres.

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