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crítica

TV

Crítica: The Marvelous Mrs. Maisel

The Marvelous Mrs. Maisel

Após a pós-produção de Gilmore Girls: A Year in the Life, os sites de entretenimento americanos anunciaram que Amy Sherman-Palladino estava escrevendo uma nova série em parceria com a Amazon: The Marvelous Mrs. Maisel, cuja trama centrava-se em uma dona de casa dos anos 1950 que decide se tornar uma das primeiras mulheres a trabalhar com comédia stand up. A encomenda de um episódio piloto evoluiu para a encomenda de duas temporadas completas após a boa recepção da série no período de exibição de teste da Amazon que ocorreu em março de 2017, e em 29 de novembro do mesmo ano a primeira temporada foi disponibilizada pelo serviço de streaming. Mas o fato de a série ter recebido o sinal verde da Amazon por si só não diz muita coisa, então, tendo assistido os oito episódios que compõem a primeira temporada, a pergunta é: o que podemos realmente esperar de The Marvelous Mrs. Maisel?

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CINEMA COLABORAÇÃO

Assassinato no Expresso do Oriente: mais do que uma história de detetive

Se alguém se dispuser a fazer uma rápida pesquisa no Google à procura de imagens de Agatha Christie, possivelmente encontrará dificuldades para relacionar a senhora inglesa de aparência amigável – trajando terninhos e vestidos elegantes acompanhados por um clássico colar de pérolas e cabelos perfeitamente alinhados em um penteado de vovó – ao gênero literário pelo qual se consagrou: o romance policial. Crimes motivados por vingança, amor, ódio e interesses financeiros, muitas vezes ambientados em cenários idílicos de condados britânicos entre uma partida de golfe e a hora do chá, são figurinhas carimbadas em suas histórias, sejam elas protagonizadas pela perspicaz Miss Marple, os aventureiros e amadores Tommy e Tuppence, ou, claro, o pomposo Hercule Poirot.

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TV

Stranger Things 2 – Uma temporada totalmente tubular

Stranger Things

Mil novecentos e oitenta e quatro, e estamos de volta à cidade de Hawkins, Indiana, cerca de um ano após os surreais acontecimentos que atormentaram a vida de seletos habitantes da cidade e jogaram por terra seu ceticismo perante criaturas monstruosas e universos paralelos. Previously in Stranger Things, acompanhamos Mike (Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin) na busca por Will (Noah Schnapp), que desapareceu misteriosamente em uma noite após uma sessão de RPG. O que eles não sabiam é que o monstro antes enfrentado exclusivamente num tabuleiro se tornaria tão real que acabaria envolvendo as pessoas mais próximas e as autoridades locais e do mais alto escalão – porque, em plena Guerra Fria, experimentos laboratoriais que desafiavam leis da física e morais éticas estavam sendo conduzidos por baixo dos panos, o que resultou em Eleven (Millie Bobby Brown), uma menina com poderes telecinéticos que se tornaria uma peça crucial na missão de resgate e também o primeiro indício de uma trama de maior complexidade. Ao final da primeira temporada, vemos que o resgate de Will não foi o desfecho dessa série de coisas estranhas que aconteceram na cidade – ele era só a conclusão do prólogo que narra a ligação do mundo que conhecemos com um mundo deveras Invertido. Continue Lendo

CINEMA

Thor: Ragnarok – Uma pausa para o fim do mundo

Na mitologia nórdica, Ragnarok (ou Ragnarökkr, em sua origem mais antiga; “consumação dos destinos dos poderes supremos”, por definição) é o nome dado a uma sucessão de catástrofes naturais e guerras entre deuses e monstros que resultariam no que pesquisadores e acadêmicos entendem como a escatologia nórdica; o fim do mundo profetizado na religião de germânicos e escandinavos. Figuras míticas fundamentais para a fé nórdica – pensem em Odin, principal deus do clã de Asses; em Thor, seu filho, deus dos trovões e das batalhas; ou, ainda, em Loki, deus da trapaça e das travessuras – seriam mortas em campo de batalha, cujo fim concretizaria a profecia mencionada na poesia éddica¹ ao submergir o mundo em água, o sol ser encoberto pela escuridão e o universo ser parcialmente destruído.

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TV

Os Defensores: o que poderia ter sido

Em 2013, quando a parceria entre Marvel e Netflix foi anunciada, a principal pergunta que estava sendo feita não dizia respeito à união dos gigantes, mas para onde o Universo Cinematográfico Marvel estava indo. Séries de televisão cujo foco se voltava para as trajetórias e conflitos de super-heróis, via de regra, já não eram mais uma novidade, e com o sucesso dessas adaptações para o cinema e o novo momento que vivia a televisão, sobretudo a norte-americana, parecia uma questão de tempo até que essas histórias passassem a ganhar espaço na tela pequena – algo que, de fato, aconteceu. De heróis com poderes especiais a vigilantes, passando por alienígenas, mutantes e histórias de origem e vilões, todos ganharam espaço para construir narrativas tão diferentes entre si que o único fator que as unia era o fato de serem baseadas no universo dos quadrinhos e seus heróis.

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CINEMA

Crítica: Atômica

O Muro de Berlim (Berliner Mauer, em alemão) começou a ser construído na madrugada do dia 13 de agosto de 1961, com o intuito de dividir a capital alemã em dois polos: a República Democrática Alemã, ou Alemanha Oriental, socialista, liderada pela então União Soviética, responsável pela criação do muro; e a República Federal da Alemanha, ou Alemanha Ocidental, capitalista, encabeçada pelos Estados Unidos. Cerca de 190 ruas da cidade foram cortadas pelo muro, que se estendia por mais de 150 km de concreto e arame farpado, e separava não apenas socialistas e capitalistas, mas amigos, famílias; uma nação inteira.

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