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companhia das letras

LITERATURA

Fazendo castelos: cadernos de uma menina provinciana

Guimarães Rosa acreditava na importância de se ouvir conversas: “Ouvir a vida para poder transmiti-la. Se a gente lê muito, em demasia, acaba contando coisas que todo mundo já sabe. É preciso dar coisas novas, há milhares de coisas novas para dar. É descobri-las”. Talvez seja por isso que o escritor mineiro tenha ficado encantado ao ler Minha Vida de Menina, de sua conterrânea Helena Morley.

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LITERATURA

As Filhas Sem Nome: um fragmento da realidade das mulheres chinesas por Xinran

As Filhas Sem Nome

Quando falamos sobre a China, qual é a primeira coisa que vem à sua cabeça? De dados geopolíticos que englobam o maior número de habitantes no mundo e uma economia poderosa às características culturais que vão do símbolo do dragão ao yakisoba passando pelo consumo de importados em massa, de minha parte, nunca me debrucei mais a fundo sobre a história do país. O que era necessário saber sobre a China, eu aprendi em livros didáticos, noticiários e uma ou outra curiosidade. Minha avidez por conhecimento não se estendia à cultura chinesa em geral, mas se for para falar do contexto tradicional das mulheres chinesas, a perspectiva é outra. E eu digo por quê.

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LITERATURA

Tash e Tolstói: uma honestidade aterrorilhosa

Ser adolescente nunca é fácil. Todos os seus sentimentos são confusos e explosivos, o motor de tudo é o tédio, o drama e, claro, os hormônios, que caminham de mãos dadas prontos para uma destruição. A adolescência funciona como um grande amplificador das nossas experiências nessa época, fazendo com que vejamos e sintamos tudo com uma magnitude muito maior do que em qualquer outro momento de nossas vidas. Não, não é fácil ser adolescente, mas talvez seja ainda pior na era digital. Como se não bastasse todos os sentimentos e hormônios, vem a internet bagunçando todas as noções de realidade, nos atingindo forte no estômago como uma bala que ora acreditamos ser perdida ora parece direcionada. De qualquer maneira, é impossível se esquivar, pois ser adolescente nos novos anos 10 é, necessariamente, viver o online e offline simultaneamente — e os dois são extremamente reais.

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LITERATURA

A Garota-Corvo: quanto sofrimento um ser humano pode aguentar?

Quando vi que a Companhia das Letras lançaria no Brasil o thriller psicológico A Garota-Corvo, logo fiquei interessada: a trama do livro era sempre descrita como sombria e complexa, além de ter por cenário Estocolmo, cidade gelada que nos trouxe por meio da Trilogia Millenium, de Stieg Larsson, uma das personagens femininas mais incríveis da face da Terra – Lisbeth Salander. As críticas sobre o livro sempre frisavam a semelhança entre ambas as obras, além de enaltecer o fato de que as terras escandinavas sempre conseguem produzir o que há de melhor na literatura de suspense. Com todas essas informações pesando na balança, pensei comigo: não tem como esse livro dar errado. Ou tem?

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LITERATURA

A Fera: uma história sobre adolescentes e empatia

Jamie e Dylan são dois adolescentes que se conhecem num grupo de apoio terapêutico para adolescentes com tendências suicidas, mas que não necessariamente se encaixam lá. Ou talvez o grupo de terapia seja o lugar ideal para os dois, mas isso não é o importante no momento. O ponto principal é que Jamie e Dylan se encontraram e encontraram no outro um lugar seguro.

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LITERATURA

Socorro Acioli, sua cabeça do santo e por que devemos valorizar a literatura que nos representa

Socorro Acioli

Parece bobeira, mas a gente está tão acostumada a viver sob a redoma do raio internacionalizador que desacostumamos a dar de cara com algo que seja nosso e nos represente de uma forma mais próxima. Tendo me tornado uma recente apreciadora da literatura contemporânea brasileira, me pego pensando com frequência em como é gostoso se sentir fazendo parte das coisas, entendendo o idioma falado (e quando eu digo entender o idioma é entender além do cru, entender as piadas internas, entender os gracejos).

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