Navegando Pela Tag:

companhia das letras

LITERATURA

Relatos de Um Gato Viajante – amizade além das fronteiras

Algumas histórias ficam com a gente para sempre – e esse certamente é o caso de Relatos de Um Gato Viajante, da autora japonesa Hiro Arikawa. Publicado no Brasil pelo selo Alfaguara da Companhia das Letras, o livro conta a história de Nana, um gato que está viajando pelo Japão em companhia de Satoru, seu inesperado e devotado dono. Com ares de fábula e um enredo cativante, Relatos de Um Gato Viajante surpreende pela trama delicada e a narrativa ágil de Arikawa, que consegue mesclar momentos de emoção pura com piadas divertidas.

Continue Lendo

LITERATURA TV

Píppi Meialonga: por uma representatividade positiva de meninas na Literatura Infantil

Conheci a personagem Píppi Meialonga através de uma antiga série de TV dirigida por Olle Hellbom em 1969 e protagonizada por Inger Nilsson. Na época, eu era ainda muito menina e não sabia que a produção tinha por inspiração o mundo das letras impressas; foi somente mais tarde que eu descobri que por trás das telas existiam páginas de papel. Além desta, houve outra adaptação cinematográfica, As Novas Aventuras de Píppi Meialonga, dirigida por Ken Annakin em 1988, e também uma série animada, As Aventuras de Píppi Meialonga, lançada em 1997. Todos esses enredos são baseados na coleção de três livros da escritora sueca Astrid Lindgren, editados entre 1945 e 1948. O primeiro livro da trilogia, Píppi Meialonga (no original, Píppi Långstrump), foi escrito inicialmente apenas como um presente para o aniversário de dez anos de sua filha, mas a história conquistou a todos e foi traduzida para cerca de 80 idiomas, do árabe ao zulu. Essa foi a obra de maior sucesso da autora e lhe concedeu diversos prêmios, entre eles, o prestigiado Hans Christian Andersen – maior prêmio de Literatura Infantil. Continue Lendo

LITERATURA

Uma Bolota Molenga e Feliz: Sarah Andersen, mulher e millenial

O nome Sarah Andersen não é desconhecido. Para bom vivente da webesfera, a chance de ter cruzado com algum trabalho da jovem adulta nascida em 1992 é grande. Responsável pela página Sarah Scribble’s, que possui mais de dois milhões de curtidas no Facebook, a artista reúne em cômicas tirinhas e pequenas histórias, realidades fictícias e autobiográficas. De forma divertida, suas tirinhas e quadrinhos representam muito bem o cotidiano de muita gente, em especial se você for uma mulher e mais ainda se for millenial. Continue Lendo

LITERATURA

Sempre Vivemos no Castelo: até onde um refúgio pode proteger quem nele reside?

Sempre Vivemos no Castelo

Desde que comecei meu passeio pela literatura americana, não me lembro de ter ouvido falar uma única vez o nome de Shirley Jackson, o que neste momento eu tomo por uma falta muito grande, visto que seu último livro, Sempre Vivemos no Castelo, publicado em 1962, não pode ser descrito de outra forma senão impressionante. A autora americana foi amplamente reconhecida ainda em vida; suas obras são tópico de estudo na literatura americana pela sua peculiaridade temática e narrativa, além de ser notadamente uma das influências de autores como Neil Gaiman e Stephen King, só para citar alguns nomes.

Continue Lendo

LITERATURA

Fazendo castelos: cadernos de uma menina provinciana

Guimarães Rosa acreditava na importância de se ouvir conversas: “Ouvir a vida para poder transmiti-la. Se a gente lê muito, em demasia, acaba contando coisas que todo mundo já sabe. É preciso dar coisas novas, há milhares de coisas novas para dar. É descobri-las”. Talvez seja por isso que o escritor mineiro tenha ficado encantado ao ler Minha Vida de Menina, de sua conterrânea Helena Morley.

Continue Lendo

LITERATURA

As Filhas Sem Nome: um fragmento da realidade das mulheres chinesas por Xinran

As Filhas Sem Nome

Quando falamos sobre a China, qual é a primeira coisa que vem à sua cabeça? De dados geopolíticos que englobam o maior número de habitantes no mundo e uma economia poderosa às características culturais que vão do símbolo do dragão ao yakisoba passando pelo consumo de importados em massa, de minha parte, nunca me debrucei mais a fundo sobre a história do país. O que era necessário saber sobre a China, eu aprendi em livros didáticos, noticiários e uma ou outra curiosidade. Minha avidez por conhecimento não se estendia à cultura chinesa em geral, mas se for para falar do contexto tradicional das mulheres chinesas, a perspectiva é outra. E eu digo por quê.

Continue Lendo