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comédia romântica

TV

Master of None: Aziz Ansari I love you

Master of None

Quando a gente escreve sobre filmes ou televisão, existe esse maneirismo recorrente que é definir obras em que a cidade cenário faz uma participação importante como uma carta de amor àquele lugar – provavelmente Nova York. Outra forma de dizer isso é escrever que a cidade – muito provavelmente Nova York – se transformou em um personagem daquele filme ou série. É um jeito preguiçoso (pois repetitivo), porém preciso de se falar sobre um aspecto significativo de determinadas obras que realmente inserem a cidade onde ela está localizada como um personagem daquela história – e, dependendo do tom, o resultado no fim das contas pode ser uma carta de amor àquele lugar. Não tem como pensar Gilmore Girls sem Stars Hollow, Twin Peaks sem Twin Peaks, e Sex & The City ou Gossip Girl sem Nova York; isso porque a cidade é um contexto importante que vai nos dizer um pouco sobre quem são aquelas pessoas, o que elas procuram, suas limitações e frustrações, como e por que elas chegaram ali e para onde elas querem ir.

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CINEMA

Nancy Meyers e os sentimentos simplesmente complicados

Em sua resenha de Um Senhor Estagiário, filme mais recente de Nancy Meyers, Richard Lawson afirma que embora a diretora e roteirista receba menos reconhecimento do que merece por suas marcas registradas, um filme de Meyers é algo imediatamente identificável, da mesma maneira que é reconhecível um filme de Quentin Tarantino em seu próprio estilo. É uma comparação interessante não só porque Tarantino já revelou gostar de comédias românticas (além de provavelmente ser  a única pessoa além de mim que considerou Um Senhor Estagiário um de seus filmes favoritos em 2015), mas porque, quando paramos para analisar, é uma afirmação muito verdadeira – em termos de estilo e conteúdo, um filme de Nancy Meyers tem uma identidade muito própria que provavelmente nem todo mundo compra. São filmes sempre esteticamente agradáveis cujos cenários, especialmente os interiores, já se tornaram uma atração à parte, sempre em tons suaves, claros, com uma iluminação bonita. Seus temas são invariavelmente as relações humanas e a maneira como elas afetam diferentes personagens, especialmente as mulheres. Suas personagens têm conflitos que podem parecer pequenos quando colocados em perspectiva, mas que são relevantes para elas e, assim, são levados a sério – mas sem dispensar o bom humor.

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TV

Crazy Ex-Girlfriend e o futuro das comédias românticas

Há pouco mais de um ano publicamos aqui uma defesa apaixonada das comédias românticas que buscava entender os motivos que levaram à decadência do gênero dos frutíferos anos 90 até o momento em que vivemos agora, em que a desconstrução do amor romântico parece ser a palavra de ordem. Nossa teoria favorita segue sendo a que diz que comédias românticas não atraem mais como antigamente não porque as pessoas não acreditam mais no amor, mas porque elas não acreditam mais nas histórias de amor que estão sendo contadas.

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TV

Crazy Ex-Girlfriend: Rebecca Bunch não é só uma garota apaixonada

Crazy Ex-Girlfriend, Psycho Ex-Girlfriend ou simplesmente Ex-Namorada Louca é uma trope recorrente na ficção e também nas narrativas midiáticas (que são apenas uma forma mais sofisticada de ficção). Trope (em português, tropo) é o nome que se dá a um padrão de narrativa que se repete nas histórias, fazendo referência, principalmente, à própria estrutura da narrativa ou a um tipo (arquétipo) recorrente de personagem. Assim, o tropo da ex-namorada louca diz respeito a uma personagem que nunca superou o término do namoro e vai perseguir seu ex-namorado, fazer de tudo para arruinar seus futuros relacionamentos e, dependendo do tamanho do ódio, destruir também a vida daquele cara – ou então só ficar com ele de novo, custe o que custar.

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CINEMA

4 vezes em que Um lugar chamado Notting Hill causou desconforto

Um lugar chamado Notting Hill

Comédias românticas costumam ser o tipo mais “inofensivo” de filme que existe. Sem questões polêmicas, sem muita problematização (muito pelo contrário), sem nada que possa causar desconforto. É o tipo perfeito de filme para sentar, colocar o cérebro em modo de descanso e esquecer (ou tentar) por aproximadamente 90 minutos que até a própria ideia de relacionamento romântico pode ser questionável sob alguns ângulos. Felizmente, acontece de vez em quando de algum desses filmes trazem uma surpresa bem-vinda com alguma alfinetada certeira a algum ponto importante.

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CINEMA

Uma defesa apaixonada das comédias românticas

Ou: Ode à Nora Ephron

Uma coisa que digo constantemente é que eu queria que minha vida fosse uma comédia romântica, e acho que já chegou a hora de admitir que esse é meu gênero cinematográfico favorito. Sempre que ensaio dizer isso, sinto logo um impulso ridículo de emendar que também sei apreciar filmes sérios e que meu amor por comédias românticas é seguido bem de perto pelo meu amor por filmes de terror — o que inicialmente pode parecer um contraste, mas se a gente pensar bem existem muito mais coisas em comum entre A Bruxa e Sleepless In Seattle (o título em português é Sintonia do Amor e eu me reservo o direito de terminantemente me recusar a utilizá-lo) do que a gente imagina.

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