MÚSICA

Animado e cruel: After Laughter, Paramore

Não há nada melhor do que uma boa gargalhada, todos eles dizem. Em lugares do país, pessoas chamam o ato de rir, rir muito, de gaitada. É uma expressão divertida para um ato mundano. Nada mais comum, contudo, é o estalo de voltar para realidade que vem após essas risadas. O esvair daquele momento acontece mais hora, menos hora. Às vezes, durante o processo e antes dele, tem gente que chora. Sim, chora de tanto rir. Mas o estalo vem. Você já passou por ele e, em After Laughter – o estalo de voltar para a realidade depois de uma boa gargalhada – o Paramore nos conta um pouco mais sobre isso. Continue Lendo

TV

Do limão à limonada: Teresa e Estela em Babilônia

Nunca vou esquecer daquela noite: minha mãe, eu e minha avó sentadas em frente à televisão, assistindo à estreia de Babilônia. Era um dia como outro qualquer, em que nós três, de gerações tão diferentes, nos reunimos para ver  novela, um hábito que carrego desde a época que me entendo por gente.

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CINEMA

Crítica: Mulher-Maravilha, o filme que estávamos esperando

Mulher Maravilha

Nascidas e criadas em uma era de modelos de feminilidade construídos com base em princesas indefesas e super-heróis fortes e másculos, nós tivemos que buscar nossos modelos onde estavam disponíveis. Desenhos animados como Sailor Moon, Sakura Card Captors e Três Espiãs Demais, por exemplo, nos ajudaram a moldar quem queríamos ser: fortes, chutadoras de bundas, aquelas que salvam o mundo e não as que sentam e esperam ser salvas. Porém, entre todos esses modelos, um sempre brilhou mais forte: Diana Prince, a Mulher-Maravilha.

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TV

The Handmaid’s Tale e a heterossexualidade compulsória

The Handmaid's Tale - Emily

Nós, mulheres, somos “valorizadas” e escravizadas na medida do nosso potencial reprodutivo. Essa é uma premissa muito importante de The Handmaid’s Tale, e também é uma premissa muito importante da vida real. A maternidade na sociedade humana, para além da função óbvia de perpetuar a espécie, serve a uma função social subjacente de manutenção da opressão. Para cumprir seu “destino biológico”, pelo menos durante a maior parte da história humana, é preciso que mulheres se relacionem sexualmente com homens. E, para nós, “se relacionar” com homens sempre pressupôs uma dinâmica conhecida de dominação masculina e submissão feminina.

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CINEMA

Crítica: Antes Que Eu Vá

Sísifo. Não é uma DST”, diz aquela que é provavelmente a fala mais repetida ao longo das menos de duas horas de duração de Antes Que Eu Vá, filme de Ry Russo-Young que adapta o romance jovem adulto de Lauren Oliver. Na mitologia grega, Sísifo é punido com uma tarefa eterna e interminável: a de carregar uma rocha para o topo de uma montanha só para vê-la voltar à base todas as vezes – e, consequentemente, precisar carregá-la de novo, e de novo e de novo. Não é por acaso que a única aula retratada no longa, que tem como principal cenário uma escola de ensino médio, seja focada nesse mito; no coração da trama de Antes Que Eu Vá está, afinal, a repetição sem fim de um único dia na vida de sua protagonista.

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