COLABORAÇÃO LITERATURA

Síndrome do Impostor: a Lenu que há em nós

Quando se sentir uma fraude é um problema de quase todas as mulheres que você conhece, estamos falando, possivelmente, de um problema coletivo. Claro que essa é uma observação que parte de uma amostra bem reduzida – meu círculo social, – mas ainda acho que a reflexão é válida. Pensar a respeito desse tema, do quanto não é incomum nos sentirmos insuficientes dentro dos espaços que ocupamos, foi conseqüência de estar lendo (no momento, aguardando a publicação do último livro) a tetralogia Napolitana da Elena Ferrante. E talvez também de constatar certos padrões de comportamento que fui reproduzindo durante minha vida acadêmica.

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TV

13 Reasons Why: lado B

13 Reasons Why

O dia 7 de abril foi escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para marcar o Dia Internacional da Saúde, definida pela própria organização como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”. A cada ano a OMS escolhe um tema central para a campanha, e em 2017 o tema escolhido foi depressão, abraçando como lema a frase “let’s talk” (vamos conversar).

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VALKIRIAS

O feminismo que estampa novas coleções

Esses dias eu estava em uma loja de departamentos comprando umas brusinhas quando me deparei com a seguinte estampa em uma delas: “Respeita as mana, as mina, as mona”. Fiquei meio surpresa. Não que antes eu não tivesse visto um monte de patches de “Girl Power” ou “Girl Gang”, essa coisa meio Taylor Swift e feminismo de #squad. Só que foi a primeira vez que eu vi algo em português nesse sentido. Na verdade, a estampa dessa blusa nada mais era do que palavras de ordem de alguns dos movimentos feministas brasileiros e ver isso totalmente descontextualizado em uma loja de departamentos me deixou meio pensativa sobre até que ponto isso é algo positivo para os movimentos feministas.

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CINEMA

Crítica: Power Rangers – Uma sessão de nostalgia

Há muito o cinema norte-americano tem voltado sua atenção para grandes sucessos do passado. Remakes e reboots dividem espaço com super-heróis e adaptações de obras literárias, numa tentativa de construir versões atualizadas dos clássicos de outrora, capazes de olhar de perto para o aqui e agora, sem abandonar a essência de um passado que ainda permeia nosso imaginário. São filmes que possuem a nostalgia como um dos pilares de sua estrutura, repletos de um fan service que não pede desculpas por existir, e que são capazes de nos transportar para épocas que acreditávamos estarem esquecidas nas profundezas das nossas memórias infantis. Power Rangers, filme do sul-africano Dean Israelite, surge dentro dessa mesma proposta; uma busca pelo resgate de lembranças que não são mera consequência, mas que ainda possuem uma ou duas coisas para nos dizer.

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INTERNET LITERATURA

Felicia Day e como ser maravilhosa na internet

Talvez você já tenha ouvido falar dela, a grandiosa “rainha dos nerds”: Felicia Day já realizou inúmeros trabalhos como atriz sendo, talvez, o mais popular, o de Charlie Bradbury, uma mulher querida, inteligente e muito legal que ajuda os irmãos Winchester em Supernatural. Ou, quem sabe, você pode se recordar dela na websérie The Guild, produzida e escrita por ela mesma e exibida no Youtube.

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TV

The Killing, Sarah Linden e as mulheres complicadas da TV

Quem me recomendou The Killing foi Patti Smith. Para grande infelicidade minha, não estávamos batendo um papo agradável quando isso aconteceu, mas ela fala algumas vezes sobre a série no seu livro de memórias mais recente, Linha M. Talvez você não saiba, mas Patti Smith adora séries policiais. Nenhuma das várias que acompanha, no entanto, parece ser tão especial para ela quanto The Killing, à qual dedica um capítulo inteiro, discutindo seu cancelamento bem em meio a um enorme cliffhanger e todo seu carinho por sua protagonista.

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