LITERATURA

Little Fires Everywhere: Celeste Ng e a diversidade da experiência humana

Em uma cidade planejada aparentemente perfeita no interior dos Estados Unidos, uma adolescente, a ovelha negra de uma família tão aparentemente perfeita quanto a comunidade, acende pequenas chamas em todos os cômodos de sua casa, numa disruptura incomum da tranquilidade diária. É assim que Celeste Ng inicia Little Fires Everywhere, seu segundo romance, que vai voltar no tempo para se debruçar sobre o porquê das chamas, e, a partir dessa pequena comunidade planejada, vai discutir como as diferenças de gênero, raça e classe moldam e transformam a experiência humana.

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MÚSICA

“What is it about women?” – Amy Winehouse, sexismo, drogas e rock’n roll

Tudo começou com Brian Jones. Daí foi a vez de Jimi Hendrix, seguido por Janis Joplin no mesmo ano. Jim Morrison fechou essa geração do Clube dos 27 dos anos 70, que só veio a ser reaberto em 94 com o suicídio de Kurt Cobain. Depois dele, nada aconteceu por quase duas décadas, até Amy Winehouse tornar-se a mais nova integrante do clube e, também, a única cuja imagem se sobrepôs às canções.

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LITERATURA

Sempre Vivemos no Castelo: até onde um refúgio pode proteger quem nele reside?

Sempre Vivemos no Castelo

Desde que comecei meu passeio pela literatura americana, não me lembro de ter ouvido falar uma única vez o nome de Shirley Jackson, o que neste momento eu tomo por uma falta muito grande, visto que seu último livro, Sempre Vivemos no Castelo, publicado em 1962, não pode ser descrito de outra forma senão impressionante. A autora americana foi amplamente reconhecida ainda em vida; suas obras são tópico de estudo na literatura americana pela sua peculiaridade temática e narrativa, além de ser notadamente uma das influências de autores como Neil Gaiman e Stephen King, só para citar alguns nomes.

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MÚSICA

De Born To Die a Lust For Life: A estética nostálgica de Lana del Rey

Desde que surgiu oficialmente no cenário musical, Lana del Rey tornou-se motivo de fascínio e admiração para mim. Primeiramente, fui captada pela maneira fantástica como sua música nos faz “viajar na maionese”, ou melhor, viajar para outra dimensão. Contudo, não é apenas a melodia de suas músicas ou as letras que nos transportam para outra época. Isso não seria nada sem a persona da cantora e seus videoclipes com filtro Early Bird do Instagram. Sem esses elementos, a música de Lana seria vazia.

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CINEMA

It – a Coisa: Bev e a cultura do estupro

“It – A Coisa” estreou nessa semana. A história, que já é um clássico do terror, é uma adaptação da obra homônima de Stephen King e conta a história de um grupo de crianças que enfrenta uma criatura assustadora, que se alimenta de pessoas e seus medos e que é capaz de se transformar naquilo que mais apavora suas vítimas.

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TV

The Bold Type: amigas conversam sobre tudo

Imagine uma série sobre jovens mulheres vivendo em Nova York e trabalhando na redação de uma revista feminina. Já vimos isso mais de uma vez e, exatamente por já termos visto, acreditamos que essa é uma fórmula que tem um bocado de estereótipos pré-fabricados prontos para acontecer – mulheres em situação de constante competição, artimanhas e brigas por conta de empregos e homens; amizades femininas cheias de superficialidade; uma chefe vista como o diabo, infeliz e odiada por todos. Mas esse não é o caso de The Bold Type. Lançada em junho e criada por Sarah Watson, a série está em sua primeira temporada e, até agora, tem cumprido bem a proposta de ser, ao mesmo tempo, divertida e semeadora de questões.

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