CINEMA

Crítica: Dolores, os amores são o que menos importa

Dolores

Passada nos primeiros anos da década de 40, a obra dirigida pelo argentino Juan Dickinson conta a história de Dolores (Emilia Attías), uma mulher argentina filha de pais escoceses que vive na Europa por muitos anos até que, depois de receber a notícia da morte da irmã, resolve voltar ao seu país de origem sob o pretexto de fugir da Segunda Guerra Mundial. Na verdade, o interesse principal de Dolores é estar perto do cunhado, Jack Hillary (Guillermo Pfening), por quem era apaixonada durante a adolescência.

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TV

You Me Her: bissexualidade, poliamor e um final feliz

Quando eu ouvi falar de You Me Her pela primeira vez, fiquei empolgada. Dez minutos depois, minha reação mudou para preocupação. Afinal, You Me Her é uma série sobre uma relação poliamorosa com duas protagonistas bissexuais – e eu já me decepcionei vezes demais com a representação de relações não-monogâmicas e de personagens bissexuais em séries e filmes.

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CINEMA COLABORAÇÃO

Crítica: Docinho da América

“Então você é uma garota do Sul. Um verdadeiro Docinho da América, como eu.”

Uma garota, com uns 18 anos, de dreads e várias tatuagens, está catando comida do lixo em frente a uma loja de conveniência junto de duas crianças. De repente, ela vê um grupo de jovens barulhentos entrando na loja, eles chamam a sua atenção. Ela também entra, junto com as crianças, e observa aqueles jovens fazendo bagunça, derrubando produtos, dançando em cima do caixa, não estando nem aí para os olhares reprovadores dos demais clientes. Um deles a atrai, mas eles são expulsos da loja. Ela vai atrás deles, o jovem que a atraiu a está esperando. Ele pergunta se ela quer rodar os EUA trabalhando como vendedora de revistas. Ela aceita.

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TV

Emerald City e uma nova jornada pela estrada de tijolos amarelos

“Não estamos mais no Kansas”, diz a jovem Judy Garland na clássica adaptação de O Mágico de Oz, onde dá vida a uma Dorothy ainda criança, com seu característico vestido azul de algodão e fita no cabelo. É a versão da personagem que ficou marcada em nosso imaginário; uma Dorothy doce e absolutamente adorável, que canta e encanta ao longo de sua busca por uma forma de voltar para casa, e que conquistou inúmeros corações desde que surgiu pela primeira vez nas telas do cinema, em 1939.

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CINEMA

Crítica: ‘A Bela e a Fera’ – quando sentimentos são os únicos fatos

Para uma criança que cresceu assistindo aos desenhos da Disney, é sempre um momento especial quando o símbolo do castelo da Cinderela aparece na tela do cinema acompanhado da música tema do estúdio. “O coração tropeça, quase para”, a gente perde o fôlego. É sempre um momento especial ver em live-action um filme que é tão querido, que a gente perdeu as contas de quantas vezes assistiu na infância (e continua assistindo, pois óbvio). Aconteceu com a versão live-action de Cinderela, com todas suas cores e danças, e aconteceu novamente agora, com A Bela e a Fera — com o adendo de que o castelo mágico que abre o filme, dessa vez, é justamente o de Bela.

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