LITERATURA

O Miniaturista: Petronella Oortman e a força da mulher numa família

Eu comecei meu “império” da leitura com J.K. Rowling e não parei mais por a partir de então. Depois de Harry Potter, foi a vez do Diário da Princesa e logo depois veio Percy Jackson. Saltitando entre um universo e outro, eu volta e meia reencontro livros que há anos estão na prateleira dos “must read” e que ainda não tiveram uma chance no meu tempo. Me considero meio acumuladora de livros, também, sempre comprando mais e mais nas promoções. E foi num surto de compras desses que passei a perceber que uma forma de valorizar mulheres na literatura era consumir mais e mais livros escritos por autoras

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TV

Revenge Body e a falácia do corpo magro para pisar nas inimigas

Difícil ser um millennial e não ter pelo menos noção o que o klã Kardashian representa. Em uma porca explicação, digo que é uma família muito unida e também muito ouriçada de maioria feminina que está sempre às voltas com polêmicas e histórias escabrosas que nos fazem questionar até que ponto esse grupo de pessoas vive a realidade ou um grande seriado de comédia, suspense, ação, drama e – quem sabe no futuro? – ficção científica. Não é à toa que as Kardashians se mantém há mais de uma década como celebridades que são famosas por serem famosas, tendo em seu currículo mais de dez realities shows, centenas de produtos licenciados, além de milhões em suas contas bancárias.

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CINEMA LITERATURA

Estrelas além de Hollywood

De todos os filmes indicados ao Oscar desse ano, nenhum foi tão bem sucedido em seu país de origem quanto Estrelas Além do Tempo, longa de Theodore Melfi que conta, com algumas liberdades, a história real de três cientistas negras que trabalharam na NASA em plena época de segregação racial institucionalizada, dentro do estado que se opôs mais ferozmente ao fim dela, a Virgínia. O filme terminou a corrida sem nenhum Oscar, mas já deixou uma marca maior. Profundamente inspirador para meninas e mulheres, dentro dos Estados Unidos Estrelas Além do Tempo levou uma adolescente de 13 anos a criar um financiamento coletivo para permitir que mais garotas pudessem assistir ao filme e absorver sua mensagem empoderadora e, contam relatos, está inspirando jovens mulheres a buscarem espaço nas áreas de ciência e tecnologia, que — a história é velha — ainda são tradicionalmente masculinas.

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TV

Las Chicas del Cable: em busca de liberdade

A Netflix não para de expandir seus domínios sobre nossas vidas sociais e Las Chicas del Cable, ou Cable Girls, nome com o qual a série foi vendida internacionalmente, é mais um de seus projetos a ganhar vida por meio de seus oito episódios lançados no último mês de abril no serviço de streaming. Ambientada na Madrid de 1928, uma cidade encantadora com uma arquitetura rica e vibrante, Las Chicas del Cable tem por premissa contar a história de quatro mulheres muito diferentes que, um dia, vêem suas vidas se entrelaçarem de maneira permanente.

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LITERATURA

Cinco filhas solteiras sem grandes fortunas: entendendo a Sra. Bennet

É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro em posse de uma grande fortuna deve estar à procura de uma esposa – ou ao menos é isso que a Sra. Bennet quer nos fazer acreditar do começo ao fim de Orgulho e Preconceito. Ironicamente, são as moças solteiras, especialmente aquelas sem posse de grandes fortunas, que estão à procura de um marido. Algumas o fazem de maneira mais espalhafatosa, como Lydia e Kitty Bennet, outras com aspirações românticas, como Elizabeth e Jane Bennet, outras ainda de maneira quieta e contida, como Charlotte Lucas. Nenhuma dessas jovens moças solteiras, no entanto, é mais dedicada à saga matrimonial do que a matriarca Bennet, cujo primeiro diálogo no romance é justamente sobre a chegada de Bingley a Netherfield – “um homem solteiro com grande fortuna; quatro ou cinco mil por ano. Que coisa boa para nossas meninas!

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CINEMA COLABORAÇÃO

Maternidade: não precisamos ser perfeitas

“Desde que eu tive filhos, estou sempre atrasada”. É assim que Amy Mitchell (Mila Kunis) se apresenta no início do filme Perfeita é a Mãe (2016). E ela não está totalmente errada. Estar atrasada vira uma característica bem presente quando nos tornamos mães. Pra mim virou, pelo menos. O bebê suja a fralda quando estamos prontas para sair, vomita na sua roupa, dorme, chora. São muitas variáveis que influenciam a logística. Os bebês não estão nem aí para horários e padrões ou convenções sociais, eis aqui uma verdade. Depois que eles crescem, essa realidade não diminui, porque são muitas demandas e muitos pratos para conseguir manter girando no ar; como é o caso da protagonista, que faz tudo sozinha e, obviamente, está sempre correndo de um lado para o outro naquele ritmo frenético de quem precisa dar conta de tudo o tempo inteiro.

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