CINEMA LITERATURA

Batalha por Sevastopol: Lyudmila Pavlichenko e a participação feminina na guerra

Em 2015, foi lançado o filme russo Batalha por Sevastopol que, apesar do nome, é uma espécie de biografia de guerra da sniper do Exército Vermelho Lyudmila Pavlichenko. A crítica formal e a informal (feita por pessoas comuns que assistiram ao filme) caíram em cima do diretor, afirmando que ele não representou a face verdadeira da guerra. Será isso porque a heroína do filme é uma mulher real, com vida, família e interesses amorosos?

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LITERATURA

Mulheres Perigosas: a representação feminina na literatura

A antologia Mulheres Perigosas, editada por George R. R. Martin e Gardner Dozois e publicada no Brasil pela Editora Leya, é um compilado de vinte e um contos que apresenta personagens femininas escritas pelas perspectivas de diversos autores, entre eles o próprio Martin, além de Diana Galbadon, autora de Outlander, e Megan Lindholm, de a A Saga do Assassino. A ideia por trás do livro é desmontar o estereótipo da personagem feminina vítima e sem personalidade – aquela que existe apenas para dar suporte ao protagonista e herói da trama –, contando histórias com protagonistas que transitam entre a magia, o ciúme, a ambição, a traição e a rebeldia.

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LITERATURA

Como Falar com Garotas em Festas: somos mesmo de outro planeta?

Eu não sei o que dizer pras garotas.
Elas são apenas garotas. Elas não vêm de outro planeta.”

Não é preciso ir muito longe na internet para descobrir um universo inteiro de dicas, tutoriais e guias detalhados escritos por homens heterossexuais para outros homens sobre como conquistar o sexo oposto. Como conversar com mulheres? Como abordá-las em festas e baladas? Do que elas gostam, no que elas pensam, como você deve agir e o que deve evitar categoricamente? É como se fôssemos de espécies completamente diferentes. Homens, de Marte, mulheres, de Vênus, segundo a sabedoria popular.

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COLABORAÇÃO TV

Lena Waithe: mais uma voz para as mulheres negras na televisão

“Todos os dias, quando você passar pela sua porta, coloque sua capa imaginária, vá e conquiste o mundo — porque o mundo não seria tão bonito quanto é se nós não existíssemos nele”. O conselho foi de Lena Waithe para a comunidade LGBTQIA, a qual ela agradeceu em seu discurso após receber o Emmy de Melhor Roteiro em Comédia ao lado de Aziz Ansari por Master of None. A escritora e atriz foi a primeira mulher negra (e lésbica) a receber o prêmio.

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COLABORAÇÃO LITERATURA

Um útero é do tamanho do quê? A poesia de Angélica Freitas

Um Útero é do Tamanho de um Punho está de volta às livrarias cinco anos depois de sua primeira edição, lançada em 2012, pela extinta Cosac Naify. Sumido das lojas entre o fim da antiga casa editorial, em 2015, e a nova edição pela Companhia das Letras, esse é um retorno celebrado porque é um livro de poesia que continua vivo e necessário, capaz de despertar conversas e questionamentos.

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MÚSICA

Madonna: você sabe como se sente uma garota nesse mundo?

Em 1990, logo após o lançamento do polêmico clipe Justify My Love, Camille Paglia escreveu um artigo no jornal The New York Times intitulado Madonna – finally, a real feminist. Através de uma crítica ao clipe, “O vídeo é bad word ográfico. É decadente. E é fabuloso.”, Paglia desenvolve uma argumentação de que o ataque aos homens, como categoria/classe, é um erro de alguns dos feminismos e que o trunfo de Madonna estava em reconhecer o masculino. Reconhecer e entender que as ambiguidades e profundidades presentes em relacionamentos heteronormativos, conhecer sobre sexo, sexualidade e desejo, prazer e corpo, a colocaria na vanguarda do feminismo.

“O Feminismo diz: Chega de máscaras!
Madonna diz que não somos nada, senão máscaras.”

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