LITERATURA

Os 13 Porquês: lado A

os 13 porquês

Olá, meninos e meninas. Quem fala aqui é Hannah Baker. Ao vivo e em estéreo. Espero que vocês estejam prontos, porque vou contar aqui a história da minha vida. Mais especificamente, por que ela chegou ao fim. E, se estiver escutando estas fitas, você é um dos motivos.” É com essas palavras que Hannah Baker ressurge do mundo dos mortos para não deixar que sua história seja distorcida pelas vozes alheias.

A série 13 Reasons Why, baseada no livro de mesmo título com Selena Gomez no time de produtores, estreou na Netflix já na boca do povo. A série foi muito esperada, principalmente por sua premissa provocante e pelo sucesso anterior do livro, escrito por Jay Asher. Para tentar fazer uma análise completa e comparativa, decidi subverter meus próprios princípios e ler o livro antes, o que se mostrou ao mesmo tempo ser e não ser uma boa ideia. Em resumo, acabei me sentindo compelida a vir aqui falar antes sobre o lado A dessa história – o livro. Voltaremos em breve com o lado B, a série, e por ora vou resistir à tentação de fazer qualquer comparação entre a obra original e o que já assisti.

Os 13 Porquês conta duas histórias ao mesmo tempo: a história de Hannah, a estudante que cometeu suicídio, e a história de Clay, o menino que gostava dela. Antes de morrer, Hannah gravou 7 fitas – 13 lados – listando as 13 pessoas que correspondem às 13 razões pelas quais ela se matou. As duas regras são que (1) quem receber as fitas tem que ouvir a história; e (2) a pessoa em questão tem que passar as fitas para a próxima da lista, até que a história tenha passado por todos os 13. Caso as regras não sejam seguidas, o conteúdo comprometedor das mensagens será revelado de forma pública.

É uma proposta arriscada. Em geral, obras que abordam ou tangenciam questões delicadas como distúrbios psicológicos ou suicídio se equilibram em uma linha muito tênue entre a humanização e a romantização. Mas em Os 13 Porquês a situação se torna ainda mais complexa porque as questões sociais abordadas vão muito além de bullying, depressão e suicídio – me arrisco a dizer que elas mergulham em busca das questões sociais que estão intrinsecamente ligadas a esses fenômenos.

E, não custa avisar, esse texto certamente vai conter spoilers.

O suicídio: qual a necessidade disso?

Sim, é uma questão muito controversa e muito complexa. É muito arriscado partir de uma questão tão infinitamente intrincada para entregar a mensagem que for; a primeira coisa que me vem à mente é o estupro sendo amplamente usado como plot device e meu primeiro instinto é sempre correr na direção contrária. Eu mantenho essa posição. Mas acho que no caso específico de Os 13 Porquês, o buraco é mais embaixo. Vale um voto de confiança.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde de 2012, o suicídio já era a segunda maior causa de morte de jovens entre 15 e 29 anos no mundo. É uma situação que definitivamente precisa ser enfrentada, debatida e reconhecida, e esse obviamente não poderia deixar de ser um dos pontos da obra de Jay Asher. Além dessa função mais óbvia, o suicídio também traz pela mão diversas outras discussões sociais – depressão, machismo, slutshaming, privilégio masculino –, que vão além de um objetivo estratégico específico para a narrativa da história.

Hannah está morta e não tem mais nada a ganhar ou a perder; ela não conta a história em tom vingativo e ela não está buscando a responsabilização de ninguém. Ela sabe, e deixa claro diversas vezes, que a maioria das pessoas citadas na história não fizeram, objetivamente, nada de errado, mas ainda assim todas elas – como todos nós todos os dias – são de alguma forma responsáveis pelos acontecimentos. A mensagem menos política do livro é justamente essa: você nunca sabe pelo que a outra pessoa está passando naquele momento, um ato de gentileza verdadeiramente desinteressado pode salvar uma vida. Todo mundo que a gente encontrar na vida está enfrentando uma batalha que você não sabe nada a respeito; seja um pouco mais gentil do que precisa ser.

É compreensível que muitas pessoas achem absurda e irreal da ideia de uma pessoa premeditar a tal ponto a própria morte para gastar tempo gravando fitas para listar todos que tiveram alguma conexão com a sua morte iminente e explicar detalhadamente os motivos. Para que se dar ao trabalho? Para espalhar a culpa? Não. Ela quer que as pessoas saibam de que forma elas (e todos nós) estão envolvidas naquilo. O ponto principal não é a responsabilização de ninguém – quando chega ao ponto de gravar as fitas, ela já está completamente desconectada de tudo e de todos. Ela planejou e tem plena consciência de que, quando aquele plano todo se concretizar, a história dela já vai estar acabada. Ela não está em busca de nenhuma vingança e está além da possibilidade de qualquer sentimento de satisfação pessoal.

Do mesmo jeito, o suicídio não é uma forma de provar nada. A ordem dos fatores aqui é importante porque o suicídio é, na realidade, o ponto de partida. A decisão do suicídio veio antes da decisão de gravar as fitas e é isso que conta, mesmo que, por motivos óbvios, as ações tenham sido realizadas em outra ordem. Ela não se mata para dar nenhuma lição. Hannah só quer que sua história seja ouvida, que alguém saiba. Se todos vão acreditar ou não deixa de ser uma questão porque a prova veio antes de tudo.

Por que uma garota morta mentiria?

Esse é o ponto. Ao morrer e se tirar da roda de interesses e motivações que movem a vida humana, ela se tornou de alguma forma o oposto do famigerado narrador não-confiável, uma espécie de narrador super-confiável e profundamente comprometido com a integridade e perpetuação de uma história. Sim, ela é uma garota depressiva que acaba cometendo suicídio, mas deixando a sua história pessoal de lado, a real mensagem que ela deixa é que essa doença e essa decisão extrema não se desenvolvem no vácuo. O contexto social importa, todas as ações importam.

Finalmente, existe ainda uma última faceta do suicídio da Hannah: o simbólico. Hannah é uma de muitas vítimas de um mundo machista. Ela é estigmatizada, julgada e punida com base em uma imagem falsa que criam dela; ela tem seu corpo objetificado e tirado do seu controle; ela presencia um estupro e depois se apresenta voluntariamente para ser estuprada; ela vê, um a um, seu corpo, sua casa, sua escola e seus próprios pensamentos deixarem de ser lugares seguros para se tornarem mais cenários e instrumentos de violência, até ela não ter para onde correr. Tudo absolutamente real. Nesse contexto brutal, Hannah representa todas nós. Por esse ângulo, o suicídio pode ser encarado ao mesmo tempo como uma capitulação e como um ato final de resistência.

O nível “superficial”: depressão e suas facetas

Como um livro maravilhosamente complexo e composto de muitos níveis, Os 13 Porquês precisa ser lido individualmente em todas as suas camadas. A mais óbvia delas, acredito que todos iremos concordar, é a questão muito necessária da depressão e do suicídio per se.

Praticamente desde que chega à nova escola, Hannah começa a ser objeto de fofocas e rumores. Mas ela não sofre bullying ostensivo: o livro deixa bem claro que ela é uma garota bonita e simpática, que naturalmente cumprimenta pessoas nos corredores e conversa com estranhos. Ela não é a personagem-padrão da menina excluída que sofre bullying e é frequentemente ridicularizada. Ela não é o que todas esperamos de uma pessoa que faz isso. Ela é uma garota-média, por assim dizer – não desvia da curva nem para cima nem para baixo — e deixa pistas em diversos momentos de que sua vida tinha muito mais elementos do que aqueles narrados nas fitas.

Isso é um ponto importante porque pode ser considerado um dos fatores relevantes para que uma cegueira seletiva generalizada tenha se instalado em relação a todos os sinais de depressão que ela passou a demonstrar. É relevante porque admitir que uma pessoa como Hannah também está vulnerável à depressão e tendências suicidas é o equivalente de admitir que qualquer um está. Porque ela é exatamente isso: qualquer um, a imagem do padrão. Se ela está vulnerável, nada mais garante que a pessoa sentada do seu lado, a sua dupla no trabalho da escola, o seu irmão, você mesma, não estão.

Não é até depois da morte dela que as pessoas começam a reconhecer todos os sinais que ela passou a dar abertamente nos últimos tempos e que ninguém foi capaz de interpretar a tempo, porque até então todos estavam muito determinados a não ver. Porque todos estamos determinados a não ver.

A estrutura do livro é especialmente interessante nesse ponto por isso, ela nos dá o único ângulo pelo qual é impossível não ver, o da própria Hannah, enquanto paralelamente nos dá pequenos vislumbres do mundo externo pela perspectiva de Clay e, pontualmente, de Tony.

O livro também nos dá outra dica nada sutil para entender exatamente por que ninguém viu, por que ninguém fez nada para impedir, ao trazer a aula em que, como um dos seus gritos de socorro finais, Hannah sugere anonimamente que a turma discuta suicídio. É um tema por demais desconfortável, por demais tabu para ser discutido abertamente de forma eficaz para que possa chegar a ser realmente útil para gerar conscientização e sensibilização a respeito. E nesse sentido é uma crítica multidimensional, porque se aplica tanto às situações vividas dentro do livro, quando às críticas que podem ser dirigidas à obra em si.

A negação, a brincadeira e os “caras legais”

10 das 13 pessoas citadas na fita são homens. Só um deles era realmente um babaca completo, segundo as palavras da própria Hannah. Até mesmo Justin Foley, o disseminador original das fofocas sobre ela, não era muito menos do que um bom garoto, segundo Hannah. Jogador de basquete, com bolsa de estudos garantida para a faculdade, lindo, ele “sempre faz a coisa certa”. Ficou nervoso ao pedir o telefone dela, tremia loucamente, soube reproduzir a maioria das palavras do sonho dela para o momento. Mas não pensou duas vezes antes de criar histórias sobre ela para se gabar para os amigos. Não “se aproveitou” da menina bêbada inconsciente, mas também não impediu que o amigo mau caráter completasse o serviço.

O segundo, Alex Standall, foi em algum momento amigo de Hannah. Mas de brincadeira trai a confiança dela, colocando-a em uma lista de “quem é gostosa e quem não é” entre as alunas. Para ele era só uma piada inofensiva, para ela foi a exposição compulsória do seu corpo, objetificação que sempre traz suas consequências. Ainda assim, como o próprio Clay coloca, foi só uma brincadeira, “ele não teve a intenção”, “não é justo que ele esteja nessa lista”.

Ele é seguido por Tyler Down, o coitado, que acabou entrando no papel como bode expiatório porque não era popular, mas não fez nada melhor ou pior do que a maioria dos outros, apenas se achou no direito de invadir de outra forma a privacidade de Hannah – nada de novo no universo feminino. Ryan Shaver é culpado exatamente do mesmo crime, mas de forma diferente.

Marcus Cooley, o palhaço da turma, aquele que faz todos rirem, sai com ela e acha que qualquer fofoca sobre o comportamento dela é permissão suficiente para que ele a toque sem consentimento. Zach Dempsey, que está tão subconscientemente certo de seus direitos como homem, não vê o problema de punir Hannah com o ostracismo depois de ser rejeitado.

Até mesmo Clay Jensen, o segundo narrador e reportadamente o epítome do “cara bonzinho”, pode não ser a imagem da perfeição que parece ser. Ele gosta de Hannah há muito tempo, mas tem vergonha de falar com ela em público por causa da reputação que ela tem. Ele empatiza constantemente com os nomes na lista porque “ele não teve a intenção”, porque “era só brincadeira”, porque “ele não merece estar nessa lista”. Ele é “bonzinho”, mas ainda é homem, e ainda está alegremente cego pelo seu próprio privilégio.

O que nós vemos o tempo todo em Os 13 Porquês é a famosa brotheragem em ação. Homens protegendo e acobertando os erros um dos outros. Toda uma sociedade que protege e perpetua essa mentalidade porque eles não fizeram por mal, foi só brincadeira, eles são imaturos. Só que essa imaturidade nunca repercute neles mesmos, porque eles estão sempre blindados e amparados pelo nosso querido privilégio masculino de todo dia. Uma crítica social refinada que tenta mostrar que não é com bilhões de homens maus que se constrói um patriarcado, e sim de um punhado de homens bons, pais de família, professores, médicos, aquele seu melhor amigo que nunca machucaria uma mosca, mas que estão irremediavelmente inseridos em um contexto machista de privilégios e violências muitas vezes sutis.

As personagens femininas

Mesmo que a maioria dos nomes na lista sejam masculinos, junto deles encontramos três nomes femininos: Jessica Davis, Courtney Crimsen e Jenny Kurtz. As três aparecem por situações aparentemente diferentes, mas que podem ser ligadas a uma circunstância comum: são representações machistas de personalidades femininas e suas interações entre si. Como mulheres, elas supostamente deveriam entender, mas cada uma em seu momento virou as costas para Hannah quando ela mais precisava. Como já dizia Simone de Beauvoir em 1949, “[as] mulheres — salvo em certos congressos que permanecem manifestações abstratas — não dizem ‘nós'”.

Jessica, que apesar das afirmativas em contrário era claramente uma amiga, sucumbiu à rivalidade feminina por causa da intriga plantada por um homem. Homem esse, Alex, que “de brincadeira” manipulou a situação para colocar uma mulher contra a outra por vingança.

Courtney, um rosto especialmente amigável na multidão, terminou por ser o estereótipo da mulher traiçoeira e manipuladora que usa os outros para conseguir o que quer. A personificação da necessidade feminina de aprovação social, ela só está realmente preocupada em ser amada.

Até a própria Hannah está dentro dessa construção de desunião, e admite isso. Quando ela presencia o estupro de Jessica de dentro do armário, bêbada e assustada demais para reagir, ela também interpreta o papel que foi dado a ela dentro da nossa sociedade e falha em proteger outra mulher da violência masculina.

Nós somos  manipuladas e socializadas para não confiarmos uma nas outras e isso fica claro como água na construção do livro, é para isso que as personagens femininas estão lá. Porque nós somos vítimas da socialização e, por meio dela, também somos perpetuadoras dessa cultura machista e patriarcal. Jessica, Courtney e Jenny são três dos porquês, mas são também vítimas. A inclusão dessas três personagens não é acidental e nem inocente, muito pelo contrário – ela contribui para a complexidade do quadro social que está sendo pintado.

Algumas conclusões

A escolha de dar voz a uma garota morta, de dar poder a uma vítima, pode parecer estranha, mas, na verdade, é incrivelmente engenhosa. É por meio dessa estratégia que o autor escapa – na maior parte do livro – de usar o suicídio como simples instrumento narrativo, mais um caso clássico de sofrimento feminino sendo usado puramente para a construção e desenvolvimento do personagem masculino.

O personagem Clay se aproxima muito do personagem Quentin, de Cidades de Papel, do escritor John Green, mas se afasta e supera este ao ouvir, ainda que tarde demais, a lição que uma personagem feminina está dando ali. Enquanto Quentin é deixado livre para interpretar o mistério Margot como bem entender, Clay aparece na posição passiva de ouvinte. Enquanto em Margot temos um caso clássico de manic pixie dream girl, uma figura que nunca tem espaço para construir a própria imagem e mostrar os próprios propósitos, Hannah está no comando da própria narrativa.

Em um ângulo diferente, Os 13 Porquês se aproxima de As Virgens Suicidas, de Jeffrey Eugenides, pela premissa do suicídio de meninas adolescentes como ponto de partida para a história. Mas, felizmente, se afasta mais uma vez ao dar voz à própria personagem. Como a própria Hannah menciona em Os 13 Porquês, quando um poema é lido, ele sai da área de influência do autor e passa para a do leitor, que vai interpretar o texto de acordo com os próprios instrumentos. Como a própria Hannah coloca, as fitas dela são uma espécie de poesia. Ela sabe que quando sair em cena e a sua história for contada, ela não vai ter mais nenhum poder sobre ela; mas reivindicar a própria voz na questão é uma forma de impedir que ela seja super-analisada e transformada em um grande mistério para o entretenimento alheio, como acontece com as irmãs Lisbon.

Por outro lado, Clay, o garoto perfeito que nós temos a oportunidade de acompanhar, é a personificação da sociedade machista enrustida, que cria desculpas para as violências sofridas pelas mulheres todos os dias não por maldade, mas por ignorância obstinada. Antes de começar a leitura, a inclusão do ponto de vista de Clay me parecia um erro, mas mais tarde fui entender que ele não está ali como um narrador, e sim como representação da desconstrução que (esperamos) vai ocorrer num dia em que os relatos das mulheres sobre as violências que sofrem todos os dias for realmente ouvida. O personagem Clay possui um arco de evolução muito claro ao longo do livro, e é uma mudança especialmente interessante de se acompanhar.

A impressão que eu tive é que o livro foi o resultado de uma desconstrução prévia do próprio autor, que se traduziu na história narrada e nas escolhas narrativas completamente estratégicas e – ao meu ver – acertadas que ele adotou para desenvolver a narrativa. Os 13 Porquês é um livro incômodo, doloroso e até mesmo ambíguo em alguns pontos, e é um ponto de partida muito apropriado para discussões e reflexões profundas sobre todas as muitas questões abordadas na história.

Para mim, a obra foi um grande acerto do início quase até o fim. Enquanto a Hannah estava em cena, conduzindo o espetáculo, tudo foi maravilhoso. Mas uma hora ou outra a história dela teve que acabar, e o que nos restou foi Clay. Nesse ponto foi onde realmente eu senti o desconforto – foi a única vez em que me pareceu que a vida da Hannah foi usada no livro de forma instrumental e a personagem Hannah foi jogada para segundo plano. A impressão que me passou foi a de que, nesse ponto e apenas nesse ponto, o sofrimento da personagem foi usado para desenvolver outros personagens com uma nota positiva que simplesmente não cabia ali. Sim, já que aconteceu, nós precisamos partir daí para tentar evitar que a história se repita; mas isso é feito simplesmente com o ato de contar a história, os leitores não são burros e têm a capacidade de fazer as conexões por si só. O ponto central que não pode ser esquecido é que não existe nada de positivo no suicídio de uma adolescente.

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15 Comentários

  • Responda
    Marcello Negreiros
    5 de Abril de 2017 at 14:50

    Sensacional o texto. Estou viciado na série, e fico muito triste com tudo que Hannah Vem passando… Já sofri bullying sei como é ser alvo de piadas, chacotas e humilhações. Inclusive isso afetou minha vida e também já tentei algumas vezes o suicídio. É vital este tema como debate principalmente entre os jovens!

    • Responda
      Paloma
      7 de Abril de 2017 at 16:13

      Obrigada, Marcello. Essa discussão é realmente muito importante para gerar conscientização.

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    Maria Aline
    7 de Abril de 2017 at 16:10

    Parcece doloroso demais para eu conseguir assistir ou ler, mas aplausos ao seu texto!
    São verdades tão dolorosas, que é assustador como tudo isso passa invisível todos os dias. Parabéns por cada palavra sua tão bem colocadas no texto!

    • Responda
      Paloma
      7 de Abril de 2017 at 16:12

      Muito obrigada, Maria Aline. É realmente doloroso e não é indicado para todo mundo. A gente precisa saber nossos próprios limites e se preservar.

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    Rosiane Olímpia
    13 de Abril de 2017 at 21:20

    Olá, Paloma, adorei seu ponto de vista é dá forma como escreveu de forma tão intensa e clara. Parabéns. Cadê o lado B? Bjo

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    Ana Julia
    15 de Abril de 2017 at 02:00

    Tirou as palavras da minha boca!

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    Aimê
    19 de Abril de 2017 at 17:07

    Meus mais sinceros parabéns pelo texto maravilhoso, que além de expositivo foi opinativo. Sua escrita é impecável.

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    CARLOS ALBERTO DE OLIVEIRA
    1 de junho de 2017 at 00:56

    Muito bom seu texto. Você comenta compropriedade. Confesso que fiquei meio deprê após cada episódio, pois de uma certa forma nos vemos na série ou vemos que somos carrasco de outras pessoas sem ou com intenção. Quantas pessoas andam perdidas pedindo apenas que olhemos para elas e ofereçamos um abraço ou uma palavra de carinho. Mas o mundo acelerou demais para olharmos para o outrem!

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    Sáskya Gurgel
    4 de junho de 2017 at 20:47

    Primeiramente, quero elogiar seu dom de passar sua perspectiva de uma maneira extremamente esclarecedora. Eu assisti apenas a série, e, até então, não havia compreendido o porquê do Clay estar nas fitas. Isso me incomodava, porque ele é o “garoto do bem”, não enxerguei o que ele tinha feito de errado e até concordava quando ele minimizava os erros dos “brothers”. Talvez a série propositalmente tenha tido esse objetivo, tendo em vista que essa verdade sobre o erro do Clay fosse até mais chocante que a do próprio conselheiro, que foi o nome da última fita e que causou o receio de com a exposição da forma como ele tratou a Hannah, e que isso poderia mudar o mundo, conforme o Clay narra no último episódio. Enfim, obrigada pelos esclarecimentos 🙂

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    Luana Farias
    17 de julho de 2017 at 02:41

    Aí gente, se alguém puder ler esse meu comentário e me responder, eu agradeceria de toda a minha alma!😭😭😭
    Estou passando isso com a minha filha, hoje descobri que ela está igual a essa garota do filme! Não sei o que faço, estou sem chão!!

    • Responda
      Paloma
      17 de julho de 2017 at 10:07

      Oi, Luana. Sentimos muito que você e sua filha estejam passando por isso.

      O mais importante nesse momento é você buscar ajuda profissional, levar sua filha a um psicólogo ou psiquiatra que vão saber como lidar com a questão e ajudar. Se for possível levar logo aos dois, seria ótimo, porque é um tratamento complexo e nem sempre as pessoas se dão bem com o primeiro psicólogo, e enquanto isso existem remédios que podem ajudar.

      Caso você não tenha condições de pagar um profissional, existem faculdades de psicologia que fornecem atendimento ao público sem custo, ou procurar algum CAPS (centros de atenção psicossocial) na sua cidade, onde se realiza esse mesmo tipo de serviço.

      Nós sabemos que a nossa intenção é sempre ajudar, mas dar conselhos do tipo “sair para tomar um sol”, “sair com os amigos”, “tentar sair dessa” não são um bom caminho. Só dê todo o seu apoio, abraços, tente compreender e faça com que ela saiba que você vai estar com ela e vai fazer o que for possível para ajudá-la a sair dessa, sem julgamento. É importante que ela saiba que ela pode falar com você e pedir ajuda sempre que precisar.

      E de imediato é interessante procurar objetos cortantes nas coisas dela e tirar esse tipo de objeto de vista.

      Em caso de emergência, o Centro de Valoração à Vida oferece atendimento por telefone e pela internet, e você pode encontrar mais informações nesse link: http://www.cvv.org.br/index.php

      Desejamos que você seja muito forte para ajudar sua filha a passar por isso, e que esse período ruim passe o quanto antes.

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    Pâmella Souza
    2 de novembro de 2017 at 15:00

    Essa série é muito admirada por mim, No momento estou vivendo a Hannah, já fui abusada, e cinceramente não me recuperei desse trauma, não tenho vontade nenhuma mais de viver😪

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