LITERATURA

Jana Rosa me entendeu

Eu sou daquelas pessoas que admira muitas pessoas ao mesmo tempo, sejam elas reais ou não. Admiro minha mãe, mas admiro a Leslie Knope (Amy Poehler) pra caramba, assim como admiro Liz Lemon (Tina Fey) e também quero ser amiga da Jana Rosa. E é sobre ela mesma que quero falar, uma pessoa real e que eu queria taaaanto ser amiga!

Jana Rosa “apareceu” na minha vida quando assisti a um episódio aleatório de uma nova série da MTVBrasil em que uma moça extremamente estilosa ajudava outras pessoas a mudar o look andando por aí com uma kombi-guarda-roupas. Vocês se lembram dessa série? Não sei se foi só eu que assisti, mas depois de tomar conhecimento de que aquela deusa empoderada que trabalhava como fada madrinha da galera se chamava Jana Rosa, passei a ser a stalker da relação.

Acabei pesquisando mais sobre ela e descobri que Jana trabalhava com jornalismo de moda, mas que também tinha as redes sociais todas atualizadas. Depois de um tempo, quando a MTV Brasil deu todo aquele makeover na programação, eu perdi minha ídola da telinha, mas continuei a acompanhar tudo pelo Tumblr e Instagram. A linguagem que Jana Rosa usa nas redes é muito direta e parece que estamos todos num bate-papo na sacada de casa falando bobagem sobre tal artista bebendo um drink barato.

Notei que, assim como todo mundo, ela mudou ao longo dos anos. E mudou pra muito melhor. Antes, era bem focada na moda, na tendência e parecia viver muito o assunto (o que é ótimo, Jana parecia gostar muito disso), mas aos poucos notei que ela passou a ser mais de boa com as coisas, a fazer mil posts falando sobre sua viagem de mais de ano pelo mundo, de como a vida era difícil pra quem voltava, sobre freelas escassos no mundo da comunicação, sobre roupas estilosas de brechó, sobre muita breja gelada no boteco de esquina. E com isso fui me identificando cada vez mais, me sentindo cada vez mais amiga dela. Quem me dera, né?

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Acompanhar esse crescimento profissional e pessoal dela só me mostrou como a gente tem muito pra aprender nessa vida. Eu já a admirava pelo ego modista dela, mas agora que Jana também tem outros egos que viajam, que falam sobre coisas gente como a gente, foi amizade à primeira vista.

Foi quando, ano passado, eu vi que Jana Rosa lançou um livro sobre como é o processo de vida após os 30 anos. Eu tenho só 25, mas achei muito curioso e fui atrás. 

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Comprei o livro, Enfim 30: um livro para não entrar em crise, junto com o primeiro livro dela, escrito em 2013 e também em parceria com a Camila Frender, Como ter uma vida normal sendo louca. Esse livro fala, de forma muito humorada, sobre diversos assuntos que permeiam a vida da mulher moderna. Desde sobre como fugir de um encontro roubada como também sobreviver no cheque especial. Coisas que a gente às vezes nem comenta com ninguém, mas descobre que tem mais um monte de manas vivendo isso também.

Apenas amei, me identifiquei e mais uma vez constatei: Jana Rosa me entende!

E agora quando estou prestes a ler o seu último livro, fui dar uma pesquisada sobre como foi o processo pra ela em si, tirando a parte do autoconhecimento que o livro traz. Achei esse depoimento dela numa entrevista que achei fenomenal:

“Gasto muito menos em roupa, quase nada, gasto tudo em bar e viagem, mas amo a moda, fiquei um tempo odiando. Hoje eu amo, mas não sei se é exatamente sobre o SPFW e semanas de moda que estou falando, eu amo ver a moda da rua, sair pra um lugar e sentir vontade de me vestir como as pessoas. Viajar é meu exercício mais fashionista, eu posso ser uma pessoa em cada lugar, me influencia muito. Mas todos os jovens modernos e estilosos do mundo inteiro se conectam de alguma forma, parece uma tribo gigante espalhada, me fascina, me encanta, me inspira!!!!”

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Vai dizer, não faz o maior sentido? Uma pessoa assim pra admirar tá muito bom! Saber que existe esse tipo de pensamento que foca na experiência e não no bem material, que ela traz junto tanta gente pra causa empoderada e que te trata como sua mais nova melhor amiga em plena internet faz um bem danado! Estamos precisando de mais ídolos assim, não acham?

Mais do que nunca quero ser best dela! 

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4 Comentários

  • Responda
    ana garcia
    1 de dezembro de 2016 at 11:47

    Jana Rosa é meu guru espiritual, eu amava os posts de viagem dela e adoro demais a irreverência com que ela trata tudo! Adorei o texto 🙂

    • Responda
      Jéssica
      1 de dezembro de 2016 at 14:11

      ohn obrigada, Ana! Simm, os posts dela de viagem que me fizeram pensar que a vida ta ae pra ser viajada néé, então bora guardar dinheiro e viver de freela hahahaha

  • Responda
    Aline
    1 de dezembro de 2016 at 14:02

    Ahhh como é bom encontrar alguém que também ama a Jana! <3
    Ano passado quando estava em Roma ela também estava, aí comentei numa foto do Insta: "Jana, também estou em Roma, vamos nos ver". E não é que ela respondeu? "Me convide pra uma festa". hahahaha
    Já no começo desse ano, a conheci pessoalmente esse ano quando ela veio à Campinas para autografar "Enfim 30" e eu parecia uma boba quando a vi. Comentei: "Jana, olha pra minha cara, você acha que vou ou sou convidada pra ir à festas? Eu durmo cedo!". E eis que ela autografou no meu livro "Aline, quando viajar, vá a festas". HAAHAHAHA Ela é demais, não?

    Bom, compartilhamos a influência!
    Beijos

    • Responda
      Jéssica
      1 de dezembro de 2016 at 14:12

      aaaaah que demais!!!!! eu to precisando de gente mais alto astral, mais good vibes praticidade que nem ela, por isso fico stalkeando e vivendo junto as aventuras dela! hahahahaha que legal saber que você já conheceu ela e ela realmente é tudo isso que achamos <3

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