LITERATURA

Força literária em tempos patriarcais: uma ode às escritoras clássicas

Feche os olhos por um momento e pense num clássico literário. Se o livro em que você pensou não tiver sido escrito por uma mulher, mas sim por um homem velho ou morto, branco e possivelmente europeu, não se sinta mal: não é culpa sua, é da nossa educação. Nós somos ensinadas a acreditar que os grandes clássicos da literatura foram produzidos por eles e que às mulheres só interessava fazer bordados e cuidar da família.

Nós estamos aqui desde sempre, mas nem sempre fomos notadas. A primeira mulher a viver de sua escrita nasceu em 1363, na Itália. Cristina de Pisano, em plena Idade Média, já questionava as obrigações da mulher na sociedade italiana. Ela escrevia sobre a terrível misoginia do século XIV e a gente pode dizer, sem problema algum, que ela foi uma espécie de Virginia Woolf pré-modernismo. Além de escrever ensaios, também se dedicava à criação de poesias e romances. Porém, isso não é lembrado. A escrita ficcional acabou sendo contada como uma atividade masculina não porque não nos interessássemos por criar histórias e mundos, mas simplesmente porque não nos era dada a chance de escrevermos, muito menos de sermos publicadas.

Cresci numa casa cheia de livros. A maior parte deles, clássicos. Desde bem pequena já revirava as estantes em busca de novas histórias vindas diretamente daqueles livros velhos e bonitos com capas de couro. Mas entre mais de trinta clássicos, só havia um escrito por uma mulher: O Morro dos Ventos Uivantes, da Emily Brontë. Isso sempre me chamou atenção porque todos os autores a quem eu tinha acesso eram homens. Conforme fui crescendo, as leituras foram se diversificando, mas essa disparidade entre homens e mulheres não diminuiu. Na escola, me ensinavam a amar e admirar literatura clássica: Machado de Assis, Graciliano Ramos, Carlos Drummond de Andrade. Mas parecia que as mulheres simplesmente não se importavam com a arte da escrita e tinham deixado essa parte aos homens.

Rata de biblioteca que sempre fui, revirei as estantes até descobrir os clássicos sobre os quais quase ninguém fala e que não são estudados nas aulas de Literatura do Ensino Médio: A Paixão Segundo GH, O Segundo Sexo, Orlando, Persuasão, entre outros. Já na faculdade, decidi tentar entender por que diabos as mulheres escritoras, quando apareciam, ainda eram tão deixadas de lado, como se fossem apenas literatura de passatempo, de “mulherzinha”, sentimental demais para ser levada a sério.

Pode parecer bobagem, mas não é: prova disso é que o prêmio literário mais conceituado da atualidade, o Nobel de Literatura, em 116 anos de existência premiou 101 homens e apenas 12 mulheres. Num mundo dominado por homens, as escritoras sempre foram deixadas de lado e, para fazerem algum sucesso, tiveram de se esforçar o triplo do que qualquer escritor – e, inclusive, esconder o fato de ser mulher e passar a usar um pseudônimo masculino.

Emily Brontë, uma das mais famosas entre as escritoras clássicas, sabia disso e, no início de sua carreira, assim como suas irmãs Anne e Charlotte, assinava com o nome masculino de Ellis Bell para poder ser publicada. E, mesmo assim, apesar de todo o esforço que ela fez para poder escrever livremente, tem gente que até hoje duvida de sua autoria e a atribua a seu irmão, porque “uma moça reclusa e solteira jamais escreveria algo tão perverso quanto a história de O Morro dos Ventos Uivantes”. Emily não foi a primeira e, infelizmente, tampouco a última a passar por esse tipo de situação para poder escrever seus livros. A própria criadora de Harry Potter, J. K. Rowling, assina dessa maneira porque simplesmente não teria sido aceita nesse universo tão masculino da fantasia se deixasse na cara que é mulher. E isso aconteceu há pouco mais de 20 anos.

A mexicana Juana Inés, cuja vida recentemente virou série na Netflix, não adotou um nome masculino, mas considerou seriamente a ideia de se disfarçar de homem e virar padre apenas para poder ter acesso à literatura. Considerada por muitos como a primeira feminista da América Latina, Juana abdicou de sua vida como mulher livre para viver enclausurada num convento, apenas porque lá teria mais liberdade para escrever do que na Côrte. Isso pode parecer estranho para nós, do século XXI, mas a verdade é que no século XVII – e até bem pouco tempo atrás, pra falar a verdade –, a mulher tinha de optar entre casar ou ter uma carreira, e muitas optaram pela liberdade das palavras.

Não é novidade alguma que as mulheres são tidas como apenas escritoras de romances açucarados há anos. E não, não há nada de errado em escrever histórias de amor. Porém, a diferença é que agora realmente falamos sobre isso, questionamos esse estereótipo e colocamos foco de luz onde antes havia apenas poeira e eventuais teias de aranha por puro machismo disfarçado de preconceito cultural, que nos incutiu a ideia de que a mulher, sendo um ser secundário, inferior, só poderia produzir obras também inferiores. Mas várias escritoras provaram o contrário mesmo em tempos tão fechados para nós quanto os séculos passados foram.

Além de Emily, naquele período confuso da Inglaterra, em que não se sabia mais se a época era vitoriana ou não, surgiu talvez uma das escritoras mais lidas e amadas que já existiu: Jane Austen. Nascida em 1775, Jane foi uma das primeiras mulheres a usar da ironia em seus livros para falar do patriarcalismo absurdo da sociedade inglesa da época. Aos vinte anos já escrevia sobre o que via de uma forma tão inteligente que suas obras são estudadas exaustivamente até hoje e acabou sendo uma das únicas mulheres realmente mencionadas em salas de aula. Ela escreveu poucos, mas bons livros, todos com alfinetadas doloridas nos costumes daquela sociedade e no tratamento que as mulheres recebiam, e não apenas as da classe social dela, mas também mencionando as diferenças entre a burguesia e a plebe. Assim como Emily, Jane nunca se casou, mas falou muito sobre as relações de casamento que tratavam a mulher como posse e criou uma das personagens mais emblemáticas da literatura: Elizabeth Bennet, uma moça que se recusa a ser tratada como moeda de troca e prefere ficar solteira a casar-se por conveniência – mas que acaba quebrando com a regra romântica dos romances até então de “amor à primeira vista” e tem seu final com Mr. Darcy após muitas situações complicadas que lhe permitiram conhecer o caráter daquele homem antes de cogitar um sim. Com obras como Orgulho e Preconceito, seu clássico mais conhecido, ela se consagrou como uma mulher forte, de pensamento aguçado e um exemplo da literatura de qualidade que poderíamos ter tido se tivessem permitido que mulheres escrevessem e publicassem naqueles tempos.

Claro que Jane não foi a única a escrever e ter destaque, e Mary Shelley está aí pra nos provar isso. Alguns anos após nossa Jane, Mary publicava seu filho único, o livro que é considerado a primeira obra de ficção científica, e foi escrita por uma mulher (coisa que dá nos nervos de muito homem até hoje, por sinal)! Mary tinha contato com vários escritores e intelectuais da época, incluindo seu próprio marido, Percy Shelley, e o poeta das bad vibes, Lord Byron. Numa reunião com esses dois, em uma noite chuvosa, Byron propôs que cada um escrevesse um conto de terror. Mary foi além e escreveu não um conto, mas o primeiro livro de ficção científica da literatura: Frankenstein, referência de trocentas obras da cultura pop até hoje. Mas, assim como Emily, também pensaram que a obra de Mary não havia sido escrita por ela, e sim por seu marido, Percy. Porque, aparentemente, uma mulher não teria capacidade de escrever uma história aterrorizante sobre os limites do ser humano e a capacidade de tomar o lugar do “Criador” e dar vida à matéria morta. Porque tudo em que mulheres pensam é em flores e bordados, claro.

Outra mulher do século XIX que se tornou uma baita escritora foi Louisa May Alcott, cuja obra principal é Mulherzinhas. Quando lemos o que ela escreveu, encontramos literatura clássica de alta qualidade. Isso quase todos sabemos, mas o que pouca gente sabe é que Louisa não apenas era mulher que escreve como também era abolicionista e feminista, tendo sido a primeira mulher a se registrar para votar em sua cidade! (Lembrando que eram tempos de sufrágio feminino, ou seja, da luta pelo direito da mulher ao voto, coisa que quase inacreditavelmente só temos há pouquíssimo tempo.) Como várias escritoras clássicas, Louisa também nunca casou, permanecendo solteira por toda sua vida, tendo por companhia a escrita e suas personagens. A vida de uma escritora pode ser bem solitária, e naquela época era ainda mais. Porém, Louisa chegou a afirmar que não havia se casado porque não gostava de homens e que tinha certeza de que “sou uma alma masculina que, por algum acidente bizarro da natureza, foi colocada no corpo de uma mulher… porque já me apaixonei por tantas mulheres bonitas e nunca me apaixonei nem um bocadinho por um homem”. Se vivesse atualmente, talvez Louisa fosse uma representante da literatura LGBT ou até mesmo do transativismo. Mas, como a vida ainda era mais cheia de preconceitos do que hoje, podemos apenas imaginar como essa mulher – já tão livre das convenções sociais.

E quem também não dava a mínima pra essas convenções era Lou Salomé, infelizmente mais conhecida por ter despertado uma paixão louca em Nietzsche e em tantos outros escritores e pensadores da época, sem nunca ter sido dominada por nenhum deles, do que por sua obra e força intelectual. Porém, o fato é que Lou estava 100% nem aí pra o que a sociedade alemã de 1880 pudesse falar e fazia o que bem entendia, saindo com os intelectuais da época, vivendo livremente e escrevendo sobre o que via e vivia. Em seus textos, ela sempre deixou bem claro que acreditava na força da liberdade pessoal e não seria dominada pelos padrões machistas vigentes: “Ouse, ouse… ouse tudo! Não tenha necessidade de nada! Não tente adequar sua vida a modelos, nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém.” Além de escritora, também estudou com Freud e se tornou psicanalista, exercendo a profissão até sua morte. Mas Lou também era gente como a gente, gente que escreve e reflete sobre o papel da mulher na sociedade, e fez o que fazemos até hoje: escreveu um livro sobre personagens femininas (Personagens Femininos de Ibsen), analisando como um homem escreveu mulheres e fazendo mil relações sobre o papel dessas mulheres na ficção, assim como nós.

Quem também escreveu sob uma perspectiva feminista foi a nossa queridinha Virginia Woolf, que nasceu no ano que em Lou Salomé começou a publicar artigos. Autora de várias obras incríveis, como Orlando, Mrs. Dalloway e Ao Farol, atualmente é muito conhecida por seu ensaio Um Teto Todo Seu, em que falou abertamente de como é ser uma escritora num mundo de homens e defendeu o fato de que as mulheres têm de ser independentes: “Uma mulher deve ter dinheiro e um teto todo seu se ela quiser escrever ficção“. Virginia é uma de nossas inspirações feministas até hoje, isso porque ela viveu aquilo em que acreditava, realmente mostrando que não apenas poderia teorizar sobre como ser uma mulher livre, mas, de fato, sendo. Além da militância feminista e de vários escritos sempre incentivando mulheres a também escreverem e conquistarem seu espaço, Virginia era um espírito livre e não se restringia ao papel imposto à mulher: fundou uma editora com seu marido, não teve filhos e dedicou sua vida ao aprimoramento da literatura. Infelizmente, ela sofria de transtornos psicológicos – que muitas pessoas classificaram ora como depressão, ora como bipolaridade – e acabou se suicidando em 1941, mas não antes de fazer o que sempre fez: escrever sobre o porquê em uma carta para Leonard Woolf, seu marido.

Tristemente, a depressão e o suicídio levaram muitas de nossas escritoras. Até bem pouco tempo atrás, as pessoas diziam que isso ocorria porque escrever é um ato introspectivo, é encarar a si mesmo de forma profunda, mas hoje sabemos que transtornos psicológicos são muito graves e precisam de acompanhamento sério. Também sabemos, como mulheres, que viver em uma sociedade machista, que nos enclausura dentro de nós mesmas, não é fácil e contribui ativamente para que esses transtornos sejam agravados e levem à situações extremas, como o autoflagelo ou mesmo o suicídio.

Talvez a escritora mais famosa pelas circunstâncias de sua morte, cujo livro se tornou um clássico da nova geração, seja Sylvia Plath, uma poetisa de escrita forte e carregada de sentimentos. Sylvia era uma alminha atormentada, que escrevia para parir no mundo tudo aquilo que sentia e questionava. Em seus poemas, muitos presentes em seu livro Ariel, ela fala da dor que vive a pessoa com depressão e questionava o papel tradicional que era dado para todas na sociedade. Isso é especialmente visto em seu único romance, uma semi-autobiografia, A Redoma de Vidro, quando Sylvia levanta questões tão importantes até os dias de hoje, como por que a mulher tem de ter filhos, o papel do homem e por que diabos ele pode fazer tudo e ser sexualmente promíscuo, enquanto nós temos de ser puras e castas, não podendo ter várias conquistas – ao menos não se quisermos que nos respeitem. Isso, pra época, foi incrível. Apesar de outras mulheres já terem abordado essas questões, como Lou Salomé e Virginia Woolf, Sylvia foi uma das primeiras escritoras da “nova geração” a falar disso abertamente. Porém, é possível que o livro seja mais conhecido por ser um relato tão cru e sufocante de como é se perceber em depressão. Esther, sua personagem principal, é uma jovem que, assim como Sylvia, fez um estágio de verão numa revista e lá se descobriu com crises depressivas e tentativas de suicídio. Mas tudo transcorre de forma muito devagar, assim como na vida real, e ninguém se dá conta do que está acontecendo até que seja quase tarde demais.

Um clássico mais atual, porém extremamente importante e que levantou um baita debate dentro dos movimentos de mulheres é A Cor Púrpura, da Alice Walker. Sempre temos a ideia pré-formada de que clássico é apenas aquilo que é antigo, que cheira a mofo, que é inacessível. Mas o clássico tem esse nome não apenas por sua historicidade, e sim por sempre nos trazer coisas importantes, insights e temas atuais, mesmo que tenham se passado 200 anos de sua publicação. Alice, com sua escrita simples e direta, trouxe à tona questões acerca do feminismo negro, da pobreza que a mulher negra enfrenta e como isso é diferente da violência que todas sofremos. Num mundo de imposição cultural branca, Alice se fez ouvir de forma forte e violenta e faz, até os dias de hoje, com que muitas pessoas parem e reflitam a respeito de racismo e misoginia.

Brasileiras também são clássicas

Nem só de Machado de Assis vivem os clássicos brasileiros e, apesar de majoritariamente eles terem sido escritos por homens, muitas mulheres se destacaram na literatura das terras tupiniquins. E não há como falar sobre escritoras brasileiras sem mencionar o grande nome de Clarice Lispector. Nascida na Ucrânia, ela veio pra cá quando ainda era um bebê e se identificava totalmente como brasileira. Clarice era uma mulher forte que, em meio a uma sociedade extremamente machista, conseguiu se destacar como jornalista, escritora, escrevinhadora. Isso, na década de 1940, era um grande feito, assim como o é até hoje, mas também mostra como o acúmulo de funções faz parte da rotina da mulher que ganha destaque, porque nossa cultura somente aceita valorizar uma mulher que, além de ter várias funções em sua carreira, também tenha cuidado com a família e com a aparência. Essas questões são abordadas em escritos da Clarice, que, inclusive, escreveu sobre a dor da mulher imigrante nordestina, pobre e apenas tentando viver sua vida. Macabéa é uma das personagens mais doloridas da literatura e Clarice realmente retratou muitas mulheres brasileiras em A Hora da Estrela, assim como em outros livros.

Quem também escreveu sobre a realidade da brasileira foi Carolina Maria de Jesus, em seu livro Quarto de Despejo. Carolina não escreveu ficção: registrou seus dias dentro de uma favela, como mulher pobre e negra, vivendo na São Paulo da década de 1940. Tudo era dolorido, e Carolina se refugiava na literatura para passar seus dias. Apesar de ser um texto escrito há várias décadas, ainda conseguimos sentir toda a luta de Carolina, que retratou o dia a dia de uma situação terrível, pela qual milhares de pessoas ainda passam até hoje.

Eu poderia continuar citando mulheres incríveis que escreveram, mas a questão é que por mais que elas tenham escrito e rompido com um machismo estrutural terrível, que nos impedia até mesmo de sermos alfabetizadas, o que realmente mudará – e já está mudando! – a situação das escritoras é o apoio. Nós temos de ler umas às outras, nos apoiarmos, mandarmos links pras amigas, indicações de leitura, elogiar, mandar e-mails pras editoras perguntando quando lançarão o livro de tal mulher. Essas ações são o que realmente fazem mudar, mesmo que aos poucos, a cultura patriarcal na qual estamos inseridas, e nos faz ter nosso espaço – que, infelizmente, ainda precisa ser conquistado à força.

Mulheres como Jane Austen e Virginia Woolf fizeram um grande trabalho de resistência, mas a verdade é que se nós não nos apoiarmos, ninguém o fará. Projetos como o Leia Mulheres são importantes justamente por isso. Em um ano inteiro, quantas mulheres nós lemos? Por que vemos uma proporção de 10 livros escritos por homens para 2 por mulheres? Isso não é por falta de interesse nosso, certamente. Nós, mulheres que escrevemos – e isso tanto no ramo da ficção como no Jornalismo, em blogs e afins – estamos aqui, produzindo e escrevendo nossas histórias. Que tal unirmos forças e lermos os escritos umas das outras também? Afinal, os livros de hoje são os clássicos de amanhã, e que clássicos queremos deixar para as mulheres do futuro?

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4 Comentários

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    Aline Tavares
    19 de Maio de 2017 at 08:10

    Ultimamente tenho pensado muito sobre isso. Ano passado eu li A Intrusa, escrito pela brasileira Júlia Lopes de Almeida. A escritora foi bem ativa no final do século XIX e início do século XX, tanto literária como socialmente. Inclusive fez parte do grupo fundador da ABL, mas seu nome foi preterido da lista de imortais e no seu lugar foi colocado o nome do marido, Filinto de Almeida.

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      Mia
      23 de Maio de 2017 at 17:31

      Sim, e o mais impressionante é que há vários casos desses e ninguém fala a respeito! Ainda quero escrever sobre as esposas de escritores famosos que escreviam por eles, mas nunca foram creditadas. As mulheres sempre tiveram homens pegando seus créditos e lhes deixando na sombra. É muito, muito triste e revoltante.

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    Victoria
    30 de Maio de 2017 at 20:11

    Adorei o texto e as indicações (inclusive algumas eu nem conhecia). Estava pensando nisso esses dias, quando meu pai me trouxe o livro “senhora dona do baile” da Zélia Gattai para casa, e eu nunca tinha ouvido falar dela, até que ele me disse que era esposa de Jorge Amado, nome tão estudado e aclamado por todos.

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    Marcia
    9 de outubro de 2017 at 16:58

    Parei de ler no “… velho … ” se pra você ser velho é problema, então pra mim é outra face da moeda.

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