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Crítica: 3% e o poder de uma distopia tão brasileira

“Você é o criador do seu próprio mérito”. É com essa frase que 3%, nova série da Netflix e primeira produção brasileira do serviço de streaming, abre as portas de seu universo diegético, uma sociedade distópica pautada por valores assustadoramente reais e dividida entre dois mundos radicalmente distintos, que encontra em jovens de 20 anos o reforço necessário para aumentar a força de seu próprio discurso.

Atenção: o texto contém spoilers!

O projeto de 3% não é novo. Lançada em 2011, como uma websérie no YouTube, o projeto é fruto do trabalho do brasileiro Pedro Aguilera, que criou o roteiro da série ainda na faculdade. Nela, conhecemos a história de um grupo de jovens que, aos 20 anos, lutam para abandonar a realidade brutal em que vivem e garantir um lugar em Maralto – um ambiente de riquezas abundantes das quais apenas um seleto grupo de pessoas é permitido desfrutar. Para isso, eles precisam se submeter a uma forma de seleção, chamada aqui de “Processo”, que envolve provas de teor físico, psicológico e moral. Apenas 3% dos jovens são selecionados ao final do Processo – daí o nome da série – e são eles que ganham a oportunidade de viver nessa nova realidade, longe da violência e da miséria com a qual estão acostumados.

É nesse contexto que se encontra Michele (Bianca Comparato), Fernando (Michel Gomes), Rafael (Rodolfo Valente), Joana (Vaneza Oliveira) e Marco (Rafael Lozano), jovens que, embora possuam o mesmo desejo e venham do mesmo lugar, possuem motivações muito singulares e vivências que nem sempre são compatíveis entre si. Se Michele busca vingança pela morte do irmão e Fernando deseja ser capaz de andar novamente e viver longe da miséria em que foi criado, Joana busca uma maneira de se manter viva, enquanto Marco é o típico cara privilegiado que se sente merecedor de uma vaga simplesmente por ser quem é. Rafael, por sua vez, é um típico antagonista, que burla o sistema vigente para participar novamente do Processo e cumprir sua missão para A Causa – um grupo de rebeldes que busca mudar o funcionamento da sociedade em que vivem.

Sendo a distopia um gênero que parte de questionamentos sobre a sociedade ao qual se aplica, 3% não deixa de lado a crítica política e sociológica que permeia narrativas do gênero, mas procura uma abordagem que, perigosamente, passa despercebida ao espectador mais desatento justamente pela sua familiaridade com discursos vigentes em nossa própria sociedade. Embora questões de gênero e raça pareçam não ser um problema nessa realidade alternativa, a série não hesita em trazer para o centro da discussão temas como a meritocracia, o privilégio e a moralidade ambígua do ser-humano, que tira e coloca máscaras, desempenhando diferentes papéis de acordo com as situações em que se encontra. São temáticas que se aproximam muito da realidade brasileira e que dão um peso a uma narrativa dentro de um gênero que, até então, só tínhamos tido a oportunidade de experimentar em doses homeopáticas. Enquanto distopias como Jogos Vorazes tem a cultura estadunidense como ponto de partida e faz crítica direta ao modelo de entretenimento americano e Battle Royale se questiona sobre o modelo escolar japonês extremamente competitivo, só para citar alguns, 3% busca fazer o mesmo sob a ótica da sociedade brasileira, que encontra em um sistema meritocrático uma justificativa aparentemente eficaz de ignorar a realidade indiscutivelmente desigual do país e manter o poder nas mãos de poucos.

“O mundo não é justo. É nessa hora que as pessoas se revelam.”

Não parece algo muito diferente da realidade em que vivemos – e de fato, não é. A diferença é que os discursos presentes no nosso dia-a-dia são elevados ao nível máximo aqui e encarados com uma seriedade que pareceria insana, não fosse sua base tão sólida no real. Se desde a infância somos ensinados a fazer por merecer, uma sociedade que se pauta exclusivamente pelo mérito não parece tão distante assim daquilo que conhecemos. Se você se esforçar, vai ter boas notas. Se você se comportar, vai ganhar um presente. Se você se dedicar, vai conseguir chegar onde quiser. Será?

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Por definição, mérito é aquilo que faz com que uma pessoa seja digna de elogio ou recompensa; merecimento. O conceito de meritocracia, por sua vez, diz respeito a um processo em que as posições hierárquicas assumidas pelo ser humano em sociedade são um reflexo de seu próprio mérito, ou seja, que seu sucesso ou seu fracasso são uma consequência direta de seus esforços e de sua determinação. O termo foi utilizado pela primeira vez em Rise of The Meritocracy, livro de Michael Young, sociólogo e ativista social britânico, que enxergava na meritocracia um sistema falho de avaliação, justamente por segregar a sociedade e não levar em consideração que a ascensão social de um indivíduo não depende exclusivamente de seu esforço individual, mas também das oportunidades que essa pessoa terá ao longo da vida.

Embora 3% apresente uma realidade em que todos os jovens parecem viver na miséria até o dia que enfrentarão o Processo, aos poucos, fica claro que todos tiveram oportunidades muito diferentes e que a preparação de cada um para o dia que finalmente enfrentariam o Processo foi muito distinta. Fernando, embora seja cadeirante e muitas vezes seja visto pelos outros candidatos como um concorrente vulnerável, foi preparado pelo pai desde o início para se dar bem no Processo, passar a viver em Maralto e aí conseguir novamente o movimento de suas pernas, seu maior objetivo. Marco é um garoto privilegiado, que por mais que use roupas ligeiramente esfarrapadas, tem uma empregada à sua disposição que cuida dele com dedicação e deixa de se alimentar de forma apropriada para dar comida ao garoto, que precisa estar forte para enfrentar as provas que o esperam. Ele se sente superior por vir de uma família tradicional, famosa por nunca falhar no Processo, e é essa mesma mensagem que ele passa por carta ao seu filho, ainda na barriga da mãe, uma pessoa que ele nunca vai conhecer.

Ao mesmo tempo, Michele, inicialmente apresentada como a personagem central da trama, perdeu os pais ainda criança e foi criada pelo irmão mais velho até o dia que este foi realizar o Processo e nunca mais voltou – se ele foi morto ou se conseguiu chegar em Maralto é algo que Michele terá que descobrir por conta própria. Os dois moravam em um prédio caquético, assim como sua melhor amiga, que morre logo no início da temporada, vítima do plano de vingança de Michele. Joana, por sua vez, é uma mulher que cresceu completamente sozinha e que precisou aprender na marra a se defender e sobreviver em um mundo tão hostil. São histórias muito distintas e mesmo que todas partam de um universo tão cruel, já escancaram muitas das falhas na qual o próprio Processo se sustenta – e na qual, infelizmente, muitas avaliações brasileiras também se fundamentam. Pensem nos vestibulares, nos concursos públicos. Pensem na forma como crianças são educadas e como funcionários são avaliados em uma empresa. Pensem como pessoas que se tornam pontos fora da curva são exaltadas pela sociedade, recebem os parabéns e aparecem no jornal como um exemplo a ser seguido quando em uma sociedade verdadeiramente justa essas pessoas deveriam ser ser a regra, e não a exceção. É justamente sobre isso que estamos falando.

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A figura do Casal Criador, responsável por implementar o Processo, surge com uma espécie de aura mística que paira por todo o Brasil distópico apresentado na série. Em tempos onde a religião se torna fundamento para decisões de um Estado que deveria ser laico, não é exatamente uma surpresa que justamente as pessoas que ascenderam de tal modo a alterar toda uma dinâmica social vigente sejam tratados como algo além do que as pessoas que foram – ou continuam sendo em algum lugar. Mesmo aqueles que falham no Processo, encontram no fracasso individual uma justificativa para sua falta de dignidade de viver uma vida melhor, tamanha a lavagem cerebral que o discurso meritocrático impõe à população – não muito diferente do discurso religioso que dignifica ou indignifica a existência individual de cada um de acordo com seus pecados.

“É injusto que só 3% da população tenha uma vida maravilhosa lá graças à pobreza, graças à miséria de todo o resto.”

Nada se sabe sobre a história do Casal Criador fora o que é mencionado durante a série. Entretanto, ainda que suas intenções tenham sido verdadeiramente boas, não é difícil enxergar que, de uma forma ou de outra, a sociedade brasileira apresentada pela série não é capaz de resolver a desigualdade tão grande, mas encontra apenas uma nova fórmula para segregar o país, que continua mantendo o poder nas mãos de poucos – no caso, os 3% selecionados pelo Processo. A clara injustiça vigente é o que motiva A Causa, o grupo de rebeldes que tenta, a todo custo, mudar a ordem das coisas e que questiona o status quo. Encarados por muitos como criminosos, mas vistos também como revolucionários, o maior objetivo da Causa nessa primeira temporada é encontrar um meio de colocar ao menos um de seus infiltrados em Maralto. Até aí, o objetivo é alcançado, mas o preço pode ser alto demais – o que não se distancia tanto assim da realidade. Se nenhuma revolução é feita à base de mamão com açúcar, talvez 3% tenha algumas boas lições para a família tradicional brasileira, afinal de contas.

Por outro lado, a série também conta com pinceladas importantes sobre outros temas que, embora não tão trabalhados, remetem – e muito! – ao momento político e social que vivemos não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Marco, enquanto um cara visivelmente privilegiado dentro de seu próprio contexto, usa a noção de superioridade para tomar aquilo que acredita ser seu por direito, mesmo que isso signifique cometer atrocidades – um discurso que se aproxima radicalmente do vendido por regimes totalitários. Ezequiel, em seu discurso de abertura do Processo, por sua vez, diz aos candidatos que os agentes do Processo irão cuidar deles, como um político que promete cuidar de sua população do alto do seu pedestal, enquanto vê todos abaixo de si vivendo na miséria. Da mesma forma, Rafael, em determinado episódio, cutuca aqueles que assistem tudo do outro lado sem fazer nada pela sua própria realidade desigual, porque isso é o mais confortável a se fazer. São pautas que, ainda que surjam apenas de maneira pontual, são uma fresta necessária, que pode se abrir e apresentar um leque enorme de opções de caminhos pelas quais a série pode transitar em temporadas futuras.

Ainda que muito tenha sido dito sobre Ezequiel (João Miguel), um personagem claramente desequilibrado e um tanto complexo – mas que, infelizmente, ainda possui uma trajetória bastante clichê – e que Marco e Fernando mereçam ter suas trajetórias individuais analisadas – um, pelo seu papel clássico como o típico rapaz branco e privilegiado, tão presente na nossa sociedade que sua representação na tela chega a ser assustadora; o outro justamente pelo o oposto, mas, principalmente, pelo seu papel central na trama – são as mulheres que tornam a história tão maior do que ela, sozinha, já é.

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Michele, tida inicialmente como a protagonista, não é uma mulher tão bem intencionada quanto parece ser em seus primeiros momentos de tela e sua aparente fragilidade esconde uma ameaça para aqueles que se colocam em seu caminho. Determinada a vingar a morte do irmão, ela não mede esforços para alcançar seus objetivos e faz escolhas que, para quem assiste do outro lado, a tornam uma mulher complexa e de moral ambígua. Após arquitetar um plano para não ser detectada pela equipe diretora do Processo como uma das candidatas infiltradas da Causa, Michele mata a amiga de infância e não parece demonstrar muito remorso até se ver de cara com os pais da menina. Ela faz aliados e se mantém firme na seleção, desde que não esteja em perigo. Em nenhum momento, no entanto, ela se questiona sobre as pessoas que a informaram sobre a morte do irmão, tamanho seu ódio pelo Processo e tudo que ele representa, que cresce à medida em que ela se vê diante dele.

As aprovadas em seleções anteriores também demonstram uma complexidade enorme, muito distante do que frequentemente assistimos na ficção. Julia (Mel Fronckowiak), esposa de Ezequiel que se suicida após passar a questionar sua nova realidade em Maralto e seu distanciamento do filho, é uma personagem singular, que demonstra que, do outro lado, a história não é tão bonita quanto o Processo faz parecer. Porque para estar em Maralto, não é necessário apenas ser aprovado, mas abrir mão de tudo aquilo que se encontra do outro lado de forma definitiva. Julia, que teve um filho antes dos 20 anos, não consegue aceitar que não pode viver uma vida melhor ao lado de sua criança e passa a questionar as regras que regem a sociedade em que vive. Entre tantos aprovados, Julia é a primeira que verdadeiramente se questiona sobre aquilo que parece perfeito aos olhos de todos os outros aprovados na seleção. Impedida de viver ao lado do filho, mesmo que em meio à miséria, Julia encontra no suicídio a paz que precisava e que Maralto jamais foi capaz de lhe dar. Embora sua trajetória seja um tanto questionável enquanto motivação para a forma como outros personagens se desenvolvem, é importante perceber que Julia continuou até o fim sendo a dona da própria história e suas escolhas foram determinantes para que, pouco a pouco, a perfeição vendida pelo Processo fosse sendo desconstruída.

Outra personagem bastante importante é Aline (Viviane Porto), uma mulher que trabalha para um dos conselheiros de Maralto, mas que age apenas em função dos próprios interesses e não pensa duas vezes em tomar atitudes que podem beneficiá-la de algum modo. Aline é mulher e negra, e seu maior objetivo é tirar o poder das mãos de Ezequiel e passar a comandar o Processo. Ela questiona o tempo inteiro a forma pouco ortodoxa com a qual Ezequiel lida com o Processo, aprovando candidatos claramente desonestos e usando métodos para avaliá-los que muitas vezes beiram o absurdo, e é uma das poucas pessoas que o faz, se não for a única. Em sua busca por uma posição digna do seu potencial, Aline acaba metendo os pés pelas mãos e se torna vítima da armação de Ezequiel, que a acusa de tentar assassiná-lo. Entretanto, embora sua trajetória na primeira temporada termine de forma pouco favorável, Aline já dá indícios de que não aceitará sua situação calada e que não deixará suas descobertas sobre o passado de Ezequiel passarem batido.

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É Joana, no entanto, a personagem que mais se destaca, uma mulher negra que vê no processo uma forma de se manter viva, mas que percorre uma trajetória individual riquíssima, capaz de mostrar em diferentes níveis a complexidade de sua personalidade. Joana possui uma moral ambígua, não é uma moça dada a sorrisos, age apenas em função de seu próprio bem-estar e suas parcerias são baseadas em chantagem. Ela passa longe de ser uma protagonista perfeita e, a princípio, não parece ser destinada a desempenhar esse papel. Entretanto, ao longo da série, fica claro que Joana é uma mulher incrível, a protagonista necessária em uma série com tamanho alcance, que subverte muitos dos estereótipos presentes nesse tipo de produção.

Em qualquer outra circunstância, Joana se tornaria uma mulher unidimensional, a antagonista clássica que só serve para ser inconveniente. No entanto, muito mais do que uma mulher cheia de potencial, Joana é a verdadeira protagonista da história, tão corajosa, complexa e incrível quanto poderíamos imaginar – e desejar. Entre todos os candidatos, ela é a primeira a ser admitida ao final do Processo e é vista por Ezequiel como superior. Entretanto, é essa mesma Joana que não permite que os elogios subam à cabeça e não abandona a pessoa que verdadeiramente é em prol de uma vida aparentemente melhor. Ela decide voltar ao mundo que nasceu e onde corre risco de vida, não para retomar a própria história, mas para construir uma nova, pautada pelo desejo de viver em uma sociedade mais justa para todos e não só para uma parcela tão pequena da população. Se Michele começa como a heroína da história, é Joana quem verdadeiramente assume tal papel – uma perspectiva preciosa não só em termos de representação feminina.

“Você acha que está lutando contra todas as injustiças do mundo e que destruindo o processo você terá igualdade, mas a verdade é que não existem heróis nem vilões, Michele. Nem injustiçados nem desigualdade. Porque a gente sabe que existe uma única diferença entre as pessoas: as que têm mérito e as que não têm.”

Vale ressaltar, no entanto, que por mais que suas qualidades mereçam destaque, 3% está longe de não possuir defeitos, sendo a maioria falhas na construção de seu próprio universo, que não consegue apresentar justificativa para ações que, em um realidade tão fascinantemente tecnológica, ainda utiliza métodos arcaicos para atividades nem tão banais. Um bom exemplo disso são os interrogatórios, que acontecem de maneira bastante tradicional, mesmo com a disponibilidade de inúmeros artefatos que poderiam arrancar a verdade das pessoas em questão de minutos. Não ajuda muito que, embora algumas atuações sejam bastante acima da média, outras sejam tão sofríveis que transformam o universo da série em algo pouco crível, que beira o caricato. Além disso, as provas apresentadas pelo Processo não parecem realmente tão assustadoras quanto dão a entender pela premissa, sendo suas consequências muito mais relevantes do que as avaliações em si. De todas, as mais decepcionantes são mesmo as provas individuais finais, decisivas para a aprovação do candidato que, embora sejam pensadas de acordo com as fraquezas individuais de cada um, parecem preguiçosas e não passam a urgência necessária para que quem está do outro lado encare tal prova como algo verdadeiramente impossível. E para quem espera muito sangue, talvez seja decepcionante constatar que a maior parte do conflito não é trazida pelo embate direto dos candidatos, mas pelas interações entre eles e sobre como cada um decide sair das situações em que se encontram.

Talvez por isso, 3% não seja uma série para muitos, embora seja necessária para todos. Por trás da premissa aparentemente simples de uma sociedade distópica, a série esconde sua verdadeira identidade, muito mais política e social do que o entretenimento vazio do show de horrores protagonizado por jovens que tentam a todo custo viver uma realidade questionavelmente melhor, e que incomoda justamente por apresentar algo que tanto se assemelha à nossa própria realidade. A sensação, ao final da primeira temporada, é de que finalmente temos a produção brasileira de ficção científica que há muito tempo esperamos acontecer. Resta saber agora quem será capaz de explorar todo o potencial oferecido pela série e quem preferirá continuar com os olhos fechados para aquilo que grita em nossa própria realidade.

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2 Comentários

  • Responda
    Debora Pizolito
    7 de dezembro de 2016 at 16:18

    Incrível! Desde que vi sobre 3% fiquei com vontade de assistir, mas até então não tinha feito. Depois dessa análise vou correndo abrir a netflix. Nunca fui muito fã de distopias e acho que o maior motivo disso seja o de que nenhuma delas reflete a realidade (brasileira) em que vivemos. Por isso, acho extremamente necessário a gente ter produções daqui e que refletem a nossa realidade de fato.
    Obrigado pelo texto maravilhoso! <3

    • Responda
      Ana Luiza
      7 de dezembro de 2016 at 16:20

      Sim! Até agora a gente só tinha acompanhado distopias que englobavam a realidade de outros países, sendo que a nossa cultura, que já é tão rica, também está cheia de problemas que precisam ser questionados e discutidos. Fico muito feliz que você tenha curtido o texto e espero que você goste da série tanto quanto eu! <3

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