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COLABORAÇÃO TV

Queen Sugar: desconstruindo estereótipos

É notório que a representação de pessoas negras no cinema e na TV norte-americana vem passando por mudanças gradativas. Se aos personagens negros homens se reservava a representação de forma marginalizada, imersos em ambientes de violência e vícios, como o alívio cômico contrastando com a imagem badass do protagonista, o homem sexualizado ou, ainda, aqueles que serviam como trampolim para o desenvolvimento e sucesso do mocinho branco; a poucos e lentos passos, a realidade tem mudado. Quando falamos sobre mulheres negras, no entanto, essa representação soa ainda mais injusta: muitas delas são as “mães guerreiras” que têm seus filhos envolvidos em crimes; mães negligentes – drogadas, em sua maioria; mulheres extremamente sexys que acabam, mais hora, menos hora, sendo abusadas.  Continue Lendo

COLABORAÇÃO TV

Stranger Things: desconstruindo estereótipos desconstruídos de gênero

Stranger Things 2 nos entregou o mesmo tipo de entretenimento aquece-coração que a primeira temporada, tendo como um de seus maiores méritos o louvável desenvolvimento de personagens ao longo dos novos nove capítulos lançados no fim de outubro pela Netflix. Além da idade do elenco principal, que agora adentra a pré-adolescência, outra coisa foi diferente nesta segunda rodada: a recepção veio acompanhada por uma certa polêmica.
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COLABORAÇÃO TV

Lena Waithe: mais uma voz para as mulheres negras na televisão

“Todos os dias, quando você passar pela sua porta, coloque sua capa imaginária, vá e conquiste o mundo — porque o mundo não seria tão bonito quanto é se nós não existíssemos nele”. O conselho foi de Lena Waithe para a comunidade LGBTQIA, a qual ela agradeceu em seu discurso após receber o Emmy de Melhor Roteiro em Comédia ao lado de Aziz Ansari por Master of None. A escritora e atriz foi a primeira mulher negra (e lésbica) a receber o prêmio.

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TV

A ambiguidade de Alias Grace

Alias Grace, a mais nova minissérie da Netflix, é uma produção em seis episódios baseada no livro homônimo escrito por Margaret Atwood, dirigida por Mary Harron e escrita em parceria por Sarah Polley e a própria Atwood. Publicado originalmente em 1996, Vulgo Grace – título que o trabalho recebeu no Brasil – conta a história de Grace Marks, uma imigrante irlandesa que se muda com a família para o Canadá em busca de melhores condições de vida no ano de 1840. O que Grace não imaginava, no entanto, é que sua vida fosse mudar de maneira radical e que um duplo assassinato estivesse em seu destino.

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CINEMA LITERATURA TV

Stephen King e a mulher-vítima 

Correndo o risco de se tornar um dos autores mais adaptados de 2017 e já sendo um dos mais prolíficos do mundo, recentemente tem sido desafiador não esbarrar em alguma obra cujas raízes tiveram origem na obscura mente de Stephen King. O escritor está em toda parte, até mesmo nas influências em séries de sucesso, como Stranger Things, que voltou para sua segunda temporada no último dia 27 de outubro.

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TV

Ana Bolena: de rainha protestante a bruxa usurpadora

O Malleus Maleficarum (ou O Martelo das Feiticeiras), publicado originalmente em 1487 por dois padres alemães, por cerca de quatrocentos anos foi o manual oficial de caça e execução de bruxas na Europa. De acordo com ele, os sinais de que uma mulher praticava bruxaria eram ela ter qualquer deformidade física, verrugas, possuir um gato preto, nascer em fevereiro, ser ruiva, não ser capaz de ter filhos ou que seu marido tivesse impotência sexual. Baseados em sinais que nada significavam, os inquisidores levaram à fogueira mais de duzentas mil mulheres durante séculos.

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