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LITERATURA

ENTREVISTA INTERNET LITERATURA

De frente com Valkirias: Kathryn Ormsbee fala sobre assexualidade, internet e Anna Karienina

Em agosto, falamos aqui do incrível Tash e Tolstói, romance young adult que reúne em uma só história uma personagem assexual, uma discussão interessante sobre as intersecções entre nossas vidas online e offline – coisa ainda rara no universo da literatura para adolescentes – e um papo nada novo sobre a importância de sermos honestos com nossos sentimentos. Tudo isso acontece quando Tash, a protagonista, vê sua websérie, uma adaptação moderna de Anna Karienina, viralizar na internet e enfrenta mudanças importantes com o fim do ensino médio e novas dinâmicas familiares. Assim como na vida, tudo acontece ao mesmo tempo agora, e que o livro consiga ser leve, divertido, com personagens complexos e interessantes é muito mérito da autora, a norte-americana Kathryn Ormsbee.

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LITERATURA

Ecos: conectados pela música

Muito se diz sobre como a música conecta as pessoas, e Ecos, livro da escritora norte-americana Pam Muñoz Ryan, parte dessa premissa para elaborar o enredo de seu premiado livro. Evocando as principais características das fábulas dos Irmãos Grimm, a autora consegue costurar os destinos de cada uma dos seus personagens de uma maneira delicada e sensível. Se em um primeiro momento as histórias contadas por Pam parecem ter um final agridoce e serem desconectadas umas das outras – com exceção de um certo elemento mágico presente em todas as narrativas –, é só para sermos surpreendidos por um desfecho emocionante ao virar a última página da bela edição brasileira elaborada pela DarkSide Books.

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LITERATURA

Little Fires Everywhere: Celeste Ng e a diversidade da experiência humana

Em uma cidade planejada aparentemente perfeita no interior dos Estados Unidos, uma adolescente, a ovelha negra de uma família tão aparentemente perfeita quanto a comunidade, acende pequenas chamas em todos os cômodos de sua casa, numa disruptura incomum da tranquilidade diária. É assim que Celeste Ng inicia Little Fires Everywhere, seu segundo romance, que vai voltar no tempo para se debruçar sobre o porquê das chamas, e, a partir dessa pequena comunidade planejada, vai discutir como as diferenças de gênero, raça e classe moldam e transformam a experiência humana.

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LITERATURA

Sempre Vivemos no Castelo: até onde um refúgio pode proteger quem nele reside?

Sempre Vivemos no Castelo

Desde que comecei meu passeio pela literatura americana, não me lembro de ter ouvido falar uma única vez o nome de Shirley Jackson, o que neste momento eu tomo por uma falta muito grande, visto que seu último livro, Sempre Vivemos no Castelo, publicado em 1962, não pode ser descrito de outra forma senão impressionante. A autora americana foi amplamente reconhecida ainda em vida; suas obras são tópico de estudo na literatura americana pela sua peculiaridade temática e narrativa, além de ser notadamente uma das influências de autores como Neil Gaiman e Stephen King, só para citar alguns nomes.

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INTERNET LITERATURA TV

The Lizzie Bennet Diaries: Orgulho e Preconceito para millennials

É uma verdade universalmente conhecida que um livro clássico, possuidor das qualidades certas, é sempre atual. Atualidade essa que desperta sentimentos de identificação em pleno século XXI, mesmo que a história seja contada com linguagem rebuscada, cheia de floreios e pontuada pela rigidez característica das regras sociais de outrora, que nos parecem tão estranhas atualmente. Clássicos são, sobretudo, sobre sentir profunda e desesperadamente (ou sobre reprimir esse turbilhão de emoções). E sentir é algo universal e atemporal, não fazendo diferença a época em que se vive. Continue Lendo

CINEMA LITERATURA TV

As cientistas: para conhecer a história de mulheres incríveis

Em 1901, Annie Jump Cannon, uma jovem com deficiência auditiva graduada em física e astronomia, publicou seu primeiro catálogo de espectro estelar após liderar uma equipe que foi responsável por criar um método para catalogar estrelas. Em 1908, Henrietta Swan Leavitt publicou seus resultados sobre estrelas variáveis situadas nas Nuvens de Magalhães, dando origem a lei de Leavitt-Shapley que, ainda hoje, os astrônomos usam pra medir o tamanho do Universo. Em 1923, Cecilia Payne deixou o Reino Unido rumo aos Estados Unidos, pois a Universidade de Cambridge não concedia diploma para mulheres, e foi na América que Payne tornou-se a primeira cientista a mostrar que o Sol é composto principalmente de hidrogênio.

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