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LITERATURA

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No Seu Pescoço, no meu pescoço, nos nossos pescoços

No seu pescoço

No Seu Pescoço, o primeiro livro de contos da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie foi, coincidentemente, o primeiro livro da autora que eu li. Não por falta de vontade, mas por falta de energia para investir na área literária em geral, e — vamos admitir — por aquele medo nosso de cada dia de sair da zona de conforto. Eu tinha medo do desconforto, eu tinha medo de não me acostumar imediatamente a um estilo literário que eu nem sabia qual seria. Era um ponto importante demais para arriscar sem tremer.

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CINEMA LITERATURA

A História de Mildred Pierce: a subversão na literatura policial

Mildred Pierce

Nos anos 40, não tinha para ninguém. Considerado a galinha dos ovos de ouro do cinema, James M. Cain forneceu algumas das histórias que se tornariam clássicos do gênero noir, como O Destino Bate à Sua Porta e Pacto de Sangue. Ao contrário de Raymond Chandler, outro grande nome da literatura policial, Cain estava interessado em algo que nem sempre era muito focado nesse gênero: as mulheres. Ao contrário de seus conterrâneos, James colocou as mulheres no centro da literatura policial e subverteu a maior lógica do noir: o assassinato. Na obra de Cain, o assassinato ocupa segundo plano; o importante mesmo é o contexto em que suas personagens estão inseridas. Se você entender o contexto, poderá decifrar o que ele quer nos dizer.

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ENTREVISTA LITERATURA

De escritora para escritora: uma conversa com Aline Valek e Jarid Arraes

Convidamos duas escritoras brasileiras, Aline Valek e Jarid Arraes, para uma conversa sobre literatura e diversidade. Aline e Jarid são duas autoras que ressaltam, também através da literatura, a importância de defender as múltiplas possibilidades de narrativa e representatividade, tanto do ponto de vista temático, quanto do ponto de vista formal. Embora façam experimentações diversas e não queiram ver seus trabalhos reduzidos a esse ou aquele caminho, dois gêneros literários têm ocupado lugar de destaque na recepção da obra de cada uma: ficção científica/fantasia no caso de Aline, e literatura de cordel no caso de Jarid.

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LITERATURA

Veronika Decide Morrer: uma jornada para se (re)descobrir

Acredito que desde que me entendo por gente – ou leitora – que ouço falar de Paulo Coelho. Embora ele seja um dos autores brasileiros e de língua portuguesa mais traduzidos no mundo – em uma rápida pesquisa no Google é possível saber que suas obras já receberam mais de mil traduções! – eu, até hoje, nunca havia me interessado por um livro seu, mas finalmente chegou o dia em que escolhi mergulhar em uma de suas tramas e, para isso, elegi Veronika Decide Morrer.

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LITERATURA

Me Diga Quem Eu Sou: a trajetória de dor, descoberta e superação de uma mulher bipolar

Verão de 1988. Helena Gayer, então com 21 anos, é diagnosticada com transtorno bipolar. De férias com os amigos, no litoral de Florianópolis, ela vê seu primeiro e mais devastador surto de mania tomar forma, até explodir como uma bomba, que espalha seus estilhaços por todos os lados e arrasta consigo tudo o que encontra pelo caminho; episódio que culmina em sua primeira – mas não última – internação em uma clínica psiquiátrica. Assim, a autora inicia Me Diga Quem Eu Sou, seu primeiro livro, cuja narrativa navega entre os extremos de dois mundos e, a partir de então, busca refletir sobre as nuances que existem entre e para além da mania e da depressão.
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LITERATURA

O Livro do Juízo Final: ficção científica e viagem no tempo

O Livro do Juízo Final, primeiro da série Oxford Time Travel, escrito por Connie Willis e publicado no Brasil pela Suma de Letras, é um livro que mistura ficção científica, viagens no tempo e um relato cru e sem fantasias da Idade Média. No imaginário popular, a Idade Média normalmente aparece como um universo à parte, repleto de príncipes galantes e princesas à espera, mas a realidade era outra – e bem diferente. O livro de Connie, que mescla passagens do ano de 2054 e 1320, na Inglaterra, retrata com maestria como o século XIV foi perigoso, principalmente para moças viajando desacompanhadas – o que, se pararmos pra pensar, não mudou tanto assim no século XXI.

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