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LITERATURA

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As Crônicas de Amor e Ódio: a jornada de Lia

Em um primeiro momento pode até parecer que As Crônicas de Amor e Ódio, trilogia da norte-americana Mary E. Pearson, se trata de mais uma famigerada história de princesas. Lia é a filha mais nova do rei e da rainha de Morrighan e, como Primeira Filha e soldado de seu reino, tem um dever: se casar com o príncipe Jaxon de Dalbreck a quem foi prometida em um antigo acordo. Lia, no entanto, não quer se casar com alguém que não conhece – e, portanto, não ama – e decide tomar as rédeas da própria vida no lugar de ser um simples peão no jogo de pessoas mais poderosas do que ela.

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LITERATURA

Força literária em tempos patriarcais: uma ode às escritoras clássicas

Feche os olhos por um momento e pense num clássico literário. Se o livro em que você pensou não tiver sido escrito por uma mulher, mas sim por um homem velho ou morto, branco e possivelmente europeu, não se sinta mal: não é culpa sua, é da nossa educação. Nós somos ensinadas a acreditar que os grandes clássicos da literatura foram produzidos por eles e que às mulheres só interessava fazer bordados e cuidar da família.

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CINEMA LITERATURA

O dito e o não dito: a homossexualidade em The Children’s Hour

O teatro norte-americano do século XX sempre foi minha paixão. Foi através de filmes antigos que tomei conhecimento de nomes como Tennessee Williams e Eugene O’Neill, pois as peças de teatro deles foram largamente adaptadas para o cinema. Williams carrega no currículo oito peças de teatro (!!!) adaptadas para as telas hollywoodianas, sendo Uma Rua Chamada Pecado a mais famosa delas. Comecei a perceber que todos os nomes relevantes para o teatro dessa época eram homens. Cadê as mulheres? Foi aí que, felizmente, descobri Lillian Hellman.

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LITERATURA

O Miniaturista: Petronella Oortman e a força da mulher numa família

Eu comecei meu “império” da leitura com J.K. Rowling e não parei mais por a partir de então. Depois de Harry Potter, foi a vez do Diário da Princesa e logo depois veio Percy Jackson. Saltitando entre um universo e outro, eu volta e meia reencontro livros que há anos estão na prateleira dos “must read” e que ainda não tiveram uma chance no meu tempo. Me considero meio acumuladora de livros, também, sempre comprando mais e mais nas promoções. E foi num surto de compras desses que passei a perceber que uma forma de valorizar mulheres na literatura era consumir mais e mais livros escritos por autoras

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CINEMA LITERATURA

Estrelas além de Hollywood

De todos os filmes indicados ao Oscar desse ano, nenhum foi tão bem sucedido em seu país de origem quanto Estrelas Além do Tempo, longa de Theodore Melfi que conta, com algumas liberdades, a história real de três cientistas negras que trabalharam na NASA em plena época de segregação racial institucionalizada, dentro do estado que se opôs mais ferozmente ao fim dela, a Virgínia. O filme terminou a corrida sem nenhum Oscar, mas já deixou uma marca maior. Profundamente inspirador para meninas e mulheres, dentro dos Estados Unidos Estrelas Além do Tempo levou uma adolescente de 13 anos a criar um financiamento coletivo para permitir que mais garotas pudessem assistir ao filme e absorver sua mensagem empoderadora e, contam relatos, está inspirando jovens mulheres a buscarem espaço nas áreas de ciência e tecnologia, que — a história é velha — ainda são tradicionalmente masculinas.

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LITERATURA

Cinco filhas solteiras sem grandes fortunas: entendendo a Sra. Bennet

É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro em posse de uma grande fortuna deve estar à procura de uma esposa – ou ao menos é isso que a Sra. Bennet quer nos fazer acreditar do começo ao fim de Orgulho e Preconceito. Ironicamente, são as moças solteiras, especialmente aquelas sem posse de grandes fortunas, que estão à procura de um marido. Algumas o fazem de maneira mais espalhafatosa, como Lydia e Kitty Bennet, outras com aspirações românticas, como Elizabeth e Jane Bennet, outras ainda de maneira quieta e contida, como Charlotte Lucas. Nenhuma dessas jovens moças solteiras, no entanto, é mais dedicada à saga matrimonial do que a matriarca Bennet, cujo primeiro diálogo no romance é justamente sobre a chegada de Bingley a Netherfield – “um homem solteiro com grande fortuna; quatro ou cinco mil por ano. Que coisa boa para nossas meninas!

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