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Personagens coadjuvantes e a falta da presença feminina nas aventuras

Frequentemente quando lemos um livro, assistimos a um seriado ou nos envolvemos com algum personagem, encontramos uma certa base estrutural comum na história, correto? Tem um protagonista, tem um vilão, tem personagens ao redor dessas pessoas, tem o bem, tem o mal, tem aquele que a gente torce até o fim e aquele que a gente sente prazer em odiar. Essas categorias são comuns em um tipo de narrativa que chamamos de jornada do herói, um jeito de contar histórias bem clássico no qual um indivíduo sai em busca de algo que pode mudar a sua vida e, obviamente, encontra obstáculos, mas depois os enfrenta bravamente.

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Fazendo castelos: cadernos de uma menina provinciana

Guimarães Rosa acreditava na importância de se ouvir conversas: “Ouvir a vida para poder transmiti-la. Se a gente lê muito, em demasia, acaba contando coisas que todo mundo já sabe. É preciso dar coisas novas, há milhares de coisas novas para dar. É descobri-las”. Talvez seja por isso que o escritor mineiro tenha ficado encantado ao ler Minha Vida de Menina, de sua conterrânea Helena Morley.

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O que Nora Roberts tem a nos ensinar

Talvez você já tenha visto, ao visitar uma livraria, alguns livros de J. D. Robb. Esse é um dos pseudônimos da escritora Eleanor Marie Robertson, mais conhecida por Nora Roberts e sucesso literário. Ela foi a primeira autora a figurar no Hall da Fama do Romance Writers of America, ganhou vários prêmios da mesma instituição e da Fundação Quills, até o momento já escreveu mais de 200 livros e vendeu mais de 400 milhões de cópias. Combinados, seus volumes passaram mais de 176 semanas no primeiro lugar da lista de mais vendidos do New York Times.

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Histórias de Ninar Para Garotas Rebeldes

Quando eu era criança, a hora da história antes de dormir era sempre muito aguardada. Na época, formando as primeiras palavras por conta própria ao juntar as letras que aprendia na escola, achava fascinante que livros pudessem conter tantos mundos e aventuras. Lembro que meus pais liam para mim e meus irmãos uma história por dia de uma coleção de quatro volumes com os personagens clássicos da Disney. Mickey, Pateta e Pato Donald sempre estavam se aventurando e se divertindo, mas eu não me lembro de ter ouvido muitas histórias sobre o que Minnie e Margarida faziam enquanto isso.

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As Filhas Sem Nome: um fragmento da realidade das mulheres chinesas por Xinran

As Filhas Sem Nome

Quando falamos sobre a China, qual é a primeira coisa que vem à sua cabeça? De dados geopolíticos que englobam o maior número de habitantes no mundo e uma economia poderosa às características culturais que vão do símbolo do dragão ao yakisoba passando pelo consumo de importados em massa, de minha parte, nunca me debrucei mais a fundo sobre a história do país. O que era necessário saber sobre a China, eu aprendi em livros didáticos, noticiários e uma ou outra curiosidade. Minha avidez por conhecimento não se estendia à cultura chinesa em geral, mas se for para falar do contexto tradicional das mulheres chinesas, a perspectiva é outra. E eu digo por quê.

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Tash e Tolstói: uma honestidade aterrorilhosa

Ser adolescente nunca é fácil. Todos os seus sentimentos são confusos e explosivos, o motor de tudo é o tédio, o drama e, claro, os hormônios, que caminham de mãos dadas prontos para uma destruição. A adolescência funciona como um grande amplificador das nossas experiências nessa época, fazendo com que vejamos e sintamos tudo com uma magnitude muito maior do que em qualquer outro momento de nossas vidas. Não, não é fácil ser adolescente, mas talvez seja ainda pior na era digital. Como se não bastasse todos os sentimentos e hormônios, vem a internet bagunçando todas as noções de realidade, nos atingindo forte no estômago como uma bala que ora acreditamos ser perdida ora parece direcionada. De qualquer maneira, é impossível se esquivar, pois ser adolescente nos novos anos 10 é, necessariamente, viver o online e offline simultaneamente — e os dois são extremamente reais.

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