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2017 – O Ano das Emoções

No segundo episódio do podcast da Rookie, Lorde proferiu: “2016 foi o ano de perceber coisas – como captado por Kylie Jenner –; 2017 é o ano das emoções”.

Apesar do ar de bruxaria, a fala de Lorde não foi de fato uma previsão do futuro, mas pôs em palavras o que o universo já nos indicava desde o dia primeiro de janeiro: 2017 foi o ano das emoções. Seja em nossas vidas pessoais, seja no âmbito coletivo, vivemos uma nova ascensão dos sentimentos, uma volta do Romantismo do século XIX agora revisitado pelos netos do Modernismo. Lorde, Lady Gaga, Kesha, Harry Styles, SZA  os mais variados artistas embarcaram nessa espécie de movimento cultural que já vem acontecendo há algum tempo, mas em 2017 se tornou evidente.

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INTERNET LITERATURA

“É por isso que eu amo a internet” – Jenny Lawson e seu movimento alucinadamente feliz

Quando compartilhamos nossas batalhas, outras pessoas reconhecem que podem compartilhar as suas. E, de repente, percebemos que as coisas que nos envergonhavam são as mesmas que todo mundo enfrenta uma hora ou outra. Estamos muito menos sós do que pensamos.

É isso o que Jenny Lawson, autora do livro Alucinadamente Feliz e blogueira no The Bloggess, fala a respeito de limites na escrita. Jenny tem transtorno de ansiedade, depressão e síndrome do pânico, e uma incrível habilidade para a escrita que a faz sobreviver num mundo que alerta todos seus gatilhos dia após dia.

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ENTREVISTA INTERNET LITERATURA

De frente com Valkirias: Kathryn Ormsbee fala sobre assexualidade, internet e Anna Karienina

Em agosto, falamos aqui do incrível Tash e Tolstói, romance young adult que reúne em uma só história uma personagem assexual, uma discussão interessante sobre as intersecções entre nossas vidas online e offline – coisa ainda rara no universo da literatura para adolescentes – e um papo nada novo sobre a importância de sermos honestos com nossos sentimentos. Tudo isso acontece quando Tash, a protagonista, vê sua websérie, uma adaptação moderna de Anna Karienina, viralizar na internet e enfrenta mudanças importantes com o fim do ensino médio e novas dinâmicas familiares. Assim como na vida, tudo acontece ao mesmo tempo agora, e que o livro consiga ser leve, divertido, com personagens complexos e interessantes é muito mérito da autora, a norte-americana Kathryn Ormsbee.

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COLABORAÇÃO INTERNET

O poder de um nome: treta não é discurso de ódio

Eu faço de um tudo pra evitar o Facebook. O algoritmo não é perfeito e toda vez que caio no feed de notícias acabo vendo algum post que me faz querer bater cabeças em quinas e desistir da civilização ocidental. Há umas semanas, o responsável pela minha vontade de colocar cianureto na água da cidade foi uma coluna opinativa (e obviamente caça-clique) da edição brasileira de uma renomada revista estadunidense. Enquanto enaltece a música “1-800-273-8255″, do Logic, e a série 13 Reasons Why como iniciativas anti-suicídio, o jornalista Marcos Lauro lamenta a participação de dois nomes de peso do mundo pop no último VMA: De acordo com ele, o clipe de “Look What You Made Me Do”, da inimiga-oficial da geração millennial Taylor Swift, que estreou no evento; e a apresentação da girlband Fifth Harmony, fazem um desserviço graças ao uso do, err, discurso de ódio.

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INTERNET LITERATURA TV

The Lizzie Bennet Diaries: Orgulho e Preconceito para millennials

É uma verdade universalmente conhecida que um livro clássico, possuidor das qualidades certas, é sempre atual. Atualidade essa que desperta sentimentos de identificação em pleno século XXI, mesmo que a história seja contada com linguagem rebuscada, cheia de floreios e pontuada pela rigidez característica das regras sociais de outrora, que nos parecem tão estranhas atualmente. Clássicos são, sobretudo, sobre sentir profunda e desesperadamente (ou sobre reprimir esse turbilhão de emoções). E sentir é algo universal e atemporal, não fazendo diferença a época em que se vive. Continue Lendo

INTERNET

The Chocolate Challenge e por que ainda precisamos falar sobre blackface

No dia 17 de julho, o Buzzfeed postou um artigo sobre Vika Shapel, uma vlogger, e seu “Chocolate Challenge”, um desafio de maquiagem que consistia, basicamente, em deixar Vika, que é branca, com a pele negra — blackface, pra ser objetiva. O artigo expunha, justamente, o fato de a vlogger ter sido chamada de racista após o desafio. Em sua defesa, Vika disse que não conhecia o conceito de blackface, se desculpou e apagou suas contas nas redes sociais. Até aí, tudo mais ou menos certo. O problema é que os comentários dos leitores do Buzzfeed iam em uma via contrária a de Vika, alegando que hoje em dia tudo é racismo, “mimimi”, que em As Branquelas (2004) houve “whiteface” e já não se pode fazer nada livremente porque problematizam tudo. Posto isso, é interessante explicar o que é blackface e porque ele é tão ofensivo.

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