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ENTREVISTA INTERNET LITERATURA

De frente com Valkirias: Kathryn Ormsbee fala sobre assexualidade, internet e Anna Karienina

Em agosto, falamos aqui do incrível Tash e Tolstói, romance young adult que reúne em uma só história uma personagem assexual, uma discussão interessante sobre as intersecções entre nossas vidas online e offline – coisa ainda rara no universo da literatura para adolescentes – e um papo nada novo sobre a importância de sermos honestos com nossos sentimentos. Tudo isso acontece quando Tash, a protagonista, vê sua websérie, uma adaptação moderna de Anna Karienina, viralizar na internet e enfrenta mudanças importantes com o fim do ensino médio e novas dinâmicas familiares. Assim como na vida, tudo acontece ao mesmo tempo agora, e que o livro consiga ser leve, divertido, com personagens complexos e interessantes é muito mérito da autora, a norte-americana Kathryn Ormsbee.

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COLABORAÇÃO INTERNET

O poder de um nome: treta não é discurso de ódio

Eu faço de um tudo pra evitar o Facebook. O algoritmo não é perfeito e toda vez que caio no feed de notícias acabo vendo algum post que me faz querer bater cabeças em quinas e desistir da civilização ocidental. Há umas semanas, o responsável pela minha vontade de colocar cianureto na água da cidade foi uma coluna opinativa (e obviamente caça-clique) da edição brasileira de uma renomada revista estadunidense. Enquanto enaltece a música “1-800-273-8255″, do Logic, e a série 13 Reasons Why como iniciativas anti-suicídio, o jornalista Marcos Lauro lamenta a participação de dois nomes de peso do mundo pop no último VMA: De acordo com ele, o clipe de “Look What You Made Me Do”, da inimiga-oficial da geração millennial Taylor Swift, que estreou no evento; e a apresentação da girlband Fifth Harmony, fazem um desserviço graças ao uso do, err, discurso de ódio.

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INTERNET LITERATURA TV

The Lizzie Bennet Diaries: Orgulho e Preconceito para millennials

É uma verdade universalmente conhecida que um livro clássico, possuidor das qualidades certas, é sempre atual. Atualidade essa que desperta sentimentos de identificação em pleno século XXI, mesmo que a história seja contada com linguagem rebuscada, cheia de floreios e pontuada pela rigidez característica das regras sociais de outrora, que nos parecem tão estranhas atualmente. Clássicos são, sobretudo, sobre sentir profunda e desesperadamente (ou sobre reprimir esse turbilhão de emoções). E sentir é algo universal e atemporal, não fazendo diferença a época em que se vive. Continue Lendo

INTERNET

The Chocolate Challenge e por que ainda precisamos falar sobre blackface

No dia 17 de julho, o Buzzfeed postou um artigo sobre Vika Shapel, uma vlogger, e seu “Chocolate Challenge”, um desafio de maquiagem que consistia, basicamente, em deixar Vika, que é branca, com a pele negra — blackface, pra ser objetiva. O artigo expunha, justamente, o fato de a vlogger ter sido chamada de racista após o desafio. Em sua defesa, Vika disse que não conhecia o conceito de blackface, se desculpou e apagou suas contas nas redes sociais. Até aí, tudo mais ou menos certo. O problema é que os comentários dos leitores do Buzzfeed iam em uma via contrária a de Vika, alegando que hoje em dia tudo é racismo, “mimimi”, que em As Branquelas (2004) houve “whiteface” e já não se pode fazer nada livremente porque problematizam tudo. Posto isso, é interessante explicar o que é blackface e porque ele é tão ofensivo.

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INTERNET TV

Emma Approved: uma adaptação mais do que aprovada

Emma Approved

A partir do momento que a escolha do elenco da versão hollywoodiana de Ghost in the Shell – A Vigilante do Amanhã foi anunciada com o nome de Scarlett Johansson no papel principal, criou-se o burburinho pela mídia a respeito do whitewashing da escolha. Afinal, a personagem era proveniente da cultura japonesa e a atriz escalada tinha ascendência bem ocidental. Antes, durante, e após a estreia do filme, muitas críticas negativas foram escritas a respeito do apagamento da cultura japonesa do filme e da falta de representatividade das minorias étnicas que permanece latente na indústria do entretenimento, apesar das cobranças mais ávidas que têm sido feitas pelo público e por muitos profissionais que também compõem essa indústria. Eu poderia acrescentar meus dois centavos no assunto, mas, primeiro, uma crítica sobre o filme já foi publicada aqui; e, segundo, por que insistir em destacar as produções que erraram ao invés de apresentar aquelas que acertaram, e muito? Pensando nisso, hoje vamos falar de Emma Approved, uma webssérie baseada no romance homônimo de Jane Austen, adaptada em um roteiro moderno e disponível a alguns cliques de distância, no YouTube.

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INTERNET LITERATURA

Felicia Day e como ser maravilhosa na internet

Talvez você já tenha ouvido falar dela, a grandiosa “rainha dos nerds”: Felicia Day já realizou inúmeros trabalhos como atriz sendo, talvez, o mais popular, o de Charlie Bradbury, uma mulher querida, inteligente e muito legal que ajuda os irmãos Winchester em Supernatural. Ou, quem sabe, você pode se recordar dela na websérie The Guild, produzida e escrita por ela mesma e exibida no Youtube.

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