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INTERNET LITERATURA

“É por isso que eu amo a internet” – Jenny Lawson e seu movimento alucinadamente feliz

Quando compartilhamos nossas batalhas, outras pessoas reconhecem que podem compartilhar as suas. E, de repente, percebemos que as coisas que nos envergonhavam são as mesmas que todo mundo enfrenta uma hora ou outra. Estamos muito menos sós do que pensamos.

É isso o que Jenny Lawson, autora do livro Alucinadamente Feliz e blogueira no The Bloggess, fala a respeito de limites na escrita. Jenny tem transtorno de ansiedade, depressão e síndrome do pânico, e uma incrível habilidade para a escrita que a faz sobreviver num mundo que alerta todos seus gatilhos dia após dia.

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ENTREVISTA INTERNET LITERATURA

De frente com Valkirias: Kathryn Ormsbee fala sobre assexualidade, internet e Anna Karienina

Em agosto, falamos aqui do incrível Tash e Tolstói, romance young adult que reúne em uma só história uma personagem assexual, uma discussão interessante sobre as intersecções entre nossas vidas online e offline – coisa ainda rara no universo da literatura para adolescentes – e um papo nada novo sobre a importância de sermos honestos com nossos sentimentos. Tudo isso acontece quando Tash, a protagonista, vê sua websérie, uma adaptação moderna de Anna Karienina, viralizar na internet e enfrenta mudanças importantes com o fim do ensino médio e novas dinâmicas familiares. Assim como na vida, tudo acontece ao mesmo tempo agora, e que o livro consiga ser leve, divertido, com personagens complexos e interessantes é muito mérito da autora, a norte-americana Kathryn Ormsbee.

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COLABORAÇÃO INTERNET

O poder de um nome: treta não é discurso de ódio

Eu faço de um tudo pra evitar o Facebook. O algoritmo não é perfeito e toda vez que caio no feed de notícias acabo vendo algum post que me faz querer bater cabeças em quinas e desistir da civilização ocidental. Há umas semanas, o responsável pela minha vontade de colocar cianureto na água da cidade foi uma coluna opinativa (e obviamente caça-clique) da edição brasileira de uma renomada revista estadunidense. Enquanto enaltece a música “1-800-273-8255″, do Logic, e a série 13 Reasons Why como iniciativas anti-suicídio, o jornalista Marcos Lauro lamenta a participação de dois nomes de peso do mundo pop no último VMA: De acordo com ele, o clipe de “Look What You Made Me Do”, da inimiga-oficial da geração millennial Taylor Swift, que estreou no evento; e a apresentação da girlband Fifth Harmony, fazem um desserviço graças ao uso do, err, discurso de ódio.

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INTERNET LITERATURA TV

The Lizzie Bennet Diaries: Orgulho e Preconceito para millennials

É uma verdade universalmente conhecida que um livro clássico, possuidor das qualidades certas, é sempre atual. Atualidade essa que desperta sentimentos de identificação em pleno século XXI, mesmo que a história seja contada com linguagem rebuscada, cheia de floreios e pontuada pela rigidez característica das regras sociais de outrora, que nos parecem tão estranhas atualmente. Clássicos são, sobretudo, sobre sentir profunda e desesperadamente (ou sobre reprimir esse turbilhão de emoções). E sentir é algo universal e atemporal, não fazendo diferença a época em que se vive. Continue Lendo

INTERNET

The Chocolate Challenge e por que ainda precisamos falar sobre blackface

No dia 17 de julho, o Buzzfeed postou um artigo sobre Vika Shapel, uma vlogger, e seu “Chocolate Challenge”, um desafio de maquiagem que consistia, basicamente, em deixar Vika, que é branca, com a pele negra — blackface, pra ser objetiva. O artigo expunha, justamente, o fato de a vlogger ter sido chamada de racista após o desafio. Em sua defesa, Vika disse que não conhecia o conceito de blackface, se desculpou e apagou suas contas nas redes sociais. Até aí, tudo mais ou menos certo. O problema é que os comentários dos leitores do Buzzfeed iam em uma via contrária a de Vika, alegando que hoje em dia tudo é racismo, “mimimi”, que em As Branquelas (2004) houve “whiteface” e já não se pode fazer nada livremente porque problematizam tudo. Posto isso, é interessante explicar o que é blackface e porque ele é tão ofensivo.

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INTERNET TV

Emma Approved: uma adaptação mais do que aprovada

Emma Approved

A partir do momento que a escolha do elenco da versão hollywoodiana de Ghost in the Shell – A Vigilante do Amanhã foi anunciada com o nome de Scarlett Johansson no papel principal, criou-se o burburinho pela mídia a respeito do whitewashing da escolha. Afinal, a personagem era proveniente da cultura japonesa e a atriz escalada tinha ascendência bem ocidental. Antes, durante, e após a estreia do filme, muitas críticas negativas foram escritas a respeito do apagamento da cultura japonesa do filme e da falta de representatividade das minorias étnicas que permanece latente na indústria do entretenimento, apesar das cobranças mais ávidas que têm sido feitas pelo público e por muitos profissionais que também compõem essa indústria. Eu poderia acrescentar meus dois centavos no assunto, mas, primeiro, uma crítica sobre o filme já foi publicada aqui; e, segundo, por que insistir em destacar as produções que erraram ao invés de apresentar aquelas que acertaram, e muito? Pensando nisso, hoje vamos falar de Emma Approved, uma webssérie baseada no romance homônimo de Jane Austen, adaptada em um roteiro moderno e disponível a alguns cliques de distância, no YouTube.

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