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COLABORAÇÃO

COLABORAÇÃO MÚSICA

Places, everyone! – Lea Michele e a importância de enxergar o próprio valor

“My whole life I’ve been looking to be part of something special, to be special, but the truth is that I am special” [Por toda a minha vida procurei ser parte de algo especial, ser especial, mas a verdade é que eu sou especial]. Para quem assiste Rachel Berry dizer esta frase em Glee, pode parecer difícil acreditar que aquela jovem de voz impecável, sorriso encantador e enorme beleza em algum momento não tenha se sentido especial. Na trama, Rachel, uma diva adolescente aspirante à estrela da Broadway, faz parte da turma de outcasts que encontra na oportunidade de integrar os New Directions um degrau em sua subida rumo ao sucesso. Logo no primeiro episódio, a personagem se apresenta dizendo ser uma grande fã de estrelas douradas como uma metáfora para seu próprio sucesso. E, logo em seguida, leva um banho de raspadinha no rosto.

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CINEMA COLABORAÇÃO

Maternidade: não precisamos ser perfeitas

“Desde que eu tive filhos, estou sempre atrasada”. É assim que Amy Mitchell (Mila Kunis) se apresenta no início do filme Perfeita é a Mãe (2016). E ela não está totalmente errada. Estar atrasada vira uma característica bem presente quando nos tornamos mães. Pra mim virou, pelo menos. O bebê suja a fralda quando estamos prontas para sair, vomita na sua roupa, dorme, chora. São muitas variáveis que influenciam a logística. Os bebês não estão nem aí para horários e padrões ou convenções sociais, eis aqui uma verdade. Depois que eles crescem, essa realidade não diminui, porque são muitas demandas e muitos pratos para conseguir manter girando no ar; como é o caso da protagonista, que faz tudo sozinha e, obviamente, está sempre correndo de um lado para o outro naquele ritmo frenético de quem precisa dar conta de tudo o tempo inteiro.

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COLABORAÇÃO LITERATURA

Síndrome do Impostor: a Lenu que há em nós

Quando se sentir uma fraude é um problema de quase todas as mulheres que você conhece, estamos falando, possivelmente, de um problema coletivo. Claro que essa é uma observação que parte de uma amostra bem reduzida – meu círculo social, – mas ainda acho que a reflexão é válida. Pensar a respeito desse tema, do quanto não é incomum nos sentirmos insuficientes dentro dos espaços que ocupamos, foi conseqüência de estar lendo (no momento, aguardando a publicação do último livro) a tetralogia Napolitana da Elena Ferrante. E talvez também de constatar certos padrões de comportamento que fui reproduzindo durante minha vida acadêmica.

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CINEMA COLABORAÇÃO

Waiting to Exhale: falar de amor entre negras é revolucionário

Quatro mulheres bem sucedidas, bonitas, amigas e que se encontram entre drinques e festinhas particulares para falar sobre relacionamento. Óbvio que essa descrição te lembrou Sex and The City — a série de televisão premiada, que posteriormente virou filme, é sem dúvidas um sucesso dos anos 90 e influenciou inúmeras mulheres; baseada num livro de Candace Bushnell, a série começou a ser transmitida em 1998 pela HBO. Confesso que li outro livro de Candace, no caso Os Diários de Carrie, na adolescência, entre um intervalo e outro do colégio. Bushnell tem aquela escrita que se encaixa bem em meio aos anseios daquela época. Posso dizer que Carrie é uma personagem que, mesmo adulta, se encaixa nos anseios e buscas de adolescentes. Sex and The City é livro mais conhecido da escritora e que deu nome e inspirou a série, lançado em 1996. Contudo, quatro anos antes, a escritora afro-americana Terry McMillan lançava seu terceiro romance chamado Waiting to Exhale, um livro que talvez poucos no Brasil conheçam, mas que ficou onze semanas na lista dos mais vendidos do The New York Times.

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COLABORAÇÃO GAMES

O feminismo das cavernas de Jean Auel e Chrono Trigger

Chrono Trigger

Chrono Trigger é um RPG lançado para o console Super Nintendo em 1995 e talvez até hoje considerado como um dos mais famosos e relevantes do gênero. Seu sucesso atemporal não é tão surpreendente ao analisarmos que dentro de sua equipe de produção contamos com nomes de grande influência como Hironobu Sakaguchi e Yuji Horii, criadores das renomadas séries Final Fantasy e Dragon Quest, respectivamente, além do designer de personagens Akira Toriyama, famoso por seu trabalho em Dragon Ball, fenômeno principalmente no seriado de animação, mas proveniente dos igualmente aclamados quadrinhos homônimos.

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CINEMA COLABORAÇÃO

Crítica: Docinho da América

“Então você é uma garota do Sul. Um verdadeiro Docinho da América, como eu.”

Uma garota, com uns 18 anos, de dreads e várias tatuagens, está catando comida do lixo em frente a uma loja de conveniência junto de duas crianças. De repente, ela vê um grupo de jovens barulhentos entrando na loja, eles chamam a sua atenção. Ela também entra, junto com as crianças, e observa aqueles jovens fazendo bagunça, derrubando produtos, dançando em cima do caixa, não estando nem aí para os olhares reprovadores dos demais clientes. Um deles a atrai, mas eles são expulsos da loja. Ela vai atrás deles, o jovem que a atraiu a está esperando. Ele pergunta se ela quer rodar os EUA trabalhando como vendedora de revistas. Ela aceita.

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