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COLABORAÇÃO

CINEMA COLABORAÇÃO

Cinema Político e Feminista: Agnès Varda

Agnès Varda é uma cineasta (além de fotógrafa, roteirista, editora, produtora e, às vezes, atriz de suas próprias obras) cuja filmografia é impressionante por abordar temas que falam sobre a experiência feminina na sociedade e pelo seu aspecto experimental. Tornou-se mais conhecida por ter sido parte do movimento cinemático intelectual francês nouvelle vague, cuja produção artística ficou marcada, principalmente, pela quebra do silêncio narrativo que o cinema mainstream vinha apresentando até então, a pouca idade de seus percursores, o experimentalismo e a ruptura com o cinema clássico que vinha fazendo história, sobretudo nos Estados Unidos, além da construção de uma produção essencialmente autoral.

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COLABORAÇÃO INTERNET

O poder de um nome: treta não é discurso de ódio

Eu faço de um tudo pra evitar o Facebook. O algoritmo não é perfeito e toda vez que caio no feed de notícias acabo vendo algum post que me faz querer bater cabeças em quinas e desistir da civilização ocidental. Há umas semanas, o responsável pela minha vontade de colocar cianureto na água da cidade foi uma coluna opinativa (e obviamente caça-clique) da edição brasileira de uma renomada revista estadunidense. Enquanto enaltece a música “1-800-273-8255″, do Logic, e a série 13 Reasons Why como iniciativas anti-suicídio, o jornalista Marcos Lauro lamenta a participação de dois nomes de peso do mundo pop no último VMA: De acordo com ele, o clipe de “Look What You Made Me Do”, da inimiga-oficial da geração millennial Taylor Swift, que estreou no evento; e a apresentação da girlband Fifth Harmony, fazem um desserviço graças ao uso do, err, discurso de ódio.

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COLABORAÇÃO LITERATURA

A força de Jane Eyre, uma mulher que desafiou seu destino

Ninguém se surpreenderia com a afirmação de que, na Inglaterra do século XIX, o futuro de uma mulher estava traçado desde o seu nascimento. Questionar esse destino era considerado impensável, ou, ainda, uma ideia subversiva. Muitas mulheres da época nem mesmo cogitavam algo tão inalcançável quanto a liberdade, que dirá sonhar com ela e agir para que se tornasse real. Diante disso, só consigo imaginar o alvoroço entre os leitores da Era Vitoriana ao se depararem com Jane Eyre, protagonista do livro que leva seu nome, escrito por Charlotte Brontë, uma heroína que ousou buscar a independência e desejar mais do que aquilo que lhe apresentavam como alternativas para a vida de uma mulher.

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COLABORAÇÃO LITERATURA

Zélia Gattai: um resgate das memórias da escritora paulistana

É irônico que Zélia Gattai, autora de tantos livros de memórias, seja mais uma escritora brasileira esquecida. O nome da paulistana, descentes de imigrantes italianos, talvez seja lembrado por Anarquistas, Graças a Deus, seu livro de estreia adaptado como novela para a Rede Globo em 1984. Mas Zélia não aparece com frequência entre as referências da literatura nacional.

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COLABORAÇÃO MÚSICA

Places, everyone! – Lea Michele e a importância de enxergar o próprio valor

“My whole life I’ve been looking to be part of something special, to be special, but the truth is that I am special” [Por toda a minha vida procurei ser parte de algo especial, ser especial, mas a verdade é que eu sou especial]. Para quem assiste Rachel Berry dizer esta frase em Glee, pode parecer difícil acreditar que aquela jovem de voz impecável, sorriso encantador e enorme beleza em algum momento não tenha se sentido especial. Na trama, Rachel, uma diva adolescente aspirante à estrela da Broadway, faz parte da turma de outcasts que encontra na oportunidade de integrar os New Directions um degrau em sua subida rumo ao sucesso. Logo no primeiro episódio, a personagem se apresenta dizendo ser uma grande fã de estrelas douradas como uma metáfora para seu próprio sucesso. E, logo em seguida, leva um banho de raspadinha no rosto.

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CINEMA COLABORAÇÃO

Maternidade: não precisamos ser perfeitas

“Desde que eu tive filhos, estou sempre atrasada”. É assim que Amy Mitchell (Mila Kunis) se apresenta no início do filme Perfeita é a Mãe (2016). E ela não está totalmente errada. Estar atrasada vira uma característica bem presente quando nos tornamos mães. Pra mim virou, pelo menos. O bebê suja a fralda quando estamos prontas para sair, vomita na sua roupa, dorme, chora. São muitas variáveis que influenciam a logística. Os bebês não estão nem aí para horários e padrões ou convenções sociais, eis aqui uma verdade. Depois que eles crescem, essa realidade não diminui, porque são muitas demandas e muitos pratos para conseguir manter girando no ar; como é o caso da protagonista, que faz tudo sozinha e, obviamente, está sempre correndo de um lado para o outro naquele ritmo frenético de quem precisa dar conta de tudo o tempo inteiro.

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