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Crítica: Power Rangers – Uma sessão de nostalgia

Há muito o cinema norte-americano tem voltado sua atenção para grandes sucessos do passado. Remakes e reboots dividem espaço com super-heróis e adaptações de obras literárias, numa tentativa de construir versões atualizadas dos clássicos de outrora, capazes de olhar de perto para o aqui e agora, sem abandonar a essência de um passado que ainda permeia nosso imaginário. São filmes que possuem a nostalgia como um dos pilares de sua estrutura, repletos de um fan service que não pede desculpas por existir, e que são capazes de nos transportar para épocas que acreditávamos estarem esquecidas nas profundezas das nossas memórias infantis. Power Rangers, filme do sul-africano Dean Israelite, surge dentro dessa mesma proposta; uma busca pelo resgate de lembranças que não são mera consequência, mas que ainda possuem uma ou duas coisas para nos dizer.

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Waiting to Exhale: falar de amor entre negras é revolucionário

Quatro mulheres bem sucedidas, bonitas, amigas e que se encontram entre drinques e festinhas particulares para falar sobre relacionamento. Óbvio que essa descrição te lembrou Sex and The City — a série de televisão premiada, que posteriormente virou filme, é sem dúvidas um sucesso dos anos 90 e influenciou inúmeras mulheres; baseada num livro de Candace Bushnell, a série começou a ser transmitida em 1998 pela HBO. Confesso que li outro livro de Candace, no caso Os Diários de Carrie, na adolescência, entre um intervalo e outro do colégio. Bushnell tem aquela escrita que se encaixa bem em meio aos anseios daquela época. Posso dizer que Carrie é uma personagem que, mesmo adulta, se encaixa nos anseios e buscas de adolescentes. Sex and The City é livro mais conhecido da escritora e que deu nome e inspirou a série, lançado em 1996. Contudo, quatro anos antes, a escritora afro-americana Terry McMillan lançava seu terceiro romance chamado Waiting to Exhale, um livro que talvez poucos no Brasil conheçam, mas que ficou onze semanas na lista dos mais vendidos do The New York Times.

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Crítica: A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell

Quando soube que veria e escreveria sobre A Vigilante do Amanhã, resolvi me preparar e estudar, pois sabia que teria que lidar com tópicos complexos de discussão, como apagamento de cultura, whitewashing e representatividade. São temas difíceis e que precisam ser abordados com cuidado e responsabilidade. Antes de ver o filme, acompanhei de longe essa discussão. Muito já se falou sobre a escalação de Scarlett Johansson para o papel da Major – personagem originária do mangá japonês Ghost in the Shell, adaptado para o filme de Hollywood –, e é preciso falar ainda mais.

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A Bela e a Fera: quando a redenção não é possível

A versão live-action de A Bela e a Fera é muito parecida com a animação, o que já era possível observar nos trailers. Acompanhei muita gente falando mal disso, mas não achei nenhum grande problema. Aliás, a semelhança foi o elemento mais explorado na divulgação do filme;  todas as cenas liberadas, falas e músicas eram quase – se não totalmente – iguais às da animação. A semelhança não incomoda (pelo menos não aos fãs da história como eu) porque o filme conta uma boa história, e boas histórias valem sempre a pena serem contadas. Contudo, a nova versão apresenta algumas diferenças que, apesar de serem sutis, conseguem diferenciar o filme da animação.

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Crítica: Versões de um Crime

Versões de um crime

Depois de assistir a minissérie People v. O.J. Simpson: American Crime Story, é fácil não se convencer com histórias de tribunal. A série é excelente e conseguiu construir tão bem a tensão do julgamento que ficava mais nervosa a cada episódio, mesmo sabendo qual seria o fim da história. Para mim, uma boa história é uma boa história; não importa se já se sabe o final. Spoilers podem estragar um pouco da surpresa, mas se a história é bem contada, não faz muita diferença.

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Crítica: A Glória e a Graça

A glória e a Graça

Vamos fazer um exercício de imaginação. Você é mãe solo de dois filhos, que você cria e sustenta muito bem sozinha. Exceto pelos filhos, a única família que você tem é um irmão que você não vê há quinze anos. Um dia você começa a ter uma dor de cabeça que não passa, vai ao médico, e descobre que vai morrer. A qualquer momento. É assim que começa A Glória e a Graça, filme brasileiro dirigido por Flávio Ramos Tambellini, que estreia nos cinemas em 30 de março.

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