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CINEMA

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Mesa Redonda: os quinze anos de Como Perder Um Homem em 10 Dias

O ano era 2003 e a comédia estrelada por Kate Hudson e Matthew McConaughey, estreava nos cinemas. Como Perder um Homem em 10 Dias estreou no mesmo ano em que acompanhamos a novela Mulheres Apaixonadas, tivemos o lançamento do último filme da trilogia O Senhor dos Anéis e todo mundo cantava Hey Ya! do OutKast e dançava ao som de Crazy in Love, da Beyoncé – não que isso tenha mudado alguma coisa em quinze anos. Muita água rolou de lá pra cá, algumas coisas permaneceram e outras mudaram, principalmente a maneira como consumimos cultura pop e enxergamos as personagens femininas inseridas em suas narrativas. Em uma época em que podemos assistir Big Little Lies, Feud e The Handmaid’s Tale e ficar eufóricas com a maneira como as narrativas sobre mulheres são construídas e conduzidas, como será que reagimos ao revisitar uma comédia romântica de quinze anos atrás?
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CINEMA LITERATURA

Extraordinário: porque todos nós vencemos o mundo

“Todo mundo deveria ser aplaudido de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo”. Quem disse isso foi Auggie Pullman (Jacob Tremblay), protagonista de Extraordinário, primeiro livro e best-seller infanto-juvenil da escritora norte-americana R.J. Palacio, que ganhou adaptação para o cinema no fim de 2017, com direção de Stephen Chbosky (de As Vantagens de Ser Invisível). Auggie certamente sabe algumas coisas sobre vencer o mundo: ele nasceu com uma síndrome genética cuja principal sequela é uma severa deformidade facial, que lhe rendeu uma extensa coleção de intervenções cirúrgicas no seu currículo de garoto de 11 anos. O que faltava nesse currículo, curiosamente, era algo muito comum na vida da maioria das crianças: a vida escolar. Por causa de seus problemas, os pais de Auggie, Isabel (Julia Roberts) e Nate Pullman (Owen Wilson), optaram por educá-lo em casa e foi assim que ele cresceu, tendo sua mãe como professora e nenhum colega na carteira ao lado. A história começa quando a mãe decide que já está na hora de ele criar asas e enfrentar essa nova fase, e então matricula o garoto em uma escola pela primeira vez, para começar o ensino fundamental II.

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CINEMA TV

Eleven, Bev e X-23 : sobre o direito de ser menina

Em uma das cenas mais criticadas da segunda temporada de Stranger Things, Eleven (Millie Bobby Brown), a garota com poderes telecinéticos e protagonista da trama, observa Mike (Finn Wolfhard), o menino de quem ela gosta, se divertindo com a nova menina da turma, Max (Sadie Sink). Num ato impulsivo de ciúmes, El usa seu dom para fazer a garota cair do skate como uma forma de vingança.

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CINEMA

Meu Corpo é Político: à procura de identidade

Em um momento emocionante do filme, enquanto luta para resgatar seu nome social e vencer a invisibilidade, um dos personagens diz: “Meu nome é a minha história. Sem ele, eu não sou nada.” O rosto e a voz, tão reais quanto a história, são de Fernando Ribeiro, operador de telemarketing, morador da periferia de São Paulo e homem trans. Ele é um dos quatro protagonistas de Meu Corpo é Político, documentário escrito e dirigido por Alice Riff, recém-chegado ao circuito nacional.

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CINEMA

Troféu Valkirias de Melhores do Ano: Cinema

Ainda que tenham sido responsáveis por filmes sucesso de público e crítica, mulheres continuam excluídas de uma série de premiações de cinema. É o que aconteceu, por exemplo, com o Globo de Ouro 2018 que, ao divulgar sua lista de indicados, não tinha sequer uma mulher nomeada na categoria de Melhor Direção. Em ano de Mulher-Maravilha e Patty Jenkins, de Lady Birdy e Greta Gerwig, de Mudbound Dee Reesa exclusão de mulheres nas categorias técnicas só se prova mais do mesmo em mais de setenta anos de premiação. No próprio Globo de Ouro, apenas cinco mulheres concorreram na categoria de Melhor Direção e apenas uma delas, Barbra Streisand, levou o prêmio para casa com seu filme Yentl de 1984.
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CINEMA INTERNET LITERATURA MÚSICA TV

2017 – O Ano das Emoções

No segundo episódio do podcast da Rookie, Lorde proferiu: “2016 foi o ano de perceber coisas – como captado por Kylie Jenner –; 2017 é o ano das emoções”.

Apesar do ar de bruxaria, a fala de Lorde não foi de fato uma previsão do futuro, mas pôs em palavras o que o universo já nos indicava desde o dia primeiro de janeiro: 2017 foi o ano das emoções. Seja em nossas vidas pessoais, seja no âmbito coletivo, vivemos uma nova ascensão dos sentimentos, uma volta do Romantismo do século XIX agora revisitado pelos netos do Modernismo. Lorde, Lady Gaga, Kesha, Harry Styles, SZA  os mais variados artistas embarcaram nessa espécie de movimento cultural que já vem acontecendo há algum tempo, mas em 2017 se tornou evidente.

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