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CINEMA

CINEMA LITERATURA TV

Stephen King e a mulher-vítima 

Correndo o risco de se tornar um dos autores mais adaptados de 2017 e já sendo um dos mais prolíficos do mundo, recentemente tem sido desafiador não esbarrar em alguma obra cujas raízes tiveram origem na obscura mente de Stephen King. O escritor está em toda parte, até mesmo nas influências em séries de sucesso, como Stranger Things, que voltou para sua segunda temporada no último dia 27 de outubro.

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CINEMA

Abracadabra: a relação entre a mulher e jovialidade imposta pela sociedade

Uma coisa é certa: é impossível pensar no mês de outubro e não lembrar de abóboras, morcegos, chapéus pontudos e todo aquele misticismo que o Dia das Bruxas carrega consigo. Bruxas (cadê minha carta de Hogwarts?) são figuras do imaginário popular que podem ser interpretadas de maneiras diferentes conforme a cultura em que seu mito está inserido, assim como a referência que se tem desse tipo de figura. Em algumas culturas, as bruxas são apontadas como mulheres muito sábias com conhecimentos sobre a natureza, o funcionamento de determinadas ervas e a cura de certas doenças. De geração para geração, elas transmitiam seus conhecimentos para outras mulheres de maneira a propagar aquilo que sabiam. Não é a toa que muitas dessas mulheres foram condenadas à morte simplesmente por pregarem um tipo de conhecimento contrário ao professado pela fé da Igreja Católica – é só lembrar do sombrio e tenebroso período da Inquisição e as provações terríveis pelas quais essas “bruxas” tiveram que passar. 

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CINEMA

Mulheres e terror: 8 filmes para o Dia das Bruxas

Todo ano, no mês de outubro, as pessoas se dividem em dois grupos: as que comemoram e/ou amam o Halloween, e as que acreditam que nós, brasileiros, não devemos nos apropriar de uma data comemorativa de outra cultura. Fazendo parte do primeiro grupo, uma das coisas que mais gosto são as listas de filmes de terror e descobrir novos títulos para assistir durante o ano. Desde pequena sou fã do gênero e já gastei muitas horas da minha vida com filmes de terror ruins, porém, no meio de muitos títulos questionáveis, acabei descobrindo algumas pérolas. Nos últimos anos, esta categoria começou a surpreender até quem não gostava de filmes de horror, lançando diversos filmes com protagonistas que saem das comuns final girls. Filmes onde as mulheres não são expostas a (tanta) nudez e suas personalidades começam a ter mais dimensão. Em partes, isso acontece graças à quantidade de diretoras que adentraram no gêneros nos últimos anos.

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CINEMA COLABORAÇÃO

The Love Witch e os estereótipos de gênero nos relacionamentos

Mulheres são emocionais, homens são racionais. Homens só pensam em sexo, as mulheres querem casar. Mulheres são sentimentais, homens não lidam com sentimentos e não discutem o relacionamento –  essas e tantas outras frases você com certeza já ouviu um dia. E mesmo agora, com toda a discussão feminista sobre as construções sociais dos gêneros e seus estereótipos nocivos à sociedade, ainda ouvimos muitas dessas frases.

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CINEMA LITERATURA

Gwen Stacy, mulheres na geladeira e os malefícios de uma representação falha

Na geladeira colocamos tudo aquilo que queremos guardar por um tempo, certo? Coisas que não nos são úteis no momento ou que não vamos utilizar (nesse caso, geralmente consumir), mas que também não queremos descartar e perder a oportunidade de utilizar mais tarde, então colocamos em modo stand by, guardando na geladeira, e aguardamos até nos ser útil novamente. O que significa, então, as mulheres que, metaforicamente, tenham ido parar lá?

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CINEMA

O Sorriso de Monalisa: papéis tradicionais, arte e subversão

O Sorriso de Monalisa

De maneira despretensiosa, a trama de O Sorriso de Monalisa é introduzida com o barulho das teclas de uma máquina de escrever e uma voz feminina narrando a breve passagem da professora de arte Katherine Watson (Julia Roberts) pela Wellesley, uma faculdade de prestígio para mulheres que promete formar as mentes mais brilhantes do país, no outono de 1953. A cena mostra a professora num trem vindo da Califórnia, onde ela lecionava a mesma matéria para calouros na Oakland State, e logo no princípio foi enfatizado que a escolha por Wellesley fora sua, apesar de todas as dificuldades enfrentadas para fazer parte do corpo docente de uma faculdade tão contrastante em nível social, e também tão conservadora.

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