Navegando Pela Categoria:

CINEMA

CINEMA

Meu Corpo é Político: à procura de identidade

Em um momento emocionante do filme, enquanto luta para resgatar seu nome social e vencer a invisibilidade, um dos personagens diz: “Meu nome é a minha história. Sem ele, eu não sou nada.” O rosto e a voz, tão reais quanto a história, são de Fernando Ribeiro, operador de telemarketing, morador da periferia de São Paulo e homem trans. Ele é um dos quatro protagonistas de Meu Corpo é Político, documentário escrito e dirigido por Alice Riff, recém-chegado ao circuito nacional.

Continue Lendo

CINEMA

Troféu Valkirias de Melhores do Ano: Cinema

Ainda que tenham sido responsáveis por filmes sucesso de público e crítica, mulheres continuam excluídas de uma série de premiações de cinema. É o que aconteceu, por exemplo, com o Globo de Ouro 2018 que, ao divulgar sua lista de indicados, não tinha sequer uma mulher nomeada na categoria de Melhor Direção. Em ano de Mulher-Maravilha e Patty Jenkins, de Lady Birdy e Greta Gerwig, de Mudbound Dee Reesa exclusão de mulheres nas categorias técnicas só se prova mais do mesmo em mais de setenta anos de premiação. No próprio Globo de Ouro, apenas cinco mulheres concorreram na categoria de Melhor Direção e apenas uma delas, Barbra Streisand, levou o prêmio para casa com seu filme Yentl de 1984.
Continue Lendo

CINEMA INTERNET LITERATURA MÚSICA TV

2017 – O Ano das Emoções

No segundo episódio do podcast da Rookie, Lorde proferiu: “2016 foi o ano de perceber coisas – como captado por Kylie Jenner –; 2017 é o ano das emoções”.

Apesar do ar de bruxaria, a fala de Lorde não foi de fato uma previsão do futuro, mas pôs em palavras o que o universo já nos indicava desde o dia primeiro de janeiro: 2017 foi o ano das emoções. Seja em nossas vidas pessoais, seja no âmbito coletivo, vivemos uma nova ascensão dos sentimentos, uma volta do Romantismo do século XIX agora revisitado pelos netos do Modernismo. Lorde, Lady Gaga, Kesha, Harry Styles, SZA  os mais variados artistas embarcaram nessa espécie de movimento cultural que já vem acontecendo há algum tempo, mas em 2017 se tornou evidente.

Continue Lendo

CINEMA COLABORAÇÃO

Assassinato no Expresso do Oriente: mais do que uma história de detetive

Se alguém se dispuser a fazer uma rápida pesquisa no Google à procura de imagens de Agatha Christie, possivelmente encontrará dificuldades para relacionar a senhora inglesa de aparência amigável – trajando terninhos e vestidos elegantes acompanhados por um clássico colar de pérolas e cabelos perfeitamente alinhados em um penteado de vovó – ao gênero literário pelo qual se consagrou: o romance policial. Crimes motivados por vingança, amor, ódio e interesses financeiros, muitas vezes ambientados em cenários idílicos de condados britânicos entre uma partida de golfe e a hora do chá, são figurinhas carimbadas em suas histórias, sejam elas protagonizadas pela perspicaz Miss Marple, os aventureiros e amadores Tommy e Tuppence, ou, claro, o pomposo Hercule Poirot.

Continue Lendo

CINEMA LITERATURA

A História de Mildred Pierce: a subversão na literatura policial

Mildred Pierce

Nos anos 40, não tinha para ninguém. Considerado a galinha dos ovos de ouro do cinema, James M. Cain forneceu algumas das histórias que se tornariam clássicos do gênero noir, como O Destino Bate à Sua Porta e Pacto de Sangue. Ao contrário de Raymond Chandler, outro grande nome da literatura policial, Cain estava interessado em algo que nem sempre era muito focado nesse gênero: as mulheres. Ao contrário de seus conterrâneos, James colocou as mulheres no centro da literatura policial e subverteu a maior lógica do noir: o assassinato. Na obra de Cain, o assassinato ocupa segundo plano; o importante mesmo é o contexto em que suas personagens estão inseridas. Se você entender o contexto, poderá decifrar o que ele quer nos dizer.

Continue Lendo

CINEMA

Como Nossos Pais: para todas as mulheres exaustas

“Como Nossos Pais”, a música, foi lançada pela primeira vez em 1976, no álbum Alucinação, de Belchior. No mesmo ano, a canção foi regravada por Elis Regina, responsável pela versão que toca até hoje no inconsciente coletivo dos brasileiros. 1976 foi há mais de 40 anos, mas ainda é uma referência mais do que adequada para estar no título e na trilha sonora de Como Nossos Pais, filme de Laís Bodanzky sobre uma família branca da classe média paulistana – e, principalmente, suas mulheres – no ano de 2017.

Continue Lendo