Navegando Pela Categoria:

CINEMA

CINEMA LITERATURA TV

Personagens coadjuvantes e a falta da presença feminina nas aventuras

Frequentemente quando lemos um livro, assistimos a um seriado ou nos envolvemos com algum personagem, encontramos uma certa base estrutural comum na história, correto? Tem um protagonista, tem um vilão, tem personagens ao redor dessas pessoas, tem o bem, tem o mal, tem aquele que a gente torce até o fim e aquele que a gente sente prazer em odiar. Essas categorias são comuns em um tipo de narrativa que chamamos de jornada do herói, um jeito de contar histórias bem clássico no qual um indivíduo sai em busca de algo que pode mudar a sua vida e, obviamente, encontra obstáculos, mas depois os enfrenta bravamente.

Continue Lendo

CINEMA

Crítica: Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

O cinema sempre navegou entre ser imagem ou ser narrativa. Alguns podem dizer que imagens também contam histórias enquanto outros dizem que a história não é o mais importante para o filme. Mas ainda não existe um consenso; é sempre uma questão. Sob outra perspectiva, para as adaptações cinematográficas de obras literárias, por serem adaptações, na maioria da vezes dá-se a preferência para as histórias. E são exatamente as histórias os maiores alvos de críticas e reclamações desse tipo de filme.

Continue Lendo

CINEMA

Em Ritmo de Fuga e o papel das coadjuvantes femininas

“I rarely meet men in real life as extraordinary as ones on film, and rarely see women on film as extraordinary as ones I know in real life.” (Jen Richards, criadora do Her Story Show)

(Tradução livre: “Eu raramente conheço homens na vida real tão extraordinários quanto os dos filmes, e raramente vejo mulheres nos filmes tão extraordinárias quanto as que conheço na vida real.”)

Em uma determinada cena de Em Ritmo de Fuga (originalmente Baby Driver, 2017), Debora (Lily James), a garçonete, conversa com o protagonista e seu par romântico, e admite, tristonha, que não há muitas músicas com o seu nome por aí. Ao perguntar a alcunha do personagem interpretado por Ansel Elgort e receber “Baby” como resposta, a garota afirma que os dois poderiam viajar de carro por bastante tempo sem esgotar as inúmeras canções existentes que citam o seu apelido.

Continue Lendo

CINEMA

Crítica: O Mínimo para Viver

Anorexia-histérica, “uma condição feminina”, foi o nome dado pelo médico inglês William Gull, em 1873, ao estado de perda de apetite sem causas gástricas diagnosticadas. Mais tarde, o distúrbio recebeu o nome de anorexia-nervosa e, após a publicação de um artigo pelo mesmo médico, em 1888, algumas centenas de outros especialistas averiguaram que os sintomas – que incluem, ainda, a distorção da imagem corporal, o medo de adquirir peso e a negação da própria condição patológica – se aplicariam não apenas a mulheres, mas também a pacientes do sexo masculino. A anorexia passou a fazer a parte do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais desde sua primeira publicação, em 1952. A bulimia, por sua vez, tem seus primeiros registros datados a partir de 1903, mas só em 1979 foi classificada como uma desordem – à época, correlacionada com a anorexia –, sendo só a partir de 1987 tratada como um distúrbio singular.
Continue Lendo

CINEMA

Por que a decisão de Nicole Kidman importa (mas é só o começo)

(Ou Cannes, representatividade, indústria cinematográfica e micropolítica)

“Eu faço [um esforço consciente de trabalhar com mulheres]. Eu acho que é necessário e vou continuar fazendo. Parte da minha contribuição é poder dizer: a cada 18 meses farei um filme com uma diretora, porque esse é o único jeito de as estatísticas mudarem. Quando outras mulheres começarem a dizer: ‘Não, eu vou ESCOLHER uma mulher agora’.”

Continue Lendo

CINEMA TV

Todas as princesas que não fui

Eu sempre era a Pocahontas ou a Jasmin quando se tratava de ser uma princesa da Disney. Elas nem eram as princesas principais, mas eram as mais próximas da minha pele negra clara e da minha realidade de ter sido criança durante os anos 90. Entre as Três Espiãs Demais, eu era a Alex. Meninas Superpoderosas? Docinho. Rebelde? Lupita.

Continue Lendo