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Crítica: Versões de um Crime

Versões de um crime

Depois de assistir a minissérie People v. O.J. Simpson: American Crime Story, é fácil não se convencer com histórias de tribunal. A série é excelente e conseguiu construir tão bem a tensão do julgamento que ficava mais nervosa a cada episódio, mesmo sabendo qual seria o fim da história. Para mim, uma boa história é uma boa história; não importa se já se sabe o final. Spoilers podem estragar um pouco da surpresa, mas se a história é bem contada, não faz muita diferença.

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Crítica: A Glória e a Graça

A glória e a Graça

Vamos fazer um exercício de imaginação. Você é mãe solo de dois filhos, que você cria e sustenta muito bem sozinha. Exceto pelos filhos, a única família que você tem é um irmão que você não vê há quinze anos. Um dia você começa a ter uma dor de cabeça que não passa, vai ao médico, e descobre que vai morrer. A qualquer momento. É assim que começa A Glória e a Graça, filme brasileiro dirigido por Flávio Ramos Tambellini, que estreia nos cinemas em 30 de março.

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Crítica: Dolores, os amores são o que menos importa

Dolores

Passada nos primeiros anos da década de 40, a obra dirigida pelo argentino Juan Dickinson conta a história de Dolores (Emilia Attías), uma mulher argentina filha de pais escoceses que vive na Europa por muitos anos até que, depois de receber a notícia da morte da irmã, resolve voltar ao seu país de origem sob o pretexto de fugir da Segunda Guerra Mundial. Na verdade, o interesse principal de Dolores é estar perto do cunhado, Jack Hillary (Guillermo Pfening), por quem era apaixonada durante a adolescência.

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Crítica: Docinho da América

“Então você é uma garota do Sul. Um verdadeiro Docinho da América, como eu.”

Uma garota, com uns 18 anos, de dreads e várias tatuagens, está catando comida do lixo em frente a uma loja de conveniência junto de duas crianças. De repente, ela vê um grupo de jovens barulhentos entrando na loja, eles chamam a sua atenção. Ela também entra, junto com as crianças, e observa aqueles jovens fazendo bagunça, derrubando produtos, dançando em cima do caixa, não estando nem aí para os olhares reprovadores dos demais clientes. Um deles a atrai, mas eles são expulsos da loja. Ela vai atrás deles, o jovem que a atraiu a está esperando. Ele pergunta se ela quer rodar os EUA trabalhando como vendedora de revistas. Ela aceita.

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Crítica: ‘A Bela e a Fera’ – quando sentimentos são os únicos fatos

Para uma criança que cresceu assistindo aos desenhos da Disney, é sempre um momento especial quando o símbolo do castelo da Cinderela aparece na tela do cinema acompanhado da música tema do estúdio. “O coração tropeça, quase para”, a gente perde o fôlego. É sempre um momento especial ver em live-action um filme que é tão querido, que a gente perdeu as contas de quantas vezes assistiu na infância (e continua assistindo, pois óbvio). Aconteceu com a versão live-action de Cinderela, com todas suas cores e danças, e aconteceu novamente agora, com A Bela e a Fera — com o adendo de que o castelo mágico que abre o filme, dessa vez, é justamente o de Bela.

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“Nunca se renda, nunca desista da luta”: o legado das Sufragistas

Na sequência inicial de As Sufragistas, filme de 2015 dirigido por Sarah Gavron e roteirizado por Abi Morgan, dezenas de mulheres são apresentadas trabalhando em silêncio numa lavanderia enquanto vozes masculinas discutem em voice-over todos os motivos por que o voto feminino era dispensável: mulheres não têm estabilidade emocional suficiente para tomarem decisões políticas; mulheres estavam mais do que representadas pelo voto de seus respectivos maridos, pais ou irmãos; se fosse concedido o direito de voto às mulheres, onde aquilo iria parar? Logo elas desejariam se tornar também parlamentares e sabe-se lá mais o quê. Se os ideais de igualdade, liberdade e fraternidade da Revolução Francesa, bem como a verdade de que “todos os homens são criados iguais” da Declaração da Independência dos Estados Unidos ditaram e inspiraram o desenvolvimento das civilizações modernas, sabemos que essas verdades englobavam um número limitado de pessoas – em relação a gênero, raça e classe. Como nos ensinou A Revolução dos Bichos, “todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros”.

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