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O poder do amor em Mulher-Maravilha

Mulher-Maravilha

Desde que estreou, no primeiro dia do mês de junho, Mulher-Maravilha vem quebrando recordes e arrebatando a audiência com mais força do que se Diana estivesse usando o laço da verdade nessa empreitada. O longa dirigido por Patty Jenkins e estrelado por Gal Gadot tem sido sucesso de crítica, brilhando até nos meios mais difíceis e machistas, e espalhando uma mensagem forte e poderosa – a de que garotas podem salvar o mundo com a força do amor.

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Nancy Meyers e os sentimentos simplesmente complicados

Em sua resenha de Um Senhor Estagiário, filme mais recente de Nancy Meyers, Richard Lawson afirma que embora a diretora e roteirista receba menos reconhecimento do que merece por suas marcas registradas, um filme de Meyers é algo imediatamente identificável, da mesma maneira que é reconhecível um filme de Quentin Tarantino em seu próprio estilo. É uma comparação interessante não só porque Tarantino já revelou gostar de comédias românticas (além de provavelmente ser  a única pessoa além de mim que considerou Um Senhor Estagiário um de seus filmes favoritos em 2015), mas porque, quando paramos para analisar, é uma afirmação muito verdadeira – em termos de estilo e conteúdo, um filme de Nancy Meyers tem uma identidade muito própria que provavelmente nem todo mundo compra. São filmes sempre esteticamente agradáveis cujos cenários, especialmente os interiores, já se tornaram uma atração à parte, sempre em tons suaves, claros, com uma iluminação bonita. Seus temas são invariavelmente as relações humanas e a maneira como elas afetam diferentes personagens, especialmente as mulheres. Suas personagens têm conflitos que podem parecer pequenos quando colocados em perspectiva, mas que são relevantes para elas e, assim, são levados a sério – mas sem dispensar o bom humor.

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Crítica: Mulher-Maravilha, o filme que estávamos esperando

Mulher Maravilha

Nascidas e criadas em uma era de modelos de feminilidade construídos com base em princesas indefesas e super-heróis fortes e másculos, nós tivemos que buscar nossos modelos onde estavam disponíveis. Desenhos animados como Sailor Moon, Sakura Card Captors e Três Espiãs Demais, por exemplo, nos ajudaram a moldar quem queríamos ser: fortes, chutadoras de bundas, aquelas que salvam o mundo e não as que sentam e esperam ser salvas. Porém, entre todos esses modelos, um sempre brilhou mais forte: Diana Prince, a Mulher-Maravilha.

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Crítica: Antes Que Eu Vá

Sísifo. Não é uma DST”, diz aquela que é provavelmente a fala mais repetida ao longo das menos de duas horas de duração de Antes Que Eu Vá, filme de Ry Russo-Young que adapta o romance jovem adulto de Lauren Oliver. Na mitologia grega, Sísifo é punido com uma tarefa eterna e interminável: a de carregar uma rocha para o topo de uma montanha só para vê-la voltar à base todas as vezes – e, consequentemente, precisar carregá-la de novo, e de novo e de novo. Não é por acaso que a única aula retratada no longa, que tem como principal cenário uma escola de ensino médio, seja focada nesse mito; no coração da trama de Antes Que Eu Vá está, afinal, a repetição sem fim de um único dia na vida de sua protagonista.

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Crítica: Guardiões da Galáxia – Vol. 2

Em 2014, quando o primeiro Guardiões da Galáxia chegou aos cinemas, blockbusters de super-heróis já eram um negócio mais do que consolidado: quase seis anos haviam se passado desde que a Marvel, essa imensa e ambiciosa Casa de Ideias, apostara na fórmula que catapultou seus heróis ao estrelato – mais de dez se pensarmos em seu primeiro filme, lançado quando a ideia de um universo expandido ainda parecia um plano muito distante –; uma fórmula ousada e igualmente ambiciosa que, na contramão daquilo que vinha sendo feito até então, se apoiava numa adaptação que não era nem uma versão do realismo sombrio e de cores escuras incorporado à época com louvor pela DC, nem uma fantasia colorida e completamente deslocada da realidade, como os clássicos filmes de super-heróis da década de 80.

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