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Yuu

TV

Crítica: The Marvelous Mrs. Maisel

The Marvelous Mrs. Maisel

Após a pós-produção de Gilmore Girls: A Year in the Life, os sites de entretenimento americanos anunciaram que Amy Sherman-Palladino estava escrevendo uma nova série em parceria com a Amazon: The Marvelous Mrs. Maisel, cuja trama centrava-se em uma dona de casa dos anos 1950 que decide se tornar uma das primeiras mulheres a trabalhar com comédia stand up. A encomenda de um episódio piloto evoluiu para a encomenda de duas temporadas completas após a boa recepção da série no período de exibição de teste da Amazon que ocorreu em março de 2017, e em 29 de novembro do mesmo ano a primeira temporada foi disponibilizada pelo serviço de streaming. Mas o fato de a série ter recebido o sinal verde da Amazon por si só não diz muita coisa, então, tendo assistido os oito episódios que compõem a primeira temporada, a pergunta é: o que podemos realmente esperar de The Marvelous Mrs. Maisel?

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CINEMA

O Sorriso de Monalisa: papéis tradicionais, arte e subversão

O Sorriso de Monalisa

De maneira despretensiosa, a trama de O Sorriso de Monalisa é introduzida com o barulho das teclas de uma máquina de escrever e uma voz feminina narrando a breve passagem da professora de arte Katherine Watson (Julia Roberts) pela Wellesley, uma faculdade de prestígio para mulheres que promete formar as mentes mais brilhantes do país, no outono de 1953. A cena mostra a professora num trem vindo da Califórnia, onde ela lecionava a mesma matéria para calouros na Oakland State, e logo no princípio foi enfatizado que a escolha por Wellesley fora sua, apesar de todas as dificuldades enfrentadas para fazer parte do corpo docente de uma faculdade tão contrastante em nível social, e também tão conservadora.

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CINEMA

God help the girl, she needs all the help she can get

God Help the Girl

Quando God Help the Girl estreou em 2014, lembro ter escavado a internet para encontrar o filme para assistir – algo que não podemos recomendar por motivos legais, mas que todas nós sabemos como fazer. Na ocasião, meu principal incentivo para assistir ao filme era a Emily Browning, minha atriz favorita que ocupa o papel principal. Contudo, o que fez God Help the Girl escalar a lista dos meus favoritos foi a história sensível, narrada entre músicas, de uma garota tentando vencer seus transtornos.

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LITERATURA

Sempre Vivemos no Castelo: até onde um refúgio pode proteger quem nele reside?

Sempre Vivemos no Castelo

Desde que comecei meu passeio pela literatura americana, não me lembro de ter ouvido falar uma única vez o nome de Shirley Jackson, o que neste momento eu tomo por uma falta muito grande, visto que seu último livro, Sempre Vivemos no Castelo, publicado em 1962, não pode ser descrito de outra forma senão impressionante. A autora americana foi amplamente reconhecida ainda em vida; suas obras são tópico de estudo na literatura americana pela sua peculiaridade temática e narrativa, além de ser notadamente uma das influências de autores como Neil Gaiman e Stephen King, só para citar alguns nomes.

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LITERATURA

As Filhas Sem Nome: um fragmento da realidade das mulheres chinesas por Xinran

As Filhas Sem Nome

Quando falamos sobre a China, qual é a primeira coisa que vem à sua cabeça? De dados geopolíticos que englobam o maior número de habitantes no mundo e uma economia poderosa às características culturais que vão do símbolo do dragão ao yakisoba passando pelo consumo de importados em massa, de minha parte, nunca me debrucei mais a fundo sobre a história do país. O que era necessário saber sobre a China, eu aprendi em livros didáticos, noticiários e uma ou outra curiosidade. Minha avidez por conhecimento não se estendia à cultura chinesa em geral, mas se for para falar do contexto tradicional das mulheres chinesas, a perspectiva é outra. E eu digo por quê.

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TV

The Handmaid’s Tale: Nolite te bastardes carborundorum

The Handmaid's Tale

Quando a plataforma de streaming americana Hulu anunciou que tinha uma adaptação do livro de Margaret Atwood, O Conto da Aia, em andamento, foi dada a largada para os leitores e seriadores mais ávidos se situarem do enredo da história e contarem os dias para conferir o que a série poderia oferecer.  Com Elisabeth Moss e Alexis Bledel no elenco, entre outros grandes nomes, a premissa parecia ser fiel ao livro que a originou: num futuro distópico, os Estados Unidos haviam caído e em seu lugar foi criada a nação de Gilead – um lugar onde a adoração religiosa parecia ser a base da salvação do mundo. Para isso, homens e mulheres teriam de se posicionar e assumir seus deveres, mas apenas uma parte fez isso voluntariamente. Consegue adivinhar qual? É, você acertou.

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