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Yuu

MÚSICA

Melanie Martinez: “um pouquinho de açúcar, mas muito veneno também”

Melanie Martinez

Na primeira vez que Melanie Martinez se apresentou em rede nacional, em 2012, seus espectadores mais importantes estavam de costas para ela. Porque é assim que funciona no The Voice, talent show americano que visa descobrir novos talentos musicais com base na habilidade vocal do candidato acima de tudo. No começo não é preciso demonstrar presença, tampouco habilidades performáticas, tanto quanto é preciso demonstrar confiança e autocontrole. Cantando uma versão acústica de “Toxic”, de Britney Spears, enquanto tocava violão com as mãos e pandeiro com os pés, Melanie fez três das quatro cadeiras virarem para ela: as de Adam Levine, Blake Shelton e Cee Lo Green. Escolhendo o time de Adam, esse foi o primeiro capítulo dela como cantora profissional.

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LITERATURA

Emily the Strange – Seja tudo que você não pode ser

Emily the Strange

Criada inicialmente por Rob Reger como personagem de uma marca, Emily the Strange fez tanto sucesso que acabou ganhando um enredo para chamar de seu. Afinal de contas, não é sempre que encontramos garotas de 13 anos inexpressivas, porém com uma personalidade forte, dark, e gostos peculiares em evidência na ficção – o que é um grande equívoco da parte dos criadores de obras juvenis, porque, se você se lembra de como é ter treze anos, sabe que nessa época nossa individualidade está fervilhando e não é difícil uma garota acabar no espectro de cultivar uma personalidade forte e ter gostos peculiares. Seu rosto apareceu primeiro estampado em skates da marca Santa Cruz Skateboards nos idos dos anos 90, na Califórnia, e logo se tornou popular em diversos produtos da cultura alternativa. Depois de tantos anos sendo definida por seus fãs, Reger decidiu publicar livros em formato de diário da perspectiva da própria Emily, e o resultado não poderia ser mais interessante.

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CINEMA

Crítica: Florence – Quem é essa mulher?

Entre os diversos filmes que são lançados semanalmente contemplando toda sorte de gêneros, alguns passam quase despercebidos nos grandes cinemas por serem considerados objeto de interesse de um público seleto, como é o caso dos filmes biográficos, gênero em que se encaixa Florence – Quem é essa mulher? Lançado no Brasil em meados do ano passado, apesar se mostrar promissor, endossado por algumas críticas na mídia na época da estreia, o filme não alcançou a popularidade que poderia ter alcançado. Talvez o público não estivesse interessado em descobrir quem era aquela mulher, mas deveria.

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TV

Crítica: Desventuras em Série (Netflix)

Uma das maiores estreias do mês na Netflix foi Desventuras em Série, seriado baseado na série de livros homônima de Lemony Snicket, heterônimo do autor americano Daniel Handler. Ao longo dos mais de 15 anos em que esteve no mercado, o título conquistou um forte público que encontrou na trama uma fonte inesgotável de entretenimento, referências e teorias. Por isso, quando foi anunciado que a história teve seus direitos adquiridos para ser contadas em formato de série, a aprovação prévia foi praticamente unânime.

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LITERATURA

A vida é muito curta, fale rápido: uma autobiografia de Lauren Graham

Quando Lauren Graham anunciou o lançamento do seu segundo livro, dessa vez uma autobiografia, a sincronia não poderia ser mais perfeita: Gilmore Girls, série que alavancou sua fama no início dos anos 2000, estava preparando para decolar seu revival e o assunto estava sendo amplamente debatido na internet. No entanto, muito além da oportunidade para vender um livro, a atriz encontrou o momento ideal para contar sua história desde o começo, de Gilmore Girls a Gilmore Girls (e tudo no meio do caminho).

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TV

Lorelai Gilmore: o centro de Gilmore Girls

Sempre que preciso escolher um personagem favorito em Gilmore Girls, não demoro a responder que tenho vários, mas, se for para escolher apenas um, fico com Lorelai Gilmore (Lauren Graham). A minha própria personalidade é mais parecida com a da Rory (com um misto de Lane e Paris) e por isso, para as qualidades que me faltam, eu me inspiro observando Lorelai, seja no caminho à independência, no jeito de manter as amizades e de mediar os conflitos familiares, e nas técnicas infalíveis de flerte – que ainda estou longe de dominar, a propósito. A base de Gilmore Girls é o relacionamento entre mãe e filha com uma dinâmica de amizade, logo, fica claro que o centro da trama são as garotas Gilmore. No entanto, tudo que cerca e influencia a Rory (Alexis Bledel) veio de ou foi provido por Lorelai, então podemos dizer que, sim, ela é o centro de Gilmore Girls.

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