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Yuu

LITERATURA

As Filhas Sem Nome: um fragmento da realidade das mulheres chinesas por Xinran

As Filhas Sem Nome

Quando falamos sobre a China, qual é a primeira coisa que vem à sua cabeça? De dados geopolíticos que englobam o maior número de habitantes no mundo e uma economia poderosa às características culturais que vão do símbolo do dragão ao yakisoba passando pelo consumo de importados em massa, de minha parte, nunca me debrucei mais a fundo sobre a história do país. O que era necessário saber sobre a China, eu aprendi em livros didáticos, noticiários e uma ou outra curiosidade. Minha avidez por conhecimento não se estendia à cultura chinesa em geral, mas se for para falar do contexto tradicional das mulheres chinesas, a perspectiva é outra. E eu digo por quê.

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TV

The Handmaid’s Tale: Nolite te bastardes carborundorum

The Handmaid's Tale

Quando a plataforma de streaming americana Hulu anunciou que tinha uma adaptação do livro de Margaret Atwood, O Conto da Aia, em andamento, foi dada a largada para os leitores e seriadores mais ávidos se situarem do enredo da história e contarem os dias para conferir o que a série poderia oferecer.  Com Elisabeth Moss e Alexis Bledel no elenco, entre outros grandes nomes, a premissa parecia ser fiel ao livro que a originou: num futuro distópico, os Estados Unidos haviam caído e em seu lugar foi criada a nação de Gilead – um lugar onde a adoração religiosa parecia ser a base da salvação do mundo. Para isso, homens e mulheres teriam de se posicionar e assumir seus deveres, mas apenas uma parte fez isso voluntariamente. Consegue adivinhar qual? É, você acertou.

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INTERNET TV

Emma Approved: uma adaptação mais do que aprovada

Emma Approved

A partir do momento que a escolha do elenco da versão hollywoodiana de Ghost in the Shell – A Vigilante do Amanhã foi anunciada com o nome de Scarlett Johansson no papel principal, criou-se o burburinho pela mídia a respeito do whitewashing da escolha. Afinal, a personagem era proveniente da cultura japonesa e a atriz escalada tinha ascendência bem ocidental. Antes, durante, e após a estreia do filme, muitas críticas negativas foram escritas a respeito do apagamento da cultura japonesa do filme e da falta de representatividade das minorias étnicas que permanece latente na indústria do entretenimento, apesar das cobranças mais ávidas que têm sido feitas pelo público e por muitos profissionais que também compõem essa indústria. Eu poderia acrescentar meus dois centavos no assunto, mas, primeiro, uma crítica sobre o filme já foi publicada aqui; e, segundo, por que insistir em destacar as produções que erraram ao invés de apresentar aquelas que acertaram, e muito? Pensando nisso, hoje vamos falar de Emma Approved, uma webssérie baseada no romance homônimo de Jane Austen, adaptada em um roteiro moderno e disponível a alguns cliques de distância, no YouTube.

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MÚSICA

Melanie Martinez: “um pouquinho de açúcar, mas muito veneno também”

Melanie Martinez

Na primeira vez que Melanie Martinez se apresentou em rede nacional, em 2012, seus espectadores mais importantes estavam de costas para ela. Porque é assim que funciona no The Voice, talent show americano que visa descobrir novos talentos musicais com base na habilidade vocal do candidato acima de tudo. No começo não é preciso demonstrar presença, tampouco habilidades performáticas, tanto quanto é preciso demonstrar confiança e autocontrole. Cantando uma versão acústica de “Toxic”, de Britney Spears, enquanto tocava violão com as mãos e pandeiro com os pés, Melanie fez três das quatro cadeiras virarem para ela: as de Adam Levine, Blake Shelton e Cee Lo Green. Escolhendo o time de Adam, esse foi o primeiro capítulo dela como cantora profissional.

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LITERATURA

Emily the Strange – Seja tudo que você não pode ser

Emily the Strange

Criada inicialmente por Rob Reger como personagem de uma marca, Emily the Strange fez tanto sucesso que acabou ganhando um enredo para chamar de seu. Afinal de contas, não é sempre que encontramos garotas de 13 anos inexpressivas, porém com uma personalidade forte, dark, e gostos peculiares em evidência na ficção – o que é um grande equívoco da parte dos criadores de obras juvenis, porque, se você se lembra de como é ter treze anos, sabe que nessa época nossa individualidade está fervilhando e não é difícil uma garota acabar no espectro de cultivar uma personalidade forte e ter gostos peculiares. Seu rosto apareceu primeiro estampado em skates da marca Santa Cruz Skateboards nos idos dos anos 90, na Califórnia, e logo se tornou popular em diversos produtos da cultura alternativa. Depois de tantos anos sendo definida por seus fãs, Reger decidiu publicar livros em formato de diário da perspectiva da própria Emily, e o resultado não poderia ser mais interessante.

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CINEMA

Crítica: Florence – Quem é essa mulher?

Entre os diversos filmes que são lançados semanalmente contemplando toda sorte de gêneros, alguns passam quase despercebidos nos grandes cinemas por serem considerados objeto de interesse de um público seleto, como é o caso dos filmes biográficos, gênero em que se encaixa Florence – Quem é essa mulher? Lançado no Brasil em meados do ano passado, apesar se mostrar promissor, endossado por algumas críticas na mídia na época da estreia, o filme não alcançou a popularidade que poderia ter alcançado. Talvez o público não estivesse interessado em descobrir quem era aquela mulher, mas deveria.

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