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Valkirias

COLABORAÇÃO MÚSICA

Places, everyone! – Lea Michele e a importância de enxergar o próprio valor

“My whole life I’ve been looking to be part of something special, to be special, but the truth is that I am special” [Por toda a minha vida procurei ser parte de algo especial, ser especial, mas a verdade é que eu sou especial]. Para quem assiste Rachel Berry dizer esta frase em Glee, pode parecer difícil acreditar que aquela jovem de voz impecável, sorriso encantador e enorme beleza em algum momento não tenha se sentido especial. Na trama, Rachel, uma diva adolescente aspirante à estrela da Broadway, faz parte da turma de outcasts que encontra na oportunidade de integrar os New Directions um degrau em sua subida rumo ao sucesso. Logo no primeiro episódio, a personagem se apresenta dizendo ser uma grande fã de estrelas douradas como uma metáfora para seu próprio sucesso. E, logo em seguida, leva um banho de raspadinha no rosto.

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TV

A força das mulheres em Las Chicas del Cable

A série espanhola Las Chicas Del Cable mostra um grupo de mulheres tentando sobreviver em um mundo machista, na década de 1920. Nos primeiro momentos do episódio-piloto já fica claro que a vida não era muito fácil na época, as mulheres eram vistas como esposas e mães e a liberdade era uma meta inatingível. Vemos duas mulheres preparadas para dar uma guinada em suas vidas, mas são impedidas quando um homem que não supera o fim do relacionamento decide pôr um ponto-final na ilusão de liberdade da ex-companheira.

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CINEMA COLABORAÇÃO

Maternidade: não precisamos ser perfeitas

“Desde que eu tive filhos, estou sempre atrasada”. É assim que Amy Mitchell (Mila Kunis) se apresenta no início do filme Perfeita é a Mãe (2016). E ela não está totalmente errada. Estar atrasada vira uma característica bem presente quando nos tornamos mães. Pra mim virou, pelo menos. O bebê suja a fralda quando estamos prontas para sair, vomita na sua roupa, dorme, chora. São muitas variáveis que influenciam a logística. Os bebês não estão nem aí para horários e padrões ou convenções sociais, eis aqui uma verdade. Depois que eles crescem, essa realidade não diminui, porque são muitas demandas e muitos pratos para conseguir manter girando no ar; como é o caso da protagonista, que faz tudo sozinha e, obviamente, está sempre correndo de um lado para o outro naquele ritmo frenético de quem precisa dar conta de tudo o tempo inteiro.

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LITERATURA

O Conto da Aia e como a maternidade é uma grande questão de gênero

O que é ser mãe?

Ainda hoje persistem diversas concepções essencialistas em relação ao que significa “ser mulher”; com relação a “ser mãe” não é diferente. Apesar de considerarem que todas as mulheres têm (ou ao menos deveriam ter) o “dom” para a maternidade ou um instinto materno, “diversas revisões históricas acerca da instituição familiar sugerem que a exaltação ao amor materno é algo relativamente recente. O vínculo maternal “tradicionalmente descrito como instintivo e natural é um mito construído pelos discursos filosóficos, médico e político a partir do século XVII. Antes, o que predominava era um sentimento que beirava o desinteresse dos pais em relação aos filhos.”

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TV

Dear White People e os muitos porquês do movimento negro

Dear White People

Releitura do filme homônimo, Dear White People é uma das séries lançadas pela Netflix em abril. Assim como 13 Reasons Why, a intenção da série é tratar de problemas comumente ignorados pelos meios de comunicação e por vários setores da sociedade. No caso da trama “Cara Gente Branca”, o que se pretende denunciar é o racismo institucionalizado e estrutural, o contrário da ideia de sociedade “pós-racial” que alguns acreditam existir.

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MÚSICA

Entre lobos e cordeiros: Taylor Swift e o que significa ser uma mulher sob os holofotes do mundo

Da escolha de seu nome, passando por mudanças de sonoridade até o uso das redes sociais: nada a respeito de Taylor Swift é por acaso. A escolha da capitalização das letras no encarte dos seus discos é a chave para mensagens secretas, seus clipes são carregados de simbolismos, 13 é o número de sua vida e ele está em todos os lugares, mas não é só isso. Seus pais escolheram lhe dar um nome sem gênero definido porque imaginaram que, caso ela resolvesse seguir carreira no mundo dos negócios, as pessoas não saberiam se Taylor fazia referência a um homem ou a uma mulher ao ver seu nome num cartão, lhe poupando, pelo menos no início, de ser subestimada apenas por ser mulher. 

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